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Cielo salta até 6% após Bradesco BBI alertar para "oportunidade de compra"; microcap dispara 240% em 3 pregões

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta terça-feira

Cielo 01 - Fachada empresa
(Divulgação Cielo)

SÃO PAULO - O Ibovespa teve seu terceiro pregão consecutivo de valorização nesta terça-feira (24), entre alta de Vale e queda dos bancos, que realizaram após forte alta ontem. A Vale subiu quase 3% na esteira da disparada de 6,22% dos contratos futuros do minério de ferro.

A maior alta do dia do índice ficou com as ações da Cielo, que subiram 6,28% na máxima do dia, a R$ 26,41, após o Bradesco BBI apontar para "oportunidade de compra" das ações após queda recente. Até o fechamento de ontem, as ações da Cielo acumulavam em 2017 queda de 10%. 

Chamou atenção também nesta sessão as ações da Multiplus, que dispararam até 5% após a empresa anunciar juntamente com o Itaú Unibanco o lançamento de um cartão de crédito co-branded com ofertas para acelerar o acúmulo de pontos em um momento em que a desaceleração no mercado de cartões, após anos de expansão, tem reverberado sobre programas de fidelidade.

Confira abaixo os destaques de ações da Bovespa nesta sessão:

Vale (VALE3, R$ 34,13, +2,46%; VALE5, R$ 32,38, +2,79%) 
As ações da Vale e Bradespar (BRAP4, R$ 22,27, +1,78%) - holding que detém participação na Vale - subiram forte em meio à alta de 6,22% dos contratos futuros do minério de ferro negociados na Bolsa de Dailian, na China, e ao avanço de 1,92% nos preços do minério de ferro spot (à vista), negociado com 62% de pureza no porto chinês de Qingdao, a US$ 82,69. 

Por sua vez, as siderúrgicas perderam força e fecharam em queda nesta sessão, com Gerdau (GGBR4, R$ 12,56, -1,02%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 5,68, -1,39%), Usiminas (USIM5, R$ 5,15, -1,34%) e CSN (CSNA3, R$ 12,39, -0,16%). 

Cielo (CIEL3, R$ 25,91, +4,27%)
As ações da Cielo subiram até 6,28% nesta sessão, a R$ 26,41, após um relatório do Bradesco BBI alertar para "oportunidade de compra" na ação depois de forte queda no início deste ano. Até o fechamento de ontem, os papéis CIEL3 acumulavam perdas de 10% em 2017.

Segundo o analista Rafael Frade, que assina o relatório, os papéis caíram em meio às expectativas de vendas mais fracas no varejo e incertezas sobre possíveis mudanças regulatórias. No entanto, ele acredita que o case de crescimento das transações de cartões segue intacto, apesar das dificuldades temporárias. O banco tem preço-alvo de R$ 35,00 para as ações. 

Petrobras (PETR3, R$ 17,73, -1,39%; PETR4, R$ 16,04, +0,31%)
As ações da Petrobras fecharam entre perdas e ganhos nesta terça-feira, em dia de noticiário misto para a estatal. Na máxima do dia, os papéis ordinários subiram até 1,89%, a R$ 18,32, enquanto os preferenciais avançaram 2,75%, a R$ 16,14. Na contramão, os preços do petróleo sobem no mercado internacional: o contrato futuro do Brent registrava alta de 0,18%, a US$ 55,33 o barril, enquanto o WTI avançava 0,61%, a US$ 53,07 o barril. 

Hoje, o presidente em exercício do STJ (Superior Tribunal Justiça), ministro Humberto Martins, negou o pedido da Petrobras para suspender uma decisão do TRF da 5ª região e, consequentemente, prosseguir a cessão de dois campos de petróleo, na Bacia de Campos e na Bacia de Santos, sem licitação, informou o STJ em comunicado no site. A ação popular foi proposta contra a Petrobras e a ANP devido à tentativa de venda de 100% de participação no campo de Baúna e 50% do campo de Tartaruga Verde, ambas sem licitação, diz STJ.

Além disso, a Petrobras anunciou hoje a elevação do volume de recompra de bônus a US$ 6 bilhões, em vez de US$ 4 bilhões, divulgados anteriormente. A data de expiração antecipada da oferta foi prorrogada de segunda-feira para quarta-feira e o prazo final estendido de 6 para 8 de fevereiro. Segundo a assessoria de imprensa da Petrobras, a elevação da recompra ocorreu em razão da participação de investidores acima do previsto. “A recompra de um volume maior, que representa redução da dívida, vai ao encontro das metas de desalavancagem da companhia”, disse a estatal.  

Ainda no radar, o UBS manteve hoje a estatal como sua "top pick" no setor de petróleo, destacando a forte redução de ativos e do capex e geração de caixa em 2016, além da política de preços com melhor visibilidade. Desse modo, os analistas do banco esperam que haja um potencial de valorização de mais 40% para a ação. O banco manteve as estimativas para o petróleo em 2017 a US$ 60 o barril, mas cortou a projeção para 2018 de US$ 70 para US$ 65 o barril. 

Eletropaulo (ELPL4, R$ 12,24, -0,49%)
O Credit Suisse rebaixou a recomendação das ações da Eletropaulo de neutra para underperform (desempenho abaixo da média), com preço-alvo de R$ 10,00 por ação.  

Papel e celulose
O BTG Pactual revisou o setor de papel e celulose, destacando esperar surpresas positivas para este ano ao ver um melhor cenário para os exportadores de celulose agora. A Suzano (SUZB5, R$ 14,55, +1,89%) é a top pick do setor, com o preço-alvo sendo elevado de R$ 14 para R$ 18. A Fibria (FIBR3, R$ 32,10, +1,04%) também tem recomendação de compra, com o preço-alvo sendo elevado de R$ 28 para R$ 38. Já a Klabin (KLBN11, R$ 16,23, -2,35%) teve o preço-alvo inalterado em R$ 19,00, com a recomendação sendo rebaixada para neutra.  

Ainda no setor, a Suzano autorizou a celebração de um empréstimo de R$ 260,2 milhões junto ao Banco do Brasil.

As perspectivas positivas para o setor ofuscam o dia de queda do dólar frente ao real. O dólar comercial registrava desvalorização de 0,12% nesta sessão, sendo cotado a R$ 3,1649 na venda. 

Localiza (RENT3, R$ 37,60, +3,01%)
As ações da Localiza subiram 4,88%, a R$ 38,28, na máxima desta sessão, após a empresa elevar o valor bruto por ação dos juros sobre capital próprio a ser pago no dia 8 de fevereiro. O preço a ser pago por ação passou de R$ 0,2236 para R$ 0,2244 devido ao aumento do número de ações em tesouraria, segundo comunicado ao mercado enviado na noite de ontem.

O montante dos proventos aprovado pelo conselho de administração foi de R$ 46,7 milhões. Farão jus ao pagamento os acionistas constantes da posição acionária da companhia no dia 22 de dezembro de 2016, sendo que os papéis, a partir de 23 de dezembro, passam a ser negociadas ex-juros sobre capital próprio.   

Natura (NATU3, R$ 25,72, -0,19%)
Segundo o BTG Pactual, dados reportados pela L’Occitane (juntamente com os da Avon) reforçam cenário desafiador para a Natura, com competição aumentando no maior canal de distribuição da companhia (porta a porta), além de canais com alto crescimento (e-commerce e lojas físicas).

Apesar de enxergarem melhora de resultados da Natura no 4° trimestre, os analistas do banco ainda esperam que as iniciativas para a reversão de queda de vendas leve muito tempo para surtirem efeitos. Eles seguem com visão cautelosa com o papel. 

Karsten (CTKA4, R$ 6,75, +42,11%)
A microcap Karsten seguiu em disparada na Bolsa, acumulando nos últimos 3 pregões ganhos de 240%. O volume financeiro movimentado com os papéis superou em 41 vezes a média diária dos últimos 21 pregões: R$ 3,5 milhões x R$ 84,1 mil. 

 Questionada pela Bovespa pela disparada recente, a Karsten disse ontem que "não tem conhecimento de qualquer fato ou ato ocorrido" que pudesse explicar as oscilações.

Lupatech (LUPA3, R$ 4,09, +7,92%)
Também com disparada misteriosa ganhou destaque as ações da petrolífera Lupatech. Os papéis da companhia, que caminharam praticamente no mesmo lugar ao longo de 2017, dispararam 19,79% na máxima desta sessão, atingindo o patamar de R$ 4,54. O movimento vem acompanhado também de forte volume financeiro, que atingiu hoje R$ 9,5 milhões, contra média diária de R$ 612,6 mil dos últimos 21 pregões. Apesar do forte movimento, nenhuma notícia ou fato relevante apareceu no radar da empresa nesta terça-feira. 

Kroton (KROT3, R$ 13,93, +2,80%) e Estácio (ESTC3, R$ 16,07, +0,12%)
Após derrocada ontem, as ações do setor de educação operam em alta nesta sessão. Ontem, Kroton e Estácio caíram 4,4% e 2,8%, respectivamente. 

O movimento ocorreu após uma reportagem da revista Veja, do último final da semana, apontar irregularidades no Fies, principalmente durante o período de 2010-2014, quando os players privados usaram o programa para a aumentar os preços, segundo publicação. A reportagem aponta que o programa se transformou em uma grande farra para as universidades privadas, citando principalmente a Kroton. 

Veja mais: Denúncia de irregularidades no Fies: a "ponta do iceberg" de Kroton e Estácio?

Segundo o BTG Pactual, após conversa com a empresa durante o final de semana, não há dúvidas de que o Fies ajudou todos os players do setor em termos de preços consolidados, mas analistas do banco acreditam que há uma grande diferença entre esses impactos negativos no P&L (correspondente ao demonstrativo de perdas e lucros, na sigla em inglês) e qualquer irregularidade. "Neste momento, não vemos qualquer evidência que as empresas do setor cometeram qualquer irregularidade e continuamos achando que o ajuste do programa será feito daqui pra frente com as novas regras (FIES 2.0), mas reconhecemos que notícias como essa, apesar de não trazer grandes novidades, devem continuar pesando no setor", comentaram os analistas. Apesar da pressão de receita, eles mantiveram a recomendação de compra para a ação, baseado no ponto de que ainda há diversas alavancas de geração de valor, principalmente para margens.

Em nota, a Kroton disse que está integralmente alinhada com o cumprimento da legislação educacional brasileira e com as regras do financiamento estudantil, segundo comunicado à CVM.  A "mensalidade escolar aplicada para os alunos de uma turma é exatamente a mesma independentemente de ser um aluno FIES ou não FIES”, disse a companhia. “Descontado o ’efeito mix, a diferença dos encargos educacionais entre alunos FIES e não FIES é de 8% do encargo educacional (data base 2016/1) e integralmente justificada pela elegibilidade ou não elegibilidade dos alunos (FIES e não FIES) às bolsas e/ou descontos praticados pela Companhia”.

Advanced Digital Health (ADHM3, R$ 3,91, +8,01%)
As ações da Advanced - antiga Vitalyze.Me - recuperaram parte das perdas após queda de 19,19% no último pregão, após grupamento das ações na razão de 4 para 1. Apesar da forte desvalorização registrada ontem, os papéis da companhia acumulam ganhos de mais de 400% nos últimos sete dias. 

CPFL Energia (CPFE3, R$ 25,34, -0,20%)
A CPFL Energia anunciou na segunda-feira o fechamento do contrato para que a State Grid assuma o controle da companhia. A companhia chinesa adquiriu as participações da Camargo Correa, da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil), da Fundação Cesp, da Fundação Sistel, da Petros, da Petrobras, e da Sabesprev, da Sabesp. Fazem parte do negócio 556.164.817 ações ON da CPFL Energia, que representam aproximadamente 54,64% do capital total da companhia.

O preço pago à vista foi de R$ 25,51 por ação, equivalente a R$ 14,19 bilhões. Foi também fechada a aquisição da CPFL Renováveis, controlada pela CPFL Energia, pelo valor de R$ 12,20 por ação, ou R$ 3,17 bilhões. Hoje, CPFL ON fechou cotada a R$ 25,39, enquanto CPFL Renováveis ON encerrou com o preço de R$ 11,98. Por conta da mudança de controle na companhia, a State Grid deverá realizar uma oferta pública para aquisição de ações (OPA, na sigla em inglês), tanto para a CPFL Energia quanto para a CPFL Renováveis. Os preços por ação na oferta serão os mesmos pagos aos controladores, ou seja, R$ 25,51 no caso da CPFL Energia, e R$ 12,20 por ação da CPFL Renováveis.

Em Fato Relevante, a CPFL informa que a State Grid estuda a possibilidade de fechar o capital das duas companhias. No mesmo comunicado, a CPFL informa que houve renúncia de membros titulares e suplentes do Conselho de Administração da companhia. Renunciaram os conselheiros Murilo Cesar Lemos dos Santos Passos, Francisco Caprino Neto, José Florêncio Rodrigues Neto, Decio Bottechia Junior, Arnaldo José Vollet, Martin Roberto Glogowsky, Fernando Luiz Aguiar Filho, Roberto Navarro Evangelista, Livio Hagime Kuze, Fernando Manuel Pereira Afonso Ribeiro, Heloisa Helena Silva de Oliveira e Carlos Alberto Cardoso Moreira. Houve renúncias também no conselho fiscal da CPFL Energia. 

De acordo com o Itaú BBA, a expectativa é de que a State Grid realize um aumento de capital na CPFL para reduzir o endividamento da empresa e posicioná-la como um dos consolidadores naturais no segmento de distribuição. A CPFL “provavelmente participará da privatização dos ativos de distribuição da Eletropaulo e poderá até considerar ativos como a Eletropaulo e a Light”. 

“Observamos que poderia haver uma leitura positiva para essas empresas, uma vez que ambas são negociadas abaixo do que vemos como múltiplos justos de M&A”, afirmam os analistas. O Itaú BBA aponta que a “State Grid é agora um dos maiores players privados e estrangeiros do setor e acreditamos que a CPFL continuará a desempenhar um papel importante no mercado brasileiro de serviços públicos”. “Agora esperamos que a State Grid realize uma Oferta Pública de Aquisição das ações remanescentes de minoritários”

“Acreditamos que a maioria dos acionistas minoritários aceitará a oferta", destacam os analistas. “Considerando um período de 45 dias entre o anúncio e a oferta, esperamos um preço de fechamento para os acionistas minoritários de R$ 26,07 por ação, o que implica um desembolso adicional de R$ 8,5 bilhões". 

Multiplus (MPLU3, R$ 36,30, +2,69%)
O Itaú Unibanco e a Multiplus lançaram nesta terça-feira um cartão de crédito co-branded com foco no público de alta renda, com ofertas para acelerar o acúmulo de pontos em um momento em que a desaceleração no mercado de cartões, após anos de expansão, tem reverberado sobre programas de fidelidade.

Batizado de Itaucard Multiplus, o produto permite acúmulo de 1,3 até 2,5 pontos por dólar gasto, contra a média do mercado 1 ponto por dólar. A opção vale para os cartões Internacional, Gold, Platinum, Black e Infinite, nas bandeiras MasterCard e Visa, para correntistas ou não do banco. O Itaú Unibanco tem uma base de 40 milhões de contas de clientes que já possuem cartões de crédito.

"O objetivo é potencializar o acúmulo de pontos", disse à Reuters o diretor de cartões do Itaú Unibanco, Marcos Magalhães.

Na prática, o acordo faz com que os pontos acumulados por meio do cartão co-branded vão direto para o programa da Multiplus, em vez do Sempre Presente, plano de fidelização do próprio Itaú Unibanco. A Multiplus, maior empresa de redes de fidelidade de clientes do país, com cerca de 16 milhões de filiados, e a rival Smiles, têm multiplicado alternativas para acúmulo e resgate de pontos. 

Springs Global (SGPS3, R$ 7,83, -3,21%)
As ações da Springs Global seguiram em correção na Bolsa, após forte euforia vista, principalmente, entre o fechamento do dia 10 e 19 de janeiro, quando os papéis subiram 105% na Bovespa (em apenas 6 pregões). Nos últimos 3 pregões, os papéis corrigem esse movimento e registram perdas de quase 20%, mas ainda assim acumulam ganhos de 71,06% em 2017. 

Questionada pela  CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sobre o movimento da disparada das ações na metade de janeiro, a empresa disse que um dos motivos que poderia explicar a alta das ações seria exatamente o corte de Selic.

Veja mais: Small cap dispara 60% em duas semanas e gestor afirma: "será uma Ambev em seu setor"

Em entrevista ao InfoMoney, a diretora de Relações com Investidores da companhia, Alessandra Gadelha, destacou que a dívida atrelada ao CDI estava em cerca de R$ 600 milhões no 3º trimestre de 2016. "Assim, a redução de 1% da taxa de juros representa economia ou ganho R$ 6 milhões por ano, equivalente a 25% do lucro realizado em 2015.", explicou.

Diagnósticos da América (DASA3, R$ 20,49, +7,84%)
As ações da Dasa seguiram em forte alta na Bolsa, após ter anunciado na semana passada a compra do laboratório de exames paulista SalomãoZoppi Diagnósticos (SZD), fundado pelos médicos Luís Vitor Salomão e Paulo Sérgio Zoppi nos anos 1980. O valor do negócio foi avaliado em R$ 600 milhões. Do dia do anúncio, na manhã da última sexta-feira, até hoje, os papéis acumulam ganhos de 13% (em 3 pregões). Vale menção que esses papéis têm baixíssima liquidez na Bovespa. Neste momento, o volume financeiro movimentado com as ações atinge R$ 50,8 mil, contra média diária de R$ 6,6 mil nos últimos 21 pregões. 

 

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