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Estímulo às construtoras, fusão de 3 estatais e mais 12 destaques no radar

Confira os principais destaques corporativos desta segunda-feira

Construção
(Bloomberg)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo aparece movimentado nesta segunda-feira. Nos destaques, o Banco Central tem autonomia e sinal verde para subir juros, segundo o jornal O Globo. 

Após a inflação estourar, e muito, o teto da meta de 6,5% ao ano, o BC enviou carta ao Ministério da Fazenda dizendo que adotará medidas para convergir o IPCA à meta de 2017. Os rumores podem ter reflexo nas ações dos bancos hoje: Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3) e Santander (SANB11).

TIM e Oi
Além disso, o presidente da TIM (TIMP3), Rodrigo Abreu, disse, em entrevista ao jornal O Globo, que a empresa ainda não recebeu proposta de fusão da Oi (OIBR4) e que as notícias que correm no mercado são apenas "especulações de proposta".  

Bancos
O Banco do Brasil (BBAS3) e o Bradesco (BBDC3; BBDC4) estão negociando a compra da fatia detida pelo Citi na Elavon no Brasil, disse à Reuters neste sábado uma fonte com conhecimento do assunto. "A negociação pode ser fechada em fevereiro", disse a pessoa, que pediu anonimato porque as negociações são sigilosas.

A fonte disse ainda que a compra se daria por meio da Elo Participações, holding de meios de pagamento controlada pelo Bradesco e pelo BB. Ambos também são sócios da Cielo, maior empresa de meios de pagamento do país e rival da Elavon.

Na sexta-feira, as ações da Cielo subiram 1,74%, por conta dessa informação, pois reduziria, apesar de pequeno, a competição no setor, barrando a "entrada" de um novo competidor no setor, comentou a XP Investimentos. "Seguimos otimistas com o case de Cielo, devido ao valuation atual e excelente gestão da companhia", disseram os analistas da corretora.

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Construção civil
Na busca para recuperar o crescimento, o governo federal pode usar os bancos públicos e o FGTS para aumentar linhas de crédito para construção civil e pequenas e médias empresas, segundo informações da Folha de S. Paulo

A possibilidade de estímulo vem em meio a um momento delicado vivido pelo setor. Segundo o Estado, as devoluções de imóveis em 2015 foi de 41 para cada 100 vendidos em 2015. 

Commodities
As ações das empresas ligadas a commodities tendem a seguir pressionadas hoje, após o Xangai Composto cair 5,3% nesta segunda-feira. 

O petróleo Brent operava em queda de 2,18%, sendo negociado a US$ 32,82 o barril, enquanto o minério de ferro caiu 1,4% no mercado à vista chinês, atingindo US$ 40,90 a tonelada no porto de Tianjin, na China. 

"Petrobras (PETR3; PETR4) tende a seguir pressionada por conta da queda da cotação do petróleo e alta do dólar, enquanto a Vale (VALE3; VALE5) e o setor siderúrgico, por conta da queda na cotação do minério de ferro", destacou a XP Investimentos, em nota a clientes. 

O Société Générale cortou hoje sua projeção para o petróleo Brent, enquanto o Morgan Stanley disse que vê a commodity a US$ 20,00 o barril, se houver rápida apreciação do dólar. 

Educacionais
O Fies menor pode estimular aquisições no setor de educação, segundo informações de O Estado de S. Paulo. Mais capitalizadas que concorrentes, as companhias de grande porte tendem a buscar crescimento e ganhos de escala por meio de compra de ativos ao longo do ano. As transações, porém, dependem da agilidade do Ministério da Educação, em meio ao ambiente de crise política, de dar sequência a processos envolvendo as empresas do setor, destacou o jornal. Na Bolsa, as empresas expostas ao Fies são: Estácio (ESTC3), Kroton (KROT3), Ser Educacional (SEER3) e Anima (ANIM3).

BTG Pactual
Yves Bonzon mudou de ideia e desistiu de ocupar o cargo de vice-presidente financeiro do BSI devido à crise envolvendo o controlador da instituição financeira suíça, o BTG Pactual (BBTG11), disse um porta-voz do BSI nesta segunda-feira à Reuters. Já segundo O Globo, o BTG deve vender o BSI dentro de um mês. 

BR Insurance
A Brasil Insurance (BRIN3convocou assembleia para 26 de janeiro para aprovar proposta de capitalização de créditos detidos por acionistas em futuro aumento de capital, em operação que tem como objetivo encerrar esquema de remuneração de earnout. Os créditos foram obtidos por acionistas na compra de corretoras de seguros. 

No aumento de capital, haverá cancelamento de bônus de subscrição emitidos em favor dos acionistas corretores. "O earnout, embora inicialmente vislumbrado como um incentivo para que o acionista corretor buscasse maximizar os resultados da corretora, revelou-se uma barreira à integração operacional da Brasil Insurance, aumentando custos, impossibilitando a captura de eficiências, gerando incentivos perversos e desincentivando a prática de cross- selling", diz a empresa, em comunicado enviado para a CVM. 

Dificuldades de alinhamento de interesses dos acionistas corretores com os demais acionistas se agravaram com queda expressiva no valor de mercado da Brasil Insurance em 2013, 2014 e 2015, diz companhia. Os créditos de earnout somavam R$ 78 milhões em setembro de 2015. Os créditos de earnout de acionistas que não aderiram à operação proposta somam R$ 30 milhões. 

Telebras 
O governo federal estuda fusão entre Telebras (TELB3; TELB4), Serpro e Dataprev e criar uma única empresa para cuidar da área de TI federal, segundo a Folha de S. Paulo. Na terça-feira, os presidentes das três empresas vão se reunir na sede da Dataprev, em Brasília, para discutir novas parcerias e integração de serviços.  

Sabesp
A Sabesp (SBSP3) assinou protocolo com a Prefeitura de Guarulhos para tentar equacionar dívidas da cidade com a empresa.

Forjas Taurus
A Forjas Taurus (FJTA4) informou que o Previ reduziu fatia na empresa para 9,11% das ações preferenciais. 

OGPar 
A OGPar (OGXP3), antiga OGX Petróleo, informo que a OSX WHO transferiu a totalidade de ações ordinárias que tinha na empresa para a Wisdery. Com isso, a Wisdery passou a deter 6,6528% dos papéis ordinárias.  

Wilson Sons
A Wilson Sons (WSON11) informou que o movimento nos terminais subiu 14,3% em dezembro de 2015. 

(Com Reuters)

 

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