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Lucro da Magazine Luiza sobe 25 vezes e da Minerva é multiplicado por 13; veja mais 10

Empresa de varejo de Luiza Trajano tem melhor primeiro trimestre da sua história; AES Tietê vê lucro subir 92% e atingir R$ 358 milhões

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(divulgação site magazine luiza)

SÃO PAULO - A noite da véspera e a manhã desta quinta-feira (8) seguem bastante agitada quando o assunto é a temporada de resultados corporativos. Destaque para a Magazine Luiza (MGLU3), que teve alta de mais de 25 vezes em seu lucro líquido, que passou de R$ 800 mil para R$ 20,5 milhões, impulsionado pelo bom desempenho das vendas e da operação da financeira Luizacred. O resultado foi o melhor para um primeiro trimestre na história da companhia, e não sofreu efeitos extraordinários.

As vendas nas mesmas lojas (abertas há mais de 12 meses) subiram 25,4%, sendo uma evolução de 22,3% nas lojas físicas e de 44% do comércio eletrônico. "As campanhas promocionais e estratégias comerciais mostraram-se acertadas, resultando em importantes ganhos de participação de mercado neste início de ano, com destaque para a linha de telefonia", disse a empresa.

A receita líquida da companhia subiu 28,5%, para R$ 2,3 bilhões, devido ao crescimento das mesmas lojas, com destaque para o desempenho das unidades no Nordeste e das lojas advindas do Baú. "A linha de tecnologia, especialmente smartphones e tablets, continua apresentando crescimento de vendas acima da média de mercado", disse a companhia no balanço.

A rede de varejo também apontou diluição das despesas de vendas, gerais e administrativas, que representaram 23% da receita líquida no período, contra 25,4% no mesmo período do ano passado. O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 120,8 milhões no período, alta anual de 92,5%. O lucro líquido da financeira Luizacred mais do que dobrou entre janeiro e março, para R$ 39,7 milhões, devido ao aumento de produtividade e eficiência da operação, além de melhoras nos indicadores de inadimplência.

Eletropaulo: prejuízo de R$ 183,5 milhões
A distribuidora de energia Eletropaulo (ELPL4) teve um prejuízo líquido de R$ 183,5 milhões no primeiro trimestre, prejudicada por aumento com gastos com compra de energia que somaram R$ 1,68 bilhão no período.

Segundo a XP Investimentos, a empresa reportou resultado fraco, aquém do esperado pelo mercado. Entretanto, merece destaque a redução no valor negativo do balanço entre ativos e passivos regulatórios da companhia em mais de R$ 400 milhões. De acordo com a corretora, ainda que este não configure um ganho efetivo no curto prazo pode gerar impactos positivos em resultados futuros.

No período, os gastos com energia comprada para revenda tiveram um aumento de 17,3% ante o mesmo período de 2013, já que houve elevação de 13,7% no preço da energia comprada e de 5,9 por cento nos volumes adquiridos. A despesa com energia foi em parte compensada por recursos repassados via Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) no montante de R$ 742,6 milhões.

As despesas operacionais totais da distribuidora somaram R$ 2,28 bilhões, aumento de 13,1%. Esses custos colaboraram para que a empresa registrasse um Ebitda negativo de R$ 166 milhões no primeiro trimestre, ante Ebitda positivo de R$ 128,1 milhões nos primeiros três meses do ano passado.

Excluindo os efeitos da variação dos custos de energia que não são gerenciáveis pela distribuidora (Parcela A), a empresa teria registrado um lucro líquido ajustado de R$ 89,6 milhões no primeiro trimestre, ante prejuízo de R$ 19,9 milhões no mesmo período de 2013. O Ebitda ajustado seria de R$ 330,2 milhões, aumento de 56,7%.

A Eletropaulo teve aumento de 3,5% no mercado total na área de concessão da companhia, diante do maior consumo da classe comercial (+8,4%), aumento das temperaturas médias registradas e bom desempenho do comércio no Estado de São Paulo. A empresa reduziu as perdas não técnicas, relacionadas ao furto de energia, em 2,5%. A receita líquida da Eletropaulo teve uma queda de 1,7% no primeiro trimestre para R$ 2,25 bilhões.

Braskem vê lucro aumentar 70%
O lucro líquido da Braskem (BRKM5) teve um aumento de 70% no primeiro trimestre deste ano ante igual período de 2013, totalizando R$ 396 milhões, informou a empresa nesta quinta-feira.
 

O Ebitda somou R$ 1,635 bilhão entre janeiro e março, alta de 75% sobre um ano antes.

AES Tietê tem alta de 92,7% do lucro líquido
A AES Tietê (GETI4) teve alta de 92,7% no lucro líquido, passando de R$ 185,7 milhões para R$ 357,9 milhões. Enquanto isso, a geração de caixa medida pelo Ebitda cresceu 77,8% em um ano, saltando de R$ 333,8 milhões para R$ 593,5 milhões. Já a margem Ebitda avançou 22,7 pontos porcentuais e alcançou 78,5%. Entre janeiro e março, a receita líquida subiu 26,4% e somou R$ 756,2 milhões.

Além do resultado, a companhia também informou que seu conselho de administração aprovou a distribuição de dividendos no valor de R$ 0,6358 por ação ordinária e R$ 0,6994 por papel preferencial, com as ações ficando ex-dividendos já nesta quinta-feira (8).

Segundo a XP, os números da empresa surpreenderam positivamente, superando com folga as estimativas do mercado. Isso aliado aos dividendos anunciados leva a crer num bom desempenho das ações no curto prazo, tal qual se observou nos últimos dias, comentaram os analistas.

Minerva: lucro é multiplicado por 13
A Minerva (BEEF3), terceira maior processadora de carne do Brasil, registrou um lucro líquido de R$ 69,1 milhões no primeiro trimestre de 2014, 13 vezes maior na comparação com o mesmo período do ano passado, quando atingiu os R$ 5,2 milhões.

Já a receita líquida da Minerva somou R$ 1,397 bilhão, alta de 17% frente os R$ 1,195 bilhão registrados no mesmo período do ano passado, sendo que 69% da receita é originada do mercado externo. Enquanto isso, o Ebitda da companhia teve forte alta de 35,8%, a R$ 136,3 milhões.

Telefônica lucra 18,4% no primeiro trimestre
O lucro da Telefônica Brasil (VIVT4) registrou uma queda de 18,4% na comparação anual, atingindo um resultado de R$ 660,8 milhões. Enquanto isso, a receita operacional líquida somou R$ 8,611 bilhões, leve alta de 0,7% na base de comparação anual.

Já o Ebitda da companhia teve uma baixa de 6,7%, passando de R$ 2,74 bilhões para R$ 2,56 bilhões. A margem Ebitda, por sua vez, registrou uma queda de 2,4 pontos percentuais, para 29,8%. 

Em relatório de resultados, a companhia destacou a crescente melhora no portfólio de clientes, sendo 31,7% da base de acessos no segmento pós-pago, alta de 1,1 ponto percentual frente aos últimos três meses de 2013. Dos clientes individuais pós-pagos puros, 75,6% dos clientes possuem smartphones ou smartlites, destacou.

Even tem lucro de R$ 53,8 mi
A incorporadora Even (EVEN3) registrou lucro de R$ 53,8 milhões, alta de 5,5% em relação ao mesmo período de 2013. A receita caiu 2,2% nos três primeiros meses deste ano, para R$ 475,5 milhões. Já o Ebitda caiu 2,3%, para R$ 86,2 milhões, enquanto a geração de caixa no período foi de R$ 17,2 milhões.

A companhia divulgou em abril que as vendas foram de R$ 340 milhões entre janeiro e março, recuo anual de 18,6%. Já os lançamentos foram de R$ 190 milhões, queda de 33,5% na mesma base de comparação.

"Este volume mais baixo de lançamentos no trimestre está em linha com o nosso pipeline de lançamentos para o ano. De acordo com a nossa expectativa de cronograma de aprovações, esperamos um volume crescente de lançamentos a cada trimestre", afirmou a companhia.

No segundo trimestre até o momento, a Even lançou dois projetos, com valor geral de vendas (VGV) de R$ 247 milhões (parte Even), sendo 47% já comercializados, acrescentou a empresa.

Unicasa registra lucro de R$ 4,68 milhões
A Unicasa (UCAS3) registrou lucro líquido de R$ 4,679 milhões no primeiro trimestre, o que representa uma queda de 24,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o Ebitda fechou em R$ 5,094 milhões, queda de 30,5%, enquanto a margem Ebitda ficou em 9,4%, recuo de 3,9 pontos porcentuais. A receita líquida da companhia nos três primeiros meses do ano ficou em R$ 54,223 milhões, valor 1,4% menor do que o registrado em 2013.

Fras-le: lucro sobe 84,9%
A Fras-le (FRAS3) divulgou seus números do primeiro trimestre, registrando um lucro líquido de R$ 11,8 milhões, alta de 84,9% na base de comparação anual. 

A receita líquida consolidada foi de R$ 192,0 milhões, registrando evolução de 14,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Ao separar os mercados, observa-se que a receita 
líquida interna registrou crescimento de 8,6% no comparativo anual, chegando a R$ 107,4 milhões.
A companhia encerrou o período com nível de alavancagem em 1,1 vez a relação dívida líquida e o Ebitda, ou seja, estagnado em relação ao ano anterior. O endividamento líquido ficou de R$ 122,2 milhões, o que representa crescimento de 26,0% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Lucro da QGEP recua 61,8% no 1º tri, a R$ 25,1 mi
A petroleira QGEP Participações (QGEP3) teve lucro líquido de R$ 25,1 milhões no primeiro trimestre, queda anual de 61,8%, disse a companhia nesta quarta-feira. Segundo a empresa, o menor lucro reflete, principalmente, despesas relacionadas à devolução da área de Biguá, na Bacia de Santos, para a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

A receita líquida caiu 3,5%  em relação ao ano passado, para R$ 127,3 milhõe, enquanto os custos operacionais foram de R$ 57,8 milhões, alta de 19,2%.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 50,8 milhões, queda de 33,6% na mesma base de comparação.

Eternit tem crescimento de 15,3% da receita
A Eternit (ETER3) encerrou o primeiro trimestre com receita líquida de R$ 243,69 milhões, crescimento de 15,3% quando comparado ao mesmo período do ano anterior, enquanto o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 9,1%, para R$ 42,371 milhões. O lucro líquido subiu 9,4% no período, para R$ 23,49 milhões. 

Segundo a empresa, as receitas provenientes do mercado interno, que somam produtos acabados e mineral crisotila, foram de R$ 201,9 milhões, aumento de 10,2%, decorrente de uma política comercial adequada e maiores volumes de venda no mineral crisotila, fibrocimento e telhas de concreto. Nas exportações, a receita líquida apresentou aumento de 48,7% em comparação ao primeiro trimestre do ano passado, e totalizou R$ 41,8 milhões, devido, principalmente, a um maior volume de vendas e pela valorização de 18,4% do dólar frente ao real. 

Anima vê lucro subir 54,8%
A Anima (ANIM3) reportou crescimento de 32,2% no primeiro trimestre deste ano quando comparado a 2013, indo para R$ 137,9 milhões. O lucro líquido subiu 54,8% no período, passando de R$ 104,3 milhões para R$ 137,9 milhões.

Segundo a XP, a empresa mostrou um bom crescimento na base de alunos (aumento de 15% na comparação com o ano anterior), com destaque para queda no índice de evasão. Os analistas comentam que, apesar de provisões que prejudicaram a margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) no período, a captação e base de alunos tiveram um bom crescimento e o operacional da empresa segue num alto patamar. 

Saraiva tem lucro líquido de R$ 56,3 milhões
A Saraiva (SLED4) reportou um lucro líquido de R$ 56,3 milhões no primeiro trimestre de 2014, uma queda de 10,4% na comparação com o ano anterior. Enquanto isso, a receita líquida totalizou R$ 670,4 milhões, um crescimento de 9,4% frente o mesmo período de 2013.

O Ebitda ajustado foi de R$ 118,9 milhões no trimestre, queda de 3,7%, com uma margem Ebitda registrando baixa de 2,2 ponto percentual.

Conforme destaca a XP Investimentos, após um resultado muito ruim no quarto trimestre, não se observa um resultado tão animador nos primeiros três meses de 2014. "Apesar da empresa estar passando por um momento de reestruturação, ainda vemos resultados fracos", ressaltou.

 

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