Destaques da bolsa

Ação da Weg salta 14% com resultado positivo; Qualicorp tem nova sessão de forte baixa e Petrobras cai 1%

Confira os destaques da B3 na sessão desta quarta-feira (22)

SÃO PAULO – Em uma sessão de grande volatilidade para o Ibovespa, com os investidores monitorando a tensão entre EUA e China, quem ganhou destaque no índice foi a ação da WEG (WEGE3, R$ 68,20, +13,89%), com alta de mais de 10% após o balanço do segundo trimestre.

Também em alta, ficaram as ações da Klabin (KLBN11, R$ 21,15, +0,76%) após aprovar os termos de incorporação da Sogemar.

Já na ponta negativa, ficou mais uma vez a Qualicorp (QUAL3, R$ 28,10, -5,74%), que já havia caído mais de 6% na véspera com buscas sendo feitas na sede da companhia em nova fase da Operação Lava Jato, além da prisão do seu fundador e ex-presidente, José Seripieri Júnior (veja mais clicando aqui).

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A Petrobras (PETR3, R$ 23,74, -1,04%; PETR4, R$ 23,05, -1,37%), por sua vez, registrou queda acompanhando o petróleo, com o brent e o WTI em baixa de cerca de 1%, apesar dos dados positivos da estatal de produção, mostrando resiliência da companhia. O petróleo teve baixa em meio à elevação surpreendente de estoque nos EUA. Confira os destaques:

Eletrobras (ELET3, R$ 39,11, 0,90%; ELET6, R$ 39,69, +0,92%)

O governo poderá criar uma nova estatal como parte de seus planos para privatizar a Eletrobras, de acordo com documentos divulgados na noite de terça-feira pela empresa ao mercado.

O Ministério de Minas e Energia solicitou a inclusão de  R$ 4 bilhões de reais no orçamento de 2021 para prever recursos “caso se faça necessária” a nova empresa pública, segundo ofício enviado à estatal e tornado público pela empresa.

O documento foi assinado pela secretária-executiva da pasta Marisete Pereira. Ele aponta que o projeto de lei que propõe a desestatização prevê criação de uma estatal que ficaria com ativos como a usina binacional de Itaipu e o complexo nuclear de Angra dos Reis, além de programas de governo no setor elétrico.

“Caso o Congresso Nacional aprove o projeto de lei 5.877 de 2019 (da privatização) até 2021, a previsão de tais recursos na referida lei Orçamentária se faz indispensável”, afirma o ofício, ao ressaltar que o lançamento da nova empresa só aconteceria em caso de aprovação da proposta para a Eletrobras.

Pela Constituição brasileira, usinas nucleares não podem ser operadas por agentes privados, enquanto a hidrelétrica de Itaipu foi viabilizada em acordo binacional com o Paraguai e também não poderia ser privatizada. O governo prevê levantar cerca de R$ 16 bilhões com a privatização da Eletrobras.

B2W (BTOW3, R$ 125,55, +5,30%)

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O Conselho de Administração da B2W, em reunião realizada em 21 de julho de 2020, aprovou, dentro do limite do capital autorizado, o aumento do capital social da Companhia, no montante de R$ 4 bilhões passando de R$ 8,3 bilhões para R$ 12,3 bilhões dividido em 559.488.070 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, sem alteração estatutária.

O aumento será para subscrição privada, a R$ 115,00 por papel – quase sem desconto em relação à cotação do fechamento da véspera, de R$ 119,23.

O acionista titular de 1 ação de emissão da B2W no dia 24 de julho de 2020, terá o direito de subscrever 0,06628977891 (6,628977891%) ação no âmbito do aumento de capital. O percentual de diluição para os acionistas que não subscreverem nenhuma ação será de 6,216863391%.

A operação permitirá a aceleração do plano estratégico de crescimento, incluindo eventuais aquisições estratégicas, mantendo o compromisso de geração de caixa, diz o comunicado.

Petrobras (PETR3, R$ 23,74, -1,04%; PETR4, R$ 23,05, -1,37%)

A Petrobras anunciou na terça-feira à noite que sua produção total de petróleo e gás somou 2,8 milhões de barris de óleo equivalente ao dia (boed) no segundo trimestre, queda de 3,7% ante os três primeiros meses do ano, mas com alta de 6,4% ante os 2,633 milhões de boed em igual período do ano passado. Segundo a companhia, esse recuo é consequência do impacto da pandemia de coronavírus nas operações.

Já a produção de petróleo no Brasil recuou 3,2% na mesma comparação, para 2,245 milhões de barris ao dia.

A pandemia levou a hibernação de plataformas que operam em águas rasas e que não são resilientes a baixos preços de petróleo. Algumas cidades também tivera a operação interrompida.

A Petrobras ainda informou que sofreu com a “queda na demanda, mais acentuada no mês de abril, com recuperação nos meses de maio e junho”.

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O Morgan Stanley classificou como “encorajadores” os números operacionais da Petrobras para o segundo trimestre, considerando que a recuperação da demanda por combustível está sendo rápida.
A avaliação é que o atual cenário global pode acelerar a reorganização da empresa. “Uma nova corporação mais enxuta poderá começar a se formar em um futuro próximo, o que poderá oferecer bastante vantagem ao acionista em relação aos níveis atuais”, avaliaram os analistas do banco americano, que classificam a empresa como “overweight”.

Azul (AZUL4, R$ 21,68, -0,55%) e Gol (GOLL4, R$ 20,00, -3,19%)

Já no setor aéreo, a ajuda financeira do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a Azul e Gol deve demorar mais que o esperado. Segundo reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo”, a operação de socorro deve sair apenas em agosto.

Segundo a reportagem, o banco de fomento estaria perto de assinar o termo de condições com as aéreas. Depois disso, elas poderão dar prosseguimento à operação com os bancos, que será feita via mercado. Nesse modelo, cada companhia poderia receber R$ 1,2 bilhão do banco e instituições privadas.

Weg (WEGE3, R$ 68,20, +13,89%)

A Weg teve lucro líquido de R$ 514,4 milhões no segundo trimestre de 2020, alta de 32% na comparação anual. As vendas subiram 24% na mesma base de comparação, totalizando R$ 4,06 bilhões, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) somou R$ 732,2 milhões, alta de 36%. A margem Ebitda ficou em 18% entre abril e junho de 2020.

De acordo com a companhia, os efeitos da pandemia foram sentidos principalmente na demanda por equipamentos de ciclo curto, enquanto a resiliência dos negócios de ciclo longo “mostrou-se relevante no momento”.

“Apesar da melhora gradual na dinâmica dos negócios verificada ao longo do trimestre, ainda não podemos afirmar que a crise foi superada”, apontou a companhia no release.

O Morgan Stanley destacou o desempenho da Weg no mercado interno e a contribuição das receitas geradas no exterior. Para os próximos trimestres, os analistas do banco americano esperam uma normalização dos resultados. “Esperamos que a margem e lucratividade da WEG se normalizem
gradualmente nos próximos trimestres, pelo menos em parte, devido a menor participação contratos de exportação”, avaliaram.

Além disso, a expectativa é que a empresa enfrente ainda uma menor flexibilidade da força de trabalho no segundo semestre.

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A XP Investimentos destacou que os resultados da WEG ficaram acima das expectativas, e consideravelmente acima do consenso de mercado (lucro veio 33% acima). O resultado foi impulsionado pela valorização de 37% do dólar frente o real, pela sólida performance no mercado doméstico e pelas aquisições feitas nos trimestres passados.

O principal destaque positivo foi o desempenho no mercado doméstico, tanto na parte Industrial quanto no segmento de Energia (Geração, Transmissão e Distribuição), que por sua vez foram impulsionados pela entrega de projetos que já estavam contratados, no backlog da companhia.

“Apesar de vermos a companhia bem posicionada para navegar pelo cenário desafiador, com um balanço sólido e um posicionamento de mercado forte, acreditamos que o valuation atual das ações mais que reflitam esses fatores”, ressalta a analista Bruna Pezzin.

A Weg ainda comunicou que o conselho de administração aprovou R$ 265,9 milhões em dividendos intermediários, correspondentes a R$ 0,126801590 por ação, aos titulares de ações escriturais em 24 de julho de 2020. As ações serão negociadas “ex-dividendo” a partir do dia 27. O pagamento será realizado em 12 de agosto deste ano.

Neoenergia (NEOE3, R$ 21,84, +0,88%)

E nesse início de temporada de balanços, a Neoenergia, do grupo espanhol Iberdrola, registrou lucro líquido de R$ 423 milhões no segundo trimestre do ano, um recuo de 18% na comparação anual. A queda deriva da redução dos volumes e da maior inadimplência nas distribuidoras em meio à pandemia da Covid-19.

O Ebitda registrou retração de 19% na mesma base de comparação, para R$ 1,1 bilhão. Apesar da queda nos resultados, a empresa informou que vai manter o plano de aportes de R$ 30 bilhões para os próximos cinco anos, embora possa ocorrer algumas reprogramações.

O Itaú BBA viu como positivo o resultado da companhia, apesar da queda do Ebitda. “O Ebitda ajustado caiu apenas 14% graças ao forte controle de custos da empresa, que compensou parcialmente o impacto negativo da pandemia”, informou o banco, em relatório.

Rumo (RAIL3, R$ 23,22, -1,28%)

A Rumo comunicou que a Rumo Malha Oeste protocolou junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) um pedido de relicitação do contrato estabelecido com a União.

A Malha Oeste informou que vai adotar todas as providências necessárias para cumprir as condições estabelecidas no processo e assegurou que continuará prestando os serviços de transporte ferroviário de cargas de acordo com as condições, os prazos e as determinações estabelecidas pela agência.

Braço de logística do grupo de energia Cosan, a Rumo opera a ferrovia de 1.945 quilômetros que vai da cidade paulista de Mairinque até Corumbá, extremo oeste do Mato Grosso do Sul, perto da fronteira brasileira com a Bolívia.

Os analistas do Credit Suisse lembram que há uma disputa entre Rumo e ANTT referente a uma alteração na regulamentação feita após o início da concessão, em 1996, que permitiu maior competição no transporte de combustíveis e fez a concessão perder atratividade. Na ocasião, a ALL (posteriormente incorporada à Rumo) solicitou o reequilíbrio contratual e uma liminar permitiu a suspensão dos pagamentos da taxa de concessão.

“Acreditamos que esse movimento da Rumo visa esclarecer o desequilíbrio econômico do ativo e sua reivindicação ao reequilíbrio da concessão. É provável, em nossa opinião, que um novo processo de licitação para Malha Oeste não seja bem-sucedido nas condições atuais”, avaliaram os analistas do banco.

Via Varejo (VVAR3, R$ 21,29, +3,25%), Magazine Luiza (MGLU3, R$ 84,65, +0,42%), Lojas Americanas (LAME4, R$ 36,60, +2,69%) e B2W

A XP Investimentos retomou a cobertura das ações de Via Varejo com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 28 e rebaixou as ações de Magazine Luiza para neutro, permanecendo com recomendação neutra para B2W e de compra para Lojas Americanas.

“Acreditamos que as preocupações dos investidores em relação à liquidez de curto prazo da Via Varejo tenham sido endereçadas e que a companhia tenha reduzido algumas das lacunas em relação a seus competidores. Além disso, rebaixamos a recomendação de Magazine Luiza para neutro com preço-alvo de R$ 78,0 para o final de 2020, pois temos dificuldade em justificar um potencial de alta elevado nos níveis atuais”, avalia Pedro Fagundes, analista da XP.

O analista ainda atualizou o preço-alvo para LAME4 de R$ 35 para R$ 44 e da B2W de R$ 105 para R$ 135.

Hermes Pardini (PARD3, R$ 26,30, +4,53%) e Hapvida (HAPV3, R$ 65,10, -0,61%)

O Bradesco BBI elevou a recomendação do Hermes Pardini para “outperform”, com preço-alvo em R$ 32 (o anterior era R$ 26). A avaliação é que a empresa irá se beneficiar do aumento da capacidade para os testes da Covid-19.

No final de março, a capacidade de processamento era de mil testes ao dia e a expectativa é que chegasse a 20 mil ao final de julho.

O teste para detecção da Covid (PCR) tem um ticket médio entre R$ 170 e R$ 200, ante cerca de R$ 14 de outros testes. Além disso, o teste da Covid tem uma margem bruta maior, o que contribui para a melhora dos resultados.

O aumento da capacidade para o processamento dos testes pode aumentar a receita do terceiro trimestre em 31% no comparativo anual, segundo avaliação dos analistas do banco.

Já a Hapvida foi rebaixada para “neutra” pelo Bradesco BBI, mas o preço-alvo foi mantido em R$ 69. A justificativa é que por ter uma exposição mais forte no norte e nordeste, a recuperação dos resultados será mais lenta.

Apesar desse rebaixamento, os analistas da instituição financeira têm uma visão positiva para a empresa no médio e longo prazo. Em um momento de crise, o BBI lembra que a Hapvida pode disputar para tirar proveito do processo natural de rebaixamento que ocorre durante uma crise, em que empresas mudam os planos de saúde para opções mais baratas para reduzir as despesas.

Tupy (TUPY3, R$ 18,12, -0,44%)

O Bradesco BBI iniciou a cobertura da fabricante de autopeças Tupy com classificação de “outperform” e preço-alvo de R$ 29. A recomendação está baseada no fato de 82% das receitas da empresas serem decorrentes das vendas internacionais, o que faz com que a empresa se beneficie da recuperação mais rápida das vendas de veículos nos Estados Unidos e Europa.

A tese de investimento está baseada na expectativa de valorização das ações com a continuidade do aumento das vendas de veículos novos no exterior e na conclusão da aquisição da Teksid.

Oi (OIBR3, R$ 1,34, -0,74%; OIBR4, R$ 1,56, -2,50%), TIM (TIMP3, R$ 16,13, -2,83%), Vivo (VIVT4, R$ 51,50, -2,44%) e Claro

Segundo informações da Folha de S. Paulo, a compra da Oi Móvel por Tim, Vivo e Claro juntas não tem chance de passar no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Desta forma, a notícia de que a mineira Algar se uniu ao fundo global Digital Colony para disputar a compra da operação de telefonia móvel da Oi foi recebida com alívio dentro do Conselho.

“A preocupação concorrencial é a possibilidade de o trio das grandes companhias vir a fatiar o mercado por estados em pedaços equivalentes, de modo que cada um ficasse com cerca de 33%. Quando isso acontece, segundo análises antitruste, os incentivos para a competição ficam reduzidos”, destaca a publicação.

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IMC (MEAL3, R$ 4,52, -10,67%)

A International Meal Company (IMC), dona das marcas Frango Assado e Viena, levantou R$ 384,4 milhões em sua oferta de ações. O valor de cada papel foi fixado em R$ 4,25.

O “follow on”, que ocorreu com esforços restritos, foi de 90,45 milhões de ações ordinárias. A liquidação financeira da operação ocorre no dia 24 de julho.

Klabin (KLBN11, R$ 21,15, +0,76%)

O Conselho da Klabin aprovou os termos de incorporação da Sogemar. Os termos da negociação incluem emissão de 92,9 milhões de ações ON da Klabin para acionistas da Sogemar, segundo
comunicado. A quantidade de ações objeto da negociação corresponde a R$ 367 milhões. A incorporação dependerá de aprovação da maioria dos acionistas em assembleia geral a ser convocada.

O Morgan Stanley considerou como “agressivo” a proposta da Klabin em comprar os direitos de uso do nome por R$ 376 milhões, o que representa um desconto elevado em relação ao fluxo de royalties (1,3% da receita líquida dos produtos que levam o nome Klabin na marca, o que seria daria R$ 758 milhões).

“O acordo parece agressivo e melhora marginalmente a governança corporativa da empresa. A decisão está agora com os acionistas minoritários”, avaliaram os analistas do banco americano.

Banco Inter (BIDI11, R$ 54,49, +3,34%)

O Banco Inter informou que o pagamento adicional dos juros sobre o capital próprio (JCP) irá ocorrer em 20 de agosto de 2020. Farão jus a esse direito os acionistas constantes da base acionária do banco em 27 de julho de 2020.

Esse pagamento será de R$7,418 milhões, o equivalente a R$ 0,010553221 por ação ordinária e preferencial (R$ 0,031659663 por Unit). Há retenção de 15% de IR, exceto para os acionistas que sejam comprovadamente imunes ou isentos.

Equatorial (EQTL3, R$ 24,30, +1,08%)

A Equatorial divulgou o resultado operacional do segundo trimestre do ano, em que apresentou um crescimento nos volumes de 3,2%. O destaque foi a unidade de Alagoas, que registrou crescimento de 36,9% e compensou a redução das unidades do Piauí e Pará.

Na avaliação do Credit Suisse, o crescimento dos volumes foi decorrente das temperaturas mais fortes na região nordeste e da expansão da base de clientes. “Esse guidance operacional deve se traduzir em resultados razoavelmente bons”, avaliaram os analistas da instituição financeira.

IRB (IRBR3, R$ 8,17, -4,11%)

Segundo o Valor, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) afastou a possibilidade de o IRB ter de apresentar de imediato garantias via depósito judicial para uma ação pública no valor de R$ 1 bilhão relativa ao ressarcimento de investidores.

A decisão havia sido tomada no mês anterior devido a um processo formulado por investidores com justificativa em possíveis prejuízos causados pela governança da resseguradora. Em razão disso, o TJ-SP havia pedido à empresa que comprovasse a capacidade financeira de arcar com R$ 1 bilhão via depósito judicial.

“Nossa visão é positiva, uma vez que a medida aumenta a capacidade de a resseguradora preservar liquidez, especialmente importante durante este período de fiscalização da SUSEP”, avalia a XP.

(com Agência Estado e Bloomberg)

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