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Hypermarcas ameniza disparada após negar tratativas para venda; vencedoras de leilão de transmissão caem até 5%

Confira os destaques da B3 na sessão desta segunda-feira (24)

linhas de transmissão de energia elétrica 2
(Thinkstock)
    • Copasa (CSMG3, R$ 36,60, -0,89%)
      Após chegarem a subir 2% esboçando um movimento de recuperação, as ações da Copasa viraram para queda. Os papéis despencaram quase 21% na quinta-feira após a divulgação da revisão tarifária preliminar pela Arsae, que decepcionou e muito o mercado (veja mais clicando aqui). Vale destacar que, após a forte queda, o Scotia Bank elevou a recomendação para os papéis com  preço-alvo sendo reduzido de R$ 45,00 para R$ 43,00.
    • As ações da Sanepar, após caírem 3,71% na quinta, também se recuperam e sobem cerca de 2%; a Sabesp, por sua vez, que caiu quase 6% na quinta, registra ganhos mais modestas. 
    • Hypermarcas (HYPE3, R$ 30,61, +4,72% )
      As ações da Hypermarcas sobem forte com rumores de que três companhias estariam interessadas em comprá-la. Segundo informações da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, João Alves de Queiroz Filho, o Junior, dono da Hypermarcas, teriam hoje em sua mesa três propostas do exterior para vender a empresa, o que fizeram com que as ações chegassem a subir 7% na máxima do dia. 
    • Contudo, em comunicado divulgado nesta segunda em resposta a esclarecimento feito pedido pela CVM, a Hypermarcas afirmou ter solicitado aos seus acionistas João Alves de Queiroz Filho e Maiorem S.A. de C.V. que se manifestassem sobre o teor da notícia e, em resposta a essa solicitação, a Hypermarcas foi informada que inexistem quaisquer tratativas relativas à venda de suas participações na Companhia. Desta forma, os papéis amenizaram os ganhos, apesar de seguirem em forte alta. 
    • Segundo fontes ouvidas pela Reuters, as três empresas interessadas seriam a Johnson & Johnson, Novartis e Takeda Pharmaceutical. Famílias donas das empresas de investimentos Igarapava Participações e Maiorem SA de CV, que detêm uma participação combinada de 34% da Hypermarcas contrataram as unidades de bancos de investimento do Bradesco e do Credit Suisse para assessorar a venda, disseram as fontes.  Nenhuma das empresas interessadas apresentou ofertas ainda, disse uma das fontes à agência. Uma proposta para comprar a participação da família do bilionário João Alves Queiroz Filho, que controla a Igarapava, e dos investidores mexicanos donos da Maiorem dispararia direitos de tag-along para acionistas minoritários, acrescentaram as fontes. 
    • As ações da Qualicorp (QUAL3, R$ 22,09, +3,42%) e RD (RADL3, R$ 63,56, +2,22%) também sobem forte, sinalizando que os investidores estão de olho no setor de saúde na bolsa após a notícia sobre a Hypermarcas. 
    • Petrobras (PETR3, R$ 14,28, +0,07%; PETR4, R$ 13,96, +0,58%)
      As ações da Petrobras têm um dia de volatilidade na bolsa. Abriram com ganhos superiores a 1% em meio à alta dos preços do petróleo, reagiram à virada da commodity na manhã desta segunda, mas logo voltaram a subir, apesar da baixa do petróleo seguir, com o WTI em queda de 0,58%, a US$ 49,36, e o brent em queda de 0,40%, a US$ 51,75, com o aumento da perfuração nos EUA ofuscando a expectativa com os cortes de produção pela Opep. Vale ressaltar que, na sexta-feira, quando a B3 esteve fechada, o petróleo já havia caído 2%. Por outro lado, segurando as cotações, está o novo reajuste de preços da companhia e o ânimo internacional com o segundo turno entre Emmanuel Macron e Marine Le Pen (veja mais clicando aqui). 
    • A Petrobras decidiu na quinta-feira aumentar o preço do diesel nas refinarias em 4,3% e o da gasolina em 2,2%, em média, com a alta valendo desde a última sexta-feira. Além de câmbio e preços internacionais do petróleo e derivados, a decisão também levou em conta ajustes na competitividade da empresa no mercado interno. O Credit Suisse também destacou esperar reação marginalmente positiva do mercado ao ajuste, “principalmente devido prêmio maior do diesel em relação ao ajuste de preços de fevereiro”. Além disso, a estatal informou que recebeu de seu acionista controlador, a União, pedido de substituição de candidatos para o conselho fiscal da companhia. As eleições irão ocorrer em assembleia geral ordinária (AGO) marcada para 27 de abril. 
    • Vale (VALE3, R$ 27,38, +0,37%; VALE5, R$ 26,19, +0,38%)
      A Vale amenizou os ganhos e oscila entre leves ganhos e perdas após subir forte no início desta sessão. Os papéis seguiam o ânimo internacional e também a recuperação do minério na sexta, quando a commodity subiu mais de 4% em Qingdao, quando a B3 estava fechada por conta do feriado de Tiradentes. Contudo, nesta segunda, o dia foi de  queda de cerca de 2,5% da commodity, para US$ 66,53 a tonelada. 
    • A companhia ainda aprovou na última quinta-feira o pagamento de R$ 4,67 bilhões em dividendos, correspondentes a R$ 0,905571689 por ação ON e PN em circulação no mercado. São elegíveis a receber a remuneração detentores de ações da mineradora no Brasil em 20 de abril e detentores de ADRs (American Depositary Receipts) na Nyse e na Euronext Paris em 26 de abril. O pagamento será realizado a partir de 28 de abril. Além disso, a agência de classificação de risco S&P revisou a perspectiva do rating global da Vale - atualmente "BBB" - de estável para positiva, refletindo, principalmente, os esforços da mineradora para reduzir sua dívida. As ações da empresa também devem reagir à queda do minério de ferro no mercado spot.
    • As siderúrgicas também registram uma sessão de ganhos, com destaque para a Usiminas (USIM5, R$ 4,10, +1,49%), que teve a recomendação elevada para outperform pelo BB Investimentos, enquanto o Morgan Stanley elevou a recomendação dos papéis de underweight para equalweight. Gerdau (GGBR4, R$ 9,73, +1,88%) e CSN (CSNA3, R$ 7,58, +1,61%) também registram alta. 
    • Bancos
      Os bancos também registram alta em meio ao cenário de alívio no exterior com as eleições na França. . Banco do Brasil (BBAS3, R$ 32,25, +2,71%), Bradesco (BBDC3, R$ 31,60, +1,90%; BBDC4, R$ 31,85, +2,28%). Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 38,49, +1,99%) têm ganhos de cerca de 3%. 

    • Eztec (EZTC3, R$ 19,70, +0,97%)
      A Eztec vê suas ações em leve alta após a divulgação da prévia operacional do primeiro trimestre. As vendas líquidas da companhia caíram 66,7% no primeiro trimestre deste ano, na comparação anual, indo para R$ 9 milhões, segundo prévia operacional. Em relação ao quarto trimestre do ano passado, a retração foi de 78,1%. A empresa fechou o período com vendas brutas de R$ 114 milhões e distratos de R$ 105 milhões.
  • De acordo com o BTG Pactual, os números foram mais fracos do que o esperado, o que pode pesar negativamente na ação principalmente após uma recente performance positiva, com o papel subindo 25% no acumulado do ano. Contudo, a recomendação segue de compra para os papéis, com a expectativa de recuperação mais rápida em comparação a outras empresas do segmento de classe média e alta.

  • CCR (CCRO3, R$ 17,36, +1,40%)
    O grupo de concessões CCR informou que concluiu na quinta-feira a aquisição de fatia de 15% que a Odebrecht Transport Participações detém na ViaQuatro. A operação havia sido anunciada pela empresa em 9 de março e o valor do negócio é de R$ 171,1 milhões.

  • Transmissoras

    As ações de algumas companhias de transmissão reagem negativamente ao leilão realizado nesta segunda-feira na B3. A disputa foi grande pela maior parte dos 35 lotes, que somam uma receita anual permitida (RAP) máxima de R$ 2,7 bilhões. Venceram aqueles que oferecerem maior deságio em relação à RAP máxima estabelecida pela Aneel para cada lote. 
  • A Alupar (ALUP11, R$ 18,93, -5,11%) registra uma das maiores quedas, com o consórcio formado pela companhia e pela Apollo Participações saindo vitorioso do lote 19 ao oferecer deságio de 48% em relação ao valor máximo de R$ 190,595 milhões.  Já a Transmissão Paulista (TRPL4, R$ 59,82, -3,20%) venceu o lote 1 em conjunto com a Taesa (TAEE11, R$ 23,12, -1,45%) com um deságio de 33,24%, o lote 5 com deságio de 32,2% e  lote 6 ao oferecer deságio de 44,51%. A Energias do Brasil (ENBR3, R$ 13,16, -2,23%)venceu os lotes 7, 11 e 21, em consórcio ou individualmente. 
  • Natura (NATU3, R$ 31,63, +3,74%)

    A L’Oreal escolheu a Natura Cosméticos além de companhias de private equity como ofertantes na próxima rodada do leilão para seu negócio Body Shop, disseram pessoas familiarizadas com o assunto para a agência Bloomberg. CVC Capital Partners, Advent International Corp. e Investindustrial Advisors SpA também estão entre as empresas da disputa, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas porque o processo é privado.

    Ofertas pela Body Shop atingiram mais de 800 milhões de euros (US$ 856 milhões), disseram as fontes. Ofertas vinculantes devem ser apresentadas no início de junho, disse uma das pessoas.

  • "A Natura não confirmou, mas acreditamos que o negócio ajudaria a diversificar o modelo de negócios, reduzindo a dependência do canal de venda direta, que vem caindo. (...) Apesar da melhora sequencial de resultados esperada para os próximos trimestres, recebemos bem as iniciativas para melhorar as vendas. Porém, achamos que as margens e ROIC ainda devem ficar distantes do pico, o que justifica nossa visão mais cautelosa no case especialmente no nível atual de valuation", aponta o BTG Pactual em relatório. 

     OdontoPrev (ODPV3, R$ 11,05, -5,07%)
    As ações da OdontoPrev caem forte após, em relatório, o JPMorgan reiterar recomendação underweight, apontando que a maior competição diminui a lucratividade da companhia. 

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