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Ação do Itaú (ITUB4) cai em julho, mas tem tendência positiva em 2025; veja análise

Papéis do Itaú acumulam ganhos, mas passam por realização no curto prazo

Rodrigo Paz

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As ações do Itaú Unibanco (ITUB4) passam por um movimento de correção após registrarem sua máxima histórica em R$ 38,29 no mês de maio. Desde então, o papel vem recuando, testando suportes importantes e sinalizando pontos decisivos para o comportamento futuro dos preços — tanto no curto quanto no médio prazo.

Em julho, a ação acumula queda de 3,29%, mas ainda sobe expressivos 35,22% no acumulado de 2025. O momento técnico exige atenção redobrada dos investidores: o papel se aproxima de níveis-chave que podem definir a próxima perna de alta ou aprofundar a correção.

Para entender até onde o preço das ações do Itaú Unibanco (ITUB4) pode ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

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Análise técnica Itaú Unibanco (ITUB4)

No gráfico diário, ITUB4 mostra um viés de correção no curtíssimo prazo, com topos e fundos descendentes desde que alcançou a máxima histórica em R$ 38,29. Contudo, ao atingir o suporte em R$ 34,51, o papel reagiu, com entrada de força compradora — o que pode sinalizar um possível esgotamento da queda.

Na última sessão, fechou com alta de 1,51%, cotada a R$ 35,72, e agora testa as médias móveis. Caso consiga superar a faixa de resistência imediata entre R$ 35,84 e R$ 36,40, abre espaço para buscar R$ 37,78 e a região de topo histórico em R$ 38,29. Se romper essa marca, os próximos objetivos projetados ficam em R$ 39,19 e R$ 40,30.

Por outro lado, uma perda do suporte em R$ 34,51, especialmente se acompanhada de rompimento da faixa de R$ 34,12, pode acelerar o movimento de baixa. Nesse cenário, os suportes seguintes estão em R$ 33,25, R$ 31,98 e a média de 200 períodos em R$ 31,49, com possível extensão até R$ 30,26.

O Índice de Força Relativa (IFR 14) está em 45,14, ainda em zona neutra, sem sinalizar sobrecompra ou sobrevenda.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira nossas análises:

Análise de médio prazo

No gráfico semanal, ITUB4 também passa por correção após ter atingido a máxima histórica em R$ 38,29, mas encontra suporte relevante em R$ 34,51 — mesma região observada no curto prazo. Essa faixa tem funcionado como base de sustentação, com sinal de entrada compradora nesta semana.

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Atualmente, o papel oscila entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, o que exige atenção. Uma retomada acima dessas médias poderá abrir espaço para uma nova pernada de alta em direção à faixa de R$ 35,94/R$ 37,78, com posterior tentativa de rompimento do topo anterior em R$ 38,29. Caso isso ocorra, os alvos projetados se expandem para R$ 38,52, R$ 39,47, R$ 40,65 e, no cenário mais estendido, até R$ 42,54.

Já um rompimento da mínima semanal em R$ 34,51 pode ampliar a pressão vendedora e levar ITUB4 aos suportes de R$ 34,25 e R$ 31,98, com alvos adicionais em R$ 30,26 e R$ 28,75.

O IFR (14) semanal está em 58,67, ainda em região de neutralidade, o que indica que o ativo possui espaço técnico tanto para retomada de alta quanto para continuação do movimento corretivo — a depender do comportamento nos pontos de decisão mencionados.

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Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

Suportes e resistências do Ibovespa

Suportes:

  1. R$ 34,51 – Região de suporte testada nos gráficos diário e semanal; perda deste patamar pode acelerar o movimento de baixa.
  2. R$ 34,25 – Suporte intermediário.
  3. R$ 34,12 – Fundo recente no gráfico diário; perda reforça tendência corretiva.
  4. R$ 33,25 – Suporte técnico relevante em caso de rompimento da faixa dos R$ 34.
  5. R$ 31,98 – Região testada anteriormente como fundo; suporte intermediário importante.
  6. R$ 31,49 – Média móvel de 200 períodos no gráfico diário; ponto que tende a atrair compras.
  7. R$ 30,26 – Suporte mais longo; pode atuar como base de reversão em correções mais profundas.
  8. R$ 28,75 – Suporte extremo no gráfico semanal; alvo em caso de queda prolongada.

Resistências:

  1. R$ 35,84 – R$ 36,40 – Faixa de resistência imediata; região das médias móveis no gráfico diário.
  2. R$ 35,94 – Resistência de curto a médio prazo; precisa ser superada para retomada altista.
  3. R$ 37,78 – Resistência relevante antes da máxima histórica; pode segurar novos avanços.
  4. R$ 38,29 – Máxima histórica registrada em maio de 2025; principal barreira a ser vencida.
  5. R$ 38,52 – Alvo projetado após rompimento da máxima; resistência intermediária.
  6. R$ 39,19 – Próximo objetivo de curto prazo caso rompa o topo histórico.
  7. R$ 39,47 – Resistência projetada em extensão do movimento altista.
  8. R$ 40,30 – Região de alvo técnico no gráfico diário.
  9. R$ 40,65 – Alvo relevante de médio prazo; pode atrair realização parcial.
  10. R$ 42,54 – Resistência longa; alvo final em caso de continuidade da tendência de alta.

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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