Dia de queda para commodities

Ações de Vale (VALE3) e siderúrgicas fecham em queda de até 7%; Petrobras (PETR3;PETR4) tem baixa de 4% com petróleo

Bancos cortaram projeções para a Vale em meio ao cenário para o minério; petróleo teve forte baixa com alta dos estoques nos EUA

Por  Equipe InfoMoney

O pregão foi positivo para grande parte das ações do Ibovespa, mas as ações de empresas ligadas a commodities tiveram um dia de forte queda.

Vale (VALE3, R$ 66,83, -7,59%) foi a maior queda do Ibovespa na sessão desta quarta-feira (3), em meio a um ajuste do desempenho dos American Depositary Receipts (ADRs) no feriado, quando registraram forte baixa e em meio ao cenário de fraqueza do minério de ferro. A holding Bradespar (BRAP4, R$ 46,23 -7,54%) também teve forte queda, superior a 7%.

Com a tendência de redução da cotação da commodity, as ações das siderúrgicas também caíram, caso de Usiminas (USIM5, R$ 12,37, -5,57%), CSN (CSNA3, R$ 22,09, -4,58%) e Gerdau (GGBR4, R$ 25,55 -3,95%).

Ainda no radar, o Morgan Stanley reduziu o preço-alvo do ADR a Vale de US$ 18 para US$ 16, mesmo mantendo avaliação equal-weight (exposição em linha com a média do mercado).

Segundo o banco, a avaliação se deve à falta de catalisadores positivos no curto prazo e preços mais baixos do minério de ferro esperados nos próximos anos devido a uma perspectiva estrutural desafiadora.

Além disso, o banco vê a mineradora reportando fluxo de caixa sólidos nos próximos anos, apesar das previsões de preços mais baixos do minério de ferro e pagamentos futuros no acidente de Brumadinho, o que deve permitir que a empresa devolva o caixa excedente aos acionistas por meio de dividendos e recompras.

No entanto, o Morgan Stanley espera que as ações continuem a ser negociadas em múltiplos baixos e abaixo de seu valor intrínseco em meio à incerteza em torno dos mercados de aço e propriedades da China e potencial para royalties de mineração mais elevados no Brasil.

O UBS também cortou o preço-alvo do ADR da VALE, de US$ 15 para  US$ 11.

Ainda no radar, a Petrobras (PETR3, R$ 27,48 -4,25%; PETR4, R$ 26,85, -4,11%) teve queda superior a 4%, acompanhando o preço do petróleo. O barril do Brent, que é referência para os preços da Petrobras, despencou 3,94% hoje para US$ 81,37. O WTI caiu 4,56% a US$ 80,08 o barril. Os preços reagiram ao aumento, acima do esperado, dos estoques da commodity nos Estados Unidos.

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Essa foi a maior queda percentual diária para ambas as marcas de referência desde o início de agosto e foram as mínimas de fechamentos do Brent desde 7 de outubro e do WTI desde 13 de outubro.

Os estoques semanais de petróleo subiram mais 3,3 milhões de barris, mais do que o esperado, mas os estoques de gasolina caíram para o menor patamar desde novembro de 2017. A oferta do mercado de petróleo dos EUA se apertou, com os estoques no centro de armazenamento de Cushing, Oklahoma, na mínima em três anos.

Joe Biden, presidente dos EUA, falando na cúpula climática global COP26 em Glasgow, atribuiu o aumento recente dos preços do petróleo e do gás à recusa dos países da Opep em bombear mais petróleo. O preço médio de varejo de um galão de gasolina nos Estados Unidos estava recentemente em US$ 3,40, de acordo com a AAA, cerca de US$ 0,20 de aumento em relação ao mês anterior.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, um grupo conhecido como Opep+, reúne-se na quinta-feira e deve confirmar os planos para manter estáveis os aumentos mensais da oferta, apesar dos apelos para uma aceleração.

Ainda no radar para a Petrobras, estão as declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre a companhia. Na segunda, o presidente disse à imprensa que soube “extraoficialmente” que um novo aumento dos combustíveis está sendo planejado pela Petrobras para daqui a 20 dias. Segundo ele, o assunto seria prioridade em seu retorno ao Brasil na véspera.

No mesmo dia, a Petrobras rebateu a fala e afirmou que não antecipa decisões de reajustes de preços de combustíveis.

(com informações da Reuters)

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