Destaques da Bolsa

Ação da Suzano salta 5,7%, enquanto Oi e Klabin sobem com investidores atentos a leilões e AGE; OSX fecha em alta de 12%

Confira os destaques da B3 na sessão desta quinta-feira (22)

SÃO PAULO – Com o feriado de Ação de Graças diminuindo a liquidez do mercado brasileiro, o Ibovespa fechou praticamente estável na sessão desta quinta-feira (26) após superar os 110 mil pontos na véspera.

As ações da Petrobras (PETR3, R$ 26,25, -1,54%;PETR4, R$ 25,82, -1,64%) registraram perdas de mais de 1%, seguindo a queda do petróleo depois da commodity ir para o maior nível em mais de oito meses na véspera, após dados semanais mostrarem uma inesperada queda nos estoques da commodity nos EUA, levando o mercado a ampliar o rali guiado por expectativas de que uma vacina contra o coronavírus dê impulso à demanda por combustíveis.

O contrato futuro com vencimento em fevereiro de 2021 do brent teve baixa de 1,52%, a US$ 47,79 o barril. Os investidores também repercutiram a divulgação do plano estratégico para o quinquênio 2021-2025 (veja mais clicando aqui).

Entre as maiores altas, atenção para as companhias de papel e celulose como Suzano (SUZB3, R$ 53,40, +5,68%) e Klabin (KLBN11, R$ 23,95, +2,79%), com a primeira tendo alta de mais de 5%. No radar do setor, estão os dados de estoques de celulose no porto europeu, que caíram 11% na comparação com outubro e 21% na base anual. “A notícia é positiva, sinalizando que a demanda por celulose melhorou gradualmente, promovendo alguma redução de estoque.

Os estoques caíram cerca de 540 mil toneladas desde o pico de março de 2019, mas permanecem cerca de 300 mil toneladas acima dos níveis normalizados na região. Observamos que o recente aumento de infecções por COVID-19 na Europa poderia retardar um processo de retirada de estoque mais rápido”, avalia o BBI. Mesmo neste contexto positivo para o setor, os papéis subiram 6,69% no acumulado do mês, uma baixa bem menos expressiva do que os ganhos de 17,34% apesar da disparada da sessão.

Atenção também para a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da Klabin para discutir proposta de extinção do pagamento de royalties pelo uso das marcas Klabin e a consequente aquisição das marcas por incorporação da Sogemar. Segundo informações do Valor, a proposta de incorporação, que resultará no fim do pagamento de royalties por uso da marca, foi aprovada por “esmagadora maioria” .

Vale (VALE3, R$ 76,57, +1,42%) e siderúrgicas como CSN (CSNA3, R$ 24,25, +4,53%) e Usiminas (USIM5, R$ 13,90, +4,04%) também registraram ganhos, em meio a um novo dia de alta do minério de ferro, com a commodity à vista negociada no porto de Qingdao com pureza de 62% subindo 1,4%, a US$ 129,95 a tonelada.

Frigoríficos, com destaque para a Marfrig (MRFG3, R$ 14,93, 0,95%), também avançaram, com os papéis MRFG3 chegando a subir 3,45%, mas amenizando durante o pregão. O Credit Suisse destacou estar otimista com a companhia, mantendo a ação como top pick, e também com a JBS (JBSS3, R$ 22,91, +1,01%), apontando que o setor de proteína vem de trimestres onde os resultados foram recordes.

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O setor deve continuar a mostrar sinais bastante positivos, avaliam os analistas, citando como exemplo o fato de que os últimos dados vindos dos EUA sinalizam spreads bastante sólidos, mesmo em um momento de sazonalidade um pouco mais fraca para a indústria. Isso principalmente em função de uma maior demanda tanto do mercado domestico quanto de exportações (como a China comprando mais carne). “Acreditamos que Marfrig seja o principal veículo de investimentos, mas também gostamos de JBS. A depreciação do real no ano e um mix de produtos bastante defensivos fortalecem a tese”, avaliam.

Fora do Ibovespa, a Oi (OIBR3, R$ 2,08, +5,05%; OIBR4, 3,04, +2,70% ) iniciou leilão para venda de seus ativos nesta quinta-feira (26) e teve uma leitura positiva do mercado com relação à aprovação da Lei de Falências no Senado. As ações tiveram um novo dia de ganhos após subirem cerca de 6% na véspera.

Ainda em destaque, segundo uma fonte disse à Reuters, a companhia  vendeu nesta quinta-feira torres de telefonia móvel e data centers em leilão, arrecadando cerca de R$ 1,4 bilhão. A Highline do Brasil, do grupo norte-americano de private equity Digital Colony, comprou a unidade de torres por R$ 1,067 bilhão, enquanto a Piemonte Holding venceu a disputa pelos data centers com uma oferta de R$ 325 milhões. A operadora de telecomunicações planeja usar os recursos para ajudar a sair do plano de recuperação judicial.

Quem teve forte volatilidade é a OSX (OSXB3, R$ 30,35, 12,32%). Após subir mais de 100% na véspera com o fim da recuperação judicial (veja mais clicando aqui), os papéis abriram com fortes ganhos, de até 68%, viraram para forte queda, de até 16,58%, mas fecharam em alta superior a 12%.

Também chamou a atenção o desempenho da Wiz (WIZS3, R$ 9,00, -9,00%), com queda de 9% após ser alvo de operação da Polícia Federal. Confira os destaques:

Maiores altas

AtivoVariação %Valor (R$)
SUZB35.4423153.28
USIM54.4161713.95
CSNA34.3965524.22
COGN34.098365.08
PRIO34.0416749.94

Maiores baixas

AtivoVariação %Valor (R$)
GNDI3-2.8334570.3
PCAR3-2.299568.83
VIVT4-2.263445.34
ITUB4-2.0776628.75
BBDC3-2.038122.11

Confira no que mais ficar de olho:

Wiz (WIZS3, R$ 9,00, -9,00%)

A Polícia Federal deflagrou hoje a 13ª fase da Operação Descarte, denominada Canal Seguro, com o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão, em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília/DF. A operação investiga fraudes envolvendo a corretora Wiz.

A investigação contou com a participação da Receita Federal e do Ministério Público Federal. Ela teve início a partir de provas produzidas no âmbito da Operação Descarte e seus desdobramentos (Chiaroscuro, Checkout, E o Vento Levou e Chorume). A PF conseguiu identificar mais uma organização criminosa dedicada à prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, especialmente gestão fraudulenta e desvio de valores de instituição financeira, além de crimes contra a ordem tributária e lavagem de ativos, desta vez tendo como vítima corretora de seguros que detém exclusividade na venda de seguros anunciados por empresa pública federal.

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Entre 2014 e 2016, três dos diretores da companhia teriam praticado atos de gestão fraudulenta e desviado valores que podem chegar a R$ 28,3 milhões, mediante diversas transferências a título de pagamento por prestação de serviços, superfaturados ou que na verdade não foram realizados.

Foi determinado o sequestro de valores que, somados, superam R$ 27 milhões, bem como o sequestro de um apartamento no Rio de Janeiro, avaliado em R$ 5,5 milhões. Foi também determinada a suspensão do exercício da atividade de natureza econômica ou financeira pelos três diretores diretamente envolvidos nas fraudes investigadas.

Em fato relevante, a Wiz informou que hoje é realizada busca e apreensão de documentos e material na sede da companhia. “A Wiz esclarece que desconhece qualquer indício da prática dos ilícitos investigados e adotará as medidas necessárias para a apuração completa dos fatos alegados, bem como sempre se colocará à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e prestar quaisquer esclarecimentos necessários para a devida apuração dos fatos”. A companhia disse ainda reafirmar “seu compromisso com a ética e a transparência”.

Confira o posicionamento da Wiz na íntegra: 

“A Wiz Soluções foi surpreendida na manhã desta quinta-feira (26) com uma ação de busca e apreensão de documentos no âmbito da Operação Descarte, que investiga atividades entre 2014 e 2016, em gestão anterior da companhia.

A Wiz segue à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento necessário. Sendo a maior interessada na elucidação dos fatos, a companhia tomará todas as medidas necessárias para identificar eventuais irregularidades.

A empresa reitera seu compromisso com a ética, a transparência e as boas práticas de gestão, base do trabalho realizado ao longo de 47 anos de atuação”

Petrobras (PETR3, R$ 26,25, -1,54%;PETR4, R$ 25,82, -1,64%)

A Petrobras divulgou seu plano estratégico para o quinquênio 2021-2025, com previsão de investimentos (capex) de US$ 55 bilhões, dos quais 84% estão alocados à Exploração e Produção de petróleo e gás (E&P). A estatal tem como meta também reduzir sua dívida bruta para US$ 60 bilhões em 2022 e terminar 2025 com volume de produção de 3,3 milhões de barris de óleo equivalente por dia (BOED).

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Dos US$ 46 bilhões de investimentos em E&P, cerca de US$ 32 bilhões serão destinados para os ativos do pré-sal. “A escassez de capital impõe competição entre projetos para a obtenção de ‘funding’, sendo aprovados somente os que são resilientes ao preço de petróleo Brent de US$ 35/bbl”, ressaltou a empresa.

Desta forma, a previsão é de entrada em operação de 13 novos sistemas de produção, sendo todos alocados em projetos em águas profundas e ultra profundas. Assim, a petrolífera estima produção de 2,75 milhões de boe/d em 2021 e de 2,9 milhões em 2022.

Para 2023, a expectativa é de produção de 3,1 milhões de boe/d. Já em 2024 e 2025, a previsão é de 3,3 milhões boe/d.

“A produção de óleo para 2021 reflete os impactos associados a covid-19 e os desinvestimentos ocorridos em 2020. Consideramos uma variação de 4% para mais ou para menos para a produção de 2021”, explicou a Petrobras em comunicado.

Em relação à desalavancagem, a estatal destaca que de janeiro de 2019 a setembro de 2020, mesmo com os impactos da covid-19 e do choque do petróleo em 2020, conseguiu reduzir a dívida bruta em US$ 31 bilhões, mantendo a meta de atingir US$ 60 bilhões em 2022.

“A diminuição da dívida e a desalavancagem financeira continuarão a ser prioritárias, sendo a geração de caixa operacional e os desinvestimentos fundamentais para esses fins”, pontuou a companhia, acrescentando que o portfólio de desinvestimentos contém no momento mais de 50 ativos em diferentes estágios do processo de venda.

A empresa afirma ainda que o plano estratégico mantém os cinco pilares que atuam na sustentação para a implantação do conjunto de estratégias: maximização do retorno sobre o capital empregado; redução do custo de capital; busca incessante por custos baixos e eficiência; meritocracia e segurança, saúde, respeito às pessoas e ao meio ambiente.

O plano apresenta também quatro métricas de topo que deverão impactar diretamente a remuneração não só dos executivos, mas de todos os empregados da companhia em 2021, como a Intensidade de emissões de gases de efeito estufa (IGEE), volume vazado de óleo e derivados (VAZO), dívida bruta de US$ 67 bilhões em 2021 e delta do EVA (ferramenta de gestão Economic Value Added) consolidado de US$ 1,6 bilhão.

O Credit Suisse destacou que a Petrobras reduziu em US$ 20,5 bilhões as verbas para investimento no longo prazo, frente o plano anterior, ficando em US$ 55,2 bilhões. Dessa forma, a empresa reduz a duração de seus ativos e foca em lucratividade e retorno aos acionistas.

Em média o investimento será de cerca de US$ 11 bilhões por ano, US$ 4 bilhões a menos do que o plano anterior. O investimento em 2021 fica US$ 0,8 bilhão abaixo da expectativa do Credit Suisse. O banco avalia que o portfólio ficará menor, porém mais lucrativo.

O banco espera que novas informações sejam divulgadas na próxima semana, incluindo, potencialmente, mais informações que normalmente apareciam nos planos anteriores, incluindo fluxo de caixa e cortes de custos.

O banco diz que o plano de produzir 2,23 milhões de barris por dia em 2021, fica um pouco abaixo de sua expectativa de 2,3 milhões de barris. A explicação pode se dever a desinvestimentos em 2020 e o adiamento de paradas para manutenção previstas no calendário de 2020 e 2021, devido à pandemia.

A produção prevista em 2025 fica em 2,7 milhões de barris, acima da estimativa do Credit Suisse, de 2,4 milhões.

O Credit Suisse destaca que a governança social e ambiental faz, claramente, parte do plano. A intensidade das emissões de gases estufa e o volume de vazamentos de petróleo e derivados servem como métricas para embasar as compensações aos funcionários, já em 2021, ressalta o banco.
O Credit Suisse manteve avaliação da Petrobras em outperform, com preço-alvo em US$ 15, frente os US$ 10,03 atualmente negociados na bolsa de Nova York.

A Petrobras informou na quarta que aumentará o preço da gasolina em suas refinarias em 4% em média a partir desta quinta, enquanto o diesel terá elevação de 5%. O aumento é o segundo aplicado pela estatal em novembro para os dois combustíveis, após reajuste realizado no dia 12, quando subiu o valor da gasolina em 6% e o do diesel em 5%.

Com o novo reajuste, o preço médio da gasolina nas refinarias da petroleira passa a ser de R$ 1,73 por litro. O litro do diesel passa a custar em média R$ 1,87.

Na quarta, o site da revista Exame publicou que a União pode ter que ressarcir a Petrobras em US$ 30 bilhões pelo escândalo de desvio de recursos do “Petrolão”, investigado pela Lava Jato desde 2015.
A arbitragem da questão envolve a petroleira, representada por acionista minoritário, e o Governo Federal, e entrou agora na fase de mérito. Ela se baseia em parecer da consultoria global Berkeley Research Group, que avaliou os prejuízos causados em US$ 30 bilhões. A reparação beneficiaria os acionistas minoritários.

Em nota publicada nesta quinta, a Petrobras comentou notícia, e afirmou que não é parte na arbitragem, que foi instaurada por dois acionistas minoritários contra a União Federal, na qualidade de acionista controlador. A Petrobras diz que apenas acompanha os procedimentos, que estão em estágio inicial.

Oi (OIBR3, R$ 2,08, +5,05%; OIBR4, 3,04, +2,70% )

Segundo uma fonte disse à Reuters, a Oi vendeu nesta quinta-feira torres de telefonia móvel e data centers em leilão, arrecadando cerca de R$ 1,4 bilhão. A Highline do Brasil, do grupo norte-americano de private equity Digital Colony, comprou a unidade de torres por R$ 1,067 bilhão, enquanto a Piemonte Holding venceu a disputa pelos data centers com uma oferta de R$ 325 milhões. A operadora de telecomunicações planeja usar os recursos para ajudar a sair do plano de recuperação judicial.

Ainda no radar da Oi, na véspera, o Senado aprovou a nova Lei de Falências para agilizar os processos de recuperação judicial no País. A proposta prevê novas regras para a renegociação de dívidas a fim de evitar que empresas fechem as portas e decretem falência. Como já foi aprovado pela Câmara dos Deputados, o texto segue agora para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o Credit Suisse, a notícia é muito positiva para a Oi, uma vez que aumentaria o haircut, ou o desconto dado nas dívidas problemáticas, da dívida com a Anatel para 70% e estende o prazo, reduzindo o valor presente líquido em cerca de R$ 4 bilhões. Além disso, créditos fiscais (R$ 16 bilhões) podem ser usados de uma só vez para pagar a Anatel e compensar o potencial imposto de renda da venda de ativos.

Cielo (CIEL3, R$ 3,86, +3,21%)

A Cielo comunicou a eleição de Mauro Ribeiro Neto como novo presidente do conselho de Administração após a renúncia de Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo.

“A Cielo e seus membros do conselho de administração agradecem ao Sr. Carlos Hamilton pela sua dedicação à frente do conselho, desejando-lhe sucesso em seus novos desafios”, afirmou a empresa.

Carrefour (CRFB3, R$ 19,47, +2,20%)

A Defensoria Pública do Rio Grande do Sul está pedindo indenização de R$ 200 milhões à Rede Carrefour e ao Grupo Vector de Segurança, pela morte de João Alberto Silveira Freitas, assassinado por seguranças em um estacionamento da unidade da rede. A ação se estende também aos três funcionários envolvidos no caso, que estão presos.

João Alberto era negro, e os assassinos eram seguranças brancos. O caso ocorreu um dia antes do Dia da Consciência Negra, que foi marcado por protestos e ataques contra a rede pelo país.

O valor final da ação deve ser destinado a fundos de combate a discriminação e defesa do consumidor. A Defensoria também pede a interdição da unidade onde ocorreu o assassinato, por cinco dias, a criação de um plano de combate a racismo e discriminação em Porto Alegre, a adoção de campanhas de conscientização, a fixação de cartazes em unidades do Carrefour pelo país, destacando que discriminação é crime, com o telefone “disque 100” para denúncias, entre outros.

Na quarta-feira, o Carrefour afirmou que não foi citado oficialmente para os termos das ações, e disse que se coloca à disposição de órgãos para contribuir com as informações necessárias.

O Grupo Vector afirmou que demitiu os seguranças envolvidos no assassinato, e que tomará medidas cabíveis para auxiliar nas investigações. Ela disse que não foi comunicada formalmente sobre a ação da Defensoria.

O Ministério Público instaurou dois inquéritos civis sobre o caso, um para buscar reparação pelo dano moral coletivo e o segundo para averiguar práticas de diretos humanos no grupo Carrefour.

BR Distribuidora (BRDT3, R$ 20,77, -1,28%)

A BR Distribuidora assinou contrato para comprar 70% de participação na Targus Energia, desembolsando R$ 62,1 milhões. O objetivo é atuar no mercado de comercialização de energia elétrica em todo o território nacional.

A transação prevê ainda mecanismos de “earn-out” e opções de compra e venda dos 30% restantes.

“Como resultado da aquisição, atuará na compra e venda de energia elétrica aos seus clientes, complementando seu portfólio atual de produtos, bem como poderá capturar novos clientes no mercado, oferecendo serviços de gestão no mercado livre e produtos de geração distribuída”, disse a BR.

Sinqia (SQIA3, R$ 22,46, + 1,67%)

A Sinqia informou na quarta que fechou um contrato de compra da Fromtis Serviços de Tecnologia. O preço inicial da aquisição é de R$ 19 milhões, correspondentes a uma parcela à vista de R$ 14 milhões na quarta e outra a prazo de R$ 5 milhões, que deve ser paga em 5 prestações anuais de R$ 1 milhão.

O preço final poderá aumentar em até R$ 9 milhões, em duas parcelas adicionas, de até R$ 4,5 milhões, a serem pagas em 2022 e 2023. O objetivo é complementar seu portfólio e obter novos clientes.

O banco Credit Suisse avalia o movimento como levemente positivo, destacando que Fromtis é a principal fornecedora de softwares para FIDCs (fundos de investimento em direitos creditórios).

Gol (GOLL4, R$ 23,24, -1,36%)

Segundo informa o Valor, a Gol fará nos próximos dias voos técnicos sem passageiros com os sete aviões que possui do modelo Boeing 737 Max. Ontem, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a volta dos voos com aviões desse modelo. O trabalho da Anac para certificar o modelo envolveu cerca de 20 profissionais da agência, entre engenheiros e pilotos.

Grendene (GRND3, R$ 8,48, 0,83%)

A Grendene informou na quarta-feira que pretende se apropriar de R$ 450,12 milhões em créditos do PIS (Programa de Integração Social) e do Cofins (Contribuição para o Financiamento da Integração Social).

A decisão se baseia em um acórdão do TRF da 5ª Região, que concedeu mandado de segurança favorável à empresa. Ele determina que o ICMS não deve compor a base de cálculo para incidência do PIS, o que dá à Grendene direito ao crédito que seria, de outra forma, pago ao governo.

A empresa destaca que o Supremo Tribunal Federal ainda não se manifestou sobre a base de cálculo para apuração do valor do crédito do PIS e da Cofins, ou sobre a modulação dos efeitos da decisão.

Mas afirma que tribunais regionais federais, inclusive o TRF da 5ª Região, com jurisdição sobre a Grendene, têm decidido que o ICMS discriminado nas notas fiscais deve ser excluído da base de cálculo.
Por isso, o conselho de administração decidiu a favor do reconhecimento contábil da apropriação do saldo remanescente dos créditos do PIS e da Cofins, de R$450,12 milhões, mesmo sem a manifestação final do STF sobre o tema.

Na nota, a Grendene afirma que o objetivo é evitar a caducidade dos créditos, já que o prazo para apresentação do pedido de compensação expira após cinco anos.

O valor deve ser atualizado até o encerramento das demonstrações financeiras, afirma a companhia.

Braskem (BRKM5, R$ 23,57, -1,59%)

A Braskem estimou em R$ 3 bilhões custos e despesas adicionais para a implementação de medidas definidas pela Agência Nacional de Mineração (ANM) para encerramento das atividades de extração de sal em Maceió (AL).

Em fato relevante, a petroquímica afirmou que tomou conhecimento de um ofício da ANM a respeito das medidas, que incluem o fechamento da mina incluindo o preenchimento com material sólido de determinados poços de sal adicionais.

O montante é adicional aos valores já provisionados, que, segundo o resultado do terceiro trimestre da companhia, alcançava R$ 3,56 bilhões.

Energisa (ENGI11, R$ 46,28, +1,27%)

A Energisa informou que o volume de consumo de energia teve alta de 6,7% em outubro frente o mesmo período do ano anterior.

O Credit Suisse avalia o resultado como positivo, e um sinal de que os volumes estão se recuperando, com a performance no Meio-Oeste acima da média, com alta de 13%. A região Norte também está acima da média, com alta de 12%.

Vale (VALE3, R$ 76,57, +1,42%)

Foi criada nesta semana pela Câmara dos Deputados uma comissão externa para acompanhar a negociação entre a Vale e o governo de Minas Gerais para o pagamento de indenizações às vítimas do rompimento da barragem de Brumadinho, que deixou mais de 270 mortos em janeiro de 2020.

Em entrevista publicada na quarta-feira pela Agência Câmara, o deputado Rogério Correia (PT-MG), que propôs a criação do colegiado, questiona a diferença entre a proposta da Vale, de R$ 16,5 bilhões, e os cálculos do Ministério Público, no valor de R$ 54 bilhões. Os valores foram apresentados em audiência de conciliação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

“Estamos de olho e faremos tudo o mais rápido possível (…) Uma negociação desta magnitude não pode simplesmente ignorar a parte mais afetada da tragédia, que são os atingidos”, afirmou Correia, que foi relator da CPI sobre Brumadinho. Uma nova audiência está marcada para o dia 9 de dezembro.

O Morgan Stanley destacou a criação da comissão, e avaliou que ela não tem poder para barrar um acordo entre promotores, a Vale e o governo de Minas Gerais. Mas pode propor ajustes nos termos do acordo negociado e influenciar seu resultado.

Isso pode levar a um acordo em valor mais alto do que os US$ 4 bilhões (R$ 21,39 bilhões) que a empresa usa em seu modelo sobre a Vale. Mesmo assim, o banco manteve avaliação para os ADRs como overweight (expectativa de valorização acima da média do mercado), com preço-alvo de US$ 14, frente os US$ 14,30 atuais.

ES Gás

O Espírito Santo planeja abrir mão do controle de sua empresa de distribuição de gás por meio da venda de 25% das ações da companhia em uma operação na B3, a bolsa de valores de São Paulo, disseram autoridades locais à agência internacional de notícias Reuters na quarta.

O governo do Estado possui atualmente 51% da ES Gás. A distribuidora de combustíveis BR Distribuidora possui a fatia restante, mas também irá vender 25%, afirmou à Reuters o governador capixaba, Renato Casagrande (PSB), antes de anunciar na quinta-feira a privatização da companhia.
“Nós vamos vender parte da empresa através do mercado de ações, pelo menos 25%, e a BR Distribuidora vai fazer o mesmo”, disse o governador em uma entrevista por telefone. “Vamos privatizar a empresa, repassar o controle”, acrescentou.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está sendo contratado para elaborar o plano de privatização da distribuidora de gás, afirmou Casagrande.

Entre as opções está uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) tradicional, segundo Heber Resende, presidente-executivo da ES Gás. Ele acrescentou, porém, que é mais provável que a participação na empresa seja vendida a um investidor único ou a um grupo de investidores.
Entre os compradores que ele vê como prováveis interessados no ativo estão fundos de pensão ou infraestrutura com foco em rendimentos de longo prazo e baixo risco. Eles provavelmente estariam associados a empresas com experiência nas operações de distribuição de gás, disse.

Cedae

Ao menos 17 bairros da cidade do Rio de Janeiro, onde moram cerca de um milhão de pessoas sofrem há mais de uma semana com o abastecimento irregular, ou desabastecimento completo de água. O problema se iniciou no dia 17, quando um motor em Senador Vasconcelos quebrou. Outro equipamento já estava em pane, e o de reserva estava em manutenção.

O jornal O Globo estampa em chamada de capa que a crise ocorre às do lançamento do edital de licitação da concessão dos serviços de distribuição de água da Cedae (Companhia Estadual de Águas do Estado da Guanabara), marcado para o dia 18 de dezembro. A Cedae afirma que o conserto pode levar até 25 dias para ser concluído. Até lá deve ocorrer rodízio entre os bairros.

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No momento, BNDES e o governo do Rio discutem os parâmetros para precificar a água que será vendida pela Cedae aos concessionários que vencerem os leilões. O modelo de venda elaborado pelo BNDES prevê que a captação continue estatal, com a divisão dos serviços de água e esgoto em quatro grandes blocos.

O BNDES afirma que a concessão da Cedae será o maior projeto de infraestrutura do país, com investimentos de R$ 31 bilhões na universalização de serviços, somados a R$ 10,6 bilhões em bônus de outorga mínimo.

(Com Bloomberg e Agência Estado)

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