Ação da Nike recua, com problemas na China e cautela atenuando visão de recuperação

A maior fabricante mundial de roupas esportivas vem enfrentando dificuldades para recuperar o impulso após perder participação de mercado para os concorrentes

Reuters

Logo da Nike do lado de fora da loja na 5ª Avenida em Nova York, EUA
19/03/2019
REUTERS/Carlo Allegri
Logo da Nike do lado de fora da loja na 5ª Avenida em Nova York, EUA 19/03/2019 REUTERS/Carlo Allegri

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1 Jul (Reuters) – As ações da Nike se ⁠desvalorizavam cerca de 3,5% nas negociações pré-mercado ⁠nesta quarta-feira, depois que seus últimos resultados trimestrais não ‌conseguiram reavivar as expectativas dos investidores de uma rápida recuperação sob a liderança do presidente-executivo Elliot Hill.

Uma perspectiva cautelosa para as ‌vendas e a fraca demanda na China ofuscaram um modesto desempenho acima das expectativas na receita do quarto trimestre, o que também puxou para baixo as ações de concorrentes europeus como a Adidas e a Puma , que caíam mais de 1% cada.

Os investidores aguardavam ⁠os ‌resultados da Nike para verificar se o plano de recuperação de Hill, ⁠que já dura quase dois anos, estava gerando resultados significativos.

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A maior fabricante mundial de roupas esportivas vem enfrentando dificuldades para recuperar o impulso após perder participação de mercado para os concorrentes, bem como para restabelecer relações com os atacadistas e liquidar ​estoques antigos. As ações da empresa já caíram cerca de 35% neste ano.

A receita da gigante do vestuário esportivo no ​quarto trimestre caiu 1%, com quedas de dois dígitos nas vendas na China, o que pouco contribuiu para tranquilizar os investidores.

A Nike também projetou uma queda adicional na receita ao longo do primeiro semestre do ano fiscal de 2027, à medida ‌que lida com pressões tarifárias, incertezas geopolíticas ​e gastos cautelosos dos consumidores.

CHINA CONTINUA SENDO UM EMPECILHO

A receita na China provavelmente continuará sob pressão, já que a Nike trabalha com parceiros de varejo para escoar ⁠o excesso de ​estoque, disse o ​diretor financeiro Matthew Friend.

A Grande China responde por cerca de 15% da receita anual ⁠da Nike e é seu terceiro ​maior mercado, atrás apenas da América do Norte e da Europa, Oriente Médio e África.

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Alguns analistas afirmaram que a reestruturação da Nike na ​China mostra alguns sinais de progresso, mas as vendas no curto prazo provavelmente permanecerão moderadas, já que a empresa ​se concentra em ⁠reconstruir o crescimento por meio de uma abordagem mais voltada para o segmento premium ⁠e para o esporte.

A Nike planeja lançar mais de uma dúzia de modelos de calçados, disse Hill, acrescentando que levará tempo para que esses produtos gerem resultados consistentes, o que alguns analistas esperam que ajude na recuperação da empresa em 2027.