Destaques da Bolsa

Ações da Petrobras caem 4,5% com petróleo; bancos recuam até 3,6% com aumento de IOF e Log-In salta mais 7,5%

Confira os destaques da B3 na sessão desta sexta-feira (17)

SÃO PAULO – O grande destaque do noticiário corporativo desta sexta-feira (17) ficou para a Vale (VALE3, R$ 86,15, -2,02%), após o anúncio de dividendos de R$ 8,10 por ação, que superou a expectativa dos analistas. Contudo, após chegar a ter alta de quase 1%, a ação da companhia virou para queda nesta sessão, uma vez que o cenário segue de forte queda do minério o que, inclusive, levou o UBS BB a cortar a recomendação para os ativos de compra para venda.

A queda  no minério de ferro fez com que as siderúrgicas caíssem em bloco, com Gerdau (GGBR4, R$ 24,60, -6,82%) registrando queda de 6,82%, a CSN (CSNA3, R$ 29,80, -4,73%) desvalorizando 4,73% e a Usiminas (USIM5, R$ 13,92, -5,31%) em baixa de mais de 5%.

A sessão também marcou o vencimento de opções sobre ações na B3, o que adiciona volatilidade às ações das blue chips.

As ações de Petrobras (PETR3, R$ 25,50, -4,57%; PETR4, R$ 24,93, -4,48%), que caíram na véspera, também tiveram nova baixa, em um dia de baixa para os principais contratos de petróleo, com a redução da força da tempestade nos EUA. Os investidores também seguem a repercussão das falas do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

Ele disse na véspera que as explicações sobre os preços dos combustíveis no plenário da Casa nesta semana pelo presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, não foram satisfatórias e defendeu que a estatal dê mais informações adequadas sobre o tema. Veja mais clicando aqui.

As ações de bancos, como Bradesco (BBDC4, R$ 20,02, -3,61%), Itaú (ITUB4, R$ 27,82, -2,39%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 28,94, -1,80%) e Santander Brasil (SANB11, R$ 35,83, -1,86%) registraram queda na sessão desta sexta-feira, em meio à repercussão da elevação temporária do IOF para ampliação do Auxílio Brasil, que deve encarecer o custo do crédito. Além disso, os investidores também monitoram a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos dos Precatórios na CCJ da Câmara.

A ação da Log-In (LOGN3, R$ 21,50, +7,50%), por sua vez, subiu mais de 7% após subir cerca de 34% na véspera, em meio à oferta da MSC para adquirir o controle da empresa. A Log-In recebeu carta da Alaska Investimentos comunicando que, na qualidade de gestora de veículos de investimentos titulares de ações de emissão da companhia, aceitou as condições da oferta a ser futuramente lançada pela Sas Shipping Agencies Services Sàrl, subsidiária integral da MSC.  A gestora Alaska tem cerca de 45% da Log-In.

Confira mais destaques:

Gol (GOLL4, R$ 19,13, -4,11%)

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A Gol anunciou nesta sexta-feira que concluiu os termos e condições do refinanciamento da dívida da GLA Linhas Aéreas S.A., uma unidade operacional da companhia, no valor de R$ 1,2 bilhão com vencimento final em 2024. Os participantes do sindicato são bancos locais, e a transação está sujeita a aprovações finais e assinatura da documentação.

Este refinanciamento representa a última etapa do programa de liability management da Gol, o que permitirá que a empresa retorne ao seu menor patamar de dívida de curto prazo desde 2014 (aproximadamente de R$ 500 milhões ao final do terceiro trimestre de 2021). Com esse seu programa de liability management, a empresa utilizou ativos do seu balanço patrimonial para reduzir em R$ 2,1 bilhões a dívida de curto prazo no período de 12 meses findo em junho de 2021. Em parceria com seus provedores de leasing de aeronaves, a aérea manteve o passivo de arrendamentos em aproximadamente 45% do total do endividamento no mesmo período, com uma taxa de desconto estável em IFRS16.

O refinanciamento da dívida de curto prazo da Gol estenderá o prazo médio dos passivos para 3,3 anos – um aumento de mais de dois anos. Os recursos serão utilizados para refinanciar: R$ 592 milhões do saldo remanescente da 7ª emissão de debêntures, R$ 528 milhões de linhas de crédito de financiamento à importação (Finimps), e R$ 165 milhões de linhas de crédito para capital de giro.

“Com essa transação, a companhia concluiu a maior desalavancagem de balanço patrimonial entre seus pares, tornando-se a empresa aérea com o menor passivo. Agora podemos focar a maior parte do nosso fluxo de caixa operacional para o crescimento operacional sustentável,” disse Richard Lark, Diretor Vice-Presidente Financeiro.

Dimed (PNVL3, R$ 16,48, +2,55%)

A Dimed comunicou ao mercado que obteve da B3 (B3SA3) anuência para a migrar ao Novo Mercado da Bolsa, sendo que as ações da empresa passam a ser negociadas no novo segmento a partir do próximo dia 24.

Vale (VALE3, R$ 86,15, -2,02%)

O conselho de administração da Vale aprovou a distribuição de dividendos referente ao primeiro semestre, no valor de R$ 8,108 por ação, com pagamento previsto para o próximo dia 30, informou a companhia.

Segundo fato relevante, o valor refere-se à antecipação da destinação do resultado do exercício deste ano. A Vale ressaltou que o valor dos dividendos por ação poderá sofrer pequena variação em decorrência do programa de recompra e a consequente alteração do número de ações em circulação.

A Vale também anunciou que o conselho aprovou o cancelamento de 152.016.372 ações adquiridas em programas de recompra anteriores.

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O anúncio foi visto como positivo pelos analistas de mercado. O Credit Suisse destaca que a distribuição de dividendo de US$ 7,6 bilhões, acima do mínimo de US$ 5,3 bilhões, baseado nos resultados do primeiro semestre de 2021, é positiva, reafirmando o compromisso da gestão em desembolsar dividendos substanciais em meio a baixo endividamento.

Contudo, a sessão é novamente de queda para o minério na Bolsa de Dalian, com queda de cerca de 7%.

Com essa queda do minério, o UBS BB cortou a recomendação para a Vale, em relatório datado da última quinta-feira, de equivalente à compra para neutra, destacando que a ação está precificando um minério a US$ 100 a tonelada em 2022, versus a estimativa dos analistas de minério a US$ 89.

BRF (BRFS3, R$ 23,14, -2,12%)

A companhia de alimentos BRF anunciou na quinta-feira que fechou contrato com a Pontoon para construir um parque de autogeração de energia solar em Mauriti e Milagres, no Ceará, com capacidade instalada de 320 Megawatt pico (MWp).

Segundo a empresa, o investimento estimado no projeto é de aproximadamente R$ 1,1 bilhão (3,7 milhões/MWp instalado), e a BRF investirá diretamente cerca de R$ 50 milhões. O parque deve iniciar as operações em 2024.

Em 1.170 hectares, serão instalados 600 mil painéis solares, que permitirão que a energia gerada seja distribuída às unidades da BRF no Sul do País.

A iniciativa se soma à joint venture da BRF anunciada no mês passado com a AES Brasil (AESB3) para autoprodução de energia eólica no Complexo Eólico Cajuína (RN), e outros projetos em andamento, envolvendo produtores integrados.

Petrobras (PETR3, R$ 25,50, -4,57%; PETR4, R$ 24,93, -4,48%)

A Petrobras informa que concluiu a fase não vinculante iniciada em 8 de julho referente à venda da totalidade de sua participação acionária de 27,88% na Deten Química S.A. (Deten), localizada no polo industrial de Camaçari, no estado da Bahia. A companhia está iniciando hoje a fase vinculante do projeto.

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Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão carta-convite com instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes.

A companhia informou ainda ter publicado a convocação para o processo de acesso excepcional ao Terminal de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito de Pecém, no Estado do Ceará (TR-PECEM) e suas instalações associadas.

Tal processo visa dar cumprimento à determinação da Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG), nos termos do Ofício nº 14/2021/CREG-MME de 09/08/2021, de que a Petrobras possibilite o acesso imediato e simplificado ao TR-PECEM ao agente que comprovar expertise e der início à operação em menor prazo, sendo tal requisito verificado através da comprovação de disponibilidade de FSRU (navio regaseificador) para atracação ao terminal.

“O modelo contratual ora proposto foi concebido em caráter excepcional, no contexto da situação de crise hídrica no país, para atendimento da determinação da CREG”, informou.

Neoenergia (NEOE3, R$ 15,91, +1,02%)

A Neoenergia comprou da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) fatias em suas controladas Coelba, Cosern e Afluente T. No caso da Coelba foram adquiridas 4,6% milhões de ações ON e 1,3 milhões de papéis PN classe A, que correspondem a 2,29% do capital social, por R$ 181,4 milhões.

Já da Cosern, a Neoenergia comprou 1,8 milhão de ações ON, 359 mil ações PN classe A e 382 mil papéis PN classe B, correspondentes a 1,54% do capital social total da companhia, por R$ 32,7 milhões. Já pelo 1,4 milhão de ações ON da Afluente T a empresa vai pagar R$ 6,2 milhões, quantidade correspondente a 2,29% do capital social e votante da Afluente T. A Neoenergia informou que o fechamento do negócio depende do cumprimento de determinadas obrigações, usuais nesse tipo de operação.

Companhia Brasileira de Alumínio (CBAV3, R$ 13,77, -1,43%)

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) estimou impacto total da crise hídrica no segundo semestre em entre R$ 150 milhões e R$ 180 milhões no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), informou a empresa controlada pelo conglomerado Votorantim na quinta-feira. Para 2022, a companhia afirmou que tem “um excedente de lastro de energia ainda não vendido para lidar, se for o caso, com um cenário de geração hídrica tão crítico quanto 2021”.

Allied Tecnologia (ALLD3, R$ 23,50, -14,86%)

A Allied Tecnologia anunciou que avalia fazer uma nova oferta pública subsequente de ações com esforços restritos. Para isso, convocou BTG Pactual, Bradesco BBI, Itaú BBA, XP para assessorá-la na possível oferta.

“A efetiva realização da potencial oferta, assim como qualquer operação deste tipo, está sujeita, entre outros fatores, às condições do mercado”, afirmou a Allied em fato relevante.

Fundada em 2001, a varejista de produtos eletrônicos de marcas como LG, Samsung e Apple estreou na B3 em abril com uma oferta inicial de ações (IPO) que movimentou cerca de R$ 190 milhões.

Portobello (PTBL3, R$ 11,40, -3,88%)

A fabricante de revestimentos cerâmicos Portobello anunciou nesta quinta-feira que seus acionistas aprovaram a emissão de R$ 300 milhões em debêntures simples, com prazo de cinco anos.

Por meio de fato relevante, a Portobello explicou que os recursos da captação serão usados para resgate antecipado das debêntures da emissão anterior.

Log-In Logística (LOGN3, R$ 21,50, +7,50%)

A Log-In Logística informou que recebeu carta da Alaska Investimentos comunicando que, na qualidade de gestora de veículos de investimentos titulares de ações de emissão da companhia, aceitou as condições da oferta a ser futuramente lançada pela Sas Shipping Agencies Services Sàrl, subsidiária integral da MSC Mediterranean Shipping Company (MSC), pela companhia.  A gestora Alaska tem cerca de 45% da Log-In.

Na noite de quarta, a Log-In informou ter recebido comunicado da MSC  com proposta para a aquisição do controle da companhia.

De acordo com a empresa, um pedido de autorização já foi enviado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, para que a Sas possa adquirir, por meio de uma oferta pública de aquisição (OPA) ações que representem até 67% do capital social da empresa.

A MSC está oferecendo R$ 25 por ação LOGN3 por uma participação de 62% a 67% na Log-In, avaliando o patrimônio da empresa em R$ 2,6 bilhões. Isso implica um prêmio de 67% sobre o preço de fechamento de quarta. Na véspera, as ações saltaram 33,78%, a R$ 20. Na máxima do dia, os papéis chegaram a subir 50,50%, a R$ 22,50.

Lojas Renner (LREN3, R$ 36,55, -1,88%) 

A Lojas Renner fez uma série de anúncios. Ela anunciou que irá distribuir R$ 114,4 milhões em juros sobre capital próprio (JCP), a um valor de R$ 0,127800 por cada ação. Os ativos passam a ser negociadas ex-JCP a partir do dia 22 deste mês e ainda não há data para o pagamento.

A companhia ainda encerrou seu programa de recompra de ações, aprovado em 2020 e sendo compradas 2 milhões de ações ON, com preço médio de R$ 48,44. Os recursos obtidos irão para a tesouraria e podem ser vendidas novamente, canceladas, ou para fazer frente às obrigações decorrentes de Plano de Incentivo de Longo Prazo.

O conselho também aprovou aumento de capital da empresa num valor total de R$ 1.230.759.076,65. São R$ 30.759.076,65 através da incorporação de parte do saldo da conta de Reservas de Capital e R$ 1.200.000.000,00 através da incorporação de parte do saldo da conta de Reservas de Lucros.

Além disso, ainda há uma distribuição gratuita aos acionistas de bonificação de ações em 10%, o que responde a uma emissão de 89.858.402 novas ações ordinárias, com custo unitário atribuído de R$ 13,35.

Totvs (TOTS3, R$ 37,86, -2,42%)

O Bradesco BBI iniciou a cobertura da Totvs com avaliação outperform, com preço-alvo de R$ 46 para 2022, ou alta de 19% em relação ao fechamento da véspera.

O banco diz que espera uma taxa anual composta de crescimento do Ebitda entre 2021 e 2023 de 22%, sustentada principalmente pelos segmentos de fintech e desempenho de negócios. O banco também diz acreditar que a empresa está bem posicionada para se beneficiar de oportunidades de fusões e aquisições.

Boa Vista (BOAS3, R$ 12,15, -0,41%)

O Itaú BBA iniciou a cobertura da Boa Vista com uma avaliação outperform e um preço-alvo para 2022 de R$ 15,50, ou alta de 27% em relação ao fechamento da véspera.

O banco diz que o crescimento na indústria de escritórios de crédito e o crescimento da participação de mercado da Boa Vista justificam a previsão do banco de uma taxa anual de crescimento composta (CAGR na sigla em inglês) de 19% no faturamento bruto nos próximos quatro anos.

A equipe de análise espera que a Boa Vista continue a buscar consolidação de mercado, e afirma que está particularmente entusiasmado quanto à incorporação da Konduto. O banco diz que a atual valoração da empresa não é baixa, mas afirma que vê espaço para uma reavaliação, dependendo de pontos como o ritmo do crescimento da receita com análise de dados e a incorporação de novas aquisições.

(com Estadão Conteúdo e Reuters)

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