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Kroton avança 8%, Petrobras dispara 9% e siderúrgicas caem; veja destaques

Fibria cai mais de 3% após ser cortada pelo JPMorgan, enquanto o Santander chegou a cair 4% com notícia sobre aumento de capital

Petrobras Gás - Bloomberg

SÃO PAULO - Após a abertura dos Estados Unidos, o Ibovespa voltou a operar em alta superior a 1%, caminhando para o seu terceiro pregão seguido de ganhos. Em destaque, ficam os papéis das companhias siderúrgicas, que também ameaçaram subir forte, mas viraram para queda e figuravam às 14h39 (horário de Brasília) entre as maiores perdas da sessão.

Enquanto isso, as empresas de educação têm dia de recuperação após a informação de que elas estariam em conversas com o MEC para tentar alterar as medidas anunciadas recentemente sobre o Fies e que têm derrubado as ações na Bovespa. Além delas, ajuda a evitar uma queda maior do índice nesta quinta os ativos da Petrobras, que sobem forte, ficando entre as maiores altas do dia.

Na ponta negativa, chama atenção o Santander, que viu suas ações serem suspensas na Espanha após rumores de que o banco estaria buscando realizar um aumento de capital em euros. Enquanto isso, a Eletrobras recua mais de 3% após informar que não participará do leilão de transmissão que será realizado nesta sexta-feira (9).

Confira os destaques deste pregão:

Ecucacionais
Após cair 27% em 5 pregões, a ação que mais subiu do Ibovespa nos últimos 2 anos mostra recuperação nesta quinta-feira. Se nos últimos pregões a Kroton (KROT3, R$ 13,65, +7,82%) e as outras companhias de educação caíram com as mudanças anunciadas na regra do Fies, o setor como um todo se recupera após notícia do Valor Econômico apontar que elas vão fazer campanha para manter as regras.

As informações são de que o MEC está disposto a ouvir as companhias e pode atender algumas demandas. Porém sobre as mudanças na forma de pagamento do governo para os alunos captados via Fies estão confirmadas e, de fato, elevarão a necessidade de capital de giro das empresas. Ainda segundo a publicação, os técnicos do MEC afirmaram que as mudanças tiveram intenção de preservar o Fies dos cortes de orçamento esperados no ajuste fiscal que está sendo promovido pelo governo.

Na esteira do movimento, a Estácio (ESTC3, R$ 19,80, +4,49%) também sobe forte, enquanto fora do índice a Ser (SEER3, R$ 21,66, +1,69%) e a Anima (ANIM3, R$ 26,40, +2,68%) também registram alta.

Apesar do movimento de alta, o Bank of America Merrill Lynch cortou o preço-alvo de várias ações do setor. Para a Kroton, o preço-alvo saiu de R$ 20 para R$ 15; a Estácio sai de R$ 37 para R$ 27; Anima caiu de R$ 46 para 31 e Ser Educacional passou de R$ 32 para R$ 24. 

Petrobras (PETR3, R$ 9,23, +9,23%PETR4, R$ 9,34, +7,73%)
A Petrobras vê suas ações ficarem entre as maiores altas do dia, estendendo os ganhos de ontem, quando avançaram mais de 4%. No noticiário da estatal está a informação da Folha de S. Paulo, de que a empresa voltou a comprar mais combustíveis no exterior. Devido à queda na cotação do petróleo, a gasolina fora do país está 36% mais barata, e o diesel, 31%, o que favorece as importações. 

De acordo com dados da ANP, em outubro a Petrobras pediu aval para importar 151 mil toneladas de gasolina, 150% além da média de julho a setembro. Em novembro, o pedido foi de 198 mil toneladas e, em dezembro, chegou a 388 mil toneladas, ou 546% a mais do que no terceiro trimestre.

Siderúrgicas
Uma das piores ações da Bolsa em 2014, as siderúrgicas ameaçaram iniciar esta sessão com nova alta, mas perderam força e passaram a liderar as perdas do Ibovepsa, com CSN (CSNA3, R$ 5,73, -0,17%) e Usiminas (USIM5, R$ 4,87, -2,60%), Gerdau (GGBR4, R$ 10,39, -0,29%) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 12,04, -0,50%) recuando.

Nos últimos dias, o setor tem sido beneficiado pelas notícias de que haverá um reajuste dos preços do aço entre 5% e 8% - o ajuste depende do produto - à rede de distribuição. De acordo com informações da Bloomberg, o ajuste deve ocorrer a partir da segunda quinzena de janeiro. Estimativas do Goldman Sachs são de que um aumento de 1% nos preços adicionarão R$ 167 milhões de Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) anual. Contribuindo para o rali, o BTG Pactual elevou a recomendação das ações da Gerdau de neutra para compra, mas cortou o preço-alvo das ações de R$ 15 para R$ 12,50.

Ambev (ABEV3, R$ 16,57, +0,86%)
Apesar dos dados de produção de cerveja em dezembro indicarem vendas razoáveis para o início deste ano, a Ambev deve registrar queda no volume comercializado no Brasil no primeiro semestre de 2015, avalia o BTG Pactual. Para os analistas, o atual cenário macroeconômico e os elevados impostos devem pesar sobre o volume de vendas de cerveja.  

Eletrobras (ELET3, R$ 5,76, -0,69%; ELET6, R$ 8,34, -0,71%)
Ainda na noite de ontem, a Eletrobras, afirmou que não participará do leilão de transmissão de energia marcado para sexta-feira, o primeiro do ano, optando por esperar por novos certames ao longo deste ano. "Estamos numa fase de ajuste. Como temos muito interesse nos próximos leilões, vamos aguardar", disse o diretor de Transmissão da estatal federal, José Antônio Muniz Lopes, à Reuters.

O leilão, que deveria ter ocorrido no final do ano passado, foi adiado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com a retirada de alguns empreendimentos, para reavaliação de condições, depois que leilão anterior teve lotes sem interessados.

A agência manteve a realização desse certame logo para o início de janeiro já que alguns empreendimentos precisam ser licitados mais rapidamente, pois devem estar prontos a tempo de possibilitar o escoamento de energia de novas usinas de geração que já foram licitadas em leilões passados.

Santander (SANB11, R$ 13,42, +0,07%)
As ações do banco Santander foram suspensas na Espanha após rumores de que a instituição fará um aumento de capital. A informação foi confirmada pelo banco hoje, por volta das 12h30 (horário de Brasília), acrescendo que o valor da operação poderá chegar a 7,5 bilhões - valor que representa 9,9% do capital do banco espanhol antes da operação.

Conforme fato relevante enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o aumento de capital será discutido nesta quinta-feira, em reunião do conselho de administração, que também irá definir a reorientação da política de dividendos. Nesta tarde, o banco confirmou que suas ações tiveram negociação interrompida na Espanha. Em meio às notícias, as units do banco negociados na Bovespa atingiram sua mínima do dia, com perdas de 4,18% logo após a informação ser divulgada, mas voltaram a ganhar força com a confirmação por parte do banco.

Ecorodovias (ECOR3, R$ 10,69, +1,33%)
Após abrir com forte alta de mais de 3%, a companhia perdeu forças, mas segue entre os ganhos após divulgar seus dados de tráfego consolidado. Em 2014, o volume de tráfego nas rodovias administradas pela empresa avançou 20% em 2014 sobre o ano anterior, totalizando cerca de 264,15 milhões de veículos pagantes. O tráfego comercial avançou 25,6%, a 136,55 milhões de veículos, ao passo que o de veículos de passeio subiu 14,6%, a 127,60 milhões.

Fibria (FIBR3, R$ 32,26, -1,74%)
Entre as maiores quedas desta sessão ficam os ativos da Fibria, que despencam após o JPMorgan cortar sua recomendação para os papéis de overweight (acima da média do mercado) para neutra.

Sabesp (SBSP3, R$ 17,06, +0,29%)
Também entre os ganhos deste pregão, a Sabesp sobe após a informação de que a companhia irá cobrar 100% de acréscimo sobre o valor da tarifa, aplicável à parte do consumo de água que exceder a mais de 20% da média, segundo comunicado enviado pela empresa à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Além disso, a Arsesp publicou deliberação sobre tarifas de contingenciamento, que irão vigorar até 31 de dezembro deste ano.

Totvs (TOTS3, R$ 32,65, +1,05%)
A Totvs teve sua recomendação elevada hoje pelo Banco Fator Corretora, que a revisou para overweight (desempenho acima da média).  

Queiroz Galvão (QGEP3, R$ 6,66, +4,39%)
As ações da Queiroz Galvão sobem pelo segundo pregão seguido. A empresa anunciou hoje o início da perfuração do segundo poço de extensão da descoberta de Carcará, no bloco BM-S-8, na Bacia de Santos. Segundo a empresa, a avaliação do poço através do teste de formação do poço revestido está prevista para o segundo semestre deste ano.   

 

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