Destaques da bolsa

Ações de siderúrgicas saltam até 6% com China e possível aumento de preços; Vale sobe mais de 3% e Via Varejo dispara 8%

Confira os destaques da B3 na sessão desta segunda-feira (13)

SÃO PAULO – A sessão foi de fortes ganhos para o Ibovespa, com os investidores à espera da assinatura de acordo entre Estados Unidos e China, que deve acontecer na quarta-feira (15).

As ações da Vale (VALE3) de siderúrgicas registraram fortes ganhos, com a alta da mineradora acelerando após notícias de que ela procura comprar fatia da Aliança Energia da Cemig.  Ainda em destaque no setor siderúrgico, está o artigo da SBB apontando aumento de preços da indústria (tanto para aços planos como longos) em janeiro por volta de 10%. CSN (CSNA3), Metalúrgica Gerdau (GOAU4), Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5), com alta de até 6%.

Entre as maiores altas percentuais do Ibovespa, atenção ainda para a Sabesp (SBSP3), que avançou 4,35% com notícia de interesse dos chineses na companhia, enquanto a Braskem (BRKM5), que chegou a subir 3,25% na máxima do dia, virou para queda e fechou em baixa de 1,31%: a petroquímica fechou um contrato de R$ 18 milhões para vender gasolina do tipo A à Refinaria de Petróleo Riograndense (RPR). A petroquímica ainda anunciou na sexta-feira que teve uma restituição de R$ 3,7 bilhões ao seu caixa. Os ativos BRKM5 foram com SulAmérica (SULA11), Pão de Açúcar (PCAR4) e CVC (CVCB3) as poucas baixas do Ibovespa na sessão.

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A Cia. Hering (HGTX3), por sua vez, passou de maior queda do índice para alta. No início do dia, os papéis tiveram baixa após terem a recomendação reduzida pelo Goldman Sachs, enquanto Arezzo (ARZZ3) e Carrefour Brasil (CRFB3) sobem com a recomendação elevada pelo mesmo banco. Via Varejo (VVAR3), contudo, foi o destaque de alta do índice: terceira maior alta do Ibovespa em 2019, ela subiu 8,55% nesta sessão.

Já a Suzano (SUZB3) também teve forte alta diante de cenário de possível interrupção da exportação de celulose da Austrália devido aos incêndios florestais, o que poderia levar a uma alta dos preços (veja mais clicando aqui). 

Confira os destaques desta segunda-feira (13):

Maiores altas

AtivoVariação %Valor (R$)
VVAR38.5470112.7
CSNA36.0520815.07
GOAU45.2631610.4
KLBN114.7643420.45
MGLU34.6911254.23

Maiores baixas

AtivoVariação %Valor (R$)
SULA11-2.269962.86
BRKM5-1.3062434
PCAR4-1.0929689.59
CVCB3-1.0466241.6
CRFB3-0.8883223.43

Petrobras (PETR3;PETR4

Conforme informa o jornal O Globo, as cinco principais refinarias da Petrobras que estão à venda Rlam (BA), Rnest (PE), Regap (MG), Repar (PR) e Refap (RS), vêm despertando interesse de grupos internacionais, petroleiras, fundos de investimentos e empresas brasileiras do setor de distribuição de combustíveis. Eles têm até dia 5 de março para apresentar as propostas.

No Brasil, segundo o jornal, o grupo Ultra e a Cosan (sócia da Shell na distribuidora Raízen), que atuam em diversos setores da área energética, disputam algumas das unidades. Entre as estrangeiras, manifestaram interesse nas refinarias a chinesa Sinopec, o fundo de investimentos Mubadala, de Abu Dabi, e a americana EIG, que controla o Porto do Açu, no Norte do Estado do Rio.

Ainda em destaque, a Petrobras comunicou ao mercado na sexta que realizará o pagamento de R$ 8,85 bilhões ao fundo de pensão Petros, dos empregados da empresa. A empresa informou que o pagamento se refere a um acordo fechado em outubro de 2008 e que tem prazo de validade de 20 anos com o fundo de pensão. O acordo abrange funcionários admitidos na empresa e no fundo antes de 1/9/1970. Esses funcionários são chamados de “Grupo pré-70”.

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Linx (LINX3)

A Linx, especialista em tecnologia para o varejo, anunciou nesta segunda-feira, 13, uma parceria com a startup de entregas Rappi para oferecer uma integração entre a plataforma omnichannel da empresa e o marketplace da startup. O objetivo é expandir a oferta dos clientes da Linx na plataforma da Rappi e contar com o serviço da startup para garantir a entrega dos produtos.

A parceria é valida para clientes do Linx Omni OMS que poderão vender mercadorias disponíveis nas lojas físicas também na plataforma da Rappi. A integração permitirá que as lojas clientes estejam disponíveis no aplicativo e sejam entregues para usuários da plataforma.

Vale (VALE3) e Cemig (CMIG4)

As ações da Vale e da Cemig aceleraram os ganhos durante a tarde, com os ativos VALE3 chegando a subir 4,20%, após a notícia do Valor Pro de que a mineradora e a elétrica irão abrir negociações em torno da Aliança Energia, em que ambas são acionistas. A Cemig deseja vender sua participação com o objetivo de levantar capital, enquanto a Vale prevê manter o investimento e teria contratado bancos para assessorar na compra da fatia da estatal mineira.

Além disso, o Bradesco BBI reafirmou sua recomendação outperform (desempenho acima de média) para os papéis da mineradora Vale e projeta que 2020 será “um ano de redenção” para a empresa.

O BBI fixou um preço-alvo de US$ 21 (o equivalente a R$ 85,26) para o papel da Vale, que atualmente é cotado a US$ 12,97 (R$ 53,36). “Os investidores ainda levam em conta o acidente de Brumadinho. Nós vemos uma grande chance da Vale retomar a sua política de dividendos na primeira metade de 2020, com um retorno (yield) entre 8% e 10% na remuneração aos acionistas que será paga ao longo do ano”, informa o relatório. O BBI acredita que a Vale chegará a um acordo mais amplo com as autoridades para resolver finalmente a questão do desastre de Brumadinho e após isto voltará a pagar os dividendos.

Taesa (TAEE11

O Itaú BBA retomou a cobertura dos papéis da distribuidora mineira de energia elétrica Taesa, subsidiária de Cemig. O Itaú BBA avaliou as ações da Taesa como “underperform”, com preço-alvo de R$ 30 para o papel ao final de 2020.

“O preço da ação da Taesa teve uma alta de 10% nos últimos três meses, embora as perspectivas do mercado não sejam mais tão atrativas, por causa da grande competição”, comenta a BBA. Embora o retorno (yield) esteja abaixo dos 10% históricos no setor, o BBA prevê que a Taesa dará um yield de 7,5% aos acionistas em 2020 e de 6,5% em 2021.

Cemig (CMIG4

A Cemig informou que a partir de hoje o economista Reynaldo Passanezi Filho passou a ocupar o cargo de diretor-presidente da empresa. Graduado em Economia pela USP e em Direito pela PUC-SP, o doutor Passanezi trabalhou em empresas do setor elétrico, como na ISA CTEEP, e foi assessor do conselho de desestatização do Estado de São Paulo.

Afya 

A Afya, empresa brasileira do setor de ensino de Medicina com ações na Nasdaq, bolsa de empresas de tecnologia em Nova York, comunicou hoje ao mercado que seu diretor-financeiro, Luciano Toledo de Campos, deixará a empresa. A Afya comunicou que já iniciou o processo seletivo do novo CFO e que, até ele ser escolhido, Campos permanece como interino no cargo.

Sabesp (SBSP3)

O jornal O Estado de S. Paulo destacou em matéria no fim de semana que udos principais alvos de investimentos dos chineses no Brasil no momento é a Sabesp, maior companhia privada do País de tratamento de água e de esgoto. A empresa tem quase 28 milhões de clientes no Estado de São Paulo e fatura R$ 16 bilhões por ano. O Estado apurou que o grupo China Railway Construction Corporation , um dos maiores em infraestrutura, está em conversas para comprar um pedaço grande da companhia.

O governo do Estado de São Paulo, dono de 50,3% da Sabesp, avaliada em R$ 40 bilhões, estuda se vai se desfazer de sua participação total na empresa ou encontrar um investidor para comprar metade de sua fatia no grupo.

O Credit Suisse avalia que as conversas para uma possível parceria ou aquisição de uma participação na empresa poderiam ser um passo inicial para a possibilidade de privatização ou a retomada dos estudos do processo de reestruturação/capitalização do governo de São Paulo, que visam a venda ou capitalização da empresa.

“Em ambos os cenários, acreditamos que a Sabesp deva se beneficiar de um novo acionista com foco em melhorar a eficiência e obter melhores retornos, aliado a uma melhor governança (menor interferência no processo tarifário, estrutura de capital otimizada e política de dividendos, entre outras medidas). No entanto, acreditamos que o novo marco do saneamento em debate no Congresso, favoreceria o cenário de privatização. Dessa forma, como acreditamos que o potencial de alta pode ser maior no caso de privatização versus capitalização, esperamos que o governo de São Paulo se concentre na estrutura de privatização”, avaliam os analistas.

Recomendações

Diversas recomendações agitam o noticiário. O Goldman Sachs revisou as recomendações para as ações do setor de varejo, com a Cia. Hering (HGTX3) sendo rebaixada de neutra para venda e o grupo SBF, controlador da Centauro (CNTO3) tendo a recomendação revista de compra para a neutra, enquanto Arezzo (ARZZ3) foi elevada de neutra para compra pela casa de análise, assim como o Carrefour Brasil (CRFB3).

Já o JPMorgan destacou que as utilities preferidas do banco são Copel (CPLE6), CPFL Energia (CPFE3) e Energisa (ENGI11). A Copel deve continuar com performance mais forte; companhia oferece catalisadores incluindo venda de ativos não essenciais, extensão de concessão, melhoria do desempenho operacional e desalavancagem. Energisa e CPFL devem continuar se beneficiando da recuperação do PIB e do crescimento de volume. A Taesa é nome menos preferido; ação oferece taxa interna de retorno abaixo da média. O JP prefere empresas de distribuição em relação a companhias de geração e transmissão; cita maior sensibilidade à recuperação macroeconômica.

Ambev (ABEV3)

O JPMorgan também revisou suas expectativas de curto prazo para a Ambev antes do release de resultados do quarto trimestre para incorporar a perspectiva de melhores volumes de cerveja no Brasil. “A Ambev deve se beneficiar de seus reajustes de preços para produtos específicos e do aumento de preços estabelecido pela Heineken no quarto trimestre”, afirmam os analistas do banco.

Os volumes podem surpreender devido a temperaturas acima da média e chuvas mais baixas. Como resultado, o JPMorgan agora espera que os volumes de cerveja no Brasil sejam aumento de 3% anualmente no trimestre. O resultado consolidado estimado em R$ 15,8 bilhões.

A recomendação neutra da Ambev foi mantido; preço alvo de R$ 18,50. O mercado brasileiro de cerveja ainda é competitivo e o ambiente permanece desafiador, avaliam os analistas.

Saraiva (SLED4)

A Saraiva, em recuperação judicial, comunicou hoje à CVM que nomeou Luís Mário Bilenky como executivo-chefe da empresa. Bilenky trabalhou em várias empresas do varejo, como Blockbuster, Fototica e Mcdonald’s, e também foi diretor-executivo do Grupo Fleury.

Braskem (BRKM5

A petroquímica Braskem fechou um contrato de R$ 18 milhões para vender gasolina do tipo A à Refinaria de Petróleo Riograndense (RPR). A Braskem é acionista da RPR e tem atualmente 33,20% do capital da empresa, que conta com refinaria em Uruguaiana (RS).

A petroquímica ainda anunciou na sexta-feira que teve uma restituição de R$ 3,7 bilhões ao seu caixa. Desse valor, R$ 1,7 bilhão foi transferido para uma conta bancária específica da petroquímica para custeio do Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação, referente ao acordo fechado com as autoridades pelo afundamento de bairros de Maceió.

A Braskem se comprometeu a implantar um programa para a retirada e compensação de 17 mil moradores de 4,5 mil imóveis localizados nos bairros de Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto. O acordo prevê ainda o desembolso de R$ 1 bilhão, destinados para o fechamento de minas de exploração de sal.

Rede D’or 

A rede de hospitais D’Or-São Luiz, com sede no Rio de Janeiro e que no ano passado anunciou a compra de 10% da Qualicorp, comunicou à CVM que concluiu a aquisição de 100% das cotas da Unidade Neonatal da Lagoa e da Casa de Saúde Laranjeiras. Com a operação, a rede D’Or passou a controlar uma maternidade no Rio, completando seu portfólio hospitalar na capital fluminense.

BR Distribuidora (BRDT3)

A Petrobras Distribuidora informou ao mercado que recebeu no dia 10 o seu primeiro rating corporativo, concedido pela agência de classificação de risco Moody’s. Segundo a empresa, a nota é Ba1/Aaa.br, portanto um grau acima da própria nota dada pela agência americana ao governo brasileiro, que é Ba2 (grau especulativo). A companhia informou que a perspectiva do seu rating é estável. A Petrobras vendeu seu controle na BR Distribuidora em meados de 2019, como parte do seu plano de desinvestimentos.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

Em entrevista à Reuters, Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia, afirmou que o governo vai se colocar à disposição do Senado para esclarecer questionamentos a respeito do atual modelo proposto para a privatização da Eletrobras assim que o Congresso voltar do recesso.

Um projeto de lei com a proposta de desestatização foi enviado pelo Poder Executivo ao Congresso no início de novembro, mas ainda não começou a tramitar na Câmara, onde aguarda despacho do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Em dezembro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) afirmou que as bancadas das Regiões Norte e Nordeste têm mostrado forte oposição à iniciativa em seus moldes atuais e afirmou que a matéria não seria aprovada na Casa se o governo não construísse uma nova modelagem.

Unipar Carbocloro (UNIP6)

A Unipar Carbocloro informou ao mercado que concederá 704,5 mil ações preferenciais e restritas aos seus acionistas que forem eleitos para participar de um “Plano de Outorga” da empresa. O plano tem um valor aproximado de R$ 24,8 milhões e será apresentado na Assembleia Geral Extraordinária da companhia, em 28 de janeiro na capital paulista. Segundo a Unipar, o plano foi criado “como parte da estrutura de remuneração da empresa”.

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(Com Bloomberg e Agência Estado)