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Petrobras tem recomendação elevada por duas casas; Itaú "desbanca" Santander e mais 14 notícias

Confira os principais destaques corporativos desta quarta-feira (21)

Petrobras - Bloomberg
(Dado Galdieri)

SÃO PAULO - O noticiário desta quarta-feira é movimentado não apenas por conta das decisões de política monetária nos EUA e no Japão, mas também pelas notícias de empresas. Petrobras, Vale e BR Properties tiveram recomendações elevadas enquanto que, no noticiário da estatal, destaque fica ainda para a possível revisão no preço dos combustíveis. 

Petrobras (PETR3;PETR4
A Petrobras teve a sua recomendação elevada pela Raymond James de underperform para marketperform. Outra casa que elevou a recomendação para a companhia foi o BB Investimentos, que tem recomendação outperform para os papéis. Além disso, o Santander elevou o preço-alvo para os ADRs (American Depositary Receipts) da estatal de US$ 10 para US$ 11,10 para 2017, na esteira no Plano de Negócios 2017-2021. De acordo com o Santander, o novo plano trouxe diversas notícias positivas, como maior pragmatismo, desalavancagem, corte significativo do capex (despesas de capital), um plano de desinvestimento mais realista, meta de produção mais pragmática no curto prazo e premissas macroeconômicas mais realistas. Contudo, os analistas apontam um ambicioso programa de cortes e de metas de produção no longo prazo que devem ser monitoradas de perto. Já o BTG Pactual, em relatório de estratégia para o mês, manteve o Brasil overweight e adicionou a Petrobras em seu portfólio mensal, baseado na expectativa de um melhor ambiente regulatório e confiança na nova gestão da estatal. 

Além disso, de acordo com informações do G1, a Petrobras deve anunciar até o fim do ano uma redução no preço da gasolina. A queda do preço estaria em estudo pela companhia.  A intenção é anunciar a medida junto com uma nova política de preços para os combustíveis, diz o portal.  A gasolina comercializada no Brasil está atualmente até 30% mais cara que na média dos preços no exterior. 

A nova política de preços está sendo preparada e o critério será o alinhamento do preço praticado no Brasil com os do mercado internacional. Se a política for mesmo adotada, os preços passarão a flutuar dependendo da variação do dólar e com a cotação do petróleo no mercado internacional. A política de reajuste que está em estudo se propõe a ser transparente, com a intenção de atrair parcerias para investimentos no refino de petróleo, hoje praticamente um monopólio estatal. 

Vale (VALE3;VALE5)
A Vale teve a recomendação elevada de underweight (exposição abaixo da média do mercado) para equalweight (exposição em linha com o mercado) pelo Barclays, que elevou o preço-alvo para o ADR de US$ 3,50 para US$ 4,00.  

Destaque ainda para a notícia da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, de que o Conselho de administração da Vale vai aprovar hoje a venda de dois terços de sua área de fertilizantes para a americana Mosaic, em transação de US$ 3 bilhões.

CVC (CVCB3)
A CVC teve a recomendação iniciada pelo Bank of America Merrill Lynch com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 30,00.  

Gol
A Gol (GOLL4) teve a recomendação elevada de venda para compra pelo UBS. 

Bradesco (BBDC3; BBDC4)
A diretoria do Bradesco decidiu submeter ao conselho de administração da companhia a proposta para pagamento de juros sobre capital próprio no valor total de R$ 3,317 bilhões. O montante é relativo ao terceiro trimestre de 2016, e corresponde a R$ 0,571123466 por ação ordinária e R$ 0,628235813 por ação preferencial. O conselho irá se reunir no dia 30 de setembro para decidir se aprova o pagamento.

Caso seja aceita a proposta, farão jus ao provento os acionistas que tiverem ações da companhia no dia 30, com os papéis passando a ser negociados na forma "ex" a partir de 3 de outubro. O pagamento será feito no dia 8 de março de 2017, com o valor líquido de R$ 0,485454946 por ação ordinária e R$ 0,534000441 por ação preferencial, já deduzido o Imposto de Renda na Fonte de 15%.

O banco informou ainda que estes juros extraordinários, líquidos de Imposto de Renda na Fonte representam, aproximadamente, 33 vezes o valor dos juros sobre capital próprio mensalmente pagos pela companhia.

BR Properties (BRPR3)
A BR Properties teve a recomendação elevada de manutenção para compra pelo Santander, que também rolou o preço-alvo de R$ 9,50 em 2016 para R$ 11,00 em 2017. 

Fleury (FLRY3)
A Fleury teve a cobertura reiniciada pelo BTG Pactual com recomendação de compra e um novo preço-alvo de R$ 45,00 por ação. Os analistas destacam que, após uma queda recorde em 2015, a ação da companhia já sobe 130% no acumulado deste ano, com os investidores recebendo bem as medidas tomadas desde a remodelação da gestão em 2014, quando Carlos Marinelli assumiu como CEO. "Juntamente com outros executivos e a Advent (a partir de setembro de 2015), o novo CEO tem dado foco em (i) eficiência de custos e despesas; (ii) geração de caixa; e (iii) reposicionamento das marcas regionais no segmento de "média-alta" renda. Os resultados recentes têm sido sólidos em todas essas frentes, e estamos vendo mais por vir nos próximos trimestres, impulsionando os ganhos e provocando revisões para cima", apontam os analistas.

Itaú Unibanco e Santander
O Itaú Unibanco (ITUB4) estaria negociando com exclusividade a operação de varejo do Citibank no Brasil, apurou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Fontes não sabem afirmar se o Santander Brasil (SANB11) continua no páreo, mas alegam que o interesse dos espanhóis pelo ativo diminuiu, facilitando a chegada do concorrente, que teria feito uma oferta maior.

Tanto o presidente do Citi no Brasil, Hélio Magalhães, quanto o presidente do Itaú, Roberto Setubal, estão em Nova York neste momento, conforme fonte, e estariam negociando os detalhes finais da aquisição. Enquanto isso, o presidente do Santander, Sérgio Rial, estaria em Madri, de acordo com outra fonte. A permanência do Itaú até o final da disputa pelo Citi chamou a atenção do mercado, que sempre considerou o Santander como favorito em levar o ativo. Uma fonte da agência diz, porém, que a oferta feita pelo espanhol teria sido "baixíssima". Confira mais clicando aqui.  Já segundo o Valor Econômico, o Santander obteve exclusividade para negociar a unidade de varejo do Citi na Argentina. 

Oi (OIBR4)
Segundo o jornal Valor Econômico, o  grupo mexicano América Móvil, dono da Claro/Net e Embratel no Brasil, tem interesse em comprar a Oi como um negócio total ou em partes. Tudo dependerá do que a companhia vai liberar para venda, do que a regulamentação brasileira permitir e do preço, disse ao jornal o CEO do grupo, Daniel Hajj. Ao jornal, Eduardo Tude, da consultoria Teleco, afirmou: "acho muito difícil que seja aprovada [a transação]. A America Móvil é hoje o segundo maior grupo no país. Incorporar a Oi seria uma concentração muito grande". 

Triunfo (TPIS3)
A Triunfo informou ontem que nem a companhia e nem sua controlada Concer sofreram qualquer redução patrimonial ou de contas bancárias até agora. O comunicado foi em resposta à notícia do jornal O Globo, que afirmou ontem que uma decisão judicial pôs em risco a renovação da concessão da BR-040, administrada pela Concer (consórcio controlado pela Triunfo, com Construcap, CMSA e C.C.I Concessões). O jornal informou que a Concer teve seus bens bloqueados judicialmente por suspeita de superfaturamento nas obras. Ela lidera a fila das empresas que aguardam a extensão antecipada de seus contratos. 

A polêmica está centrada em um termo aditivo firmado em 2012, que trata da subida da serra, na BR-040, entre as cidades de Juiz de Fora (MG) e Petrópolis (RJ). Avaliado inicialmente em R$ 280 milhões, o aditivo saltou para R$ 897 milhões. Depois de encontrar irregularidades nas obras e indícios de superfaturamento maiores do que R$ 200 milhões, a preços de 2012, o ministro Walton Alencar pediu que o pagamento pelas obras fosse suspenso.

JBS (JBSS3)
A JBS Aves e Tramonto pediram análise do Cade a acordo de arrendamento. A operação entre subsidiária da JBS e Tramonto Agroindustrial se refere ao arrendamento de ativos no setor de abate de aves e fabricação de produtos de carne, segundo edital publicado no Diário Oficial. O documento não traz mais detalhes e acesso é restrito no Cade até o momento.

Randon (RAPT4)
A Randon informou que a sua receita líquida consolidada atingiu R$ 185,9 milhões em agosto, 37,2% menor que a registrada no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano até agosto, a receita líquida consolidada totalizou R$ 1,826 bilhão ou 9,2% menor que no acumulado no mesmo período do ano anterior. 

A Receita Bruta total (sem eliminação e com impostos) no atingiu R$ 264,8 milhões no mês passado, 30,7% menor que aquela de agosto de 2015. No acumulado do ano, a receita Bruta totalizou R$ 2,563 bilhões ou 7,6% menor que no mesmo período do ano anterior.

Helbor (HBOR3)
O conselho de administração da Helbor aprovou o aumento de capital da companhia no valor de até R$ 120 milhões, com a emissão de 68,2 milhões de ações ordinárias, ao preço de R$ 1,76 por papel. O objetivo do aumento, segundo a companhia, é fortalecer sua estrutura de capital para reduzir seu endividamento líquido e, consequentemente, o atual nível de alavancagem.

Caso as ações sejam subscritas em sua integralidade, o capital social da Helbor passará a ser de R$ 926,3 milhões, divididos em 325,881 milhões de ações ordinárias. Os acionistas controladores da companhia, Hélio Borenstein Administração Participação e Comércio e Henrique Borenstein se comprometeram a aportar um valor de até R$ 70 milhões mediante a subscrição de até 39,7 milhões de ações.

Weg (WEGE3)
A WEG aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio no valor bruto de R$ 93,8 milhões, que corresponde a R$ 0,058 por ação. Segundo comunicado, o pagamento será feito com base na posição acionária em 23 de setembro, com os papéis passando a ser negociados na forma "ex" a partir de 26 de setembro. O pagamento do JCP ocorrerá a partir de 15 de março, sob o valor líquido de R$ 0,049 por ação.

Brasil Agro (AGRO3)
A BrasilAgro informou que pretende recomprar até 1,34 milhão de ações ordinárias. 

(Com Bloomberg e Agência Estado) 

 

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