Destaques da bolsa

Ação do IRB salta 5% antes de divulgar resultado; Via Varejo dispara 7% e Petrobras tem alta de 3%

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta segunda-feira (29)

SÃO PAULO – A sessão foi de ganhos para o Ibovespa nesta segunda-feira (29) após a queda expressiva de sexta-feira. Contudo, o ambiente segue sendo de cautela, com os casos de coronavírus superando os 10 milhões e o número de mortes atingindo 500 mil gerando preocupação.

As ações da Petrobras (PETR3, R$ 22,56, +3,11%; PETR4, R$ 21,66, +3,93%) subiram forte seguindo o petróleo, com o WTI saltando 3%, enquanto o Brent subiu 1,8% com sinais econômicos positivos vindos da Ásia e Europa. Enquanto isso, a Vale (VALE3, R$ 55,63, +0,02%) oscilou entre leves perdas e ganhos em uma sessão de expressiva baixa para o minério de ferro.

As ações das empresas de saneamento, por sua vez, registraram ganhos após duas sessões de baixa pós-aprovação do novo marco legal do saneamento (veja mais clicando aqui). O Itaú BBA reforçou a preferência pelas ações da Sabesp (SBSP3, R$ 57,20, +1,60%) após a baixa de 6,3% e destacou que a companhia paulista é a que tem maior chance de ser privatizada. Contudo, a ação da Sabesp subiu menos que seus pares, Sanepar (SAPR11, R$ 31,19, +2,26%) e Copasa (CSMG3, R$ 57,71, +4,26%).

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A ação do IRB (IRBR3, R$ 12,46, +5,06%), por sua vez, teve uma nova sessão de alta com os investidores à espera do resultado do primeiro trimestre da companhia após o fechamento do mercado, que pode definir o rumo dos ativos, que têm a maior baixa do Ibovespa no ano (veja mais clicando aqui).

Confira os destaques:

Cia. Hering (HGTX3, R$ 14,25, +2,37%)

Os shoppings estão dispostos a fazer uma negociação dos valores cobrados dos lojistas na fase de reabertura das operações, segundo Thiago Hering, diretor-executivo de negócios da Cia.Hering. Em entrevista à “Folha de S.Paulo”, o executivo informou que a maior parte dos shoppings trabalha para reduzir o preço dos condomínios.

Uma das sugestões em discussão é que mesmo nessa fase de reabertura, não haja incidência de um aluguel mínimo, mas sim um percentual sobre as vendas.

BR Distribuidora (BRDT3, R$ 21,47, +1,18%)

A BR Distribuidora recebeu, no dia 25 de junho, autorização da Agência Nacional do Petróleo para comercializar gás natural em todo o país, segundo comunicado ao mercado. A autorização já está em vigor.

A empresa diz que autorização é um passo de muitos necessários para viabilizar sua atuação como comercializador de gás, entre os quais destacam-se a regulamentação da figura do consumidor livre
nos estados e definições regulatórias sobre o acesso a gasodutos de transporte.

Petrobras (PETR3, R$ 22,56, +3,11%; PETR4, R$ 21,66, +3,93%)

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A Petrobras iniciou uma nova etapa de divulgação de oportunidade, conhecida como “teaser”, dessa vez referente à venda da totalidade de sua participação em um conjunto de sete concessões de produção terrestres localizadas na Bacia de Solimões, no estado do Amazonas.

A estatal informou ainda que recebeu R$ 265 milhões referentes à segunda parcela do acordo de leniência celebrado pela TechnipBrasil e Flexibras (empresas do grupo Technip).

A Transpetro, subsidiária da Petrobras, aprovou a criação de um Programa de Desligamento Voluntário (PDV). A estimativa é que esse PDV atinja 557 funcionários e uma economia de R$ 552 milhões à companhia até 2025.  Esse valor, chamado de estimativa de retorno, é a diferença entre os valores que deixarão de ser gastos com os demitidos e o custo das indenizações.

Segundo a empresa, o PDV “visa promover a adequação do efetivo marítimo às ações de gestão ativa da frota”. Os desligamentos devem ocorrer entre setembro de 2020 e julho de 2021.

Vale (VALE3, R$ 55,63, +0,02%)

O minério de ferro cai para o menor nível em um mês em Singapura, à medida que os temores recuam sobre as interrupções no fornecimento no Brasil. Em Qingdao, o minério de ferro à vista com pureza de 62% fechou abaixo de US$ 100 a tonelada pela primeira vez em três semanas, a US$ 99,85, uma queda de cerca de 4%.

A Vale sinalizou que espera navegar pelas infecções crescentes da Covid-19 sem comprometer seus prognósticos para produção este ano, enquanto empresa projetou retomada significativa em 2021, segundo escreveram analistas do Credit Suisse em um relatório na semana passada que citou conversas com os principais executivos da Vale.

A Austrália, por sua vez, vê os preços permanecerem elevados para o resto do ano, embora à deriva no segundo semestre.

Iochpe Maxion (MYPK3, R$ 13,83, -3,35%)

A Iochpe concluiu junto a seus credores um “waiver” (perdão) já prevendo o descumprimento de índices financeiros (“covenants”) acordados previamente.

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Os detentores de títulos da Iochpe receberão um prêmio de 0,5% se a alavancagem permanecer da empresa ficar na faixa de 3,5 vezes a relação dívida líquida/Ebitda. O prêmio sobe para 0,875% se ficar entre 5 e 6,5 vezes. Caso atinja a faixa entre 6,5 e 8 vezes, o prêmio será de 1,25% e de 1,5% se a alavancagem ultrapassar 8 vezes a relação entre a dívida e o Ebitda.

Na avaliação dos analistas do Bradesco BBI, a notícia é positiva para a Iochpe. “Agora, a Iochpe pode se concentrar em ajustar suas operações para a baixa demanda em 2020 e uma potencial recuperação no médio prazo.”

Eletrobras (ELET3, R$ 30,79, +1,68%; ELET6, R$ 31,91, +1,59%)

A Eletrobras anunciou uma mudança de contrato na sexta-feira junto a uma de suas controladas, a Eletronuclear. Foi feita a conversão de contratos de adiantamento para futuro aumento de capital em novas ações da Eletronuclear no valor total de R$ 850 milhões. Além disso, foi aprovada a capitalização de contratos de financiamento nos quais a Eletrobras é credora, no montante de R$ 1,036 bilhão.

JBS (JBSS3, R$ 21,09, -0,42%)

O Ministério da Agricultura suspendeu  a autorização para que a carne de frango produzida no abatedouro da JBS em Passo Fundo (RS) seja exportada à China por causa de casos da Covid-19 entre trabalhadores.

A JBS se recusou a comentar sobre a suspensão das exportações de Passo Fundo para a China e disse que não comentará as disputas legais em andamento.

Marfrig (MRFG3, R$ 12,56, +0,08%)

A Marfrig informou que concluiu a contratação de um financiamento de US$ 500 milhões junto a um sindicato de 15 bancos. O “term loan” está relacionado ao aumento de participação acionária na National Beef.

A operação tem prazo de 36 meses e com remuneração de Libor mais até 4% ao ano. Esse “term loan” substitui o “bridge loan” de igual montante.

Segundo a Marfrig, a operação segue em linha com a estratégia de reduzir o custo e alongar o perfil do endividamento da empresa.

BRF (BRFS3, R$ 20,85, -2,80%)

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Ainda no noticiário das empresas de alimentos, a BRF teve o ADR rebaixado para equal-weight pelo Barclays.

Via Varejo (VVAR3, R$ 15,38, +7,63%)

A Via Varejo realiza a emissão de R$ 1,5 bilhão em 2 séries de debêntures.

Panvel (PNVL3, R$ 29,50, +15,23%)

A rede de farmácias Panvel prepara uma oferta de ações para levantar entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões, segundo informou o “Brazil Journal”.

A empresa faz parte do grupo Dimed (composto da distribuidora de medicamento, a rede de farmácias e o laboratório Lifar), que já tem capital aberto. Como os papéis, no entanto, têm baixa liquidez, a nova oferta, um “follow on”, ajudaria a deixar a companhia mais atrativa na B3.

A ideia é que a maior parte dos recursos seja utilizada na expansão da rede.

Iguatemi (IGTA3, R$ 33,82, +2,21%)

A empresa de administração de shoppings Iguatemi informou que o Iguatemi Esplanada, localizado entre os municípios e Sorocaba (SP) e Votorantim (SP) passa a operar a partir desta segunda-feira apenas para serviços essenciais e com horário reduzido (12h às 20h).

Na semana passada, o shopping fechou as lojas de serviços não essenciais, mas apenas aquelas localizadas no território de Sorocaba, que tinha voltado para a fase 1 (vermelha). As lojas localizadas em Votorantim permaneceram abertas, porque a cidade estava na fase 2. Agora, as duas cidades vizinhas estão na mesma fase (vermelha).

JHSF (JHSF3, R$ 7,25, +6,62%)

A JHSF Participações informou que o Hotel Fasano Rio de Janeiro retomará as operações a partir de 17 de julho, mas de forma gradual.

Em fato relevante, a companhia informou que a reabertura terá o selo “SafeGuard”, fornecido pelo Grupo Bureau Veritas, que estabelece uma série de normas para a certificação em saúde e segurança.

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(Com Bloomberg)