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Gol dispara 30% e puxa alta de 8% da Smiles; Petrobras ON cai 4%

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta segunda-feira

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(Shutterstock)

12h57: Gol (GOLL4, R$ 1,95, +27,45%)
As ações da Gol, que vinham renovando mínima histórica na Bolsa, voltam a chamar atenção no mercado. Depois de disparar quase 30% na sexta-feira, os papéis já saltaram até 42% hoje, operando entre leilões na Bovespa. Além da possibilidade do governo autorizar que estrangeiros controlem empresas aéreas brasileiras, a ação reage aos dados operacionais de dezembro. A forte arrancada puxa também as ações de sua controlada Smiles (SMLE3, R$ 30,49, +7,06%) neste pregão. 

Segundo o Valor Econômico de hoje, o governo estuda a possibilidade de autorizar grupos estrangeiros a controlar até 100% do capital de empresas aéreas no Brasil. Hoje, a participação está limitada a 20%. A ideia é propor ao Congresso projeto de lei que dê à Presidência o poder de conceder essa autorização de acordo com o interesse nacional e quando houver reciprocidade dos países de origem das companhias interessadas. A medida vai além da proposta que tramita no Congresso para ampliar de 20% para 49% a participação de estrangeiros. 

Além disso, a Gol apresentou no quarto trimestre crescimento de 2,3% na receita líquida por passageiro (Prask) e avanço de 6,8% no indicador que mede os preços de passagens (yield) na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados prévios de tráfego da companhia mostraram queda de 4% na oferta doméstica no quarto trimestre e recuo de 8% na demanda, também na base de comparação anual. No mercado de voos internacionais, tanto oferta quanto demanda caíram 13 por cento de outubro a dezembro.

12h55: Petrobras (PETR3, R$ 6,64, -4,18%; PETR4, R$ 4,73, -2,27%)
As ações da Petrobras tentaram recuperar perdas mais cedo, mas logo voltaram a cair forte, seguindo a queda acentuada dos preços do petróleo lá fora. Neste momento, o petróleo Brent registrava queda de 2,53%, a US$ 35,08 o barril. Essa é a primeira queda da estatal em três pregões.   

Corroborava para a queda um relatório do BTG Pactual, que refletia a divulgação do volume de reservas provadas da Petrobras, que caiu 20% em 2015. Para o banco, o motivo por trás desse número pode ser a queda no preço do petróleo (alguns campos passam a não ser viáveis com o nível de preço atual). Os analistas destacaram que tamanha queda faria o banco revisar o preço-alvo da estatal para baixo, mas que preferem esperar mais um pouco, enquanto alertaram para a perspectiva de que o pagamento dos dividendos pela estatal está em risco. 

Além disso, segundo o jornal O Globo, a Petrobras prepara novo corte no Plano de Negócios. No novo Plano de Negócios para o período de 2016 a 2020, em elaboração, a estatal prepara um pacote de investimentos em torno dos US$ 93 bilhões, afirmou uma fonte a par das negociações ao jornal, o que representaria queda de 5% em relação à última versão do plano (2015-2019), de US$ 98,4 bilhões.

12h00: Randon (RAPT4, R$ 2,11, -4,09%)
Apesar da queda de 50% no preço-alvo das ações ao longo dos últimos 12 meses, o risco retorno das ações da Randon ainda permanece desfavorável, comentou a Citi Corretora, que vê cenário ruim para os lucros dado que a demanda por reboque e semi-reboque continua sofrendo dada a recessão no Brasil. Os analistas cortaram o preço-alvo da ação de R$ 3,00 para R$ 1,85, seguindo com recomendação de venda.  

11h43: Brasil Pharma (BPHA3, R$ 3,72, -4,86%)
O preço da ação na oferta de aumento de capital da companhia será de R$ 3,78. O aumento de capital se dará no montante de R$ 400 milhões, mediante a emissão de 1,84 milhão de papéis, segundo comunicado ao mercado. 

11h35: Papel e celulose
As ações do setor de papel e celulose Fibria (FIBR3, R$ 43,02, -2,36%) e Suzano (SUZB5, R$ 15,33, -3,89%), que têm forte exposição de suas receitas ao dólar, caem forte nesta sessão, com a moeda registrando queda de 0,63% frente ao real, indo para R$ 4,00.   

11h27: Vale e siderúrgicas
Apesar da alta dos preços do minério de ferro, as ações da Vale (VALE3, R$ 9,46, -2,67%; VALE5, R$ 7,01, -3,18%) e siderúrgicas Gerdau (GGBR4, R$ 3,58, -0,56%), Usiminas (USIM5, R$ 0,83, -2,35%) e CSN (CSNA3, R$ 3,49, -1,69%) caem nesta sessão. A Bradespar (BRAP4, R$ 3,21, -3,31%), holding que detém participação na Vale, também seguia o movimento negativo. Hoje, o minério de ferro reabriu acima dos US$ 43 por tonelada, alta de 3,1%.

No radar das empresas, a Standard & Poor's rebaixou os ratings da Usiminas e CSN semana passada, citando, entre os motivos, fracas condições do minério de ferro no Brasil, juros altos, dificuldade em gerar fluxo de caixa e alto endividamento. A Vale também teve a nota cortada pela agência de classificação de risco semana passada. 

11h21: BM&FBovespa e Cetip
No fim da sexta-feira saiu no jornal O Estado de S. Paulo que a BM&FBovespa (BVMF3, R$ 10,25, -0,10%) poderia aumentar parcela em dinheiro para o acordo com a Cetip (CTIP3, R$ 37,94, -0,78%), com a possibilidade de venda na participação da CME. O objetivo é evitar a diluição dos acionistas com a emissão de mais ações. Em novembro de 2015, a Bovespa ofereceu R$ 39,00 por ação da Cetip, mas ela disse que o preço subavaliava seus negócios.  

11h10: Elétricas
As empresas Abengoa e Isolux (transmissoras) entraram em recuperação judicial e anunciaram que estão em negociações com os credores. Abengoa tem uma RAP (Receita Anual Permitida) proporcional de R$ 679 milhões e Isolux opera 3,800 km de linhas totalizando R$430 milhões em receita consolidada. Os 2 players são relevantes e foram bem ativos nos últimos leilões de linhas de transmissão.

Para o BTG Pactual, essas notícias reforçam ainda mais a urgência em se discutir a RBSE (Rede Básica do Sistema Existente). Segundo o banco, a discussão deveria ocorrer o quanto antes para que as empresas já recebam os valores via tarifas em julho de 2016. As 3 empresas mais impactadas são: Eletrobras (ELET3, R$ 5,82, 0,0%; ELET6, R$ 10,14, +0,90%), Transmissão Paulista (TRPL4, R$ 45,70, +0,07%) e Copel (CPLE6, R$ 22,14, +0,41%). Outra saída seria fusão e aquisição: "esperamos que o regulador faça o rebalanceamento das concessões permitindo ao setor crescer", comentaram os analistas. Dado o cenário macro atual, eles reiteraram visão positiva nas transmissoras, sendo a Transmissão Paulista sua top pick no setor, junto com Equatorial (EQTL3, R$ 35,72, -1,24%)  e Energias do Brasil (ENBR3, R$ 12,17, +0,41%).  

11h05: Light (LIGT3, R$ 8,09, -0,37%)
A Light divulgou sua prévia operacional do quarto trimestre, com volumes de distribuição caindo 3% na comparação anual, puxados principalmente por demanda residencial (-3,7%) e fracos volumes industriais (-6,2%). Segundo o BTG Pactual, o destaque ficou também com a potencial piora das perdas, que saíram de 23% no terceiro trimestre para 23,2% agora. Apesar do valuation barato, o banco reiterou recomendação neutra na ação, dada a alta alavancagem e incertezas referentes a negociações do FIP Redentor e performance operacional.  

10h59: Ambev (ABEV3, R$ 18,19, -1,94%)
Acompanhando o humor do mercado, as ações da Ambev caem nesta segunda-feira. Os papéis reagem também aos dados do Sicobe para janeiro, indicando que a produção de cerveja caiu 0,8% na comparação anual, uma desaceleração contra taxa de crescimento de 1,3% no quarto trimestre do ano passado e abaixo do projetado pelo BTG Pactual.

De forma geral, o banco comentou que os dados do Sicobe reforçam a visão de que o cenário de crescimento do setor no Brasil continua desafiador, com a economia pesando na renda disponível. O BTG reiterou a recomendação neutra no papel, lembrando que crescimento é um dos principais drivers de criação de valor da companhia.

10h36: JBS (JBSS3, R$ 10,35, -4,17%)
As ações da JBS voltam a cair, depois de recuperação no fim da semana passada. Os papéis da companhia, que afundaram 20% entre terça e quarta-feira após denúncia de executivos da empresa por suposto crime financeiro, conseguiram reagir entre quinta e sexta-feira, subindo 28% e recuperando o patamar dos R$ 10,00 - perdido após a denúncia, na terça-feira. 

Os bonds da JBS totalizaram perdas de US$ 345 milhões em valor de mercado desde o fechamento de segunda até sexta-feira. Na terça-feira, o Ministério Público Federal em São Paulo acusou Joesley Batista, presidente do conselho de administração da JBS, de crimes contra o sistema financeiro envolvendo uma série de empréstimos concedidos a empresas relacionadas ao grupo da empresa. Em dezembro, os títulos despencaram depois de o Tribunal de Contas da União ter encontrado provas de que a JBS recebeu “tratamento especial” do BNDES e ampliou a investigação. A JBS, sua controladora e Batista negaram qualquer irregularidade - o que contribuiu para a recuperação do papel na Bolsa no final da semana passada.

10h30: Educacionais 
As ações do setor de educação seguem em disparada pelo segundo dia, com Estácio (ESTC3, R$ 12,03, +2,73%), Kroton (KROT3, R$ 8,55, +0,59%), Ser Educacional (SEER3, R$ 7,92, +4,90%) e Anima (ANIM3, R$ 10,32, +3,41%). Nesses dois pregões, esses papéis já sobem entre 10% e 12%. 

Segundo o Valor Econômico, o Ministério da Educação estima abrir 60 mil novas vagas de Fies no segundo semestre deste ano e voltará a pagar às instituições de ensino 100% das mensalidades a partir deste mês, disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em entrevista ao Valor. Em novembro e dezembro, o governo quitou só 60% do total devido do Fies. Hoje, o MEC publica no Diário Oficial a revogação da portaria que permite pagamento parcial.

10h17: Hypermarcas (HYPE3, R$ 23,12, +3,45%)
A Hypermarcas tem alta nesta sessão, após anunciar na sexta-feira a venda de seu negócio de preservativos, que incluem as marcas Jontex, Olla e Lovetex, para a Reckitt Benckiser por R$ 675 milhões, que serão pagos em caixa. Para o Credit Suisse, o anúncio é positivo, uma vez que a venda foi feita com um prêmio de valuation e o acordo deve gerar incremento ao lucro em 4% para 2016. Do lado da geração de caixa, é possível que a Hypermarcas não tenha que pagar imposto em ganhos de capital.

Segundo cálculos do banco, assumindo que a empresa aumente sua posição de caixa em R$ 650 milhões (ou R$ 675 milhões menos os custos da transação), a companhia teria uma posição líquida de caixa de R$ 1,1 bilhão, ou 1,0 vez o Ebitda de 2016. 

O BTG Pactual também avaliou positivamente o acordo, pois reforça a estratégia de desalavancagem e de desinvestimento em ativos não centrais da companhia e focando em pharma. O banco disse que o papel deveria reagir bem ao anúncio, lembrando que o negócio representava 5% do valor de mercado da empresa. 

10h11: Bancos
Os papéis dos bancos acompanham o movimento negativo do Ibovespa e recuam, com Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 24,70, -0,94%), Bradesco (BBDC3, R$ 19,45, -0,71%; BBDC4, R$ 17,99, -0,88%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 13,65, -1,44%) e Santander (SANB11, R$ 12,88, -1,30%). No radar do setor, o Itaú Unibanco venderá portfólio de R$ 2,2 bilhões em operações de crédito de empresas que estavam inadimplentes a um fundo especializado na compra desse tipo de ativos, segundo o Valor Econômico.

A carteira tem cerca de 2 mil empresas devedoras e conta com operações que não são pagas há quase quatro anos. Segundo o jornal, a venda foi fechada poucos dias antes de o Itaú assumir o compromisso de comprar a fatia do BTG Pactual na Recovery, empresa especializada justamente em recuperar empréstimos dados como perdidos pelos bancos. 

Além disso, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) declarou como complexo o ato de concentração gerado pela compra do HSBC Brasil pelo Bradesco (BBDC4), apontando a necessidade de se analisar "de forma cuidadosa" eventual tendência de aumento de preços para os consumidores por conta do negócio.

O órgão de defesa da concorrência disse que é necessário realizar novas diligências para aprofundar a análise do caso. Além disso, disse ser precido dar aos bancos a possibilidade de apresentar as eficiências decorrentes da união, que poderiam contrabalançar a concentração de mercado por ela gerada.

 

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