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JBS e BRF desabam 6% após Operação da PF; Gafisa afunda 10% com fim de direito de preferência

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta sexta-feira

JBS Friboi 01 - Unidade Lins
(Divulgação JBS Friboi)

Frigoríficos
As ações da JBS (JBSS3, R$ 11,29, -5,84%) e BRF (BRFS3, R$ 37,50, -6,25%) desabam na Bolsa, após a Polícia Federal deflagrar nesta manhã a operação "Carne Fraca", cumprindo mais de 300 mandados judiciais em 7 estados federativos: São Paulo, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás. São 27 mandados de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão. Trata-se da maior operação da história da PF, com 1.100 policiais mobilizados.

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A ação investiga envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos. Segundo jornais, alguns dos principais frigoríficos do país estão entre os alvos, como JBS, BRF e Seara. Entre os presos estão executivos da BRF como Roney Nogueira dos Santos, gerente de relações institucionais e governamentais, e André Baldissera, diretor da BRF para o Centro-Oeste, informa a Folha. Já segundo o Estadão, executivos do frigorífico JBS foram presos. À Bloomberg, a JBS informou que não houve mandado na sede da companhia e que não há informação sobre a prisão de executivos da companhia. 

Estácio (ESTC3, R$ 15,46, -3,01%) e Kroton (KROT3, R$ 13,55, -2,59%)
As Estácio e Kroton afundaram até 2,95% (R$ 15,47) e 3,45% (R$ 13,43) nesta sessão, após notícia de que o conselho da Estácio abriu uma investigação para apurar uma denúncia anônima dando conta de que seu presidente, Pedro Thompson, estaria articulando contra a fusão, segundo informou o jornal Valor Econômico. O executivo foi afastado do grupo de trabalho que negocia os termos da associação com a Kroton no Cade, segundo fontes a par do assunto ouvidas pelo jornal.

Em resposta à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Estácio disse que refuta que membros da administração conspirem contra a fusão. 

Cielo (CIEL3, R$ 27,28, +0,85%)
Uma das questões que derrubaram a ação da Cielo em meados de dezembro do ano passado não deve sair esse ano. Segundo informações do Valor Econômico, as discussões da indústria de cartões sobre redução do prazo em que lojistas recebem as vendas à vista com cartão de crédito estão em estágio preliminar e nenhuma mudança deve ser feita este ano. 

Em relatório desta manhã, o BTG Pactual disse que conversou com um adquirente de cartões e que ele está convencido que o prazo de pagamento não irá mudar. "Boa notícia para a Cielo", comentaram os analistas do banco.

Gafisa (GFSA3, R$ 2,30, -10,51%)
As ações da Gafisa desabam e atingem na mínima deste pregão queda de 11,67%, a R$ 2,27, com o fim do direito de preferência dos acionistas para aquisição de ações ordinárias da sua subsidiária Tenda. Com isso, as ações da Gafisa passam a ser negociadas a partir de hoje "ex-direito de preferência" na aquisição das ações da Tenda. 

O exercício do direito de preferência foi assegurado aos acionistas da Gafisa até 16 de março, tendo como objeto 27 milhões de ações ordinárias da Tenda, que representam 50% do capital social. O preço de aquisição de cada ação de emissão da Tenda ficou fixado em R$ 8,13 por ação. 

Petrobras (PETR3, R$ 14,49, +0,76%; PETR4, R$ 13,78, +0,51%)
As ações da Petrobras sobem, na esteira dos preços do petróleo no mercado internacional. Lá fora, o contrato Brent avançava 0,54%, a US$ 52,02 o barril, enquanto o WTI registrava alta de 0,57%, a US$ 49,03 o barril. 

No radar, a Petrobras e a Total Gas & Power Brasil submetem à análise do Cade operação que envolve aquisição de controle compartilhado no setor de geração de energia elétrica. O documento de divulgação de pedido de análise do Cade está no Diário Oficial e não traz detalhes adicionais; processo tem acesso restrito no site do conselho até o momento. 

Positivo (POSI3, R$ 3,80, -7,32%)
As ações da Positivo desabaram 10% na mínima do dia, a R$ 3,69, após divulgar seu balanço do quarto trimestre. A empresa apresentou lucro de R$ 1,1 milhão, revertendo o prejuízo de R$ 53 milhões de um ano antes. A melhora é reflexo de cortes de custos fixos, ganhos de eficiência em fábrica e eliminação de estoques. Por outro lado, os números foram parcialmente impactados pela variação cambial, gerando um resultado financeiro negativo em R$ 25,5 milhões.

A receita líquida da companhia ficou em R$ 392,1 milhões nos três últimos meses de 2016, queda de 21% em relação aos mesmos meses de 2015. O faturamento menor é reflexo da queda nas vendas, principalmente, de desktops e tablets, de 58,4% e 79,5%, respectivamente. A receita com telefones celulares foi a única a apresentar crescimento no trimestre, de 126,3%, para R$ 148,5 milhões. O Ebitda, por sua vez reverteu o resultado negativo de um ano antes e fechou em R$ 40,5 milhões.

Movida (MOVI3, R$ 8,94, +3,95%)
A Movida informou que o número de diárias de aluguel subiu 46% no primeiro bimestre de 2017 na comparação anual. Já as diárias no segmento de gestão de frotas (GTF) tiveram queda de 11% a/a em janeiro e fevereiro. O volume em seminovos registrou alta de 36,5% na comparação anual.

Vale lembrar que a Movida foi citada juntamente com a Portobello como as duas grandes oportunidades "fora do radar" na Bolsa este ano no programa "Comprar ou Vender" desta terça-feira (veja aqui). 

Localiza (RENT3, R$ 43,07, -0,92%)
A Localiza Rent a Car, Car Rental Systems do Brasil Locação de Veículos submetem à análise do Cade operação de aquisição de controle e contrato associativo no setor de locação de automóveis sem condutor e gestão de ativos intangíveis não-financeiros. O documento de divulgação de pedido de análise do Cade está no Diário Oficial e não traz detalhes adicionais; ato tem acesso restrito no site do conselho até o momento.

Banrisul (BRSR6, R$ 15,84, +3,33%) 
O Itaú BBA elevou a recomendação para as ações do Banrisul para outperform, com novo preço-alvo de R$ 17,80 para 2017, ante R$ 14,50. 

"A principal razão para a mudança em nossa recomendação é o retorno assimétrico das ações no caso de uma possível venda do banco e a avaliação relativamente descontada (...)  No caso de uma venda potencial, o múltiplo pago poderia ser muito maior do que a avaliação atual, enquanto a desvantagem se uma potencial venda é descartada deve ser baixa. Estimamos a rentabilidade de longo prazo do Banrisul de 15,7% (acima de 15,0% em nosso modelo anterior)", avaliam os analistas. Além disso, apesar do potencial de valorização, o Banrisul continua a negociar abaixo da sua média histórica. Por fim, a principal razão para o aumento do nosso valor justo foi a redução no custo estimado de capital próprio.

Vale destacar que o "Insight do Dia" da última quinta-feira foi sobre o Banrisul, destacando o potencial de valorização de até 100% com a fusão, segundo o BTG Pactual (veja a análise completa clicando aqui). 

BB Seguridade (BBSE3, R$ 30,08, -0,23%)
O Credit Suisse elevou o preço-alvo para as ações da BB Seguridade de R$ 29,00 para R$ 33,00, mas mantendo recomendação neutra. 

O aumento do preço-alvo é reflexo de uma redução no custo de capital de 16% para 13.4%.  Por outro lado, a menor Selic e um ambiente operacional mais desafiador levou o banco a cortar as estimativas em 8.5%, 11.7% e 13.6% para 2017, 2018 e 2019. "Com esses novos números, estamos 4-6.5% abaixo do consenso. Esperamos um crescimento de CAGR 2016-2019 de 8.1%, com o crescimento acelerando nos próximos anos devido uma melhora no resultado operacional, retomada da atividade econômica e normalização do resultado financeiro", afirmam os analistas. 

Vale (VALE3, R$ 32,48, -0,15%; VALE5, R$ 30,86, +0,06%)
As ações da Vale operam sem direção definida, em dia de leve queda dos preços do minério de ferro. A commodity negociada com 62% de pureza no porto chinês de Qingdao fechou o pregão em queda de 0,29%, a US$ 92,34 a tonelada, enquanto os contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dailian caiu 0,69%, a 716 iuanes a tonelada.

No radar da empresa, a 12ª Vara Federal Cível/Agrária de Minas Gerais suspendeu ações que pediam indenizações bilionárias relacionadas ao rompimento de uma barragem da mineradora Samarco, entre elas uma de 155 bilhões de reais, visando dar unidade aos processos judiciais, afirmou nesta quinta-feira a mineradora Vale, uma das sócias na companhia.

Segundo a Vale, o objetivo é evitar decisões contraditórias ou conflitantes, trazendo uma unidade processual para viabilizar a negociação de um acordo final entre as partes.

"Essa é uma importante decisão que reconhece a complexidade do caso e importância de uma solução consensual como forma eficaz de se adotar as medidas necessárias para remediação de todos os impactos causados pelo rompimento da barragem da Samarco", afirmou a Vale em nota.

Copel (CPLE6, R$ 35,10, +0,34%) 
A elétrica estatal Copel informou nesta quinta-feira que o governo do Paraná indicou o engenheiro Antonio Sergio de Souza Guetter para assumir a presidência da companhia paranaense, e que a indicação do executivo será delibera na reunião do Conselho de Administração na próxima quarta-feira. Guetter substituirá Luiz Fernando Leone Vianna, nomeado para a diretoria-geral de Itaipu, segundo comunicado.

Funcionário de carreira da Copel, Guetter é graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Paraná. Ao longo de sua carreira na companhia, desempenhou as funções de diretor de Finanças e de Relações com Investidores, diretor presidente da Copel Renováveis, entre outros. Recentemente, ocupava o cargo de diretor presidente da Copel Distribuição.

 BR Pharma (BPHA3, R$ 6,59, -0,15%) e BTG Pactual (BBTG11, R$ 19,27, +0,57%)
Segundo o jornal Valor Econômico, a rede Mais Econômica decidiu processar sua ex-dona Brasil Pharma e o BTG Pactual (que controla o grupo farmacêutico), por abuso do poder de controle e gestão temerária. A rede de farmácias - vendida em 2015 pelo BTG para a empresa de investimentos Verti Capital - acusa o BTG e a BR Pharma de terem usado resultados financeiros da Mais Econômica, durante as negociações para compra, "absolutamente falsos com grave prejuízo à autora e ao próprio mercado, em benefício das rés".

A Mais Econômica alega que houve uma "escandalosa adulteração de demonstrações financeiras", com "subavaliação dos passivos" e um "aumento irreal dos ativos" nos demonstrativos que foram referência para a venda da rede. A ação informa que o risco provável de perda de ações trabalhistas, definido no material de pré-venda da companhia, estava em R$ 3,2 milhões, conforme documentado por contador da BR Pharma, diz a Mais Econômica. Após a venda, a investigação dos números foi aprofundada e o valor foi reavaliado pelo mesmo contador para R$ 17,4 milhões.

 

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