Destaques da bolsa

Ação Eletrobras cai até 4% após fala de Maia e Vale recua mais de 3%; Itaú sobe antes de balanço

Confira os destaques da B3 na sessão desta segunda-feira (10)

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SÃO PAULO – A sessão desta segunda-feira (10) mais uma vez refletiu o cenário de aversão ao risco dos investidores em meio aos temores com os efeitos do coronavírus, que vitimaram mais de 900 pessoas, para a economia global, levando à queda de ações de commodities como da Vale (VALE3), que caiu mais de 3%.

A maior queda, contudo, ficou com os ativos do IRB (IRBR3), com queda de 16%, com a nova carta da gestora carioca Squadra contestando os números da companhia (entenda todo o caso clicando aqui).

A ação da BB Seguridade (BBSE3) diminuiu os ganhos, mas fechou em alta, enquanto Alpargatas virou para queda: os ativos abriram com ganhos após os dados do quarto trimestre. A Cia. Hering (HGTX3), que chegou a subir 3% no início da sessão em meio a um movimento de leve recuperação após as fortes baixas, fechou no negativo.

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A Eletrobras (ELET3;ELET6), por sua vez, viu suas ações caírem quase 4% após a fala de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados. Ele afirmou que a privatização da companhia elétrica poderá ser votada ainda este ano no Congresso Nacional, mas a cada dia que passa se torna mais difícil prever se isso realmente ocorrerá.

“A cada dia que passa fica mais difícil (fazer a privatização este ano)”, disse Maia, ao ser perguntado se poderia ser feita a capitalização da estatal em 2020, com diluição da participação da União, modelo que vem sendo criticado no Senado.

Por outro lado, entre as poucas altas da sessão, ficaram as ações de bancos, com destaque para o Itaú Unibanco (ITUB4), com ganhos de quase 2%. Após o fechamento do mercado, o banco divulgará o resultado do quarto trimestre, com expectativa positiva após os bons números reportados pelo Bradesco (BBDC3;BBDC4) na semana passada. Os ativos do Bradesco também avançaram, assim como do Santander Brasil (SANB11).

Confira os destaques:

Cia. Hering (HGTX3)

As ações da Cia. Hering avançam em meio à percepção de que, após a forte queda de 26% no ano, que ganhou força após os dados prévios do quarto trimestre, os ativos possuem baixo risco de caírem muito mais e mais potencial de subirem forte. Com esse mote, as ações entraram na carteira de estratégia de small caps do Itaú BBA.

IRB (IRBR3)

As ações do IRB caem forte novamente após a Squadra publicar no domingo uma nova carta aos seus cotistas sobre o IRB Brasil Re, na qual reafirma sua opinião sobre a recorrência dos resultados da companhia.

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O documento, de 50 páginas, traz uma análise das informações que o próprio ressegurador tem dado ao mercado em relação aos pontos questionados na publicação anterior sobre a posição vendida da gestora.

A gestora reitera um trecho inicial da correspondência publicada há uma semana, reproduzido, abaixo, na íntegra:

“Em nossa opinião, existem indícios que apontam para lucros normalizados (recorrentes) significativamente inferiores aos lucros contábeis reportados nas demonstrações financeiras da Companhia. Essa disparidade entre lucro contábil e lucro normalizado foi crescente durante o período e atingiu sua maior diferença nos resultados trimestrais mais recentes. Não estamos afirmando que há razões legais ou regulatórias que exijam a divulgação de tais lucros de modo diferente ao realizado pelo IRB. Nossa intenção aqui é justificar aos senhores nossa opinião de que há uma grande disparidade entre preço e valor nas ações do IRB, causada principalmente por uma percepção de parcela do mercado sobre a sustentabilidade dos seus elevados níveis de retorno sobre o capital.”

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A Squadra ainda apontou  que, após a segunda correspondência voltada ao IRB, não tem a intenção de enviar comunicação subsequente tratando exclusivamente de sua análise sobre o ressegurador. Informa também que, na primeira parte do ano, escreverá uma nova carta em que abordará a performance dos fundos no ano de 2019, além de trazer comentários e considerações sobre pontos relacionados ao seu universo de investimento.

A XP Investimentos colocou a recomendação dos ativos sob revisão, destacando que ainda não obteve esclarecimentos suficientes por parte da companhia para que pudesse reavaliar os questionamentos levantados pela Squadra. Segundo o documento da gestora, muitas das análises envolvem interações com reguladores (locais e estrangeiros), além da interpretação independente de dados contábeis.

“Dessa forma, dada a falta de visibilidade, estamos colocando nossa cobertura das ações do IRB sob revisão. Nossa recomendação anterior e estimativas não são mais válidas a partir da publicação desse relatório. A empresa atualmente encontra-se em período de silêncio, em função da divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2019. Nossa expectativa, entretanto, é de que maiores esclarecimentos sejam compartilhados com o mercado na divulgação. Até então, investidores devem esperar volatilidade no curto prazo, conforme o mercado continue a assimilar as informações”, avalia a XP.

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade publicou balanço na manhã de hoje e informou um lucro líquido recorrente de R$ 4,3 bilhões em 2019, em crescimento de 21,3% na comparação a 2018. Considerando os “eventos extraordinários”, que no ano passado foram a venda da participação da BB na seguradora IRB Brasil-RE, que renderam à companhia R$ 2,3 bilhões, o lucro líquido da BB foi de R$ 6,7 bilhões. A BB também destacou em seu balanço que as contribuições previdenciárias cresceram 21,5% no ano passado, com o aumento das contribuições médias e a adição de 256 mil planos ativos. O índice de resgate, de 6,9%, foi considerado o menor da série histórica da seguradora, levando a um crescimento de 53,3% na captação líquida. A seguradora informou que suas reservas chegaram a R$ 290 bilhões. A BB informou que destinou R$ 5,6 bilhões do lucro líquido de 2019 ao pagamento de dividendos, em “payout” aproximado de 84%. “O forte desempenho comercial associado à redução na sinistralidade e ao aumento do saldo de reservas de previdência foram os principais fatores que contribuíram para o resultado do ano”, comentou a empresa estatal. Para 2020, a BB seguridade projeta um crescimento entre 7% e 13%.

Bradesco (BBDC3 ; BBDC3 )

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O Bradesco aumentará seu capital social em R$ 4 bilhões, com a emissão de 806,3 milhões de novas ações preferenciais (BBDC4) e ordinárias (BBDC3). A operação precisará ser aprovada pela Assembleia Geral do banco, que acontecerá no dia 10 de março, na chamada Cidade de Deus, onde fica a sede do banco, em Osasco (SP).

Segundo o Bradesco, o objetivo do aumento de capital é fazer uma bonificação aos atuais acionistas. Cada acionista que possuir dez ações do banco receberá uma nova. “A bonificação tem o propósito de aumentar a liquidez das ações no mercado e possibilitar um ajuste na cotação das ações, tornando o preço mais atrativo a um número maior de investidores”, informou o Bradesco. O capital social do banco será aumentado de R$ 75,1 bilhões para R$ 79,1 bilhões.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras iniciou a contratação emergencial de pessoas e serviços durante greve. A estatal está providenciando a contratação imediata de pessoas e serviços, de forma emergencial, para garantir a continuidade operacional em suas unidades durante a greve dos petroleiros, informou em nota.

Alpargatas (ALPA4)

A Alpargatas informou em balanço um lucro líquido de R$ 197 milhões no quarto trimestre de 2019, expansão de 23,6% sobre igual trimestre de 2018. No ano fechado de 2019, a Alpargatas teve lucro líquido de R$ 431,6 milhões, uma expansão de 29,5% sobre 2018. O EBITDA cresceu 18,3% sobre 2018 para R$ 619,3 milhões em 2019.

A receita líquida da fabricante das sandálias Havaianas e dos calçados Osklen e Mizuno teve expansão de 9,8% sobre 2018, para R$ 3,7 bilhões. A situação de caixa da Alpargatas é bem robusta, informou a companhia no balanço: a empresa tinha em 31 de dezembro do ano passado um saldo de R$ 577,9 milhões, enquanto as dívidas totais eram de R$ 278,7 milhões, das quais R$ 176 milhões de curto prazo. No Brasil, a Alpargatas vendeu 224 milhões de pares das Havaianas e calçados das duas outras marcas, um crescimento de 1,8% em volume sobre 2018. No exterior, vendeu 28,8 milhões de pares, expansão de 5,7% sobre 2018.

O Bradesco BBI comentou os resultados do quarto trimestre da Alpargatas como “fortes” e manteve a recomendação para a ação ALPA4 como neutra, embora tenha aumentado em 4% o preço-alvo do papel para R$ 36,00. “A Alpargatas publicou fortes resultados para o quarto trimestre de 2019, acima das nossas estimativas, embora o crescimento do volume de vendas da marca Havaianas tenha sido marginal no Brasil. A divisão internacional teve resultados desapontadores, com queda de 11% no volume de vendas, mas a mudança de parceiros de distribuição na América Latina foi o motivo, porque as outras regiões tiveram expansão”, comenta o BBI. O BBI avalia que a empresa segue uma estratégia correta ao fortalecer o canal de comércio eletrônico para as Havaianas no Brasil. “Nós achamos que a companhia entrou em uma nova fase de crescimento dinâmico”.

Intermédica (GNDI3)

A Notre Dame Intermédica comunicou que concluiu a aquisição da Clinipam – Clínica Paranaense de Assistência Médica. A operadora paulista de planos de saúde e hospitais pagou R$ 2,6 bilhões na Clinipam, que atua no mesmo ramo na Região Metropolitana de Curitiba (PR) e nos municípios do norte de Santa Catarina, como Joinville, Blumenau e Jaraguá do Sul. Anunciada no final do ano passado, a aquisição já foi aprovada pelo Conselho Administrativo de defesa Econômica (CADE) e pela Agência Nacional de Saúde (ANS).

Via Varejo (VVAR3)

A Via Varejo aprovou o exercício de opção de compra de 80% das ações do banQi, banco digital que já tinha participação do grupo. Quando consumada a operação, a Via Varejo poderá passar a ser titular de 100% do banQi.

CCR (CCRO3)

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A CCR conseguiu na justiça a suspensão da redução das tarifas de pedágio na Rodovia Presidente Dutra em 5,26%, que havia sido determinada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na terça. A rodovia é operada pela concessionária NovaDutra, controlada pela CCR.

A redução que havia sido determinada pela ANTT abrangia todas as praças de pedágio da BR-116 entre as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. A decisão foi resultado de um processo administrativo, e foi tomada levando-se em conta as exigências legais que foram levantadas pela concessionária, por meio de Mandado de Segurança.

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(Com Agência Estado e Bloomberg)