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JBS vê lucro saltar 557% e BB lucra 18% menos; mais 18 resultados e mais notícias no radar

Confira os principais destaques corporativos da noite desta quarta-feira (10)

JBS Friboi 01 - Unidade Lins
(Divulgação JBS Friboi)

SÃO PAULO - A temporada de resultados corporativos do segundo trimestre fica no foco dos investidores nesta quinta-feira (11), com diversas empresas apresentando seus números do período entre abril e junho: o destaque fica para o BB e para a JBS. Confira os destaques:

JBS
A JBS (JBSS3) viu seu lucro líquido consolidado saltar 557% no segundo trimestre na comparação com o mesmo período de 2015, totalizando R$ 1,657 bilhão, apoiada na melhora de resultados financeiros.

A receita financeira líquida foi de R$ 772,4 milhões, ante resultado negativo de R$ 2,3 bilhões na comparação anual, refletindo variação cambial. A receita líquida consolidada da JBS foi de R$ 43,67 bilhões, 12,3% superior na base de comparação anual, apoiado sobretudo por Seara e JBS USA Carne Suína. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado, por sua vez, caiu 19,1%, para R$ 2,89 bilhões, enquanto a margem Ebitda caiu para 6,6%, ante 9,2% no segundo trimestre do ano passado. A alavancagem da empresa passou de 3,84 vezes para 4,1 vezes, enquanto a dívida líquida somou R$ 49,2 bilhões. O fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 1,585 bilhão.

O BTG ressalta que o balanço veio ligeiramente acima das expectativas, com Ebitda consolidado 4% acima. O resultado financeiro foi melhor que o esperado ajudado pelo hedge cambial que foi encerrado neste trimestre, resultando em um forte lucro líquido que veio 40% acima do esperado. A alavancagem atingiu 4,1 vezes, com queima de caixa de R$ 1,5 bilhão por conta de uma variação bem negativa no capital de giro. O grande destaque ficou para a divisão dos EUA que apresentou expansão de margem em bovinos e suínos e um resultado melhor que o esperado da PPC", destacam.

Marfrig
A Marfrig (MRFG3) teve prejuízo líquido de R$ 131,9 milhões, piora ante o resultado negativo de R$ 6,5 milhões no mesmo período um ano antes. O resultado foi influenciado pelo cenário desafiador para a operação de bovinos e itens financeiros, informou nesta quinta-feira. Além disso, a empresa sofreu com a operação de bovinos devido ao menor preço no mercado internacional e, no Brasil, por conta da alta do preço de gado e apreciação do real.

A piora do resultado líquido também ocorreu por conta da base de comparação um pouco melhor do mesmo período do ano anterior e pela maior despesa financeira devido à recompra de bônus da companhia. O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 520 milhões, ante despesa financeira de R$ 390 milhões do mesmo período de 2015.

O Ebitda totalizou R$ 382,7 milhões, 17% menor na comparação anual, enquanto o Ebitda ajustado foi de R$ 414 milhões, alta de 0,9%. A receita líquida avançou 1,1%, a R$ 4,8 bilhões. A companhia informou ainda que está revendo o guidance de 2016 ao longo do terceiro trimestre em função do novo cenário brasileiro e de câmbio e informará eventual alteração.

Banco do Brasil
O lucro líquido do Banco do Brasil (BBAS3) registrou queda de 18% no segundo trimestre de 2016, para R$ 2,465 bilhões na comparação com o mesmo período de 2015. No primeiro semestre do ano, o lucro totalizou R$ 4,824 bilhões, 45,3% menor em relação ao mesmo período do ano anterior. 

Na base ajustada, o lucro do maior banco do país em ativos somou R$ 1,8 bilhão no período, queda de 40,8% sobre o segundo trimestre do ano passado. O índice de inadimplência das operações vencidas há mais de 90 dias foi 3,27% em junho, alta em relação aos 2,6% registrados no fim do primeiro trimestre. 

O BB cortou ainda a projeção para o crescimento de sua carteira de crédito ampliada neste ano para o intervalo de queda de 2% a alta de 1%, ante previsão de expansão entre 3 e 6%. A expectativa para a margem financeira bruta passou de 7% a 11% para 11 a 15%.

Segundo o BTG Pactual, a primeira leitura é de resultado fraco, mas dentro das expectativas. "Apesar da carteira de crÉdito ter caído na comparação trimestral, a margem financeira continua tendo bom resultado(nesse tri ajudado por recuperação de credito). Os fees também aceleraram e foram destaque positivo, assim como custos. O lado negativo continua sendo qualidade dos ativos e capital", destacam os analistas.

Oi
A Oi (OIBR4) revertou lucro de R$ 671 milhões do ano passado e encerrou o segundo trimestre com prejuízo líquido de R$ 656 milhões.

O Ebitda somou R$ 1,435 bilhão, queda anual de 24,4% =. A dívida líquida ficou em R$ 41,4 bilhões, contra 40,8 bilhões de reais ao fim de março deste ano. O investimento no país foi de R$ 1,215 bilhão, 16,7% acima do somado um ano antes.

Vale destacar que, segundo a Reuters, o grupo de telecomunicações manteve previsão de apresentar o plano de recuperação judicial da companhia entre o fim do mês e o início de setembro, segundo afirmou o presidente-executivo da companhia, Marco Schroeder, na quarta-feira (10).

Petrobras
O Conselho de Administração da Petrobras (PETR3;PETR4) elegeu Nelson Silva como diretor da diretoria de Estratégia, Organização e Sistema de Gestão. Silva é ex-presidente da petroleira BG no Brasil e havia sido indicado para ocupar o posto. Ele já estava na Petrobras atuando como consultor sênior da Diretoria Executiva, com a atribuição de coordenar o processo de revisão estratégica da empresa.

Nesta manhã, a companhia divulgou sua produção de julho, totalizando 2,89 milhões de barris equivalentes, praticamente estável em relação aos 2,90 milhões registrados em junho.  Do total em julho, 2,70 milhões boed foram produzidos no Brasil e 190.000 boed no exterior. “Esse resultado se deve, principalmente, à entrada em operação, em 8 de julho, do sistema de produção de Lula Central, através do FPSO Cidade de Saquarema, e ao crescimento da produção de novos poços interligados aos FPSOs Cidade Maricá e Cidade de Itaguaí, também instalados no campo de Lula”. 

Vale
A mineradora Vale (VALE3;VALE5) afirmou nesta quarta que não é verdadeira notícia de que a companhia avalia levantar até US$ 10 bilhões com a venda de até 3% de sua produção futura de minério de ferro, conforme publicou a Reuters na semana passada com base em informações de duas fontes com conhecimento direto do assunto.

CVC
O Grupo Carlyle e o investidor brasileiro Guilherme Paulus levantaram um total de R$ 1,23 bilhão com a venda parcial de suas fatias na operadora e agência de viagens CVC Brasil (CVCB3). A oferta pública secundária com esforços restritos de distribuição de ações ordinárias tem preço por ação estabelecido em R$ 20,50, segundo comunicado.

“A efetiva liquidação da oferta está programada para ocorrer em 16 de agosto de 2016, data em que a companhia divulgará fato relevante contendo as informações finais da Oferta, incluindo a sua nova composição acionária”, informou a empresa.

Ecorodovias
A Ecorodovias (ECOR3) teve prejuízo líquido de R$ 1,18 bilhão, ante lucro de R$ 19,6 milhões registrados um ano antes. O prejuízo foi de R$ 497,2 milhões nos três meses encerrados em junho nas operações continuadas. O Ebitda somou R$ 27,8 milhões de reais, uma queda de 90,5% na base de comparação anual.

Ultrapar
A Ultrapar (UGPA3) fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 367,1 milhões, o que representa uma alta de 11% sobre o mesmo período do ano passado. A empresa teve geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) de R$ 1 bilhão no período, avanço de 19% sobre o apurado no segundo trimestre de 2015. A receita líquida trimestral alcançou R$ 19,298 bilhões, com alta de 4% sobre o mesmo intervalo do ano anterior.

Já a despesa financeira líquida da companhia ficou em R$ 222 milhões no segundo trimestre, um aumento de R$ 95 milhões em relação a igual período de 2015. Segundo a empresa, isso aconteceu devido ao maior CDI, ao aumento no endividamento líquido, fruto do crescimento da companhia, a efeitos cambiais no período e à incidência de PIS/Cofins sobre receita financeira a partir de julho de 2015.

De acordo com o Credit Suisse,  a Ultrapar reportou um resultado um pouco acima do esperado com um crescimento no Ebitda de 19%, lucro subindo 11% e uma queda de alavancagem de 1,4 vez para 1,3 vez. "A nossa impressão é de que a Ultra está encontrando caminhos para atravessar um cenário econômico difícil e considerando o cenário de queda de volumes, a empresa foi muito competente ao conseguir melhorar as margens. Nossa percepção foi de que a importação de combustíveis foi uma das principais responsáveis por este ponto", ressalta o banco.

 

Cosan
A empresa de infraestrutura e energia Cosan (CSAN3) reportou um lucro líquido de R$ 281,6 milhões no segundo trimestre do ano, ante R$ 16,4 milhões no mesmo período do ano passado. Já a receita líquida da companhia ficou em R$ 11,45 bilhões de abril a junho, alta de 13,4% no comparativo com o segundo trimestre de 2015.

A empresa relatou ainda uma geração de caixa medida pelo Ebitda de R$ 1,289 bilhão, ante R$ 823,8 milhões no mesmo período de 2015. A companhia informou ainda que sua controlada a Raízen Combustíveis aumentou em 17% o Ebitda no período chegando a R$ 597 milhões.

T4F
A companhia de eventos Time For Fun (SHOW3) encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 3,2 milhões, uma alta de 47% sobre o mesmo período do ano passado. Já a receita líquida da companhia atingiu R$ 223,5 milhões, com um ganho de 116% sobre os R$ 103,7 milhões de um ano antes, enquanto o Ebitda avançou 40% e fechou o período em R$ 16,6 milhões.

A companhia destaca que apenas nos seis primeiros meses do ano já conseguiu entregar números próximos do acumulado do ano inteiro de 2015, sendo R$ 557,5 milhões de receita entre janeiro e junho deste ano contra R$ 551 milhões o ano passado inteiro.

A promoção de um maior número de shows em estádios mais que dobrou o público pagante ano contra ano, e aumentou em 76% o preço médio dos ingressos vendidos, passando de R$ 157 para R$ 277 no segundo trimestre. A receita com operações de bilheteria cresceu 21%, para R$ 31,2 milhões devido ao incremento do público pagante e consumo de bebidas e de alimentos. Os ganhos com patrocínio chegaram a R$ 20,6 milhões, resultado 18% superior ao do segundo trimestre de 2015.

Par Corretora
A Par Corretora (PARC3) registrou uma receita líquida de R$ 98,4 milhões no segundo trimestre, valor que corresponde a uma alta de 3,2% em comparação com o mesmo período do ano passado. O Ebitda da companhia entre abril e junho foi de R$ 54,5 milhões, em um crescimento de 8% no comparativo anual. Já o lucro líquido apresentado foi de R$ 40,2 milhões – 17,6% a mais que a cifra obtida no segundo trimestre de 2015.

Em mensagem aos investidores, a companhia diz que os números apresentados “reafirmam o potencial de geração de valor do ambiente de seguros da Caixa e demonstram uma evolução contínua”, com o encerramento do semestre mais desafiador de sua história. “Já no final deste trimestre, começamos a perceber uma recuperação da atividade econômica, principalmente no Crédito Habitacional, como pode ser observado pelo aumento do volume de contratações de financiamentos e na nossa produtividade de vendas novas no período”, dizia a noata.

Mahle Metal Leve
A Mahle Metal Leve (LEVE3) apresentou uma receita líquida de vendas de R$ 583,5 milhões no segundo trimestre deste ano, o que corresponde a uma queda de 5,2% em comparação com o mesmo período do ano passado. O Ebitda entre abril e junho foi de R$ 90,2 milhões, em um recuo de 12,9%. Já o lucro líquido foi de R$ 42,9 milhões – 11,7% abaixo no comparativo anual.

CSU Cardsystem
A CSU Cardsystem (CARD3) teve uma receita líquida de R$ 119,78 milhões no segundo trimestre, o que representa uma alta de 2,9% em comparação com o mesmo período do ano passado. O Ebitda, por sua vez, foi de R$ 24,07 milhões, em uma variação positiva de 42,7% no comparativo anual. Já o lucro líquido registrado entre abril e junho foi de R$ 8,34 milhões – 118,4% acima da cifra apresentada no mesmo período em 2015.

Restoque
A Restoque (LLIS3), dona de marcas como Le Lis Blanc, Rosa Chá e Dudalina, teve um prejuízo líquido de R$ 12,8 milhões no segundo trimestre, revertendo o lucro líquido de R$ 1,7 milhão no mesmo período do ano passado. O resultado final da companhia foi impactado pela queda na receita líquida - que caiu 4,6%, para R$ 283,1 milhões -, pelo aumento nas despesas gerais e administrativas e elevação nas despesas financeiras com operações de proteção cambial. O Ebitda da companhia caiu 5,9%, a R$ 62,0 milhões.

Já os custos de produtos vendidos recuaram 3,8%, para R$ 117,4 milhões, enquanto as despesas gerais e administrativas aumentaram 1,5% no período, chegando a R$ 38,4 milhões. As despesas com depreciação e amortização também aumentaram no período em 13,4%, para R$ 25,8 milhões.

Anima
A companhia de educação Anima (ANIM3) encerrou o segundo trimestre com prejuízo líquido de R$ 1 milhão, ante resultado negativo de R$ 24,2 milhões um ano antes. Já a receita líquida teve alta de 10,9%, passando de R$ 222,4 milhões entre abril e junho de 2015 para atuais R$ 246,8 milhões, enquanto o Ebitda ajustado recuou 25,8%, encerrando o período em R$ 32,4 milhões.

Segundo a companhia, os números refletem a dificuldade da economia nacional e o momento conturbado da político no país, que atrapalham o investimento: "O momento que estamos passando no Brasil tem se mostrado altamente desafiador em todos os setores, e sem dúvida, em especial para o setor de educação. Esperamos, no entanto, que o destravamento da agenda política consiga reverter o alto grau de pessimismo da população em geral, atraindo novos investimentos e empregos, e que, com isto, os índices de confiança gradualmente voltem ao normal", disse a empresa em seu balanço.

Rumo
A Rumo Logística (RUMO3) registrou prejuízo líquido de R$ 32,6 milhões no segundo trimestre, revertendo o lucro de R$ 33,2 milhões registrados entre abril e junho de 2016. As despesas financeiras do segundo trimestre tiveram alta de 22,5%, somando 406,6 milhões de reais. Já a a receita líquida cresceu 12,8% na mesma comparação, somando R$ 1,38 bilhão. O Ebitda consolidado do trimestre foi de R$ 593 milhões, alta de 1%; 

O endividamento bruto era de R$ 10,1 bilhões no final do trimestre, queda de 5,6%. A alavancagem recuou 19,7%, para 3,99 vezes o Ebitda.

CPFL Renováveis
A CPFL Renováveis (CPRE3) viu seu prejuízo reduzir em 33,7%, passando de R$ 93,08 milhões no segundo trimestre de 2015 para R$ 61,68 milhões entre abril e junho deste ano. Já a receita líquida da companhia avançou 21,8%, atingindo R$ 360,17 milhões no mesmo período, ao passo que o Ebitda teve alta de 35,3%, encerrando o segundo trimestre em R$ 211,01 milhões.

A companhia elevou em 24,4% sua geração de energia em um ano, atingindo 1.533,5 GWh no segundo trimestre. Segundo o presidente interino da companhia, Gustavo Sousa, o "forte desempenho operacional teve reflexos positivos nos principais indicadores financeiros, com um aumento de receita e de Ebitda e redução de alavancagem".

Locamerica
A locadora de veículos Locamerica (LCAM3) registrou lucro líquido de R$ 7,5 milhões no segundo trimestre, uma alta de 38,2% sobre o mesmo período do ano passado. Enquanto isso, a receita ficou em R$ 191,3 milhões, com avanço de 8%. Já o Ebitda somou R$ 37,3 milhões entre abril e junho, crescimento de 25,1% em um ano.

O faturamento com locação foi de R$ 103,1 milhões, alta de 5,2%, reflexo de um aumento de 6,5% na quantidade de diárias, parcialmente compensado por uma redução de 1,3% da tarifa média.

SLC Agrícola 
A SLC Agrícola (SLCE3) encerrou o segundo trimestre com prejuízo líquido de R$ 74,5 milhões, revertendo um resultado líquido positivo de R$ 43,1 milhões no mesmo período do ano passado. A receita líquida ficou em R$ 291,2 milhões, uma queda de 38,2% em um ano, enquanto o Ebitda caiu 82% e somou R$ 16,8 milhões. Já a dívida líquida ajustada cresceu 6% do primeiro para o segundo trimestre, a R$ 1,17 bilhão.

Em nota, a companhia disse que o resultado negativo deve ser revertido ao longo do segundo semestre, "quando da apropriação dos ativos biológicos do algodão nas fazendas com melhor performance".

QGEP
A Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP3) fechou o segundo trimestre com um prejuízo de R$ 7,73 milhões, revertendo o lucro líquido de R$ 38,95 milhões registrado no mesmo período do ano passado. Enquanto isso, as receitas da companhia totalizaram R$ 120,414 milhões, o que representa uma queda de 3,3% em um ano.

BR Properties 
A BR Properties (BRPR3) encerrou o segundo trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 35,2 milhões, uma alta de 46% em relação ao mesmo período de 2015. Já a receita líquida da companhia atingiu R$ 120,9 milhões, um aumento de 3% em relação ao registrado um ano antes, enquanto o Ebitda ajustado, excluídas despesas não caixa como reavaliação do valor das propriedades, provisão de bônus e plano de opções, alcançou R$ 97,3 milhões.

A dívida líquida da companhia ao final do trimestre ficou em R$ 1,95 bilhão, e seu custo médio, de 15,2% ou 108% do CDI. A posição de caixa, no final do período, foi de R$ 983,7 milhões.

Eucatex
A Eucatex (EUCA4) encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 13,8 milhões, uma alta de 84,2% em relação ao mesmo período de 2015. Na mesma base de comparação, a receita da companhia subiu 5,9%, para R$ 280,4 milhões, enquanto as vendas no segmento de madeira no mercado externo apresentaram crescimento de 26,7%, impulsionadas pelo aumento das exportações. Já as vendas no mercado interno caíram 2,6%.

Eletrobras
As distribuidoras da Eletrobras (ELET6) do Norte e Nordeste vão receber recursos de um fundo setorial para bancar suas operações nos próximos meses. De acordo com o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, o dinheiro para essas distribuidoras virá da Reserva Global de Reversão (RGR), cobrado nas contas de luz e financiado por todos os usuários de energia elétrica. Ele destacou que os recursos serão emprestados às empresas e não simplesmente transferidos a fundo perdido.

"Esse empréstimo será pago pela futura concessionária que assumir a distribuidora. Ela terá a obrigação de amortizar esse empréstimo", disse Rufino. A forma de acesso a esse financiamento ainda não foi definida pela Aneel, mas um regulamento deve ser elaborado e submetido à audiência pública nas próximas duas semanas.

Rufino ressaltou que custos considerados desnecessários não serão cobertos, como fundos de previdência privada. "Vamos fazer uma análise sobre o que é elegível e qual o nível de eficiência que é preciso ter para fazer jus a esse dinheiro. Certamente isso não será feito para resolver o passado dessas empresas", afirmou.

Rufino disse que a agência ainda não possui uma estimativa sobre o volume de recursos que as distribuidoras vão necessitar. Ele disse não haver nenhum indicativo de que o Tesouro Nacional vai injetar recursos no fundo RGR. Ainda segundo o diretor-geral, não será necessário aprovar um novo tarifaço neste ano para arrecadar recursos para as distribuidoras da Eletrobras. "Acho pouco provável", disse.

Rufino admitiu, porém, que essa será uma despesa que será incluída nas contas de luz de todos os consumidores no ano que vem. "Ainda vamos fixar o orçamento de 2017, mas a possibilidade de que seja necessário arrecadar recursos para essa finalidade é real." A administração da Eletrobras frente a suas antigas distribuidoras será monitorada e terá "vigilância extrema", disse Rufino. "Será uma administração tutelada. Elas vão ser monitoradas diariamente. Até a venda, essas empresas terão que prestar contas", afirmou. "Não vamos liberar recursos da RGR para cobrir ineficiências que não sejam atacadas pelo administrador. Isso não se admite."

No dia 22 de julho, durante assembleia de acionistas, a Eletrobras decidiu não renovar suas concessões de distribuição nos Estados do Amazonas, Alagoas, Piauí, Rondônia, Acre e em Boa Vista (RR). Com a decisão, o governo nomeou a Eletrobras como administradora temporária até a venda do controle dessas empresas. Juntas, elas deram um prejuízo de R$ 5 bilhões para a holding no ano passado. A Eletrobras informou que não aplicará mais nenhum centavo nessas empresas. Segundo o diretor-geral, o acesso a empréstimos subsidiados da RGR é necessário porque as empresas não possuem mais contratos de concessão e não conseguiriam captar recursos no sistema financeiro ou no mercado de capitais. "Elas não têm mais acionista para socorrê-las", afirmou.

Para Rufino, a privatização é a única saída para essas empresas. "A solução para essas distribuidoras virá por intermédio da transferência de controle, mas é impossível chegar a isso sem passar por essa fase de transição antes", disse. "Não há como privatizar essas empresas no dia seguinte, e não há como deixar de prestar os serviços. Esse processo é um mal necessário para se chegar ao ponto final, à solução definitiva", acrescentou.

PDG
A PDG (PDGR3) conseguiu crédito de R$ 200 milhões e reestrutura R$ 4 bilhões em dívida. A companhia celebrou contratos com BB, Bradesco, Caixa e Itaú para financiar despesas gerais e administrativas, segundo comunicado ao mercado. O financiamento poderá chegar a aproximadamente R$ 200 milhões, a serem liberados periodicamente até maio de 2017. A empresa concluiu renegociação de sua dívida junto aos 4 bancos e o Banco Votorantim e renegociou R$ 2,9 bi em dívida corporativa, com prorrogação dos vencimentos de juros e principal a partir de julho de 2020.

BTG Pactual
O BTG Pactual (BBTG11) mantém conversas para vender fatia na PetroAfrica, diz CFO. O BTG não espera concretizar venda de sua fatia de 50% na PetroAfrica no curto prazo, diz diretor financeiro do Grupo BTG Pactual, João Dantas, em entrevista por telefone à Bloomberg. A PetroAfrica tem dois campos na África, é ativo estratégico, diz Dantas e vai continuar vendendo ativos, sem pressão. O BTG mantém conversas para vender alguns ativos específicos.

Fras-le
O Conselho de Administração da Fras-Le (FRAS4) nomeia Daniel Raul Randon como presidente interino, após a exoneração de Pedro Ferro Neto da presidência. 

Saraiva
A Saraiva (SLED4) informou que a H11 atingiu participação de 10,01% das ações preferenciais da companhia. 

Aliansce
A Aliansce (ALSC3) informou que a CPPIB passou a ter 40,5% de participação na companhia. 

(Com Bloomberg e Agência Estado)

 

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