Destaques da bolsa

Ação da WEG sobe quase 5% após balanço; Petrobras avança com petróleo e cessão onerosa

Confira os destaques da B3 na sessão desta quarta-feira (23)

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Investidor acompanha ações
(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa teve uma nova sessão de alta, a terceira seguida, após a conclusão da votação da reforma da Previdência. A maior alta do índice ficou com as ações da WEG (WEGE3, R$ 25,84, +4,45%), com alta de quase 5%, após divulgar balanço positivo; já a CSN (CSNA3, R$ 13,43, -0,89%), que chegou a subir 2,3% na máxima do dia, virou para leve perda. Vale destacar que a siderúrgica solta resultado depois do fechamento do mercado- e a expectativa é por números não muito animadores.

Já as empresas de saneamento avançaram em meio ao progresso do marco legal do saneamento na Câmara dos Deputados. O relatório do deputado Geninho Zuliani (DEM-SP) retoma aspectos do texto aprovado pelo Senado em junho, como a possibilidade de prorrogação dos contratos de programa por uma vez, e acrescenta exigências, como dos estudos de viabilidade econômico-financeira. O voto também prevê que as renovações realizadas deverão conter estudos de alternativa de financiamento que incluam parcerias público-privadas. Para os novos contratos de programa também será cobrado o estudo de viabilidade econômico-financeira. As ações de Sabesp (SBSP3, R$ 53,97, +2,60%), Copasa (CSMG3, R$ 66,62, +1,54%) e Sanepar (SAPR11, R$ 89,55, +2,61%).

Os papéis de Petrobras (PETR3, R$ 31,43, +0,48%;PETR4, R$ 28,95, +1,33%). O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou os termos da revisão do contrato entre a União e a Petrobras da chamada cessão onerosa. A revisão do acordo prevê que a União pague mais de R$ 34 bilhões à Petrobras pela revisão do contrato. Além disso, os contratos futuros de petróleo fecharam com ganhos, apoiados pela queda nos estoques da commodity nos Estados Unidos na última semana, que contrariou a previsão dos analistas.

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Confira mais destaques:

WEG (WEGE3)

A fabricante de equipamentos industriais WEG apresentou lucro líquido de R$ 418,2 milhões no terceiro trimestre deste ano, representando uma alta de 9,7% em comparação ao resultado do mesmo período do ano passado.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 579,03 milhões, alta de 18,4%, com margem de 17,3% (+2,2 p.p.). A receita líquida atingiu R$ 3,349 bilhões, aumento de 3,5%.

A WEG informou que o mercado interno mostrou-se positivo nas principais linhas de negócio, mesmo com a receita impactada pela menor participação de projetos eólicos. Pedidos para equipamentos de ciclo longo, como geradores, transformadores e motores de alta tensão puxam demanda externa.

O Itaú BBA avaliou que os resultados da WEG foram sólidos, com uma expansão constante da margem. “Devido ao controle de custos e despesas, redução de alguns preços de matérias-primas, ganhos de escala e melhor mix, a margem Ebitda melhorou 2,2 pontos porcentuais”, destacaram as analistas Renata Faber, Thais Cascello e Julia Hupperich.

A WEG informou ainda hoje que está iniciando o projeto de instalação de uma nova fábrica de motores elétricos de baixa tensão em Hosur, na Índia. Com investimentos de aproximadamente US$ 20 milhões, a fábrica terá 13.000 metros quadrados de área construída e capacidade para produzir até 250.000 motores por ano, atingindo potencias até 355 kW.

CSN (CSNA3), Localiza (RENT3) e EDP Energias do Brasil (ENBR3)

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Após o fechamento do mercado, estão previstas as publicações dos balanços da CSN, Localiza e EDP Energias do Brasil.

Os resultados da CSN devem ser mais fracos, já que as margens de mineração devem ser pressionadas por custos mais altos, principalmente devido ao frete mais caro e sílica mais alto, o que leva a um maior desconto nos preços do minério de ferro. Com relação ao segmento de aço, a demanda segue lenta, enquanto a combinação de custos mais altos devido à paralisação do alto-forno de Volta Redonda e preços baixos (embora estáveis) devem pressionar o segmento, aponta a XP.

Para Localiza, as tendências de crescimento devem seguir fortes no trimestre, aponta o Morgan Stanley, projetando uma expansão bastante forte no segmento de aluguel de carros. Enquanto isso, a XP espera uma alta de 22% no segmento de gestão de frotas. Por outro lado, espera-se que a depreciação anualizada por carro suba em relação ao trimestre anterior.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos filiados enviaram nesta terça-feira, 22, comunicado à Petrobras, às subsidiárias e à Araucária Nitrogenados (ANSA) notificando os gestores sobre o início da greve dos petroleiros, a partir da zero hora do dia 26 de outubro, conforme deliberação das assembleias.

“Diante da intransigência da Petrobras em negociar os pontos apresentados pela FUP para melhoria da proposta de Acordo Coletivo, encaminhados à empresa e ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) no dia 26/09, não resta outra alternativa aos petroleiros se não o exercício do direito legítimo de greve”, afirmou comunicado do sindicato, postado no site.

Em assembleias realizadas nas últimas semanas, os trabalhadores rejeitaram amplamente a proposta do TST e aprovaram greve por tempo indeterminado a partir do dia 26 de outubro, caso a Petrobrás não aceitasse até a data de ontem (22/10) dar prosseguimento à negociação do ACT.

Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4)

O jornal Valor Econômico traz que as companhias aéreas negociam com os governos estaduais acordos para ampliar a oferta de voos em troca da redução na alíquota do ICMS sobre o querosene. Segundo a publicação, Gol, Azul e Latam já fecharam acordo com 12 Estados e o Distrito Federal.

As aéreas justificam que o combustível no Brasil corresponde a aproximadamente 30% dos seus custos, frente uma média de 20% a 22% no mundo. O Valor diz que, juntas, as três empresas do setor tiveram gastos de R$ 7 bilhões com combustível no primeiro semestre.

Banco do Brasil (BBAS3) e Cielo (CIEL3)

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O Tribunal de Contas da União (TCU) vai convocar os dirigentes do Banco do Brasil para justificar as participações do braço de investimento da instituição financeira em quatro empresas, diz o Valor Econômico. O Banco Central aponta ausência de autorização legislativa das fatia do BB-BI no capital das empresas Aliança Pagamentos, Guilher, Cielo USA e Merchant e-Solution.

Com exceção da Aliança Pagamentos, o BB-BI tem participação nas demais por meio da Cielo, na qual é sócio com fatia de 28,6%. A publicação acrescenta que, em ofício encaminhado ao presidente do TCU, o BC argumenta que as participações estariam em desacordo com as interpretações mais recentes do TCU, que exigem autorização legislativa.

Log-In (LOGN3)

A Log-In Logística Intermodal informou por meio de fato relevante que está estudando a viabilidade de uma captação primária de recursos, por meio de uma oferta pública de distribuição de ações com esforços restritos de colocação.

“Ressalta-se que, até o momento, a companhia não definiu e nem aprovou a efetiva realização de uma potencial oferta e nem os termos e condições que seriam aplicáveis”, acrescentou, justificando que a decisão dependerá das condições de mercado e aprovações societárias.

LOG (LOGG3)

A Log Commercial Properties informou que o preço da ação de sua oferta será de R$ 22,50, mediante a emissão de 28,350 milhões de novas ações. Dessa forma, a oferta vai movimentar R$ 637,875 milhões, segundo informou em fato relevante. As ações objeto da oferta restrita passarão a ser negociadas a partir de amanhã, com as liquidações física e financeira no dia 25 de outubro.

MRV Engenharia (MRVE3)

A MRV Engenharia que a administração e o seu comitê independente continuam avaliando os comentários enviados pelos acionistas a respeito da estrutura do potencial investimento a ser realizado na AHS Residential, LLC. “Uma nova convocação de acionistas para assembleia geral extraordinária deverá ser realizada em até 30 dias, contados de hoje (ontem), para aprovação da transação”, informou.

Aliansce Sonae (ALSO3)

A Aliansce Sonae Shopping Centers realizou a venda, por R$ 298,1 milhões, da totalidade de sua participação no Shopping West Plaza, no Boulevard Shopping Brasília e no Shopping Santa Úrsula e a reduziu participações no Boulevard Shopping Campos e no Parque Shopping Belém.

O valor de venda dos shoppings Campos e Parque Belém poderá ser acrescido de uma remuneração variável (earn-out) baseada no desempenho de ambos os shoppings nos próximos 12 meses, acrescentou a empresa, informando que o cap rate implícito das transações é de 7,3%.

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Após a realização das transações, a companhia deterá participações remanescentes de 75,0% e 51,0% nos shoppings Campos e Parque Belém, respectivamente.

O Credit Suisse avaliou que a venda foi positiva, já que eram ativos de menor produtividade. Além disso, a operação vai ajudar ainda na desalavancagem da companhia, que deverá recuar de 3,1 vezes para 2,7 vezes.

Romi (ROMI3)

A Indústrias Romi registrou lucro de R$ 27,891 milhões no segundo trimestre, representando uma alta de 75,1% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. O Ebitda subiu 48,7%, para R$ 35,528 milhões, com uma margem de 14,4% – ante 11,1% de um ano antes. A receita líquida somou R$ 246,5 milhões (+19,7%)

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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