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Fitch faz alerta e Petrobras fecha na mínima do dia; Bradesco desaba 4% após balanço

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta quinta-feira

Petrobras - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - Em uma sessão volátil e próximo da estabilidade, pesou sobre o Ibovespa nesta quinta-feira (2) o desempenho negativo das blue chips: Petrobras e Vale caíram até 2%, fechando nas mínimas do dia. No final do pregão, a agência Fitch Ratings comentou que, apesar do progresso, a Petrobras continua altamente alavancada e provavelmente dependerá de financiamento externo para refinanciar seus vencimentos. 

Além delas, o índice também foi pressionado hoje pelas ações dos bancos: o Bradesco liderou as perdas do Ibovespa, com queda de 4%, após reportar balanço fraco no 4° trimestre. Acompanharam o desempenho as ações do Itaú e Banco do Brasil, que também fecharam no negativo. Do outro lado, a CSN destoou no setor de siderurgia, com valorização de 4%, encerrando como a maior alta deste pregão. 

Confira os principais destaques corporativos desta quinta-feira (2): 

Petrobras (PETR3, R$ 15,90, -1,36%; PETR4, R$ 14,89, -0,87%)
As ações da Petrobras perderam força após a abertura das Bolsas americanas e fecharam na mínima do dia, em meio à virada dos preços do petróleo no mercado internacional e à divulgação do relatório da Fitch Ratings, que aponta que a estatal continua "altamente alavancada". Do lado positivo, o UBS divulgou hoje um relatório sobre a empresa, reiterando a recomendação de compra para a estatal. 

Lá fora, o petróleo Brent recuava 0,55%, a US$ 56,49 o barril, enquanto o WTI encerrou o dia em queda de 0,7%, a US$ 53,50 o barril. Mais cedo, a commodity chegou a subir forte após o corte de produção na Rússia, maior país produtor fora da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), mas virou para queda durante a tarde.

Em relatório, a Fitch disse que "apesar do progresso, a Petrobras continua altamente alavancada e provavelmente dependerá de financiamento externo para refinanciar os vencimentos". Para a agência, a meta de desalavancagem da estatal é agressiva, já que as expectativas de alienação somam US$ 35 bilhões no período em dois anos. A Fitch espera que a alavancagem líquida da empresa esteja em torno de 3,5 vezes até o fim de 2017, em comparação com 4,7 vezes em setembro de 2016, supondo que a empresa receba uma parcela significativa de pagamentos dos desinvestimentos em 2017.  

Além disso, o UBS reiterou sua recomendação de compra para os papéis da estatal e os preços-alvo de R$ 22,50 para as ações preferenciais e de R$ 22 para as ordinárias, o que representa potenciais de valorização de 49,8% e 36,5%, respectivamente, ante o último fechamento. Os analistas questionam, no entanto, se o novo momento da companhia se estenderá por 18 meses ou por 6 anos - ou seja, se vai durar apenas durante o mandato de Temer ou se continuará também no próximo governo. 

Bradesco (BBDC3, R$ 31,56, -1,42%; BBDC4, R$ 31,25, -3,59%)
As ações do Bradesco afundaram nesta sessão após ver lucro líquido ajustado pelo "impairment" de R$ 4,39 bilhões no 4° trimestre, abaixo dos R$ 4,5 bilhões estimados pelos analistas consultados pela Bloomberg. Considerando a perda contábil ("impairment") de R$ 3,1 bilhões, o lucro líquido do banco ficou em R$ 3,592 bilhões no período, queda de 17,5% ante mesmo período de 2015. Vale menção que as ações. Vale menção que as ações do Bradesco ficam "ex-proventos" hoje e os acionistas que encerraram o pregão de ontem com os papéis do banco terão direito à remuneração (leia aqui). 

Em meio à reação negativa, o Banco do Brasil (BBAS3, R$ 30,97, -0,93%) e Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 37,51, -0,29%) fecharam em queda, mas em movimento bem mais ameno ao visto nesta manhã. Na mínima do dia, esses papéis caíram 2,5% e 2,6%, respectivamente.

Em relatório, o Credit Suisse disse que, mesmo ajustando pelo "impairment", o lucro veio abaixo do esperado, vendo uma reação marginalmente negativa dos números nas ações do banco. Já o Itaú BBA comentou que os lucros ficaram "levemente abaixo do esperado e do consenso do mercado", mas que a evolução da qualidade dos ativos e as margens foram os principais destaques negativos do quarto trimestre de 2016. Ainda assim, o banco de investimento reiterou a recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para o Bradesco, mas afirmou que o upside dos papéis estão limitados a 12%. 

Vale (VALE3, R$ 32,66, -0,70%; VALE5, R$ 30,67, -2,29%)
Após alta de 2% ontem, as ações da Vale caíram nesta sessão, em mais um dia sem cotação do minério de ferro. Os mercados na China voltam a operar amanhã, após pausa de uma semana por conta do feriado de Ano Novo Lunar chinês. Especialistas alertam para possibilidade de correção após a volta dos mercados chineses (veja aqui). Nessa semana sem negociações por lá, as ações PNs da mineradora caíram 4%. 

Acompanharam o movimento hoje os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 21,10, -2,90%) - holding que detém participação da Vale -, enquanto as siderúrgicas Usiminas (USIM5, R$ 5,30, -0,57%), CSN (CSNA3, R$ 12,13, +4,03%), Gerdau (GGBR4, R$ 12,73, +2,50%) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 5,78, +0,35%) fecharam entre perdas e ganhos.

No radar, o diretor de Relações com Investidores da empresa, André Figueiredo, afirmou a jornalistas, em evento no Rio de Janeiro, que a mineradora provavelmente fechou 2016 com lucro e, por isso, deverá pagar dividendos de pelo menos 25% do resultado líquido. "Ano passado, a Vale provavelmente teve lucro e a gente é obrigado a distribuir pelo menos 25%... não está decidido exatamente qual o percentual, mas temos essa obrigação e o faremos", afirmou Figueiredo, após apresentar uma palestra a investidores e analistas de mercado.

Lojas Americanas (LAME4, R$ 16,50, -1,49%)
As ações da Lojas Americanas caíram em meio à notícia de que a empresa está preparando uma oferta para levantar fundos para uma aquisição, disseram duas fontes com conhecimento sobre o assunto ao Brazil Journal.

Vale menção que já em dezembro a varejista sinalizava para uma oferta. Na época, a diretoria da empresa disse que visava dar flexibilidade à companhia em um momento que ela considera oportunidades de crescimento via aquisição. No entanto, o aumento de capital poderia servir também para uma injeção de capital na B2W (BTOW3, R$ 12,19, -0,73%), controlada da Lojas Americanas e dona do Submarino.com. 

Gol (GOLL4, R$ 6,34, +3,43%)
O Deutsche Bank elevou a recomendação para as ações da Gol de manutenção para compra e o preço-alvo dos ADRs de US$ 24,00 para US$ 36,00, afirmando que o pior para a companhia ficou para trás. De acordo com os analistas do banco, a expectativa é de que a Gol mantenha uma abordagem disciplinada e seja beneficiária do plano de governo que permite a participação do capital estrangeiro nas aéreas. 

TIM Participações (TIMP3, R$ 8,90, +0,23%)
O Bradesco BBI elevou a recomendação para as ações da TIM de neutra para outperform, com preço-alvo de R$ 10,50. 

São Martinho (SMTO3, R$ 20,42, +0,49%) 
A São Martinho teve a recomendação iniciada com outperform pelo Bradesco BBI. 

Ultrapar (UGPA3, R$ 65,01, +0,71%)
Após o Cade impugnar para análise a compra da Alesat pela Ultrapar, a companhia afirmou que o parecer publicado pela Superintendência Geral do órgão não é vinculante, cabendo ao tribunal a decisão final do caso. "A companhia seguirá buscando a aprovação da operação junto ao tribunal do Cade, de maneira a afastar as preocupações concorrenciais apontadas pela Superintendência do órgão", disse a empresa.

De acordo com o Itaú BBA, caso o negócio não seja concretizada, a reação dos mercados será negativa, uma vez que iria reduzir o momentum de ganhos para a companhia. Além disso, a Alesat representa R$ 1,60 do preço-justo de R$ 86,90 que o banco de investimentos possui para a ação. A expectativa dos analistas é de que a compra seja aprovada com restrições.

O Credit Suisse também aponta a notícia como negativa, apontando que a aquisição poderia adicionar R$ 5,40 por ação (ou 237% a mais do que o estimado pelo Itaú BBA). "No entanto, o nosso preço-alvo de R$ 89,00 para a ação não incorpora Alesar e Liquigás. Com isso, acreditamos que as ações ainda estão subvalorizadas, independente da aprovação dos negócios".

Já o BTG Pactual comentou que a decisão não significa que o acordo não ocorrerá, mas sim que, para que vá adiante, é possível que algumas mudanças/desinvestimentos tenham que ocorrer. Para os analistas do banco, a notícia pode pesar nas ações hoje.

BRF (BRFS3, R$ 44,52, +1,64%)
A BRF ganhou força nesta tarde, chegando a subir 3,58% na máxima do dia (o que seria sua maior alta diária desde 6 de dezembro), após dados positivos de exportações de frango brasileiro. As exportações de frango registraram alta de 14,8% em janeiro, de acordo com a ABPA, em um movimento considerado "incomum" para o período e que possivelmente está relacionado com o impacto do surto de gripe aviária no comércio global.

"Determinados mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio intensificaram as importações de produtos avícolas do Brasil. É um movimento incomum para o período, o que pode indicar reflexos do movimento que os vários focos de Influenza Aviária têm causado no comércio internacional, favorecendo as vendas de produtos provenientes de áreas livres da enfermidade, como é o nosso caso", disse o analisa Francisco Turra, presidente-executivo da ABPA.

Sanepar (SAPR4, R$ 13,66, -1,37%)
Após o BTG Pactual e o Bradesco BBI (veja mais no Insights do dia da última quarta-feira), o Itaú BBA iniciou a cobertura para as ações da companhia, com preço-alvo de R$ 20,00 e apontando que a companhia está construindo um novo ambiente regulatório. "Esperamos que o novo ambiente regulatório desbloqueie valor para os acionistas da empresa através de uma alta tarifária de 15% em abril de 2017 e antecipamos novos fluxos de notícias nas próximas semanas", avaliam os analistas. 

BTG Pactual (BBTG11, R$ 16,65, 0,0%)
A CNP desistiu de comprar Pan Seguros e Pan Corretora do BTG Pactual. “A conclusão dessa aquisição estava sujeita ao cumprimento de diversas condições precedentes. Diante do fato de que algumas destas condições precedentes não foram cumpridas, tanto a CNP Assurances como BTG reconheceram que os acordos de aquisição deixaram de ser eficazes”, disse a CNP em comunicado por e-mail.

Em abril de 2016, o BTG havia acertado venda da Pan Seguros e Panamericano Corretora à CNP por R$ 700 milhões.  

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