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SÃO PAULO – O coro dos acionistas rebeldes da Arcelor ganhou força nesta quarta-feira, com a notícia de que os detentores de quase um terço do capital da companhia haviam assinado uma carta exigindo o direito de votar sobre o negócio com a siderúrgica russa Severstal.
O acordo, realizado pela diretoria da Arcelor como uma forma de barrar sua aquisição pela Mittal Steel, possui termos desfavoráveis aos seus acionistas, mas só poderia ser impedido caso 51% desses o rejeitassem formalmente durante assembléia no final de junho, o que seria muito difícil em uma empresa de capital pulverizado.
Acionistas exigem direitos
Idealizada pelo banco de investimentos Goldman Sachs, a carta pede à diretoria da Arcelor que permita aos acionistas que decidam entre as propostas de Mittal e Severstal, após uma reunião que serviria para discutir os rumos da empresa.
Os acionistas também exigem que o negócio com a Severstal somente seja levado adiante com a aprovação de pelos menos dois terços dos acionistas.
Mittal e Arcelor repercutem
Repercutindo a notícia, a Mittal divulgou um comunicado afirmando que acha positiva a atitude dos acionistas e que estes devem receber o direito de escolher entre as propostas.
O CEO da Arcelor, Guy Dollè, no entanto, preferiu não se manifestar e disse que vai esperar para saber a opinião da diretoria.