Alta dos papéis

Ações da Braskem (BRKM5) fecham com alta de quase 7% com notícias de fundos interessados em fatia da petroquímica

Sem conseguir vender ações na Bolsa, ganha força ideia de que Novonor e Petrobras buscarão vender fatia da petroquímica no mercado prrivado

Por  Equipe InfoMoney -

As ações da Braskem (BRKM5) registraram uma sessão de fortes ganhos em meio às notícias de jornais de avanço na venda de fatia da companhia que pertence atualmente à Petrobras (PETR3;PETR4) e à Novonor, antiga Odebrecht. As ações fecharam a sessão desta quinta-feira (7) com alta de 6,96%, a R$ 45,49.

A gestora de investimentos americana Apollo Capital teria feito uma oferta não vinculante de R$ 44,57 por ação pela fatia da Novonor na Braskem, segundo a reportagem do Valor. Ao preço oferecido pelo gestor, a holding Odebrecht levantaria R$ 13,6 bilhões com a venda de 38,8% do capital total da petroquímica.

Por mais que a Apollo tenha apresentado a melhor oferta em termos de preço para a Braskem, o fundo não está sozinho na disputa pela empresa. Segundo fontes do mercado ouvidas pela publicação, a Unipar, a holding J&F (da família Batista), e o BTG continuam avaliando os ativos.

Na véspera, o jornal O Estado de S. Paulo já tinha destacado que, entre os nomes que estão analisando o negócio estão fundos como Apollo, Starboard e Advent. O banco Morgan Stanley estaria assessorando a operação.

Após a divulgação da notícia na imprensa, a Braskem afirmou que “não é parte de eventuais discussões de seus acionistas sobre a venda das suas participações acionárias detidas na companhia, razão pela qual solicitou esclarecimentos” a eles.

Em anexo, inseriu os posicionamentos. “Em atendimento ao questionamento abaixo, e na mesma linha de manifestações anteriores, a Novonor reitera que segue em andamento o processo de alienação de sua participação na Braskem, iniciado em cumprimento a compromissos assumidos com credores e oportunamente comunicado à Braskem”, diz a Novonor.

“No contexto desse processo, a Novonor está avaliando todas as alternativas estratégicas, mas, até o presente momento, não houve evolução material em qualquer alternativa e tampouco existem decisões tomadas”, complementou.

Já a Petrobras “reafirma que sua participação na Braskem faz parte da carteira de ativos à venda pela companhia, conforme divulgado no Plano Estratégico 2022-2026. A Petrobras informa que não está estruturando nenhuma operação de venda no mercado privado”.

Cabe destacar que a venda dessa fatia da Braskem é vista como um importante catalisador para as ações da companhia, mesmo que gere pressão no curto prazo para os ativos. No trimestre passado, as ações figuraram entre as maiores quedas do Ibovespa, tendo no noticiário entre os destaques a decisão da Petrobras (PETR3;PETR4) e da Novonor de adiar a bilionária oferta de ações da petroquímica no final de janeiro, alegando condições de mercado.

Em relatórios comentando a oferta de ações, analistas, como da Levante Ideias de Investimentos, apontavam que o follow-on seria positivo para todas as partes envolvidas, sendo essencial para o plano de recuperação judicial da Novonor.

Para a Braskem, a conclusão da operação eliminaria a pressão vendedora sobre seus papéis. Além disso, a migração para o Novo Mercado também seria um ponto positivo. A oferta de ações parece mais distante, mas a ideia de encontrar um comprador no mercado privado vem ganhando força.

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