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Vale ON cai 4%, elétrica salta 6% com rumor de privatização e small cap fala sobre alta "misteriosa" de 22%

Confira os destaques da Bovespa nesta terça-feira (17)

Imóveis Prédios
(Wiki Commons)

SÃO PAULO - Após um início de sessão bastante volátil, o Ibovespa ganhou força na tarde desta terça-feira (17), puxado pelas ações dos bancos e educacionais, enquanto a Vale e siderúrgicas lideravam as perdas do índice, juntamente com Cielo.

Fora do índice, o foco voltava-se para o setor de construção civil, em meio à valorização de mais de 30% de 3 ações somente nesta sessão. Foram elas: Rossi, PDG Realty e Viver. No ano, esses papéis acumulam ganhos de 145,9%, 194,1% e 76,3%, respectivamente (leia mais aqui). 

Além delas, chamou atenção também o papel da Log-In, que saltou até 22% nesta sessão, 

Confira os destaques do pregão desta terça-feira:

Petrobras (PETR3, R$ 18,17, -0,44%; PETR4, R$ 15,82, +0,44%)
As ações da Petrobras fecharam entre perdas e ganhos nesta sessão, em um dia misto para o petróleo. O contrato futuro do brent registrava queda de 0,73%, cotado a US$ 55,45 o barril, enquanto o WTI subia 0,19%, a US$ 52,47 o barril.

Além disso, segundo o Valor, a agência Moody's deve melhorar, ainda neste ano, a classificação de risco de crédito da Petrobras. Mais pessimista das três grandes agências em relação à estatal, a Moody's elevou o rating da companhia em outubro e graças à melhora da situação financeira deve fazer isso novamente em 2017, de acordo com o apurado pelo jornal.

Vale (VALE3, R$ 28,49, -1,196%; VALE5, R$ 30,57, -3,93%)
As ações da Vale corrigiram os ganhos registrados na véspera e caíram forte, em meio à baixa do minério de ferro. O preço do minério registrou baixa de 2,51% no porto de Qingdao, na China. 

Destaque ainda para o Bradesco BBI, que apontou em relatório que, após um ciclo vários anos ‘bear’ iniciado em 2011, durante o qual as ações da Vale caíram mais de 90% do pico para a mínima (e durante o qual a empresa passou por uma grande transformação), 2017 deve marcar o início de uma nova era".

Os analistas apontam que, "desde 2011, a Vale tem revisado agressivamente sua estratégia, desinvestindo ativos não-core, cortando custos e reduzindo o capex”. De acordo com os analistas, a ‘nova Vale’ é uma organização muito mais enxuta, focada em poucos e lucrativos negócios e pronta para oferecer retorno significativo aos acionistas. 

"Kit Selic": destaque para construtoras
O setor de construção civil voltou a chamar atenção nesta sessão, em meio à alta de até 43% das ações, que têm sido puxadas por apostas de Selic mais baixa e a expectativa de uma decisão sobre as regras de distratos. 

Segundo disseram três fontes para a agência Reuters, o governo e representantes da indústria de construção estão perto de um acordo sobre novas regras que dão às empresas o direito de manter uma parcela do valor do imóvel no caso de cancelamento da venda. 

Nesta sessão, destaque para as ações da Rossi (RSID3, R$ 6,64, +43,10%), Viver (VIVR3, R$ 2,75, +34,15%), PDG Realty (PDGR3, R$ 3,50, +34,10%), que subiram somente hoje mais de 30%

Vale destacar que MRV e Even divulgaram prévias operacionais. A MRV informou que suas vendas contratadas no quarto trimestre somaram 1,29 bilhão de reais, queda de 6,2 por cento ante mesma etapa de 2015. Mas a redução no volume de cancelamentos de vendas diminuiu o impacto sobre a receita líquida, que totalizou 1 bilhão de reais no período, queda de 1,6 por cento na comparação anual. De acordo com o BTG, os números foram mistos, com uma forte geração de caixa e expressiva velocidade de vendas, além de menores cancelamentos, mas com os lançamentos abaixo do esperado. Os analistas mantêm recomendação de compra para a ação, com preço-alvo de R$ 14.

Já a Even anunciou que as vendas líquidas da construtora caíram 49% nos últimos três meses do ano passado, na comparação anual, de R$ 465 milhões para R$ 237 milhões. No acumulado do ano, as vendas líquidas somaram R$ 1,024 bilhão, ante R$ 1,26 bilhão em 2015, queda de 18,7%.

Cesp (CESP6, R$ 16,10, +6,48%)
A Cesp voltou a subir forte nesta sessão e já acumula ganhos de 18% nos últimos três dias. Na véspera, matéria do jornal Valor Econômico apontava que o que tem feito o papel disparar seria a possibilidade da companhia renovar a concessão da usina de Porto Primavera, o que elevaria o valor da Cesp no processo de privatização.

De acordo com a publicação, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse em reunião com investidores que existe a possibilidade da companhia usar um artigo da Lei 13.360 de 2016 para prorrogar a concessão. O artigo em questão define que, no caso de empresas estatais, "é facultado à União outorgar contrato de concessão pelo prazo de 30 anos associado à transferência de controle de pessoa jurídica prestadora do serviço", desde que a licitação seja feita até 28 de fevereiro de 2018 e a transferência do controle seja concluída até 30 de junho de 2018.

Ambev (ABEV3, R$ 17,13, +0,47%)
As ações da Ambev viraram para alta, revertendo a queda de mais cedo após ter a recomendação rebaixada de manutenção para reduzir pelo HSBC, que possui preço-alvo de R$ 15,00 por ativo.

Cielo (CIEL3, R$ 25,46, -1,74%)
A Cielo caiu após o Credit Suisse cortar a recomendação de outperform (desempenho acima da média do mercado) para neutra, com o preço-alvo sendo cortado de R$ 40 para R$ 28.

De acordo com os analistas do banco, a base da tese está na piora na relação risco-retorno em função de menores volumes da indústria, ambiente competitivo um pouco mais apertado e as possíveis mudanças regulatórias. "Acreditamos que o case de Cielo está saindo de uma história de crescimento para uma empresa madura com yield", afirmam os analistas.

Porto Seguro (PSSA3, R$ 26,10, -2,36%)
A Porto Seguro viu suas ações caírem após ter a recomendação cortada de neutra para underweight pelo JPMorgan, com preço-alvo de R$ 26,00 por ativo.   

JBS (JBSS3, R$ 11,73, +2,36%)
O Bradesco BBI elevou o preço-alvo da ação em 50%, de R$ 12 para R$ 18 com recomendação outperform, o que impulsiona os ativos da JBS. “O IPO da JBS Foods International deve desbloquear grande valor para a JBS, melhorando a percepção de sua governança, elevando a liquidez das ações e reduzindo seu custo de capital”, dizem os analistas.

Log-in (LOGN3, R$ 3,24, +7,64%)
Os papéis da Log-In subiram forte nesta terça-feira com um volume bastante acima da média: R$ 3,7 milhões, contra média diária de R$ 368,4 mil nos últimos 21 pregões. Na máxima do dia, os papéis atingiram alta de 22,26%, a R$ 3,68.

Segundo o diretor da Valor Gestora de Recursos, William Castro Alves, a companhia poderia valer hoje entre duas e três vezes mais do que vale. "O desconto de mais de 60% ao seu valor de patrimônio e a mudança decorrente do novo management da empresa me fazem acreditar que há espaço para o ativo ser reprecificado em bolsa", escreveu em blog no InfoMoney.

Procurada pela BM&FBovespa para esclarecer o motivo da alta atípica das ações hoje, a empresa disse que não tem conhecimento do motivo da alta. "A Log-In vem esclarecer que não tem conhecimento de quaisquer fatos, relacionados ou não aos seus negócios, que possam justificar as oscilações atípicas relativas ao número de negócios e quantidade negociada de ações de emissão da companhia", disse a empresa em comunicado enviado ao mercado após o fechamento do pregão. 

Springs Global (SGPS3, R$ 6,47, -4,85%)
As ações da companhia passaram por uma correção nesta sessão após chegarem a acumular ganhos de mais de 60% nestas duas semanas de 2017. Um dos principais fatores para a alta dos papéis está no aumento do ciclo de corte da Selic. Segundo explica João Reis, gestor do FIA Venture Dividend, com a  redução das taxas de juros em 1%  desde novembro, somada a expectativa de queda mais acentuada da taxa Selic para a casa dos 9,75%, a companhia conseguirá ter uma redução substancial de sua despesa financeira, que se traduzirá em lucro antes dos impostos.

 

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