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A carta que provocou uma disparada de até 33% nas ações PNs da AES Tietê hoje

Em carta, o megainvestidor Luiz Barsi disse que as ações eram uma boa oportunidade na Bolsa; Motivo? As ações pareciam "baratas" e pela expectativa de gordos pagamentos de dividendos pela frente

Luiz Barsi
(Rodrigo Paiva)

SÃO PAULO - Uma carta divulgada pela casa de análise Suno Research provocou um barulho na BM&FBovespa nesta segunda-feira (13). Isso porque o megainvestidor Luiz Barsi revelou em um relatório semanal enviado pela casa de research a sua nova aposta na Bolsa: as ações preferenciais da AES Tietê (TIET4). A avaliação de Barsi é respaldada em dois pontos: para ele, a ação parecia barata no mercado e há expectativas de bons dividendos pela frente, lembrando que, no ano passado, elas entregaram um dividend yield (dividendos sobre o preço da ação) de 10% (leia mais aqui). 

Em meio ao comentário, que foi reproduzido pelo InfoMoney (veja aqui) às 13h11 (horário de Brasília), esses papéis começaram a ganhar força na Bovespa e atingiram na máxima do dia valorização de 33,56%, a R$ 3,90. Vale menção que quando Barsi comentou sobre os papéis, eles eram cotados na Bolsa perto dos R$ 3,00. Nesta sessão, essas ações encerraram em alta mais amena de 16,10%, a R$ 3,39. O volume financeiro ficou em R$ 8 milhões, contra média diária de R$ 97 mil nos últimos 21 pregões - ou 82,5 vezes maior do que o usual. 

Por sua vez, as ações ONs da elétrica (TIET3) registraram alta de 6,53, a R$ 3,10, enquanto as units TIET11 - que possuem maior liquidez na Bovespa - subiram 1,37%, a R$ 14,82 . O giro financeiro movimentado com esses ativos ficou em R$ 1,01 milhão e R$ 14,98 milhões, contra média diária de R$ 39,9 mil e R$ 18,8 milhões, respectivamente. 

Em carta, Barsi disse que as ações da elétrica apareciam como boas oportunidades na Bolsa e que, naquela faixa de preços (R$3,00), esses papéis alimentavam duas expectativas: "a expectativa de um yield favorável e a expectativa de uma eventual valorização quando todos esses fatores que são colocados como negativos possivelmente possam ser colocados como positivos. Ou seja, subir o preço do petróleo, subir o preço do minério, o PIB voltar a crescer, o empresário voltar a investir, a inflação cair (que não é fácil e eu não acredito muito), o dólar se mantiver a R$3,10 (que eu também não acredito, eu acredito que ele irá subir de preço)", comentou.

 

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