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Conheça a 1ª ação da Bovespa a duplicar de valor em 2017

Depois de terem sido duramente castigadas nos últimos anos, as construtoras começam a ganhar o holofote do mercado: dos gráficos aos fundamentos, analistas veem uma virada "impressionante" no setor este ano

Construção - Bloomberg
(Krisztian Bocsi)

SÃO PAULO - Em apenas 11 pregões, a BM&FBovespa já sua primeira ação com alta de mais de 100% em 2017. Os ganhos vêm de uma empresa do setor que foi um dos mais castigados nos últimos anos: construção civill. 

Os papéis da "problemática" PDG Realty (PDGR3), que atingiram sua mínima histórica no fim de dezembro (a R$ 1,18), acumulam valorização de 119,33% em 2017 - sendo a primeira ação da BM&FBovespa a duplicar de valor este ano. A concorrente Rossi (RSID3) não aparece muito atrás e registra valorização de 71,85% nesses 11 pregões de 2017.  Somente nesta sessão esses papéis subiram 26,69% e 21,78%, respectivamente, indo a R$ 2,61 e R$ 4,64. 

Outros papéis do setor também mostram forte alta esse ano, como: Helbor (HBOR3, +52,60%), Tecnisa (TCSA3, +31,41%), Gafisa (GFSA3, +31,18%), Cyrela (CYRE3, +20,35%) e Even (EVEN3, +17,30%).  

Embora arriscado, o "call" das construtoras tem tido respaldo tanto do lado dos fundamentos quanto dos gráficos: no último programa Comprar ou Vender, da InfoMoneyTV, o analista Guilherme Vilazante, da Eleven Financial, falou sobre um movimento de virada "impressionante" do setor, ressaltando as ações da Eztec, Cyrela e Even (veja mais aqui); já no Visão Técnica, que vai ao ar todas as sextas-feiras, o Fernando Góes, analista gráfico da Clear Corretora, disse que é um setor para entrar no radar de 2017 para quem gosta de altas emoções e altas rentabilidades: "difícil tomar posição agora, mas as ações estão muito depreciadas e tem amplo espaço para andar" (veja aqui).

Ambos os analistas ressaltam que esse ainda não é o momento para montar posição no setor, mas deixam claro que, quando e se vier, o movimento de alta deve ser "explosivo" e, por isso, vale a pena ficar de olho nesse setor em 2017. 

Do lado dos gráficos, Góes comentou uma possível formação de um OCOI (Ombro-Cabeça-Ombro Invertido) - uma figura gráfica que indica reversão de tendência - no gráfico diário do índice Imob, que compila as ações das construtoras e administradoras de shopping centers, que poderia dar sustentação para a visão positiva nesse ano. O Imob acumula ganhos de 13,4% em 2017, enquanto o Ibovespa sobe 6%. 

Veja abaixo a análise gráfica das construtoras no Visão Técnica da última sexta-feira:

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