Reação ao follow-on

Ação da PagSeguro desaba 12% após anúncio de oferta de ações de até US$ 775 milhões

Após a notícia, papéis das concorrentes Stone e Cielo também registram queda expressiva

(Divulgação)
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SÃO PAULO – As ações do PagSeguro caíram até 19% na NYSE – bolsa de Nova York – na sessão desta terça-feira (15) após o seu acionista UOL propor uma nova oferta de ações da companhia. Os papéis, contudo, amenizaram as perdas, fechando em queda de 12,22%, a US$ 40,63,

A PagSeguro pretende vender 16,75 milhões de ações classe A. A oferta também concede aos subscritores uma opção de 30 dias para comprar até 2.512.500 ações ordinárias classe A adicionais ao preço da oferta pública menos o desconto na subscrição.

Considerando o fechamento da ação na véspera, de US$ 46,29, o lote principal totalizaria US$ 775,3 milhões, e o adicional, US$ 116,3 milhões, somando cerca de US$ 775 milhões. O “follow-on” é secundário – assim, o dinheiro vai para os acionistas vendedores e não para o caixa da empresa.

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Após a operação, a PagSeguro terá um total de 328.828.656 ações ordinárias (incluindo ações em tesouraria), com um free float de 54,7%, assumindo que não haja exercício da opção dos subscritores de comprar ações ordinárias adicionais do UOL.

Morgan Stanley e Goldman Sachs estão coordenando a oferta e nenhum outro acionista aparece como vendedor.

A queda dos papéis da PagSeguro também repercute entre as suas concorrentes no mercado de maquininhas. As ações da Stone, também negociadas em NY, caíram 3,64%, a US$ 33,72, enquanto os ativos da Cielo (CIEL3), negociados na B3, registraram uma das maiores baixas do Ibovespa, superior a 2%.

Vale destacar que a PagSeguro também divulgou números preliminares referentes ao terceiro trimestre de 2019, que foram bem avaliados por analistas.

Os novos clientes ativos no PagBank aumentaram em 470 mil na base trimestral, para 1,87 milhão, enquanto os novos comerciantes ativos cresceram em 1,2 milhão na base anual, para 5,0 milhões. Já o lucro líquido deverá ficar entre R$ 330 e R$ 340 milhões, implicando um aumento anual entre 43 e 47%.

“Embora vejamos os números prévios como um bom sinal, acreditamos que o anúncio da oferta secundária, apesar de seu tamanho relativamente pequeno (cerca de 5% do capital total, ou por volta de 6% quando levada em conta a participação de venda adicional ), pode pesar sobre as ações da empresa no curto prazo, especialmente considerando que o papel teve um bom desempenho nos últimos meses”, avaliam os analistas do Itaú BBA.

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