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Resultados do 2° tri, Lava Jato e mais 6 notícias ganham destaque hoje

Depois de cortar perspectiva do Brasil, S&P rebaixa perspectiva de 41 empresas brasileiras, incluindo Ambev e os bancos Itaú, Santander, além da BM&FBovespa

Pão de Açúcar
(Reprodução)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo segue movimentado nesta quarta-feira (29). Entre ontem à noite e esta manhã, quatro empresas divulgaram seus balanços do segundo trimestre, chamando atenção os números do Pão de Açúcar e Telefônica. Além disso, a Eletrobras disse que está em busca de informações necessárias à sua defesa na Operação Radioatividade, da 16ª fase da Lava Jato, que teve início ontem.

Vale menção também na revisão "em massa" da Standard & Poor's, que depois de cortar a perspectiva do rating do Brasil, rebaixou a perspectiva de 41 empresas brasileiras de estável para negativa, incluindo empresas do setor elétrico, como Eletrobras (ELET3; ELET6), Cesp (CESP6), Tractebel (TBLE3) e Coelce (COCE5), além da CCR (CCRO3), Ambev (ABEV3), Braskem (BRKM5), Ultrapar (UGPA3), e os bancos Itaú Unibanco (ITUB4), Santander (SANB11), assim como a BM&FBovespa (BVMF3), entre outras. Veja a lista completa, clicando aqui

Confira abaixo os principais destaques do dia:

Eletrobras
A Eletrobras (ELET3ELET6), esclareceu que os trabalhos de investigação interna independente conduzidos pelo escritório Hogan Lovells, que incluem o empreendimento da Usina Nuclear de Angra 3, desenvolvidos pela Eletronuclear, ainda não foram concluídos. Com relação à operação "Radioatividade" - da 16ª fase da Operação Lava Jato que teve início ontem -, a companhia disse que "está buscando obter as informações necessárias à defesa de seus interesses e de seus investidores e manterá o mercado informado oportunamente". A operação culminou na prisão temporária de Othon Luiz Pinheiro, diretor presidente da controlada Eletrobras Termonuclear.

Pão de Açúcar
O Grupo Pão de Açúcar (PCAR4) teve prejuízo no segundo trimestre, afetado por retração econômica do país, aumento de despesas e menor geração de caixa operacional. O caixa operacional teve impacto dos fracos resultados de Cnova e Via Varejo (VVAR11), os braços que abrigam as operações de móveis e eletrodomésticos e de comércio eletrônico, disse a varejista em seu relatório de resultados divulgado nesta terça-feira. A varejista teve prejuízo de R$ 30 milhões no segundo trimestre, ante lucro de R$ 358 milhões um ano antes. Excluindo o resultado consolidado da Cnova, o lucro líquido da companhia alcançou R$ 123 milhões. No segmento alimentar, o lucro caiu 44,1%, para R$ 102 milhões, enquanto as despesas subiram 12,9%.

Na manhã de terça-feira, a Via Varejo, empresa de móveis e eletrodomésticos do Grupo, informou prejuízo líquido de R$ 13 milhões entre abril e junho frente a lucro de R$ 187 milhões obtido um ano antes. A Cnova, que reúne ativos de comércio eletrônico do francês Casino e também do Pão de Açúcar, informou na semana passada prejuízo de 40,2 milhões de euros, ante resultado negativo um ano antes de 21,3 milhões.

Segundo o analista independente Flávio Conde, do blog What'sCall, o segmento alimentar do grupo foi relativamente bem, mas a Via Varejo e a Cnova jogaram para baixo o Ebitda e o lucro líquido do grupo virou prejuízo no segundo trimestre. O balanço pode pressionar os papéis da companhia hoje. Já o BTG Pactual lembra que, apesar do resultado ruim, as ações já caíram 27% no acumulado do ano, refletindo a rápida deterioração dos resultados, em meio à enorme volatilidade do lucro por ação do grupo e das duas principais subsidiárias - Via Varejo e Cnova. Os analistas do banco esperam alguma recuperação das vendas nos próximos dois trimestres, pensando que o potencial de queda agora é limitado, mas devemos ver antes a construção de um momentum mais positivo antes de iniciar uma visão mais positiva. 

Telefônica
A operadora Telefônica Brasil (VIVT4), dona da marca Vivo no Brasil, teve lucro líquido de R$ 932,9 milhões no segundo trimestre, queda de 56,4% frente ao mesmo período do ano passado, informou nesta quarta-feira. O balanço inclui os resultados da operadora GVT, adquirida no ano passado, comparáveis a partir de janeiro de 2014. O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 3,13 bilhões, crescimento de 2,8% ano contra ano.

Fora resultado, merece menção que a Vivendi trocará 58,4 milhões de ações preferenciais da Telefônica Brasil por 46 milhões de ações ordinárias da Telefónica espanhola. 

Weg 
A fabricante de máquinas e equipamentos WEG (WEGE3) lucrou R$ 260,9 milhões no segundo trimestre deste ano, representando uma alta de 14,4% em relação ao mesmo período de 2014. O resultado é atribuível aos sócios da controladora, base para a distribuição de dividendos. Já a receita líquida avançou 29%, para R$ 2,35 bilhões no total. 

Indústrias Romi
A Indústrias Romi (ROMI3) reportou hoje em seu balanço trimestral um prejuízo líquido de R$ 13,8 milhões. O prejuízo alcançado é 14 vezes maior que os R$ 892 mil do segundo trimestre do ano passado. No acumulado do semestre, o prejuízo atribuído aos sócios da empresa controladora somou R$ 15,5 milhões, contra R$ 2,1 lucrado no igual período de 2014.

Sua receita operacional líquido caiu 17% para R$ 118,9 milhões e seu Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu de R$ 10,1 milhões para R$ 8,9 milhões do segundo trimestre do ano passado para este.

Usiminas
A Usiminas (USIM5) adiou a divulgação dos resultados no segundo trimestre, antes previstos para o dia 30 de julho, para uma data ainda a ser divulgada. A mudança deve-se à 
alta volatilidade dos preços de minério de ferro no mercado internacional, o que poderia levar a uma baixa contábil no período, informou a companhia. No acumulado do ano, a commodity com teor de 62% de ferro negociada na China caiu 26,7% até ontem. 

Esta é a segunda vez este ano que a Usiminas adia a publicação dos números trimestrais sem informar nova data de divulgação. Em fevereiro, a empresa decidiu não publicar o balanço de 2014 em meio à guerra travada entre seus acionistas controladores, Ternium e Nippon Steel, pelo comando da maior produtora de aços planos do Brasil.

Natura 
O conselho de administração da Natura (NATU3) aprovou a eleição de Antonio Luiz da Cunha Seabra, Guilherme Peirão Leal e Pedro Luiz Barreiros Passos para os cargos de copresidentes do colegiado.

Sabesp
A ANA (Agência Nacional de Águas) e o DAEE (Departamento de Água e Energia Elétrica de São Paulo) autorizaram, durante reunião realizada ontem, ampliar o limite de captação de água do Sistema Cantareira, da Sabesp (SBSP3). Durante o mês de agosto, a vazão liberada para abastecer a região metropolitana de São Paulo será de 14,5 metros cúbicos por segundo, contra os atuais 13,5 metros cúbidos por segundo, conforme a Secretaria Estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, informou O Globo.  

Smiles
A Smiles (SMLE3) inicia ofensiva para atrair clientes de rivais, disse o CEO (Chief Executive Officer) da empresa. 

Sanepar 
A Sanepar (SAPR4) comunicou nesta quarta-feira um reajuste médio de 8% nas tarifas dos serviços públicos de abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Segundo a companhia, um decreto estadual publicado ontem autorizou a companhia a aplicar o reajuste. 
 

OGPar
A OGPar (OGXP3), antiga OGX Petróleo, disse que o processo de arbitragem com a Nordic Trustee e OSX Brasil (OSXB3) sobre contrato de sonda está suspenso após a Grã-Bretanha reconhecer a recuperação judicial. 

CCX Carvão
A CCX Carvão (CCXC3) informou que a Yildrim tem até o dia 9 de outubro para apresentar sua manifestação contento os fatos e fundamentos que justificaram a instauração da arbitragem até o dia 9 de outubro, relativo à operação de venda dos projetos de mineração a céu aberto de Cañaverales e Papayal e do projeto de mineração subterrânea de San Juan.  

 

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