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Bancos, Vale e Ambev afundam nos 5 minutos finais; 15 ações fecham na mínima do dia

Confira aqui os principais destaques da Bovespa nesta sessão

Compra e venda
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa perdeu força nesta tarde e deu continuidade nesta segunda-feira a sua terceira queda consecutiva. Nos cinco minutos finais, os papéis das blue chips Vale, bancos, Ambev e Petrobras afundaram, levando junto o principal índice de ações da Bolsa.

Fecharam próximas da mínima do dia: as ações da operadora de telefonia Oi (OIBR4); a mineradora Vale (VALE3; VALE5) e a Bradespar (BRAP4), holding que detém participação na Vale; a empresa de papel e celulose Fibria (FIBR3); o frigorífico Marfrig (MRFG3); a empresa de aviação Gol (GOLL4); as elétricas Cemig (CMIG4) e Copel (CPLE6); os bancos Santander (SANB11), Itaú Unibanco (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3); a BM&FBovespa (BVMF3); a fabricante de aeronaves Embraer (EMBR3); Marcopolo (POMO4); e a fabricante de bebidas Ambev. Todas essas perderam força nos minutos finais do pregão desta segunda-feira. (Clique aqui para conferir o desempenho dessas e outras ações da Bovespa).

Na ponta oposta, destaque para as acões de concessões de ferrovias e rodovias Rumo e Ecorodovias, que dispararam em meio à expectativa com anúncio do programa do governo de concessões que deve sair amanhã. Fora do índice, chamaram atenção as ações das empresas fundadas por Eike Batista OSX Brasil (OSXB3) e Prumo Logística (PRML3), antiga LLX, que dispararam na Bolsa.

Confira abaixo os principais destaques desta sessão:  

Bancos
Os bancos tiveram um dia volátil na Bolsa. Eles chegaram a abrir em alta, logo zeraram os ganhos, mas voltaram a subir. Durante à tarde, no entanto, os papéis perderam força, fechando bem próximos da mínima do dia. Hoje, destaque para a notícia de que o julgamento dos planos econômicos no Supremo Tribunal Federal (STF), tema que preocupa o governo em razão do impacto no sistema financeiro, só deve ocorrer assim que o 11º ministro da Corte, Luiz Edson Fachin, se disser apto a julgar o caso, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo. A expectativa do presidente do STF, Ricardo Lewandowski, é de que o julgamento ocorra no máximo até um ano após a posse do novo ministro, marcada para o dia 16.

Além disso, nesta tarde, informações da Bloomberg apontaram que o Bradesco é o mais provável comprador do HSBC no Brasil. Segundo fontes disseram à agência, a aquisição deve custar de R$ 10 bilhões a R$ 14 bilhões.

Os papéis dos bancos, que figuravam entre as altas do dia, viraram para queda. Apenas Bradesco (BBDC3, R$ 26,00, +0,31%BBDC4, R$ 27,58, +0,15%) seguiu em alta. Na contramão, Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 33,01, -0,42%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 22,23, -0,45%) e Santander Brasil (SANB11, R$ 15,65, -2,25%) fecharam no vermelho.

Sobre o Santander, o banco anunciou na semana passada a reversão de provisões relacionadas a Cofins após uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) no valor de R$ 4,8 bilhões, que, segundo fato relevante da instituição, será usada, em parte, para provisões complementares. Apesar da boa notícia para o banco, os analistas do BTG Pactual não veem potencial de valorização da ação, que já subiu cerca de 20% esse ano, contra queda próxima a 3% de Itaú e Bradesco. 

Vale (VALE3, R$ 20,10, -2,43%; VALE5, R$ 17,05, -3,18%)
Em meio aos dados fracos da China, a Vale registrou queda nesta sessão, assim como a Bradespar (BRAP4, R$ 11,31, -4,23%), holding que detém participação na mineradora.

Segundo o BTG Pactual, a primeira vista, o dado de importação de minério de ferro para o mês de maio foi fraco, em 70,9 milhões de toneladas (queda de 8% na comparação com o ano anterior) - lembrando que a China é o principal destino das exportações da commodity pela Vale. Para os analistas do banco, o preço atual do minério de ferro não é sustentável e, por isso, mantêm visão ainda cautelosa em relação à Vale. 

Usiminas e CSN
As ações da Usiminas (USIM3, R$ 14,76, -0,34%; USIM5, R$ 4,77, -2,85%) e da CSN (CSNA3, R$ 6,08, -1,30%) caíram forte hoje. Na sessão da última sexta-feira, as duas empresas tiveram forte baixa na Bolsaapós comentários de que a Usiminas, da qual a CSN é acionista, pode ser dividida em duas como uma solução para a briga entre os controladores.

A possibilidade de divisão da companhia para pôr fim à briga entre o grupo ítalo-argentino Ternium/Techint e a japonesa Nippon Steel foi publicada em reportagem da revista Exame. Segundo a revista, os japoneses ficariam com a unidade de Ipatinga, em Minas Gerais, e os argentinos com a Cosipa, localizada em Cubatão, no litoral paulista. A briga societária entre Nippon e Ternium se tornou pública após reunião do conselho de administração da Usiminas que culminou na destituição de três de seus principais executivos indicados pela Ternium, com o argumento de que teriam recebido bônus de forma irregular.

Além disso, a China reportou dados de exportação de aço para o mês de maio. Os dados mostraram um aumento preocupante nas exportações do produto, chegando a 9,2 milhões de toneladas, crescimento de 14% na comparação anual. Segundo o BTG Pactual, o dado chama atenção e é contrário à expectativa de vários que já estavam esperando uma tendência de queda de exportadores mais estrutural. Para os analistas, o cenário segue preocupante no Brasil, com demanda piorando na margem e estoques altos na cadeia. "Achamos que ainda vale o 'short' (venda) de Usiminas e CSN.

Infraestrutura
Empresas ligadas à infraestrutura como as concessionárias de ferrovias e rodovias Rumo (RUMO3, R$ 1,39, +4,51%), Ecorodovias (ECOR3, R$ 8,38, +3,71%) e CCR (CCR3, R$ 15,67, +0,71%), assim como a empresa de logística portuária Santos Brasil (STBP11, R$ 11,50, +0,88%) registraram fortes ganhos hoje.

O movimento ocorre em meio às expectativas para ser anúncio do programa de concessões em infraestrutura do governo. A previsão é que seja divulgado na próxima terça-feira, dia 9. O programa pode ficar entre R$ 100 bilhões e R$ 190 bilhões, com foco em concessões na área de rodovias, ferrovias, aeroportos e portos. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, os projetos devem somar em torno de R$ 134 bilhões: rodovias (R$ 70 bilhões), ferrovias (R$ 18,3 bilhões), portos (R$ 37,5 bilhões) e aeroportos (R$ 8,5 bilhões). 

Gol (GOLL4, R$ 7,61, -3,06%)
As ações da Gol, que operavam em queda, dispararam na Bolsa após notícia de que joint venture com a Delta "é possibilidade", segundo o presidente da companhia americana, Edward Bastian, durante reunião em Miami nesta segunda-feira. Os papéis, que registravam queda de 2,8% antes da informação, viraram para alta nesta tarde e chegaram a valorizar até 2,4%. Da queda até o ponto máximo pós-notícia, as ações subiram cerca de 5%.  

Apesar da arrancada após susto com a notícia, as ações da aérea voltaram a operar no campo negativo.

Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 83,99, +0,89%)
Depois de cair por oito pregões seguidos e bater na última sexta-feira o menor patamar desde setembro de 2012, o Pão de Açúcar registra alta hoje. Em relatório, o JPMorgan passou o preço-alvo da companhia de R$ 113 para R$ 109, citando que os resultados da empresa podem desapontar até o terceiro trimestre. O que os analistas falam é que a deterioração na economia tem impactado a venda de alimentos.  

Elétricas
As ações das companhia de energia Eletrobras (
ELET3, R$ 6,71, +0,45%ELET6, R$ 9,57, +0,74%) e Cesp (CESP6, R$ 20,20, +0,30%) registram alta na Bolsa. Conforme destaca matéria de hoje do jornal O Globopara atrair investidores para novos leilões, o governo vem aumentando o preço máximo das tarifas que podem ser cobradas pelos empreendedores pelos seus serviços. Na disputa, vence quem oferecer o menor valor a partir da tarifa-teto fixada pelo governo. Assim, o preço médio das tarifas de geração, que vem aumentando desde 2012, tende a subir ainda mais.

Apesar disso, a agência de classificação de risco Fitch disse que a renovação de concessões de distribuição de energia será positiva, mas irá impor alguns desafios para determinadas companhias, citando àquelas que possuem histórico de performance ruim, "notadamente do grupo Eletrobras", por conta de necessidade de atender a indicadores restritivos de qualidade e saúde financeira que serão determinados caso a caso pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). 

Cemig (CMIG4, R$ 13,80, -3,02%)
As ações da Cemig teve manhã volátil, mas firmaram no terreno negativo durante essa tarde. O julgamento, no STJ, do mandado de segurança da companhia que permite que a usina hidrelétrica de Jaguara continue sob sua concessão, pode ser realizado nesta quarta-feira. A Cemig não aceitou as condições impostas pelo governo (MP 579/2012) para prorrogar o contrato da usina por mais 30 anos, que previam redução nas receitas da empresa. A Cemig alega que o contrato de Jaguara permite mais uma renovação automática por 20 anos sem redução de receitas.

A ministra Assusete Magalhães havia pedido vista do processo, o que provocou adiamento do julgamento por mais de uma vez. Até agora, são quatro votos contra o pedido da Cemig e dois a favor. Além do voto da Assusete, faltam os votos de mais dois ministros: Humberto Martins e Sérgio Kukina.

Telefônica (VIVT4, R$ 42,43, -2,30%e Oi (OIBR4, R$ 6,17, -6,37%)
As ações da Telefônica e da Oi registraram queda expressiva na Bolsa. Na última semana, a Oi desabou depois de figurar como a melhor ação do índice no mês de maio. Na terça-feira, a operadora de telefonia informou que teve o seu caixa reforçado em cerca de R$ 17 bilhões, recursos pagos pela francesa Altice pelas operações da operadora PT Portugal em Portugal e na Hungria. Durante a semana anterior, surgiram especulações de que esse dinheiro que a Oi recebeu poderia ser usado para uma possível oferta de fusão com a TIM ou até mesmo em uma oferta para fatiamento da TIM entre Oi, Vivo e Claro.  

No noticiário da Telefônica, o Goldman Sachs iniciou a cobertura para as ações da Vivo com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 38,10 para os ativos, incorporando a aquisição da GVT que foi concluída em 28 de maio. "Seguindo a aquisição, acreditamos que a Telefônica tem uma sólida posição competitiva no Brasil, apesar de acreditarmos que isso já está precificado", afirma a analista Vera Rossi. 

Par Corretora (PARC3, R$ 13,77, -0,86%)
Após disparar 12,73% no seu pregão de estreia, os papéis da Par Corretora abriram em alta e chegaram a subir 2,01%, mas passaram a ter queda. A corretora de seguros controlada pela Caixa Econômica Federal concluiu na quarta-feira passada sua oferta pública e captou R$ 602,8 milhões, vendendo 48,889 milhões de ações, a R$ 12,33 cada. A demanda por ações foi tão forte que o rateio ficou em 13,5925%. Ou seja, quem reservou acima do lote mínimo recebeu praticamente apenas 1 ação para cada 6 reservadas. 

AES Tietê (GETI3, R$ 16,00, +0,50%; GETI4, R$ 17,40, +2,11%)
As ações da AES Tietê registram movimentos diferentes após os ativos ordinários terem disparado na sexta-feira, enquanto os papéis preferenciais tiveram leve queda. 

A diferença veio após a AES Holdings Brasil e a BNDESPar, unidade de participações do BNDES, anunciarem na quarta-feira uma proposta de reorganização societária envolvendo a Companhia Brasiliana de Energia e a AES Tietê, assim como as companhias e empresas direta e indiretamente controladas pela Brasiliana. 

Após a cisão, o capital social da Brasiliana Participações passará a ser detido por AES Brasil (46,15 por cento) e BNDES Participações (53,85 por cento), na mesma proporção em que as empresas participam atualmente do capital social da Brasiliana. 

O Credit Suisse disse que, com a reestruturação, o spread entre as ações ordinárias e preferenciais da AES Tietê deixa de se justificar. A nova administração a AES Tietê vai criar uma unit formada por quatro ações preferenciais e uma ação ordinária. Além disso, o banco suíço elevou a recomendação para os ativos GETI4 para neutro e elevou o preço-alvo de R$ 17,00 para R$ 19,00. Confira mais informações sobre a reorganização societária da companhia clicando aqui

Prumo (PRML3, R$ 0,77, +13,24%)
As ações da Prumo têm mais um dia de forte alta, já subindo 79% em 7 pregões.  Na última quarta-feira, a Prumo Logística assinou acordo com a BG Brasil, da petroleira BG, para a contratação de serviço de transbordo de petróleo no Porto do Açu.

"O contrato prevê um acordo de 'take or pay' para a utilização do terminal de petróleo por 20 anos para um volume médio de até 200 mil barris por dia na operação 'ship-to-ship', de acordo com o cronograma de produção da BG", disse a companhia de logística. Mas, desde 28 de maio, os papéis disparam: naquela data, a companhia informou que estava em negociações avançadas com potenciais parceiros societários e comerciais, envolvendo o seu terminal de movimentação de petróleo e multiuso, mas que não tinha conhecimento de ato ou fato relevante.

OSX Brasil (OSXB3, R$ 0,19, +18,75%)
Outra ação fundada por Eike Batista, a OSX Brasil, registra expressiva valorização hoje, apesar do baixo valor de face da ação, o que faz com que qualquer variação movimente fortemente o papel. No radar, no entanto, não há nenhuma notícia da empresa.

Além da forte alta, que faz com que a ação volte ao patamar registrado em abril, o volume financeiro movimentado com o papel mostra-se acima da média, atingindo R$ 619 mil, contra média diária de R$ 173 mil dos últimos 21 pregões. 

BR Insurance (BRIN3, R$ 1,37, -11,61%)
As ações da BR Insurance desabam nesta sessão, renovando sua mínima histórica na Bolsa a R$ 1,39. No acumulado do ano, as ações já caem 58%.  

Tereos (TERI3, R$ 0,78, -7,14%)
As ações da Tereos voltam a cair forte pelo terceiro pregão seguido após ver seu prejuízo crescer 1.225% entre janeiro e março deste ano, em relação ao mesmo trimestre de 2014, conforme informado pela empresa na noite da terça-feira passada. Nos três últimos pregões as ações da companhia acumulam perdas de 23%.  

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