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Petrobras fecha venda da Liquigás por valor bilionário, diz jornal; veja mais 11 destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo desta quinta-feira (17)

Petrobras - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo é movimentado, com destaque para o noticiário sobre a Petrobras, com destaque para a notícia de venda da Liquigás para o grupo Ultra, segundo o Valor. Confira os principais destaques desta quinta-feira (17):

Petrobras (PETR3PETR4)
Em destaque no noticiário desta quinta-feira, o Valor Econômico informa que a Petrobras fechou a venda da Liquigás para o grupo Ultra. Em meados do mês passado, as empresas confirmaram que estavam em negociações avançadas. Procuradas, informaram que não se pronunciaram sobre o assunto. A operação deve ficar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões. 

Segundo o BTG Pactual, a notícia é bastante positiva para ambas as companhias. "A Petrobras está vendendo mais um ativo num múltiplo bom, acima de 10 vezes o valor da empresa sobre o Ebitda e se aproximando da meta de desinvestimentos para 2015-2016 e a Ultrapar compra um ativo menos eficiente do que a sua própria operação de gás, com upside relevante de Ebitda por sinergias e pelo maior poder negocial que terá por subir sua participação de mercado para algo perto de 45%", avaliam os analistas. A grande questão é se o Cade terá um papel determinante no processo. 

Antes disso, a Petrobras afirmou em comunicado na noite de quarta-feira (16) que está avaliando novos acordos com investidores com a intenção de eliminar incertezas, ônus e custos associados à continuidade das disputas judiciais contra a companhia. "A conclusão de qualquer acordo dependerá da aprovação da Diretoria Executiva e do Conselho de Administração e, tão logo seja confirmada, será objeto de divulgação", disse a estatal.

A nota foi divulgada para esclarecer uma notícia do Valor Econômico de hoje, que afirma que a Petrobras avançou nas negociações com investidores individuais que reclamam de prejuízos com ações da companhia e deverá fechar novos acordos até o fim do ano que representam cerca de 70% do volume reclamado por acionistas que dizem ter sido prejudicados por fraudes na companhia que foram reveladas no âmbito da Operação Lava-Jato.

Além disso, a estatal informou que renovou financiamento de R$ 3,7 bilhões com a Caixa. A operação tem novo prazo de vencimento para novembro de 2023 e não contempla garantias reais (unsecured), disse a companhia em comunicado ao mercado.

Telefônica (VIVT4)
O conselho de administração da Telefônica Brasil aprovou a eleição de Eduardo Navarro de Carvalho como diretor presidente da empresa, segundo fato relevante divulgado na noite de quarta-feira.

Ele assumirá o cargo no lugar de Amos Genish, que renunciou ao cargo no mês passado. Carvalho ocupará a posição até a primeira reunião do ano de 2019, enquanto Genish seguirá como membro do Conselho de Administração, esclareceu o documento.

Cemig (CMIG4)
A estatal mineira Cemig, controladora da elétrica Light, vai comprar uma fatia detida pelo banco BTG Pactual na empresa e buscará ainda novos sócios para a concessionária, que é responsável pela distribuição de energia em parte do Rio de Janeiro e possui ativos em geração.

O diretor de relações com investidores da Cemig, Fabiano Maia Pereira, disse em teleconferência com investidores nesta quarta-feira que o BTG decidiu exercer imediatamente uma opção de venda de sua parcela na Light, enquanto os demais sócios financeiros da empresa --Banco do Brasil, BV Financeira e Santander-- têm até o final de 2017 para exercer suas opções.

Esses agentes financeiros entraram como sócios na Light por meio de um fundo de investimentos, o FIP Parati, mas com uma opção que obriga a Cemig a encontrar novos sócios ou comprar suas participações caso queiram sair do negócio.

"A parte do BTG já estava no caixa e a gente está fazendo... nós nos organizamos para isso", disse Pereira, sem detalhar valores. De acordo com informações do balanço da Cemig, a companhia teria até 30 de novembro para comprar a fatia do BTG ou encontrar um comprador. 

 Segundo ele, a Cemig está se preparando para tentar resolver a saída dos demais sócios antes do prazo limite. "A intenção é que a gente faça o mais rápido possível, não use todo o prazo de até final do ano que vem", afirmou Maia, sem dar previsões.

Ele disse ainda que a Cemig pretende antecipar parte dos pagamentos que seriam devidos aos sócios restantes no caso de saída, o que poderia envolver cerca de um terço do valor necessário caso a companhia fosse recomprar essas participações.

Segundo Pereira, a ideia da Cemig é realizar uma reorganização societária da Light, com a saída desses agentes, mas sem deixar o controle da companhia. A Equatorial chegou a afirmar que teria interesse na aquisição da Light, mas somente se pudesse exercer o controle da elétrica, uma possibilidade que a Cemig voltou a negar nesta quarta-feira.

O Valor informa ainda que a estatal mineira busca um sócio privado para tentar manter o controle de três hidrelétricas que estão no centro de uma disputa com a União que já dura quatro anos. A empresa tem mantido conversas com grupos estrangeiros, entre eles da Itália e da China, disse ao Valor o secretário de Planejamento de Minas, Helvécio Magalhães.

Pão de Açúcar (PCAR4)
O Grupo Pão de Açúcar conseguiu efeito suspensivo contra pagamento adicional a Globex. A concessão de efeito suspensivo vale até que colegiado da CVM decida a respeito, disse em comunicado ao mercado.

MetalFrio (FRIO3)
A Metalfrio informa que Remi Kaiber Júnior foi eleito novo diretor financeiro. 

CSN (CSNA3)
Em resposta à matéria do Estadão, que afirma que a companhia desistiu de vender ativos para procurar um novo sócio, a CSN afirmou que "estuda diversas alternativas para reduzir seu grau de alavancagem, dentre as quais a possível revisão do portfólio de seus ativos, o que pode, inclusive, considerar a entrada de novos sócios nas empresas do grupo".

Além disso, a empresa reiterou que o plano de desalavancagem (que inclui venda de ativos/entrada de sócios) já foi amplamente divulgado pela Companhia, inclusive em suas notas explicativas. Por outro lado, a siderúrgica deixou claro que não existe, neste momento, qualquer negociação em andamento que mereça divulgação ao mercado.

O Estadão ainda informa que a CSN está se preparando para pedir indenização aos bancos estrangeiros que estão sendo investigados pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) por suposta formação de cartel para manipular taxas de câmbio. A empresa tinha cerca de US$ 200 milhões em contratos de câmbio com os bancos. No mês passado, a companhia entrou com oito protestos judiciais contra Bank of Tokyo Mitsubishi, Barclays, Citigroup, Deutsche Bank, HSBC, JP Morgan, Merrill Lynch e Standard Chartered pedindo que os prazos de prescrição para futuros pedidos de ressarcimento sejam interrompidos.

Em pelo menos um dos casos, contra o JP Morgan, a Justiça interrompeu a contagem dos prazos de prescrição. Segundo explicam alguns advogados, essa interrupção é importante em função do fato de que o processo administrativo no Cade não tem previsão de término e somente depois de os bancos serem condenados é que as empresas poderão pedir ressarcimento. A mesma estratégia, de interrupção de prescrição, está sendo usada pela TAM, que entrou com protesto contra o banco suíço UBS. A TAM tinha contratos com diversos bancos investigados que somavam cerca de ¤ 10 milhões, segundo informações do protesto judicial.

O UBS foi justamente o banco que fez um acordo de leniência com o Cade e trouxe o caso para o Brasil. O esquema para manipular taxas de câmbio teve impacto no País entre os anos de 2007 e 2013. O esquema ocorria em vários outros países. Até o fechamento do jornal de hoje, a CSN não se pronunciou. 

Copel (CPLE6)
A estatal paranaense Copel já se prepara para disputar leilões de concessão para a construção de novas linhas de transmissão de energia em 2017, afirmou o presidente da divisão de geração e transmissão da companhia em teleconferência com investidores nesta quarta-feira.

De acordo com Sérgio Lamy, o retorno desses empreendimentos está "extremamente mais favorável" após as últimas elevações de receita autorizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ele disse que a Copel só não participou de um certame realizado no final de outubro porque prevê que haverá linhas mais adequadas a seu planejamento nas licitações de 2017.

Cesp (CESP6)
O Itaú BBA elevou sua recomendação para a Cesp de underperform para outperform com a avaliação de que a companhia negocia com um bom risco/retorno após a recente queda das ações. Entre os destaques, os analistas do banco esperam que o fluxo de notícias sobre a possível privatização da empresa crie um impulso positivo para os papéis.

Santander (SANB11)
Além disso, o Itaú BBA também elevou seu preço justo para os papéis do Santander de R$ 16,50 para R$ 23,30, apesar de manter a recomendação underperform. Segundo os analistas, o banco continua a negociar com bons múltiplos, mas que estão próximos do que está o Bradesco, o que torna a ação do Santander mais cara. "Acreditamos que o forte desempenho das ações do banco está ligeiramente relacionado ao baixo flutuador do banco, bem como ao fato de ele fazer parte do MSCI LatAm, além do fato do influxo de investimentos passivos terem aumentado nos últimos anos", explicam os analistas do Itaú.

Com Reuters, Bloomberg e Agência Estado

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