Destaques da Bolsa

Ações de aéreas disparam e bancos sobem até 7% com vacina no radar; Vale fecha em alta de mais de 2% após block trade

Confira os destaques da B3 na sessão desta segunda-feira (16)

Avião da Azul (Crédito: Divulgação)
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SÃO PAULO – Em uma nova sessão de otimismo para o Ibovespa na sessão desta segunda-feira (16) em meio a dados positivos na Ásia e após teste bem-sucedido da vacina da Moderna, quem ganhou destaque entre as altas foram novamente as ações de petroleiras, bancos e aéreas, que sofreram no ápice do temor do mercado com a pandemia do novo coronavírus.

As ações da Petrobras (PETR3, R$ 23,93, +3,24%;PETR4, R$ 23,29, +2,92%) e PetroRio (PRIO3, R$ 34,65, +1,91%) chegaram a subir até 4%, com os contratos futuros para dezembro do WTI e o brent avançaram mais de 2%. Os futuros do petróleo sobem após novos dados terem mostrado uma recuperação na China e no Japão, a segunda e a terceira maior economia do mundo, respectivamente.

Além disso, números mostraram que refinarias na China tiveram um em outubro o maior nível de processamento de petróleo em base diária já registrado para o mês, enquanto novos “lockdowns” nos Estados Unidos e na Europa pesaram sobre a demanda.

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Vale destacar ainda que há esperanças de uma vacina contra Covid-19 e de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados incluindo a Rússia possam manter uma menor produção no próximo ano para apoiar preços. O grupo que reúne a Opep e aliados, conhecido como Opep+, deve ter uma reunião de seu comitê ministerial na terça-feira que pode recomendar mudanças em cotas de produção para quando os ministros da aliança forem se encontrar em 30 de novembro e 1° de dezembro.

O contrato do petróleo Brent para janeiro terminou a sessão em alta de 2,43%, a US$ 43,82 por barril, após avançar mais de 4% no início do dia. Já o petróleo dos Estados Unidos (WTI) para dezembro teve ganho de 3%, a US$ 41,34 o barril.

Azul (AZUL4, R$ 32,15, +10,86%) e Gol (GOLL4, R$ 21,22, +8,49%) voltaram a registrar ganhos, que chegaram a ser superiores a 10% para as duas ações; vale destacar que, na manhã desta segunda, a Azul anunciou ter registrado prejuízo de R$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre, mas sinalizou uma recuperação mais rápida do que o esperado na demanda por viagens aéreas, prevendo que terá 80% de seus voos em operação até o final do ano. Embraer (EMBR3, R$ 8,05, +8,05%), em queda de mais de 59% em 2020, também fechou com ganhos.

Bancos voltaram a registrar forte alta, caso de Santander Brasil (SANB11, R$ 38,32, +7,25%), Bradesco (BBDC3, R$ 22,69, +4,37%;BBDC4, R$ 25,25, +4,38%), Itaú (ITUB4, R$ 29,47, +3,51%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 33,90, +2,57%).

Papéis de empresas com exposição ao e-commerce, com forte alta no acumulado do ano, por sua vez, voltaram a cair com os investidores migrando das ações que subiram durante a pandemia para as que registraram maiores perdas. Ações de Magazine Luiza (MGLU3, R$ 24,85, -1%) e B2W (BTOW3, R$ 74,30, -1,29%), enquanto Via Varejo (VVAR3, R$ 17,82, -0,17%) fechou com leves perdas.

Também no radar dos mercados, o BNDES vendeu 40 milhões de ações da Vale (VALE3, R$ 64,92, +2,64%) a R$ 63,62 cada, totalizando R$ 2,54 bilhões, destacou o Brazil Journal citando fontes próximas ao banco que falaram sob condição de anonimato. O volume negociado das ações foi de R$ 5,66 bilhões, ante média dos últimos 21 pregões de R$ 1,78 bilhão.

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O banco ainda tem 119 milhões ações da Vale e só deve retomar vendas em 2021, segundo essas fontes.

“O movimento era amplamente esperado pelo mercado”, destacou à Bloomberg Tasso Vasconcellos, analista da Eleven Financial, ao ressaltar que vê impacto neutro para as ações. O “BNDES já fez um movimento parecido há alguns meses num volume superior e a perspectiva para próximos meses é que façam desinvestimento do saldo restante”. Vale ressaltar que, em 4 de agosto, o block trade (leilão agendado por grande investidor para se desfazer de uma grande quantidade de ações) da Vale movimentou R$ 8,29 bilhões e 137,6 milhões de ações, segundo a B3.

A venda de uma nova fatia do BNDES na mineradora acontece dias depois após o fim do acordo de acionistas na mineradora, que mantinha a companhia sob controle de um grupo de grandes investidores institucionais -com o banco público entre eles. Ainda não há informações sobre quem foi o comprador.

 

Veja mais informações do noticiário corporativo:

Linx (LINX3, R$ 34,99, -4,92%), Totvs (TOTS3, R$ 27,51, -2,45%) e Stone (NASDAQ: STNE)

Na sexta-feira (13), o colegiado da Comissão de Valores Mobiliários decidiu que fundadores da empresa de software Linx SA poderão votar na assembleia de acionistas que decidirá, na terça (17), sobre uma oferta de aquisição feita pela StoneCo Ltd.

Alguns acionistas da Linx têm argumentado que os fundadores vão receber benefícios, como contratos de não concorrência e de trabalho, caso um negócio com a StoneCo seja fechado. Esses investidores enxergam o voto dos fundadores como um conflito de interesse.

O colegiado da CVM, no entanto, disse que não entende, neste momento, que esses contratos sejam um caso concreto de benefício particular ou demonstre conflito de interesse. Os fundadores Menache, Nércio Fernandes e Alon Dayan detêm 14,4% do capital da Linx. O colegiado da CVM também negou um pedido de um acionista para adiar a assembleia de acionistas desta terça-feira.

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A decisão do colegiado reverteu uma anterior, tomada em outubro pela superintendência de relações com empresas da CVM que determinava que os três fundadores da Linx, incluindo o presidente Alberto Menache, não poderiam votar.

Segundo o Bradesco BBI, a decisão do regulador brasileiro aumenta as chances de um resultado bem-sucedido a favor de Stone. Se a Totvs decidir não apresentar uma oferta revisada pela Linx antes da assembleia de acionistas a ser realizada amanhã, o cenário mais provável será que a oferta feita por Stone seja aprovada pelos acionistas da Linx, apontam os analistas do BBI.

Petrobras (PETR3, R$ 23,93, +3,24%;PETR4, R$ 23,29, +2,92%)

A Petrobras informa que iniciou a etapa de divulgação da oportunidade (teaser), referente à venda de 50% de sua participação nas concessões de Marlim, Voador, Marlim Leste e Marlim Sul, denominadas em conjunto como Polo Marlim, localizadas em águas profundas na Bacia de Campos.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a estatal diz que se manterá como operadora dos campos. O Polo Marlim compreende 4 concessões de produção localizadas na Bacia de Campos. Atualmente a Petrobras é a operadora dos campos com 100% de participação.

Os campos de Marlim e Voador ocupam uma área de 339,3 km2 e estão localizados em águas profundas, com lâmina d’água que varia entre 400 m e 1.050 m, a uma distância de cerca de 150 quilômetros de Macaé, no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro. Marlim e Voador compartilham a infraestrutura de produção e, entre janeiro e outubro de 2020, produziram em média cerca de 68,9 mil barris de óleo por dia e 934 mil m3/dia de gás.

O campo de Marlim Leste está situado a leste do campo de Marlim, a uma distância de cerca de 107 quilômetros do Cabo de São Tomé, localizado em águas profundas e ultraprofundas, com lâmina d’água que varia de 780 m a 2.000 m. De janeiro a outubro de 2020, Marlim Leste produziu, em média,38,5 mil barris de óleo por dia e 615 mil m3/dia de gás.

O campo de Marlim Sul, está situado ao sul dos campos de Marlim e Marlim Leste, a uma distância de cerca de 90 quilômetros do litoral norte do Rio de Janeiro, localizado em águas profundas e ultraprofundas, em lâmina d’água que varia de 800 a 2.500 m e produziu em média,de janeiro a outubro de 2020, cerca de 109,6 mil barris de óleo por dia e 2.062 mil m3/dia de gás.

A empresa reitera que a divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com o procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Azul (AZUL4, R$ 32,15, +10,86%)

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A Azul teve prejuízo de R$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre, mas sinalizou uma recuperação mais rápida do que o esperado na demanda por viagens aéreas, prevendo que terá 80% de seus voos em operação até o final do ano.

A receita dobrou em relação ao segundo trimestre para R$ 805 milhões, embora ainda tenha ficado 70% abaixo na comparação anual em razão da pandemia do coronavírus.

O Ebitda  ficou negativo em R$ 258 milhões, contra um resultado positivo de R$ 935,8 milhões registrado um ano antes. A margem foi negativa em 32%, contra 30,9% positiva em igual base de comparação.

A Azul registrou ainda um prejuízo operacional de R$ 247,7 milhões no trimestre, representando uma margem negativa de 30,8%. Excluindo ganhos não-recorrentes, o prejuízo operacional ajustado totalizou R$ 671,8 milhões. Um ano antes, a linha do balanço havia sido positiva em R$ 526 milhões, com margem positiva de 17,4%.

O RASK (Receita operacional por assentos-quilômetro oferecidos) reduziu 20,3% durante o trimestre na comparação anual, para 24,86 centavos de real.

Já a receita líquida de Cargas e outras receitas cresceram 26,6% na comparação com o terceiro trimestre de 2019, totalizando R$ 180,8 milhões, relacionado principalmente com a melhora no desempenho da operação de cargas. O segmento tem trazido uma boa sustentação ao setor aéreo durante o período de pandemia.

O resultado financeiro foi negativo em R$ 1 bilhão no trimestre, queda de 6,4% na comparação anual, como resultado da depreciação média de 35,4% do real no período.

Cosan (CSAN3, R$ 79,93, +1,90%)

O grupo de energia e infraestrutura Cosan informou na sexta que o lucro líquido somou R$ 303,8 milhões no terceiro trimestre, recuo de 62,9% em base anual. O lucro ajustado, que desconsidera efeitos não recorrentes, foi de R$ 272,8 milhões, recuo de 43,7% na mesma comparação.

A Cosan disse que a perda de valor nas ações da Rumo no período afetou seu resultado financeiro em R$ 165 milhões na linha “outros encargos e variações monetárias”, que teve contribuição positiva de R$ 49 milhões no ano anterior. A empresa afirma que vê tendência de recuperação e volta à normalidade.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização da companhia (Ebidta) em base ajustada foi de R$ 1,7 bilhão, aumento de 6,2% frente ao mesmo trimestre de 2019.

O Credit Suisse avaliou os resultados da Cosan como sólidos. O Ebitda ficou 6% acima de suas expectativas. A receita líquida de R$ 304 milhões ficou abaixo da previsão de R$ 409 milhões, impactada negativamente por resultados financeiros pela depreciação do real, diz o banco. O Credit Suisse mantém recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 80, frente os R$ 78,44 do fechamento da véspera.

O Morgan Stanley afirmou que os resultados da Cosan são fortes, e chamam atenção para o mercado de açúcar e etanol. O banco avalia que os preços do açúcar devem se manter altos, impulsionados por boas colheitas, e real desvalorizado frente o dólar.

O negócio do gás natural deve se manter próximo ao normal, apoiado pela atividade industrial. O banco diz acreditar que a recuperação dos resultados deve melhorar o sentimento em torno das ações da Cosan, mas avalia que os resultados trimestrais são menos importantes do que reestruturação corporativa ou aquisição de ativos e concessões, como refinarias e estrutura para distribuição de gás natural, por exemplo.

O Morgan Stanley mantém avaliação equal weight (expectativa de ganhos em linha com a média do mercado), com preço-alvo de R$ 70.

CVC (CVCB3, R$ 14,66, +1,38%)

A CVC Corp divulgou os resultados do terceiro trimestre de 2020 na noite da sexta-feira, 13, e reportou prejuízo líquido de R$ 215,6 milhões, revertendo o lucro líquido de R$ 13,2 milhões em igual período de 2019. A empresa explicou que a perda refletiu os impactos das restrições provocadas pela pandemia de covid-19 nas suas atividades operacionais.

O Ebitda ajustado do período foi negativo em R$ 117,2 milhões, contra resultado positivo de R$ 159 milhões um ano antes. A margem fechou negativa em 189% contra margem Ebitda positiva de 37,2% em igual base.

No documento, a empresa disse que a covid-19 seguiu impactando as vendas e embarques. As Reservas confirmadas no Brasil somaram R$ 874 milhões no trimestre, queda de 78,2% na comparação anual. As reservas confirmadas da CVC Corp, incluindo as operações na Argentina, totalizaram R$ 1,039 bilhão no período, queda de 76% em igual base de comparação.

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 11,7 milhões no trimestre, baixa de 79,5% no ano, refletindo a “redução dos encargos financeiros, redução do volume de vendas através da cessão de direitos creditórios às financeiras e ganho nas operações de hedge”, explicou a empresa.

A receita líquida de vendas totalizou R$ 62 milhões no trimestre, retração de 85,5% na comparação anual, ainda sobre influencia das restrições provocadas pelo isolamento social no cenário de pandemia, “com relevante impacto nas viagens nacionais e internacionais”, disse a empresa.

O grupo destacou que apesar do difícil cenário, a geração de caixa operacional nos primeiros nove meses de 2020 atingiu R$ 1,242 bilhão, contra uma geração de caixa de R$ 247,2 milhões em igual período de 2019, “em função da postergação dos embarques já contratados e redução significativas das novas vendas, aliadas a medidas de contenção de gastos como resposta à crise”, disse a empresa.

Cemig (CMIG4, R$ 11,75, +3,80%)

A elétrica estatal mineira Cemig registrou um lucro líquido de R$ 545,4 milhões no terceiro trimestre, revertendo prejuízo de quase R$ 282 milhões do mesmo período do ano anterior.

O Ebitda ajustado, com a exclusão dos itens não recorrentes, da Cemig teve alta de 24,32% de julho a setembro, em relação a igual período do ano passado. A margem Ebitda ficou em 20,86%.

O Ebitda consolidado da companhia somou R$ 1,4 bilhão (ante R$ 195,4 milhões no terceiro trimestre de 2019), enquanto o ajustado foi para R$ 1,33 bilhão (R$ 1,068 bilhão um ano antes). A margem Ebitda subiu para 20,86% no terceiro trimestre, de 17,6% no mesmo período de 2019.

A receita líquida aumentou 4,9% no período comparativo, para R$ 6,36 bilhões.
A dívida líquida da Cemig caiu 21,5% no terceiro trimestre frente ao mesmo período do ano passado, para R$ 10,58 bilhões, enquanto excluindo hedge, foi para R$ 7,3 bilhões, contração de 38,1% no período comparativo.

O total da dívida bruta consolidada da Cemig estava em R$ 16,1 bilhões até setembro, montante R$ 1,33 bilhão superior ao do final de 2019, refletindo, principalmente, a desvalorização do real, que impactou no aumento da dívida em dólar em R$ 2,4 bilhões no período.

O Itaú BBA afirmou que Ebitda recorrente da Cemig, de R$ 1,231 bilhão, ficou abaixo de sua expectativa, de R$ 1,350 bilhão. O banco manteve recomendação de market perform (resultados em linha com a média do mercado), com preço-alvo de R$ 15, frente os R$ 11,32 do fechamento de sexta.

Restoque (LLIS3, R$ 4,66, -1,89%)

A Restoque, controladora da Le Lis Blanc, registrou prejuízo líquido de R$ 112 milhões no terceiro trimestre de 2020, acima do resultado negativo de R$ 55,2 milhões de igual período de 2019.

Em termos ajustados, o prejuízo foi de R$ 91,7 milhões no terceiro trimestre.

O Ebitda foi negativo em R$ 29,4 milhões, ante valor positivo de R$ 20,1 milhões.

A receita líquida de vendas foi de R$ 141,8 milhões, com queda de 33,2% frente aos R$ 212,1 milhões do mesmo período do ano passado.

Priner (PRNR3, R$ 9,21, +1,99%)

A empresa do setor de serviços e manutenção industrial Priner teve prejuízo líquido de R$ 4,93 milhões no terceiro trimestre de 2020, frente prejuízo de R$ 2,94 milhões no mesmo período do ano anterior. O Ebitda foi de R$ 2,80 milhões no período, queda de 34,6% na mesma comparação.

Nos primeiros nove meses de 2020, Ebitda teve queda de 47,4%para R$ 8,91 milhões. A margem Ebitda foi de 5,1% no terceiro trimestre, queda de 5,5 pontos percentuais. A margem líquida foi de 9% negativos, frente margem negativa de 3,4% um ano antes.

O custo do produto vendido foi de R$ 45,4 milhões, queda de 39,2% frente o mesmo período do ano anterior.

A receita líquida atingiu R$ 54,82 milhões, queda de 35,8%. No período de janeiro a setembro, foi de R$ 174,13 milhões, queda de 33,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
O lucro bruto atingiu R$ 9,44 milhões no terceiro trimestre. E a margem bruta foi de 17,2%.

A XP Investimentos afirmou que a receita líquida veio 7% abaixo de suas expectativas, mas destacou que a receita líquida por funcionário avançou 4,7% na comparação anual. O lucro bruto veio 41,8% acima das expectativas da XP, e a margem bruta, 9 pontos percentuais acima, devido a redução de custos. Este favor, diz a XP, impulsiona “importantes ganhos de margem bruta no trimestre”.

Méliuz (CASH3, R$ 10,00, +2,56%)

A empresa de cupons de desconto para compras on-line Méliuz informou receita líquida total de R$ 25,6 milhões no terceiro trimestre de 2020, alta de 15% frente o mesmo período do ano anterior.

No período entre janeiro e setembro de 2020, a receita total foi de R$ 82,1 milhões, alta de 43% frente o mesmo período do ano anterior.

que foram criadas no terceiro trimestre de 2020 1,6 milhão de novas contas. O número é 2,66 vezes a média de abertura de novas contas dos quatro trimestres anteriores.

O total de usuários ativos em 12 meses encerrados em 30 de setembro de 2020, foi de 3,6 milhões. O número representa crescimento de 80% frente os 12 meses imediatamente anteriores.

O faturamento total de vendas no terceiro trimestre de 2020 foi de R$ 638 milhões, alta de 40% frente o mesmo período de 2019, no valor de R$ 457 milhões.

O faturamento total de vendas foi de R$ 2,2 bilhões em 12 meses encerrados em 30 de setembro, alta de 54% frente os 12 meses imediatamente anteriores.

No terceiro trimestre de 2020, a empresa afirma que recebeu 1,147 milhão de solicitações do cartão de crédito Méliuz, emitido em parceria com o Banco Pan, um número 18 vezes maior do que aquele registrado no mesmo período de 2019.

Boa Vista SCPC (BOAS3, R$ 13,20, -6,78%)

A oferta pública inicial de ações da Boa Vista no terceiro trimestre de 2020 contribuiu para que a empresa registrasse prejuízo líquido de R$ 28,9 milhões no terceiro trimestre de 2020.

Isso porque os acionistas determinaram que a carência para exercer opções de ações seria antecipada, caso a operação que viabilizasse sua venda de ações fosse a listagem na B3.

Com a abertura de capital na B3, esses derivativos resultaram em uma obrigação no valor de R$ 45,9 milhões. Trata-se de um evento não recorrente e que, portanto, não teve efeito sobre o caixa.

Mesmo com a oferta pública inicial de ações, no final de setembro a dívida líquida da companhia era de R$ 219,3 milhões, alta de 36% frente o mesmo momento do ano anterior. Os recursos da oferta não foram incluídos no fluxo de caixa informado ao mercado.

Além disso, a receita líquida da Boa Vista teve queda de 8,4%, na comparação com o mesmo período do ano anterior, indo a R$ 155,1 milhões. As despesas operacionais tiveram salto de 118% na mesma comparação, indo a R$ 86 milhões. O Ebitda recuou 74,4%, para R$ 18,5 milhões.

O Morgan Stanley afirmou que a receita líquida da Boa Vista foi 11% inferior a suas expectativas, de R$ 16 milhões. O Ebitda foi 7% superior a sua expectativa.

A receita com serviços de decisão teve alta 4% superior à estimativa do banco, com destaque para soluções analíticas. As despesas operacionais foram 9% inferiores a sua estimativa.

A margem Ebitda de 38% ficou abaixo de sua expectativa, de 41%. Os serviços de recuperação tiveram queda de 24%, abaixo da estimativa de 32% feita pelo banco.

O lucro antes de impostos, de R$ 19 milhões, ficou abaixo da estimativa do banco, de R$ 24 milhões. O banco manteve a recomendação da empresa como overweight, com preço-alvo de R$ 20, frente os R$ 14,16 de fechamento de sexta.

 

Hidrovias do Brasil (HBSA3, R$ 6,18, -1,90%)

O Credit Suisse iniciou nesta segunda-feira a cobertura das ações da empresa de logística Hidrovias do Brasil, que opera em diversas regiões do Brasil e da América Latina, com ênfase em hidrovias no Norte do país. A empresa realizou sua oferta pública inicial de ações em setembro de 2020.

O banco avalia que a demanda mundial por alimentos, em especial grãos, continua a crescer, impulsionada por crescimento populacional e progresso econômico. O Credit Suisse diz que a Hidrovias do Brasil pode ajudar a escoar safras de áreas isoladas do centro-oeste, especialmente no estado do Mato Grosso.

O banco diz que um dos principais riscos para a empresa é a concorrência, frente à qual tem, no entanto vantagens. Outro risco é o clima seco, que pode reduzir as exportações de milho em 2021. O Morgan Stanley inicia a cobertura com avaliação de outperform, e preço-alvo de R$ 9,50, um potencial de valorização de 51% frente ao fechamento de sexta-feira.

CCR (CCRO3, R$ 12,25, 4,26%)

Segundo a concessionária CCR, o tráfego de veículos em estradas sob sua concessão entre 6 e 12 de novembro foi 2,3% maior do que em igual período de 2019, em bases comparáveis. A CCR administra o Sistema Anhanguera/Bandeirantes, que liga a capital paulista ao interior do Estado, e a Via Dutra, principal ligação terrestre entre Rio de Janeiro e São Paulo.

O Bradesco BBI destacou que a performance de tráfego semanal da CCR é a melhor desde março, e manteve a recomendação da empresa como outperform. O preço-alvo é de R$ 17, frente os R$ 11,75 de fechamento de sexta-feira (13).

Energisa (ENGI11, R$ 46,40, 1,98%)

A Energisa, que controla diversas empresas de distribuição de eletricidade e tem negócios em geração e comercialização, tem preparado a criação de uma “fintech” para oferecer serviços a clientes, incluindo produtos financeiros, informou a empresa na sexta.

A chamada Voltz está em fase de desenvolvimento e há no momento um time dedicado à criação de um aplicativo que será usado no relacionamento com o público, disse o presidente da elétrica, Ricardo Botelho, em teleconferência com investidores.

(Com Agência Estado, Reuters e Bloomberg)

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