Destaques da Bolsa

Ação da Usiminas sobe 5% antes de resultado do 1º tri; Americanas cai e Locaweb avança após aquisições

Confira os destaques da B3 na sessão desta quinta-feira (22)

SÃO PAULO – Na volta do feriado, as ações do IRB (IRBR3, R$ 6,36, +1,76%) ficaram entre os destaques do Ibovespa, com ganhos que chegaram a 6,08% antes de amenizarem. A companhia apresentou lucro líquido de R$ 20,8 milhões em fevereiro de 2021 ante um lucro líquido em fevereiro de 2020 de R$ 700 mil, segundo relatório mensal enviado à Superintendência de Seguros Privados (Susep).

No acumulado do bimestre, o lucro líquido acumulado de R$ 38,8 milhões ante um prejuízo líquido no mesmo período de 2020 de R$ 131,3 milhões. Veja mais clicando aqui.

As siderúrgicas também registraram ganhos, seguindo a alta dos ADRs do setor na véspera. A quarta-feira, dia de Bolsa fechada no Brasil, foi positiva para o Brazil Titans ADR 20 em meio às perspectivas para a economia dos EUA.

A ação da Usiminas (USIM5, R$ 22,21, +5,36%) foi destaque de alta na sessão, com ganhos de mais de 5%. Vale destacar que, na próxima sexta, antes da abertura do mercado, a siderúrgica inaugura a temporada de balanços do primeiro trimestre no Brasil.

A estimativa da XP é de números positivos no primeiro trimestre. “No segmento de aço, esperamos que maiores volumes (+2% na comparação trimestral) e preços compensem custos por tonelada mais elevados no período. O movimento de recomposição de estoques do setor automotivo deve impactar positivamente preços realizados devido ao melhor mix e volumes maiores (maior diluição de custos). Na mineração, sazonalmente mais fracos (cerca de 1,9 milhão de toneladas) e preços mais altos do minério de ferro (US$167 a tonelada, alta de 25% na base trimestral) podem resultar em outro trimestre de forte Ebitda (estimativa de R$ 1,14 bilhão)”, afirma a equipe de análise.

A Hypera (HYPE3, R$ 35,12, +0,92%), que divulga o resultado na sexta depois do fechamento do mercado, também teve ganhos.

Também acompanhando o movimento dos ADRs na véspera, estiveram os papéis de aéreas, com Azul (AZUL4, R$ 38,66, +3,26%) e Gol (GOLL4, R$ 23,07, 3,83%) seguindo o desempenho do setor no exterior em meio às perspectivas mais positivas de reabertura com a vacinação contra o coronavírus, apesar do cenário doméstico ainda desafiador.

No radar de fusões e aquisições, a ação da Lojas Americanas (LAME4, R$ 22,12, -3,19%) chegou a subir 3,50%, mas virou para queda, enquanto a sua controlada B2W (BTOW3, R$ 65,00, -1,07%) também fechou em queda após saltar 4,11% na máxima do dia, com a repercussão da compra de 70% das ações do Grupo Uni.co na última terça.

PUBLICIDADE

Fora do Ibovespa, os ativos da Locaweb (LWSA3, R$ 27,84, +1,46%) fecharam em alta, mas longe da máxima, quando avançou 8,60%. A companhia celebrou contrato compra e venda com a Organisys Software (Bling e Contrato Bling), para a compra da totalidade de seu capital social pela empresa. A operação é de aproximadamente R$ 524,3 milhões de reais e está sujeito, ainda, a determinados ajustes de dívida líquida e capital de giro.

A ação da Ambev (ABEV3, R$ 15,90, +1,79%), por sua vez, subiu quase 2% após a divulgação dos resultados da Heineken, mostrando queda das vendas no Brasil.

Confira mais destaques abaixo:

Hapvida (HAPV3, R$ 14,86, -2,75%)

A Hapvida precificou na terça-feira oferta de ações com esforços restritos a R$ 15 por papel, de acordo com fato relevante da companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em operação que movimentou R$ 2,7 bilhões.

O preço representa um desconto de 1,8% em relação ao fechamento da ação na terça, de  R$ 15,28.

No follow on, que teve como coordenadores BTG Pactual, Bank of America, Itaú BBA, XP, Credit Suisse e Citi, houve colocação primária de 135 milhões de novas ações e secundária de 45 milhões de papéis, incluindo as ações adicionais.

Após a oferta, o capital social da Hapvida passou para R$ 7,85 bilhões, dividido em 3.849.929.530 ações.

Os recursos líquidos da oferta primária serão destinados a investimento na estrutura atual da companhia e de empresas recém adquiridas e/ou em processo de fusão/aquisição, bem como financiamento de potenciais fusões e/ou aquisições futuras.

Alupar (ALUP11, R$ 26,70, +4,71%)

PUBLICIDADE

A Alupar, que atua nos segmentos de transmissão e geração de energia elétrica, precificou na terça-feira oferta secundária de units com esforços restritos a R$ 25,50 cada, segundo fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O fundo de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) vendeu sua participação de 12% na companhia e levantou 896,7 milhões de reais na operação.

Lojas Americanas (LAME4, R$ 22,12, -3,19%)

As Lojas Americanas anunciaram na  terça, a compra de 70% das ações do Grupo Uni.co, dono das marcas Puket, Imaginarium, MinD e Lovebrands. A aquisição foi feita por meio da subsidiária IF Capital e prevê a compra da fatia restante da companhia 30% em um prazo de três anos. O valor da operação não foi revelado.

Com a aquisição, o objetivo das Lojas Americanas é aumentar a presença em segmentos de maior frequência de compras, como moda, acessórios, presentes e design.

O Grupo Uni.co atua no varejo físico e virtual por meio de uma estratégia omnichannel, de integração de canais físicos e digitais. Atualmente, são 440 franquias das marcas da empresa, que são especializadas no segmento de fun design, que engloba itens de decoração e vestuário com design criativo.

Na avaliação da XP, a transação é positiva para a Americanas por garantir a entrada em novas categorias (Puket com moda infantil e Imaginarium com presentes). Além disso, os analistas destacaram a experiência da Uni.co em criação, o que “pode alavancar o desenvolvimento das marcas próprias da Americanas”. No entanto, destacam que a operação ficará mais complexa. Saiba mais clicando aqui. 

Gerdau (GGBR4, R$ 33,30, +3,19%)

A Gerdau informou que vai retomar as operações de produção de aço na unidade de Araucária (PR) no segundo semestre deste ano, reflexo do cenário positivo para a demanda por aço no Brasil, principalmente dos setores da construção civil, infraestrutura e indústria. O investimento para o reinício das atividades na usina é da ordem de R$ 55 milhões.

Com capacidade anual de produção de 420 mil toneladas de aço bruto, a unidade, hibernada desde 2014, terá suas atividades retomadas gradualmente, com os volumes ajustados em linha com a evolução do mercado nacional. Com isso, serão gerados cerca de 300 novos postos de trabalho diretos e indiretos.

PUBLICIDADE

“Estamos otimistas com as boas perspectivas apresentadas para o mercado doméstico. Com o reinício da produção, a empresa visa seguir atendendo o aumento da demanda por aços longos no Brasil, bem como otimizar o fornecimento de produtos aos clientes em todo o País em associação às capacidades já existentes”, afirma Marcos Faraco, vice-presidente da Gerdau.

Segundo o Bradesco BBI, a decisão da Gerdau de retomar uma unidade siderúrgica que havia sido fechada desde a última crise brasileira indica a confiança da empresa nas tendências futuras da demanda de aço no país após 2021. A produção adicional da unidade deve melhorar ainda mais a flexibilidade de produção da Gerdau.

Oi (OIBR3, R$ 1,70, +3,03%;OIBR4, R$ 2,48, +2,90%)

A Oi , atualmente em recuperação judicial, propôs aos acionistas duas reorganizações em sua estrutura societária necessárias para levar adiante o plano de recuperação. A empresa quer autorização para incorporar a Telemar, que atualmente detém licenças para telefonia fixa e serviços multimídia junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), e para cindir e incorporar uma parte da Brasil Telecom Comunicação Multimídia (BTCM).

Segundo a Oi, os movimentos são necessários para tocar o plano de recuperação judicial da tele. Após um aditamento feito no ano passado, o plano prevê a divisão da Oi com a venda de parte de seus ativos, e que a empresa ficará como sócia na InfraCo, unidade de fibra ótica. Parte das demais verticais, como a Oi Móvel, já foi vendida.

Na incorporação da Telemar, a Oi propõe extinguir ações ordinárias e preferenciais da empresa, mas uma parcela de 30.595.616 papéis preferenciais de classe A será substituída por 644.019.090 ações ordinárias da Oi, que serão emitidas especialmente para esse fim e mantidas em tesouraria. Segundo a Oi, essa emissão não alterará seu capital social, porque o patrimônio da Telemar já está em seu próprio balanço.

A Oi terá de emitir os novos papéis porque as ações em questão da Telemar estão empenhadas em favor da portuguesa Pharol. Elas são a garantia do cumprimento de uma obrigação que a Oi contraiu após receber um aporte de ativos da Pharol em 2014. Com isso, as novas ações da Oi também servirão de garantia à Pharol.

Essa incorporação, porém, depende da transferência à Oi, por parte da Anatel, de licenças de operação de telefonia fixa e conexão multimídia que hoje, estão registradas em nome da Telemar. Se a incorporação for aprovada antes da transferência, a dissolução da Telemar ocorrerá após a troca da titularidade das licenças.

IRB (IRBR3, R$ 6,36, +1,76%)

O IRB (IRBR3) teve lucro líquido de R$ 20,8 milhões em fevereiro de 2021 ante um lucro líquido em fevereiro de 2020 de R$ 700 mil, segundo relatório mensal enviado à Superintendência de Seguros Privados (Susep).

No acumulado do bimestre, o lucro líquido acumulado de R$ 38,8 milhões ante um prejuízo líquido no mesmo período de 2020 de R$ 131,3 milhões.

O ressegurador registrou prêmio emitido de R$ 528,6 milhões em fevereiro de 2021, uma redução de 12,3% em relação a fevereiro de 2020, sendo R$ 255,8 milhões no Brasil e R$272,7 milhões no exterior. Com redução de 5,4% no Brasil em relação a fevereiro de 2020 e redução de 17,9% no exterior no mesmo conceito.

Já no bimestre, o prêmio emitido atingiu R$ 1,342 bilhão, crescimento de 9,2% em relação ao mesmo período de 2020, sendo R$ 719,7 milhões no Brasil e R$ 622,5 milhões no exterior, crescimento de 46,7% e redução de 15,7% respectivamente, em relação ao mesmo período de 2020.

De acordo com o IRB, a redução no exterior está em linha com a estratégia de re-underwriting amplamente divulgada pela companhia.

Veja mais clicando aqui. 

Petrobras (PETR3, R$ 23,21, +0,04%; PETR4, R$ 23,71, -0,46%)

A Petrobras comunicou na última terça à noite os termos da transação feita com a União em relação às compensações que serão pagas à estatal referentes aos contratos de partilha do pré-sal nos campos de Atapu e Sépia.

Essa compensação refere-se aos investimentos feitos pela estatal para a exploração nos dois campos.

Pelo acordo feito entre a Petrobras e a Pré-Sal Petróleo (PPSA, empresa vinculada ao Ministério de Minas e Energia), firmado em 9 de abril, a compensação antes de impostos é de US$ 3,253 bilhões para o Campo de Atapu e US$ 3,200 bilhões para o Campo de Sépia.

Esse valor poderá ser complementado a cada ano, entre 2022 e 2032, caso o preço do petróleo tipo Brent atinja média anual superior a US$ 40 por barril até o limite de US$ 70 por barril.

Cyrela Commercial Properties (CCPR3, R$ 12,31, -1,12%)

A Cyrela Commercial Properties (CCP) anunciou a assinatura de um memorando de entendimento não vinculante (MOU) com a XP Vista Asset Management, que consiste na venda da participação em três shoppings centers por R$ 265 milhões.

De acordo com o memorando, esses ativos serão transferidos, de forma direta ou indireta, para a XP Vista Asset. A transação consiste em 31,59% do Shopping D e 7% do Shopping Cidade de São Paulo, ambos na capital paulista, e de 40% do Shopping Estação BH, em Belo Horizonte (MG).

A operação está sujeita a determinas condições, como a aprovação de autoridades públicas e da realização, pela XP, de diligência legal, contábil e financeira dos ativos e das partes envolvidas.

O memorando prevê ainda que pelo prazo de 90 dias, prorrogável por mais 30 dias, a Cyrela se comprometa a negociar com a XP de forma exclusiva quaisquer transações envolvendo esses três shoppings.

Helbor (HBOR3, R$ 8,95, -1,65%)

A Helbor registrou vendas líquidas R$ 321,7 milhões no primeiro trimestre do ano, segundo prévia operacional divulgada na terça à noite. Esse valor representa uma queda de 8,4% na comparação com igual período de 2020.

As vendas de lançamentos totalizaram R$ 124,6 milhões entre janeiro e março e são referentes a apenas um empreendimento (Helbor Patteo Klabin).

Eztec (EZTC3, R$ 33,20, -0,57%)

A construtora Eztec anunciou o lançamento do Dream View Sky Resort, localizado na zona Leste de São Paulo. O empreendimento terá 420 unidades de médio padrão, com um VGV de R$ 252,7 milhões.

O VGV é o valor potencial de venda de todas as unidades de um determinado empreendimento.

JBS (JBSS3, R$ 35,33, +0,80%)

A J&F Investimentos anunciou na terça-feira que Aguinaldo Gomes Ramos Filho é o novo diretor-presidente da holding que controla o frigorífico JBS e a Eldorado Brasil Celulose, entre outros negócios. O executivo substitui José Antônio Batista Costa, que estava no cargo desde fevereiro de 2017.

Ramos Filho ocupou por três anos, até fevereiro de 2021, a presidência da Eldorado. O executivo também já havia presidido as operações da JBS Paraguai e JBS Uruguai. Além disso, é membro do Conselho de Administração da JBS.

Batista da Costa é neto do fundador do grupo, José Batista Sobrinho, e acumulava a presidência da J&F com a do PicPay, carteira digital do Banco Original, que também pertence ao grupo.

A J&F registrou receita líquida de R$ 276 bilhões em 2020 e contava com 264 mil colaboradores.

Localiza (RENT3, R$ 60,87, -1,47%), Movida (MOVI3, R$ 16,92, -1,23%) e Unidas (LCAM3, R$ 24,61, -3,45%)

A XP iniciou a cobertura do setor de Aluguel de Carros com recomendação de compra para a Localiza, com preço-alvo de R$ 76, frente aos R$ 61,78 de fechamento da véspera.

Também mantém recomendação de compra para a Movida, com preço-alvo de R$ 23, frente aos R$ 17,12 da véspera. E também para a Unidas, com preço-alvo de R$ 34, frente a R$ 25,49.

A XP vê tendência de consolidação no mercado de aluguel de carros, que continua a crescer. Também vê um bom momento para os segmentos de terceirização de frota e vendas de seminovos.

Ainda no radar das companhias, reportagem do Estadão destaca que a união da Localiza  e Unidas ganhou a oposição dos motoristas de aplicativos.

Representantes de condutores de serviços como Uber e 99 estão preocupados com o impacto para a categoria. De acordo com a Associação dos Motoristas de Aplicativos de São Paulo (Amasp), 25% dos motoristas dirigem carros alugados no Estado. O temor é de que a fusão diminua a concorrência e aumente o preço da locação para os motoristas, reduzindo a oferta de transporte ou encarecendo o valor da corrida para os usuários. Veja mais clicando aqui. 

São Martinho (SMTO3, R$ 33,10, +1,75%)

A XP também iniciou a cobertura para São Martinho com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 38 por ação, representando um potencial de alta de 17% em relação ao fechamento de terça-feira.

“Em nossa opinião, a empresa tem uma execução agroindustrial impecável e está pronta para desfrutar do bom momento pelo qual vem passando o setor de Açúcar e Etanol”, destacam os analistas.

Locaweb (LWSA3, R$ 27,84, +1,46%) 

A Locaweb celebrou contrato compra e venda com a Organisys Software (Bling e Contrato Bling), para a compra da totalidade de seu capital social pela empresa.

A operação é de aproximadamente R$ 524,3 milhões de reais e está sujeito, ainda, a determinados ajustes de dívida líquida e capital de giro.

O Bling é um sistema de gestão online, para o segmento de e-commerce e micro e pequenas empresas –MPEs, com mais de 200 integrações, que oferece soluções no modelo SaaS para negócios físicos, virtuais ou híbridos.

A Locaweb também fez a celebração do contrato de compra e venda para a compra da totalidade das ações de emissão da Pagcerto Soluções, empresa que atua por meio de uma plataforma white labelde subadquirência e BaaS (banking as a service), serviços estes que serão integrados e aproveitados pelo Bling.

Multiplan (MULT3, R$ 23,10, -3,47%)

A Multiplan anunciou a retomada das atividades dos shopping centers da cidade de Belo Horizonte, em horário de funcionamento reduzido, a partir desta quinta.

A retomada das operações em Belo Horizonte marca a reabertura de 100% do portfólio, com os 19 shopping centers da companhia operando simultaneamente – ainda que com restrições diversas.

Pacaembu

A incorporadora Pacaembu, especializada em empreendimentos residenciais populares, divulgou sua prévia operacional referente ao primeiro trimestre do ano. Nesse período, a companhia lançou oito empreendimentos, totalizando 1.493 unidades. Entre janeiro e março de 2020, foram quatro lançamentos (213 unidades).

Esses lançamentos representam um VGV de R$ 214,2 milhões, dez vezes (913,4%) o montante registrado no primeiro trimestre do ano passado. O VGV é o valor potencial de venda de todas as unidades dos empreendimentos lançados.

As vendas líquidas atingiram R$ 113 milhões, queda de 17,1% na comparação com igual período de 2020. A empresa conta com 1.357 unidades em estoque, o equivalente a R$ 194,3 milhões. A maior parte desse estoque (99,4%) é formada por unidades em construção.

Braskem (BRKM5, R$ 50,81, -1,82%)

A Braskem prestou esclarecimentos sobre a venda da participação da Novonor (novo nome da Odebrecht) na companhia. A construtora, em recuperação judicial, tem uma fatia de 50,1% na empresa petroquímica. O posicionamento ocorre após reportagem do jornal O Estado de São Paulo relatar o interesse do fundo Mubadala na operação.

A venda da participação da Novanor foi anunciada em agosto de 2020. Segundo a Braskem, a Novanor informou que ainda não há “discussões específicas ou avançadas com qualquer investidor em particular”.

Aegea

A empresa de saneamento Aegea anunciou a liquidação de sua 7ª emissão de debêntures simples não conversíveis em ações.

A operação tem prazo de vencimento em seis anos e movimentou R$ 400 milhões. Os recursos, segundo a empresa, serão destinados à realização de investimentos e reforço de caixa.

Vamos (VAMO3, R$ 38,98, -0,15%)

A Vamos, empresa de locação de caminhões, informou que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a compra da Monarca Máquinas e Implementos Agrícolas, anunciada em 18 de março.

A Monarca é uma rede de 15 concessionárias da marca Valtra com presença no Mato Grosso.

CCR (CCRO3, R$ 12,33, -0,72%)

O Consórcio Via Mobilidade, liderado pela CCR, venceu na terça-feira o leilão para concessão das linhas das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), com oferta de R$ 980 milhões, um ágio de cerca de 202% sobre o valor mínimo.

A concessão e prevê investimentos de R$ 3,35 bilhões ao longo do contrato de 30 anos, sendo R$ 2,6 bilhões nos primeiros seis anos. A concessão prevê modernização de 35 estações; construção de duas novas e a compra de frota de mais de 30 composições novas.

O governo paulista assume a obrigação de concluir obras de extensão da Linha 9 até Varginha e fazer adequações nas estações Morumbi (integração com Linha 17-Ouro), Santo Amaro (integração com Linha 5-Lilás) e Carapicuíba (ligação com Boulevard).

O Bradesco BBI destacou que a alocação de capital pode adicionar R$ 0,4 em valor à CCR. Além disso, duas concessões de aeroportos adicionadas em abril podem elevar o valor da empresa em mais R$ 1,5.
Em 29 de abril, cabe ressaltar, o governo federal vai leiloar a concessão de pedágio da BR 153, entre Goiás e Tocantins. O banco mantém avaliação de outperform para a CCR, com preço-alvo de R$ 18, frente aos R$ 12,42 atuais. O Credit Suisse também ressaltou a vitória da CCR sobre a CPTM. O banco mantém avaliação de outperform e preço-alvo de R$ 21,50.

Ambev (ABEV3, R$ 15,90, +1,79%)

A Heineken, segunda maior cervejaria do mundo, teve um desempenho melhor do que o esperado no início de 2021, já que o aumento nas vendas de cerveja na África e na Ásia compensou uma queda acentuada na Europa. O fabricante das cervejas Heineken, Tiger e Sol manteve sua perspectiva de que o impacto da pandemia Covid-19 foi significativo e os mercados devem melhorar gradualmente no segundo semestre, dependendo do avanço da vacinação.

A cervejaria holandesa vendeu 50,3 milhões de hectolitros de cerveja no primeiro trimestre, estável ante mesma etapa do ano passado. A previsão média em uma pesquisa compilada pela empresa era de um declínio de 5%.

O lucro líquido no primeiro trimestre foi de 168 milhões de euros, quase 80% maior do que no ano anterior, mas mais de 40% menor do que o de 2019, com a fraqueza europeia compensada por outras regiões e o controle de custos ajudando.

Por outro lado, as vendas no Brasil, levando em conta todas as marcas de cerveja da companhia, caíram entre 4% a 6%. A Heineken não deu mais detalhes sobre o dado, afirmando apenas que opera atualmente no país com capacidade máxima, já que as marcas “premium” continuam com um desempenho superior. A marca Heineken, diz a empresa, cresceu cerca de 20% no mercado brasileiro.

O Credit Suisse comentou a redução nos volumes da Heineken no Brasil no primeiro trimestre. O banco diz que o resultado é positivo para a Ambev, e sugestivo de fortes ganhos de ações. Na véspera, dia de feriado no Brasil, os ADRs da Ambev subiram 2,10%.

O Bradesco BBI, por sua vez, aponta que os resultados da Heineken não mudam a visão em relação aos números da Ambev, a ser divulgado em 6 de maio. Isso ocorre porque as restrições de capacidade da Heineken, que impactaram negativamente seus resultados no Brasil (e provavelmente beneficiou a Ambev), eram  já esperados pelo mercado e sustentam a visão de estimativa dos volumes de cerveja da Ambev no Brasil aumentando 15% no primeiro trimestre (o que acreditam estar amplamente em linha com as expectativas do mercado). A recomendação do BBI segue neutra, com preço-alvo de R$ 15,50 por papel.

Aprenda como ganhar dinheiro prevendo os movimentos dos grandes players. Na série Follow the Money, Wilson Neto, analista de investimentos da Clear, explica como funcionam as operações rápidas.