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Império X, de Eike Batista, volta ao radar, com OSX subindo até 67% com fim da RJ; mas as ações têm futuro?

Destaques da bolsa

Ações de bancos caem forte com votação para limite de juros, Cogna desaba 11% em 2 dias e Oi recua 4%

Confrira os destaques da B3 na sessão desta terça-feira (4)

(Divulgação)
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SÃO PAULO – Em uma sessão de queda expressiva para o Ibovespa, quem ganhou destaque foi o Itaú (ITUB4, R$ 25,69, -5,83%), que viu suas ações caírem mais de 5% após o resultado do segundo trimestre.

Contudo, outras ações de bancos, como Bradesco (BBDC3, R$ 20,02, -2,98%; BBDC4, R$ 21,72, -2,09%), Santander (SANB11, R$ 28,81, -2,80%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 33,30, -3,06%) caíram, ainda que de forma mais comedida após o noticiário sobre o Congresso. Na reunião de líderes partidários realizada na manhã desta terça, ficou decidido que o projeto do senador Alvaro Dias que limita os juros do cheque especial e do cartão de crédito em 30% ao ano será votado na sessão da próxima quinta-feira (6). A cobrança seria válida entre março (cobrando retroativamente) e dezembro.

De acordo com o Credit Suisse, o projeto, se aprovado, teria um impacto no valor presente líquido dos bancos em cerca de 3%. Mas, segundo os analistas do banco suíço, é esperada resistência da Câmara dos Deputados.

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Enquanto isso, Petrobras (PETR3, R$ 22,31, -0,13%; PETR4, R$ 21,78, -0,09%) também teve um pregão volátil após abrir em queda seguindo o petróleo, que teve baixa de mais de 1% (tanto os contratos brent quanto o WTI) com a alta de casos de coronavírus ofuscando a recuperação da demanda. Ainda na primeira hora do pregão, contudo, os ativos viraram para alta, perdendo fôlego minutos depois.

Esta sessão também marcou uma abertura em queda para os ativos da Oi (OIBR3, R$ 1,55, -4,32%; OIBR4, R$ 2,46, -4,65%) que, contudo, também zeraram as perdas e passaram a subir, mas logo perdendo força. Na véspera, acabou o período de exclusividade da Highline para os ativos da operadora.

Segundo informa o jornal O Globo, a companhia Oi deve seguir com as duas propostas que recebeu para vender sua operação de telefonia móvel. Segundo fontes ouvidas pelo jornal, a Highline, da gestora americana Digital Colony, e o grupo formado por Claro, Vivo e TIM seguem na disputa pela divisão de linhas de celulares da tele carioca.

Cabe destacar ainda que as ações da Vale (VALE3, R$ 60,70, +0,73%) ficaram em leilão até por volta das 11h42 em meio a uma operação com forte venda de ações da companhia. Na véspera, a Bloomberg informou que o banco de desenvolvimento BNDES planejava vender até US$ 1 bilhão em ações da mineradora este mês. Os papéis abriram perto da estabilidade.

Nesta data, vale ressaltar, o preço do minério de ferro à vista negociado em Qingdao teve nova alta, de 1,4%, a US$ 118 a tonelada, em meio ao maior otimismo sobre a recuperação econômica da China e com os investidores questionando a capacidade da mineradora brasileira de aumentar a produção do material.

Enquanto isso, a Cogna (COGN3, R$ 7,40, -5,73%) segue derretendo na Bolsa, chegando a perdas acumuladas de quase 11% em apenas dois pregões. Após registrar forte alta de 24,7% em julho, os papéis da companhia têm forte queda desde a última sexta, quando ocorreu o IPO da sua subsidiária Vasta na Nasdaq.

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Ontem, o Stock Pickers conversou com Breno Guerbatin, gestor da Studio, que está com uma posição short (vendido em ações) em COGN3 deste antes do IPO da Vasta e explicou quatro motivos que sustentam sua tese para estar pessimista com a ação.

Confira os destaques:

Vale (VALE3, R$ 60,70, +0,73%)

As ações da Vale ficaram em leilão até por volta das 11h42. Conforme informações da Agência Bovespa, um leilão envolveu 100.000.000 ações cada que tem a Merrill Lynch como corretora vendedora e compradora na operação.

A agência também cita Merrill Lynch como intermediadora de operação envolvendo 64.758.700 papéis. Também está previsto leilão envolvendo 17.834.000 ações, que terá a corretora Nova Futura como compradora e a corretora XP Investimentos como vendedora.

A operação acontece um dia após a Bloomberg noticiar, citando fontes de mercado, que o BNDES estava buscando vender US$ 1 bilhão de sua fatia na Vale neste mês.

Analistas do Itaú BBA citaram uma possível pressão de curto prazo nos papéis, em razão de ‘overhang’ (excesso de ações no mercado) no curto prazo, mas vendo a operação de venda pelo BNDES como positiva. Na visão deles, essa operação pode fechar parte do recente ‘gap’ contra seus pares australianos. O banco segue com visão positiva para a mineradora, destacando o desconto de 30% frente seus pares.

Oi (OIBR3, R$ 1,55, -4,32%; OIBR4, R$ 2,46, -4,65%)

Segundo informa o jornal O Globo, a companhia Oi deve seguir com as duas propostas que recebeu para vender sua operação de telefonia móvel. Segundo fontes ouvidas pelo jornal, a Highline, da gestora americana Digital Colony, e o grupo formado por Claro, Vivo e TIM seguem na disputa pela divisão de linhas de celulares da tele carioca.

Na última segunda-feira, terminou a exclusividade nas negociações com a Highline, enquanto Claro, TIM e Vivo apresentaram proposta de R$ 16,5 bilhões pela Oi Móvel, um valor acima da oferta feita pela Highline. Assim, o consórcio passa, agora, também a fazer parte das negociações. Segundo o jornal, a tele vai negociar com os dois grupos sendo que, até então, a Oi não podia analisar a oferta das rivais brasileiras.

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Com isso, a decisão sobre a venda de ativos pode ser decidido até o dia da assembleia de credores da Oi, que deve ocorrer em meados de agosto no Rio de Janeiro.

Vale ressaltar que, na véspera, em meio à expectativa pelo fim do acordo de exclusividade com a Highline, as ações da Oi tiveram forte queda.

Banco do Brasil (BBAS3, R$ 33,30, -3,06%)

Em resposta a ofício da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Banco do Brasil informou que cabe ao presidente da República a nomeação do presidente da instituição, e “que até o presente momento não houve qualquer comunicação formal do acionista controlador sobre o efetivo exercício dessa prerrogativa pela Presidência da República”.

Bradesco (BBDC3, R$ 20,02, -2,98%; BBDC4, R$ 21,72, -2,09%) e Banco do Brasil

Os sócios da bandeira Elo (Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) querem fazer o IPO da marca, segundo reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo”.

O principal interessado nessa operação seria a Caixa, que também quer fazer o IPO de sua subsidiária de meios de pagamento, a Caixa Cartões. No entanto, o Bradesco é o acionista maior da Elopar, que controla a Elo, e por isso preciso ser convencido sobre o IPO.

Atualmente, a estrutura acionária é composta por 56,9% da Elopar, uma joint venture entre Bradesco e Banco do Brasil, pela Caixa com 36,9% e pelo Bradesco diretamente com 6,1%. “Nossa visão é que, a depender de preço, pode ser positivo para destravar valor dos bancos e ficar menos exposto a um segmento com risco de disrupção tecnológica”, avalia a XP.

Cielo (CIEL3, R$ 5,13, -5,00%)

Após o Banco Central divulgar uma nota liberando os testes do WhatsApp Pay, desde que não sejam executadas operações reais com usuários, a Comissão de Valores Mobiliários (CMV) questionou a Cielo, adquirente parceria do aplicativo na operação de pagamentos, sobre a execução dos testes com a nova plataforma no mercado.

A empresa informou que a nota diz respeito aos acordos entre o regulador e as instituidores de arranjo de pagamento e que não participa destas discussões, “das quais não foi formalmente notificada”, segundo informações do jornal Valor Econômico.

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A Cielo reforçou que continua seguindo o que informou ao mercado, por meio de comunicado em 24 de junho, quando o BC determinou a suspensão das operações com a utilização do WhatsApp Pay, cujo dono é o Facebook. Leia mais clicando aqui. 

IRB (IRBR3, R$ 7,60, -1,30%)

O IRB comunicou ao mercado que os acionistas Bradesco Seguros S.A., por meio de sociedade de seu grupo econômico, e Itaú Seguros S.A. realizaram aporte de recursos, no montante de, aproximadamente, R$ 600 milhões, no âmbito de aumento do capital social via subscrição privada da companhia.

Um aumento do capital social de até R$ 2,3 bilhões foi aprovado no último dia 8 de julho pelo conselho de administração da resseguradora, e contribuirá para o reenquadramento da companhia aos critérios definidos pela Susep para cobertura de provisões técnicas e margem adicional de liquidez regulatória.

O aporte de Bradesco Seguros e Itaú Seguros é consequência da subscrição e integralização de ações decorrentes do exercício de direitos de subscrição, uma vez haviam se comprometido a acompanhar o aumento em suas participações proporcionais no capital do IRB, de cerca de 15,4% e 11,3%, respectivamente.

“O anúncio, apesar de já esperado devido a anúncios anteriores, pode ser bem percebida por investidores, uma vez que reforça a presença dos bancos na resseguradora”, destaca a XP Investimentos.

Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 25,69, -5,83%)

O Itaú Unibanco registrou um lucro líquido recorrente, que exclui itens pontuais, foi de R$ 4,2 bilhões, queda de 40% na mesma base de comparação. Já o lucro líquido foi de R$ 3,4 bilhões no segundo trimestre do ano, uma queda de 49,8% na comparação com igual período de 2019.

O principal motivo para esse tombo no resultado foram as despesas para devedores duvidosos (PDD), que chegaram a R$ 7,77 bilhões, alta de 92% em 12 meses, mas recuo de 23% em relação ao trimestre anterior.

O índice de inadimplência (atrasos acima de 90 dias) diminuiu 0,4 ponto percentual no trimestre, para 2,7%. As receitas com tarifas registram queda de 7,4%.

O resultado ficou em linha com as projeções dos analistas compiladas pela Bloomberg, de R$ 4,255 bilhões, em meio a um aumento de 71,6% na comparação anual na provisão para devedores duvidosos, ficando em R$ 7,561 bilhões. O valor, no entanto, é menor do que os R$ 10,398 bilhões que haviam sido reportados no trimestre anterior.

Contudo, algumas linhas chamaram a atenção – negativamente – no balanço. “Embora os resultados gerais tenham chegado como esperávamos, a combinação de uma queda de NIM [margem financeira sobre os ativos rentáveis] dos clientes, taxas/seguros mais baixos e uma queda abaixo da média nas inadimplências e nos custos pode estar abaixo das expectativas dos investidores”, destaca Marcel Campos, analista da XP Investimentos (confira o relatório clicando aqui).

Marcopolo (POMO4, R$ 2,80, -1,06%)

A Marcopolo teve lucro líquido R$ 5,4 milhões, queda de 93,7% frente os R$ 86,3 milhões registrados em igual período de 2019, com a pandemia do coronavírus diminuindo a receita, que teve queda de 30,1% na receita líquida, a R$ 798,5 milhões. A receita com vendas no Brasil teve baixa de 43%, a R$ 356,3 milhões; já a receita no exterior teve baixa de 30%, para R$ 194,5 milhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) teve baixa de 61,3%, a R$ 40,9 milhões, com a margem indo de 9,2% para 5,1%.

De acordo com o Credit Suisse, os resultados foram muito fracos, o que levou o banco suíço a cortar a recomendação para underperform (desempenho abaixo do mercado), com preço-alvo sendo reduzido de R$ 4,20 para R$ 2,50.

“Acreditamos que a empresa e seus clientes continuarão enfrentando dificuldades financeiras, uma vez que não teremos ainda uma vacina que permita a normalização da mobilidade e resolva as preocupações sanitárias com o transporte público”, avaliaram, em relatório, os analistas da instituição financeira.

PetroRio (PRIO3, R$ 38,29, -3,09%)

A PetroRio registrou um prejuízo de R$ 76,013 milhões no segundo trimestre do ano, ante R$ 156,6 milhões em igual período de 2019.

A receita total da companhia foi de R$ 312,292 milhões, uma queda de 43% no comparativo anual. Já o Ebitda subiu 16%, para R$ 289,173 milhões. A margem chegou a 93%.

A PetroRio ainda anunciou que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprovou o termo aditivo ao contrato de concessão relativo ao Campo de Tubarão Martelo. Com esta deliberação, a PetroRio passa a ser a operadora do Campo, com participação de 80%.

Segundo a companhia, a aquisição gera sinergias significativas entre Polvo e Tubarão. Com a cessão, os custos dos dois campos agregados, que em 2019 ultrapassaram US$ 200 milhões por ano, serão reduzidos para aproximadamente US$ 120 milhões.

JSL (JSLG3, R$ 28,03, -0,32%)

A JSL informou que comprou por R$ 159,4 milhões uma fatia de 75% da Fadel Holding, empresa do setor de logística que presta serviços de distribuição urbana, logística dedicada de cargas rodoviárias e logística interna.

Metade do valor da aquisição será pago à vista e outra metade em seis meses. O valor poderá subir em R$ 13,7 milhões de acordo com determinadas metas.

No ano passado, a Fadel apresentou receita líquida de R$ 372 milhões, com lucro líquido de R$31 milhões.

Segundo a JSL, entre os benefícios da aquisição estão a maior participação no segmento de distribuição urbana de bebidas e alimentos e a ampliação da carteira de clientes.

You Inc.

Já a construtora You Inc decidiu cancelar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Segundo a companhia, o cancelamento deveu-se à atual conjuntura do mercado.

A empresa, que deveria fixar o preço da ação nesta terça-feira, planejava levantar cerca de R$ 1 bilhão e usar os recursos para continuar projetos habitacionais em desenvolvimento.

Na semana passada, outra construtora, Riva 9, subsidiária da Direcional Engenharia, também cancelou seu IPO.

Soma (SOMA3, R$ 11,00, -4,35%)

O grupo Soma, dono das grifes Animale e Farm, tem 33 marcas de moda consideradas como oportunidades de aquisição, mas apenas 5 ou 6 realmente são avaliadas como possíveis marcas estratégicas para compra no curto prazo, segundo reportagem do jornal “Valor Econômico”.

Neste grupo, uma minoria pertence à Inbrands, a empresa de moda mais afetada pela crise, e à Restoque, em recuperação extrajudicial.

O grupo Soma pretende gastar em aquisições 47% dos recursos líquidos captados na oferta pública inicial de ações concluída no fim de julho. Isso equivale a pouco mais de R$ 600 milhões, com base nos dados do prospecto da oferta.

Multiplan (MULT3, R$ 20,30, -1,36%) e B2W (BTOW3, R$ 122,99, -2,39%)

A Multiplan e a Delivery Center fecharam parceria com B2W. O acordo tem o objetivo de integrar as lojas dos shopping centers da Multiplan às plataformas de varejo online da B2W, segundo comunicado ao mercado. A integração dos processos é conduzida pela Delivery Center, empresa sócia da Multiplan desde 2019, que atua na combinação do varejo online ao físico.

“Vemos o anúncio como positivo para a companhia, cuja rede de lojistas poderá se beneficiar da tendência crescente do consumo online, além de estar alinhado com a estratégia de integrar os diferentes canais”, aponta a XP Investimentos.

Ecorodovias (ECOR3, R$ 13,90, -1,97%)

A Ecorodovias divulgou uma nova parcial do volume de tráfego em suas concessões, dessa vez levando em conta o período entre os dias 16 de março e 2 de agosto.

O movimento de veículos pesados e de passeio caiu, nesse período, 16,9% na comparação com igual período do ano passado (tráfego de 114,6 milhões de veículos). Os maiores recuos ocorreram na Ecopistas, que administra o corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto (queda de 36,5%), e na Ecoponte, que liga o Rio ao litoral norte fluminense (recuo de 34,2%).

No acumulado do ano, a queda no volume do tráfego é de 7,5%, com 192,1 milhões de veículos pagamentes no período.

Setor de saúde

E sobre a pandemia do novo coronavírus, a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) informou que as drogarias de todo o país já fizeram 370 mil testes rápidos para a Covid-19.

Segundo a associação, 1.676 farmácias do país oferecem o serviço, a maior parte no sudeste. Dos testes realizados, 14,40% deram positivo.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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