Destaques da Bolsa

Ações da Eletrobras despencam e BR Distribuidora dispara 9,5%; bancos caem até 3,5% e Cielo sobe quase 2%

Confira os destaques da B3 na sessão desta terça-feira (26)

SÃO PAULO – A volta do feriado na B3 foi de derrocada para as ações da Eletrobras (ELET3, R$ 27,31, -9,69%; ELET6, R$ 28,50, -6,80%), com baixa de mais de 10% para os ativos ELET3 no início da sessão, seguindo a queda dos ADRs (American Depositary Receipts) na véspera depois do anúncio da saída de Wilson Ferreira Jr da companhia. Os papéis chegaram a amenizar a queda, mas voltaram a ter baixa na casa dos dois dígitos na reta final do pregão.

Por outro lado, as ações da BR Distribuidora (BRDT3, R$ 22,90, +9,57%) tiveram uma sessão de disparada com a ida de Ferreira Jr para o comando da empresa (veja mais clicando aqui).

Já os ativos da CSN (CSNA3, R$ 33,00, -2,88%) viraram para queda depois de abrirem com ganhos após a companhia divulgar na sexta-feira prospecto preliminar para a aguardada oferta inicial de ações (IPO) de sua unidade de mineração, com faixa indicativa de preço de R$ 8,50 a R$ 11,35 por papel.

O movimento foi em linha com os ativos de outras siderúrgicas como Gerdau (GGBR4, R$ 24,05, -5,17%) e Usiminas (USIM5, R$ 13,52, -4,52%), que também passaram a registrar perdas, enquanto Vale (VALE3, R$ 91,75, -1,52%) também teve queda.

Entre as altas, ainda que moderadas, ficaram as das ações da credenciadora de cartões Cielo (CIEL3, R$ 3,67, +1,66%), que inicia a temporada de resultados do 4º trimestre de 2020 nesta terça, após o fechamento do mercado. Os papéis chegaram a subir 7,20% na máxima do dia depois da notícia do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, de que o Banco do Brasil  (BBAS3, R$ 32,79, -2,67%) estuda se desfazer de sua parte na companhia, sem dar detalhes de como obteve a informação. Ainda de acordo com a coluna, o Bradesco (BBDC4, R$ 24,41, -2,40%), seu sócio, apresentará uma oferta caso o BB prosseguir com a operação.

Falando em bancos, a sessão foi de queda para a maior parte deles após terem chegado a operar em alta: nesta data, o Bradesco BBI cortou a recomendação de Santander Brasil (SANB11, R$ 39,29, -3,23%) e Itaú (ITUB4, R$ 28,25, -3,34%) de outperform (desempenho acima da média do mercado) para neutra, além de cortar o preço-alvo para os ativos dos dois bancos e também para BBAS3.

A Iguatemi (IGTA3, R$ 33,19, +1,65%) avançou após apresentar as prévias operacionais. Já os papéis das empresas com exposição ao e-commerce, depois de abrirem em alta, operam em sentidos diferentes: Via Varejo (VVAR3, R$ 14,52, +2,33%) subiu, Magazine Luiza (MGLU3, R$ 25,75, -0,92%) teve leve queda, enquanto B2W (BTOW3, R$ 85,85, -3,87%) teve perdas mais acentuadas.

Na semana passada, os papéis do setor registraram os maiores ganhos do índice em meio à vacinação ainda a passos lentos no Brasil (que deve reforçar ainda as vendas onlines com as medidas de restrição) e acompanhando a forte alta das ações da Netflix (também parte do kit “fique em casa”) após apresentar resultados.

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Já na véspera, houve alta das ações das empresas de tecnologia nos EUA, com os investidores atentos à temporada de balanços. O Nasdaq fechou a sessão de segunda-feira em alta de 0,69%, para 13.635,99 pontos, apesar de devolver boa parte dos ganhos depois de subir 1,4%, para uma máxima recorde intradiária. Microsoft Corp fechou em alta de 1,58% antes da divulgação de balanço trimestral nesta terça. Facebook e Apple também divulgarão seus números durante a semana. 

Confira os destaques:

Eletrobras (ELET3, R$ 27,31, -9,69%; ELET6, R$ 28,50, -6,80%)

Após o pedido de demissão de Wilson Ferreira Júnior do comando da Eletrobras, a área econômica do governo busca um executivo que acredite no projeto de privatização da economia. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o mundo político, no entanto, aposta no nome do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que deixaria a pasta para dar lugar ao senador Eduardo Braga (MDB-AM), que é contrário à venda da estatal.

Segundo o jornal O Globo, a saída de Ferreira Júnior é vista como sinal de que o processo de privatização da empresa saiu de cena. De acordo com O Globo, partidos do centrão e siglas como MDB e DEM tentam emplacar o novo nome à frente da Eletrobrás. Segundo este jornal, no Ministério de Minas e Energia, o nome do militar Rui Flaks Schneider, que preside o conselho da estatal atualmente, é citado como opção.

Ontem, Wilson Ferreira Júnior disse que a estatal conta com profissionais com capacidade de substituí-lo após março. Além disso, o conselho de administração da empresa pretende avaliar outros profissionais no mercado, por meio da contratação de uma consultoria de headhunter.

Caso não seja encontrado um substituto, uma das opções seria o cargo ser ocupado pela diretora Financeira da companhia, Elvira Presta, que substituiu Ferreira Júnior em seu período de férias. Ele disse ainda que não vê a possibilidade de o presidente do conselho de administração, Ruy Schneider, assumir a presidência da petrolífera estatal.

Questionado se há conflito de interesse ao se manter no conselho da Eletrobras e, ao mesmo tempo, presidir a BR Distribuidora, Ferreira Júnior respondeu que não, com o argumento de que as duas empresas têm focos de atuação diferentes, embora as duas integrem o setor de energia.

BR Distribuidora (BRDT3, R$ 22,90, +9,57%)

A BR Distribuidora anunciou que o CEO Rafael Grisolia deixará a empresa. Wilson Ferreira Júnior foi convidado pela junta diretora para comandar a BR Distribuidora abre espaço para a saída definitiva da Petrobras do capital da empresa, afirma o Valor. O executivo tem quase 30 anos de experiência no setor de energia.

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Na avaliação do Bradesco BBI, Grisolia foi um nome central na oferta pública inicial de ações da empresa em 2017, sendo capaz de estabelecer planos claros para garantir a eficiência da BR Distribuidora. A chegada de Ferreira pode auxiliar na obtenção de novas eficiências das empresas, e repensar o espaço da BR no espaço de energia brasileiro, reinventando-a como empresa.

O Credit Suisse afirma que o convite da BR Distribuidora a Ferreira é positivo. O banco diz que Ferreira tem uma forte reputação, e assumirá a BR depois de a empresa ter realizado uma mudança de sucesso.

O Morgan Stanley avalia a chegada de Ferreira como uma evolução positiva. O banco afirma que Ferreira poderá implementar a integração entre varejo e conveniência, e a chegada ao negócio de gás natural e energia, possivelmente repensando a possibilidade de a BR Distribuidora se integrar a uma reinaria.

Na avaliação do Morgan Stanley, Ferreira foi importante para o compliance e a governança corporativa da Eletrobras, alinhando a estratégia da holding com a de suas subsidiárias. Também demonstrou disciplina financeira, com a venda de subsidiárias de distribuição. E melhorou a eficiência da empresa, incentivando a aposentadoria e o desligamento de funcionários.

O Morgan Stanley afirma que o consumo de combustíveis está se recuperando mais rápido do que o esperado, e o histórico de reformas da BR a coloca em posição para aumentar sua lucratividade, e potencialmente alocar capital em negócios complementares nos setores de energia e distribuição.

O banco mantém avaliação de overweight (perspectiva de valorização acima da média do mercado), e preço-alvo de R$ 32, frente os R$ 20,90 negociados na sexta-feira (22).

Magazine Luiza (MGLU3, R$ 25,75, -0,92%) e Netshoes

Controlada pelo Magazine Luiza, a Netshoes fechou um acordo no fim de 2020 para encerrar uma ação coletiva nos Estados Unidos em que era acusada por ex-acionistas de fazer declarações falsas e omitir informações no prospecto de sua oferta pública inicial de ações em 2017. Para encerrar o prazo, a empresa aceitou pagar US$ 8 milhões (cerca de R$ 44 milhões). Esse valor equivale a 9% dos R$ 453,2 milhões pagos pelo Magazine Luiza para comprar a Netshoes, em 2019.

Oi (OIBR3, R$ 2,03, -7,73%; OIBR4, R$ 2,60, -5,11%)

A Oi informou na segunda-feira que recebeu no último dia 22 propostas vinculantes de terceiros para a aquisição parcial da unidade da operadora de telecomunicações que reúne ativos de fibra óptica (InfraCo).

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De acordo com a empresa, todas as ofertas foram acima do valor mínimo definido no aditamento do plano de recuperação em que a Oi se encontra, e que prevê a alienação parcial da InfraCo.

“As propostas recebidas estão sob análise da companhia, que poderá se engajar em tratativas com o ofertante da melhor proposta, em regime de exclusividade, com o objetivo de negociar os instrumentos finais que serão divulgados no processo competitivo, por meio do respectivo Edital a ser oportunamente publicado”, afirmou a Oi em fato relevante.

O Bradesco BBI comentou a notícia de que a Oi recebeu ofertas vinculantes acima do preço mínimo pela sua divisão de fibra ótica, de R$ 20 bilhões. Segundo informações do Valor, apresentaram propostas a  Digital Colony e um fundo gerido pelo BTG Pactual.

O banco diz avaliar que o preço das ações não reflete o valor intrínseco desses ativos, o que pode significar uma boa oportunidade a investidores dispostos a se arriscar. O banco reafirmou o papel OIBR3 como top pick (preferido) no setor de telecomunicações da América Latina, com avaliação de outperform e preço-alvo de R$ 3,40, frente os R$ 2,20 negociados na sexta.

Banco do Brasil (BBAS3, R$ 32,79, -2,67%)

O conselho de administração do Banco do Brasil aprovou a revisão de sua política de remuneração aos acionistas e estabeleceu o percentual de 40% do lucro líquido a ser distribuído referente ao exercício de 2021 via dividendos e/ou juros sobre o capital próprio (JCP).

O percentual representa um aumento frente ao payout de 35,29% aprovado para o exercício de 2020, conforme fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta segunda-feira.

O Banco do Brasil ainda comunicou na segunda-feira que não há decisão materializando qualquer negociação envolvendo o segmento de gestão de recursos, a BB DTVM, no âmbito da governança do banco.

No entanto, o BB disse que continua “estudando alternativas e avaliando oportunidades que contribuam com sua estratégia de atuação na atividade de gestão de recursos de terceiros e, ainda, agreguem valor para seus clientes e acionistas”.

Na última sexta-feira, a Reuters noticiou, citando fontes, que o BB retomou o processo de venda da BB DTVM e que o banco espera a entrega de ofertas vinculantes no próximo mês.

O processo de venda da gestora teve início em 2019, sob o comando do ex-presidente Rubem Novaes, mas foi interrompido em fevereiro passado, após o BB considerar as propostas entregues muito baixas, disse à Reuters uma fonte a par do assunto.

Light (LIGT3, R$ 20,04, +0,96%)

A elétrica Light informou nesta sexta-feira que o fundo de investimentos Samambaia Master ampliou sua participação na companhia, passando a deter cerca de 74,5 milhões de ações ordinárias, que equivalem a 20,01% do capital social. Antes, o fundo gerido por Ronaldo Cezar Coelho possuía uma fatia total de 17,53%, segundo informações do site da companhia.

A Light anunciou na quarta-feira a conclusão de uma oferta de ações que movimentou R$ 2,7 bilhões. Na operação, a estatal mineira Cemig (CMIG4) aproveitou para alienar sua participação de 22,6% na empresa.

“Conforme a correspondência enviada pelo fundo, sua participação acionária detida tem por objetivo o investimento na companhia sem a intenção de alterar a sua composição de controle ou estrutura administrativa e não visa atingir nenhum percentual de posição acionária em particular”, disse a Light em comunicado.

A empresa acrescentou que “não foram celebrados contratos regulando o exercício de voto ou a compra e venda de valores mobiliários de emissão da companhia”.

CSN (CSNA3, R$ 33,00, -2,88%)

A CSN divulgou na sexta-feira prospecto preliminar para a aguardada oferta inicial de ações (IPO) de sua unidade de mineração, com faixa indicativa de preço de R$ 8,50 a R$ 11,35 por papel.

A oferta da CSN Mineração, que será listada sob o código “CMIN3”, compreenderá distribuições primária de 161,2 milhões de ações e secundária de, inicialmente, 372,75 milhões de papéis – com CSN, Japão Brasil e a sul-coreana Posco como acionistas vendedores. Os lotes de ações colocados à venda por cada acionista são 327,6 milhões, 37,6 milhões e 7,56 milhões, respectivamente.

Ômega Geração (OMGE3, R$ 39,86, -4,53%)

A Omega Geração anunciou na sexta-feira oferta de ações com distribuição secundária de 24.479.998 papéis, que espera precificar no próximo dia 28. Considerando preço de fechamento do dia 22, de R$ 41,75, o follow-on, que tem o Itaú BBA como coordenador, pode movimentar R$ 1,022 bilhão.

A oferta terá como acionista vendedor o fundo de investimento em participações Bolt, administrado por Santander Caceis Brasil Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. e gerido por Tarpon Gestora de Recursos S.A..

Cosan (CSAN3, R$ 75,75, -1,62%)

Acionistas da Cosan e das empresas Cosan Logística e Cosan Limited, do mesmo grupo, aprovaram em assembleias proposta de reorganização societária, disse comunicado na sexta-feira. Pela operação, a chamada Cosan Log e a Cosan Limited foram incorporadas pela Cosan.

A consumação da incorporação da Cosan Log perante a B3 é prevista para 5 de março. Acionistas da empresa receberão papéis da Cosan de acordo com relação de troca definida para os papéis.

Os donos de ações classe A da Cosan Limited receberão ADSs da Cosan, enquanto os que têm papéis classe B receberão ações da Cosan nos termos de troca da incorporação, segundo o comunicado.

A Cosan divulgará um aviso aos acionistas com informações sobre o exercício de direito de retirada em relação à operação, com prazo até 23 de fevereiro para exercício de tal direito.

Recomendações para Aeris (AERI3, R$ 12,22, -1,13%), Neogrid (NGRD3, R$ 9,89, -14,67%) e bancos

No radar de recomendações, a XP iniciou a cobertura para as ações da Aeris com recomendação de compra e preço-alvo de R$15,0/ação, implicando um potencial de valorização de 21% para as ações em relação ao último fechamento.  Como um dos principais fabricantes independentes de pás para turbinas eólicas no mundo, os analistas avaliam que a Aeris combina fortes fundamentos setoriais, beneficiando-se do aumento contínuo da participação da energia eólica dentro da matriz global, sólido posicionamento da companhia e valuation atrativo em termos relativos.

Já o Credit Suisse iniciou cobertura para os papéis da Neogrid com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 14.

A Neogrid, empresa de software focada em serviços em nuvem, e líder em programas de gerenciamento de operações de cadeia de fornecedores no Brasil. O banco destaca que o valor das ações da empresa aumentou 157% desde sua oferta pública inicial de ações, há 40 dias.

O banco inicia com uma avaliação de outperform, por avaliar que a Neogrid parece estar preparada para crescer em seu negócio de software e explorar necessidades adicionais, assim como o mercado B2B (de negócios para negócios).

O Credit afirma que o preço-alvo de R$ 14, frente aos R$ 11,59 negociados na sexta (22), considera apenas os negócios de software, e que outras iniciativas, como serviços financeiros, podem elevar o valor da empresa. O banco afirma que acredita que a Neogrid buscará esses negócios ainda neste ano.

O Credit destaca que a Neogrid tem relevância em outros países, que respondem por 18% de seus negócios. Com suas soluções de software, a empresa conecta mais de 40 mil negócios, incluindo grandes varejistas e distribuidores, além de milhares de outras pequenas empresas.

O banco avalia que é um ecossistema amplo que a Neogrid pode explorar e monetizar. O banco avalia que a “complexificação” do mercado traz a necessidade de que empresas adquiram produtos de gestão de cadeia de fornecedores como aqueles da Neogrid. Além disso, avalia que, após anos de rearranjos internos, a empresa está pronta para buscar crescimento.

O banco estima que a receita orgânica com software vai crescer 10% em 2020, 17% em 2021 e 18% em 2022. Fusões e aquisições com os R$ 319 milhões levantados na oferta pública inicial de ações também devem impulsionar o preço-alvo da empresa. As receitas devem ser impulsionadas em cerca de R$ 100 milhões nos próximos anos, devido a fusões e aquisições. Na avaliação do banco, os investimentos da Neogrid em pessoas e tecnologia têm dados resultados. A margem Ebitda cresceu de 11% em 2017 para 24% no terceiro trimestre de 2020. O banco diz esperar uma alta a 27% em 2021.

Já os analistas do Bradesco BBI cortaram para neutra a recomendação de papéis de Itaú Unibanco e Santander Brasil, bem como seus respectivos preços-alvo para R$ 33 (de R$ 37 antes) e R$ 44 (de R$ 52 antes).

Banco do Brasil, que já tinha recomendação ‘neutra’, teve preço-alvo reduzido de R$ 47 para R$ 44. “O recente rali do preço das ações, o espaço limitado para revisões adicionais de lucros pelo mercado, em nossa opinião, e ´valuations´ em níveis razoáveis nos fazem voltar a uma opinião mais cautelosa no setor”, afirmaram em relatório a clientes.

No caso de Itaú, eles citam verem o preço refletindo melhor lucratividade e modesto crescimento à frente. Em relação ao Santander, avaliam que a execução de primeira linha já está embutida no preço. BB, na visão dos analistas, oferece um upside potencial atrativo, mas incertezas e riscos de execução continuam pesando nos papéis do banco, único de controle estatal entre os três.

“No espaço financeiro, empresas de mercado de capital (B3 por exemplo) são nossas escolhas preferidas. Entre os bancos, nós classificamos nossa preferência na seguinte ordem: Banco do Brasil, Itaú e Santander Brasil.” No último trimestre de 2020, as preferenciais do Itaú subiram 41%, as ações ON do BB avançaram 32% e as units do Santander Brasil valorizaram-se 62%. Neste ano, esses papéis acumulavam perdas de 7%, 13% e 9%, respectivamente.

Iguatemi (IGTA3, R$ 33,19, +1,65%)

Na sexta-feira, a Iguatemi divulgou alguns dados operacionais referentes ao quarto trimestre de 2020 que, segundo aponta a XP Investimentos, mostraram alguns sinais de recuperação após a companhia (e o setor) serem altamente impactados pelas restrições imposta pelas medidas de combate ao covid-19. Durante o trimestre, a companhia operou 91,1% da capacidade no quarto trimestre (vs. 51,3% no terceiro trimestre) após as autoridades abrandarem algumas medidas de restrição;

As vendas nas mesmas lojas tiveram uma queda de 11,8% no quarto trimestre e as vendas na mesma área caíram 13,8% no quarto trimestre. Além disso, a companhia reportou uma taxa de vacância de 9,0% (contra 8,4% no terceiro trimestre de 2020), mas revelou que já locou 2,1% de sua área bruta locável e outros 0,6% está em processo de assinatura, o que pode potencialmente diminuir a taxa de vacância para 93,7%.

Assim como praticado no terceiro trimestre de 2020, a Iguatemi continuou retirando gradualmente os descontos, cobrando 97,6% dos aluguéis no quarto trimestre (vs. 66,5% no terceiro trimestre). Apesar dos descontos menores, a inadimplência líquida foi de 9,3% no quarto trimestre (vs. 13,4% no terceiro trimestre) e o custo de ocupação foi de 13,0% (redução de 1.4 p.p em relação ao terceiro trimestre);

“Embora mantenhamos nossa recomendação de compra e preço alvo de R$41,0/ação, esperamos volatilidade para o papel em razão das crescentes restrições na capacidade e horário de funcionamento dos shopping centers em São Paulo (que regrediu para a Fase Laranja durante a semana e Fase Vermelha durante os finais de semana), o que pode levar a um ritmo mais lento de recuperação nas vendas e aluguéis dos lojistas”, avaliam os analistas da XP.

(Com Reuters e Agência Estado)

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