Oi volta a negociar na B3 após falência revertida; OIBR3 sobe 11% e OIBR4 salta 24%

 A Oi anunciou que a Justiça do Estado do Rio de Janeiro suspendeu sentença anterior que converteu a recuperação judicial do grupo de telecomunicações em falência

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As ações da Oi (OIBR3;OIBR4) voltaram a ser negociadas na tarde desta sexta-feira (14) e fecharam em forte alta, após a suspensão do decreto de falência da companhia, que ocorreu na última segunda-feira (10).

Desde segunda às 14h58 (horário de Brasília), os papéis da companhia não negociavam. As ações ON encerraram os negócios na ocasião a R$ 0,18, enquanto os papéis PN da companhia valiam R$ 2,43.

Nesta sexta, os ativos OIBR3 fecharam com ganhos de 11,11%, a R$ 0,20, enquanto OIBR4 saltou 24,28%, a R$ 3,02, depois de minutos iniciais pós-reabertura de muita volatilidade.

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Cabe ressaltar que, na abertura desta sexta, às 14h23 (horário de Brasília), os papéis OIBR3 chegaram a desabar 27,78%, a R$ 0,13, para depois voltarem a leilão. Os ativos OIBR4, por sua vez, abriram estáveis a R$ 2,43 e também voltaram a leilão. Contudo, posteriormente, os papéis passaram a registrar forte volatilidade, com OIBR4 chegando a saltar 79,01% (R$ 4,45) às 15h02 e OIBR3 caindo 16,67%. Entre 15h11 e 15h14, os papéis OIBR3 passaram a operar em alta de 5,56%, a R$ 0,19, enquanto OIBR4 saltavam 64,61%, a R$ 4, negociando com valorização posteriormente até o fechamento.

“Considerando a suspensão da decisão de convolação da recuperação judicial em falência dessa empresa, ficam reabertos em leilão, a partir das 13h20 do pregão de 14/11/2025 a negociação com os valores mobiliários de emissão da companhia”, apontou a companhia em nota.

Elias Menegale, gerente Jurídico do Escritório Paschoini Advogados, ressaltou os motivos para ânimo das ações após a decisão. “Após a divulgação da decretação de falência da Oi, os papéis chegaram a ser negociados por poucos centavos, em um cenário já fragilizado. O mercado financeiro demonstra grande sensibilidade a informações como essa”, aponta.

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Assim, “a notícia da reversão da decisão, inevitavelmente, gera otimismo nos investidores. Quando ocorre a liquidação de uma empresa em processo de falência, os investidores sofrem perdas em seus investimentos. A reversão da decisão, portanto, impulsiona o otimismo do mercado, aumentando a perspectiva de valorização dos papéis e, potencialmente, de recuperação da empresa, com a possibilidade de ganhos futuros”, reforça.

A decisão da Justiça

 A Oi anunciou que a Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em decisão monocrática, suspendeu sentença anterior que converteu a recuperação judicial do grupo de telecomunicações em falência.

A decisão da desembargadora da 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça fluminense responde a recursos dos bancos Itaú Unibanco e Bradesco contra a decisão da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital, no começo da semana.

“A decisão monocrática, em análise preliminar, deferiu o pedido de efeito suspensivo ao recurso a fim de obstar os efeitos da sentença judicial, determinando que o Juízo da Recuperação Judicial prossiga com as formalidades legais necessárias destinadas à tramitação da recuperação judicial do Grupo Oi, mediante o cumprimento do plano de recuperação judicial aprovado pelos credores e homologado judicialmente”, afirmou a companhia em fato relevante.

Na decisão que converteu a recuperação judicial da Oi em falência, a juíza responsável pelo caso – Simone Gastesi Chevrand – afirmou “fato é que, de concreto, não há mais atividade empresarial que justifique manter o Grupo Oi às expensas de credores impagos”. Na avaliação da juíza, “Ao longo do tempo, os resultados positivos do Grupo Oi não advieram de sua atividade empresarial. Não, eles vieram de alienações de ativos e contração de empréstimos.”

Na ocasião, a juíza citou ainda na decisão que a Oi “sempre se manteve com o produto de alienações de ativos e oneração. Não houve um momento sequer em que a atividade empresarial se mostrasse bastante para mantê-la. Na realidade, isto sempre ficou muito longe e aquém do necessário”.

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(com Reuters)