Destaques da Bolsa

Ações da Linx sobem 3% após Stone elevar proposta pela empresa; CVC dispara 9%, Vale avança 3% e Magalu cai

Confira os destaques da B3 da sessão desta terça-feira (17)

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SÃO PAULO – Após o Ibovespa superar os 106 mil pontos pela primeira vez desde março depois do ânimo com a eficácia dos testes preliminares da vacina contra o coronavírus da Moderna, o índice abriu com leves perdas nesta terça-feira (17), mas passou a registrar ganhos no final da manhã, em meio ao maior fluxo estrangeiro, com destaque para Petrobras (PETR3, R$ 24,20, +1,13%; PETR4, R$ 23,69, +1,72%) e Vale (VALE3, R$ 66,97, +3,16%).

A mineradora disse hoje que segue mantendo um “diálogo construtivo” com o governo de Minas Gerais e instituições de Justiça visando um possível acordo global sobre reparações pelo desastre de Brumadinho. Após audiência nesta terça, a Vale afirmou também que ainda não há definição de valores para um eventual acordo relacionado ao desastre. A mineradora informou ainda que está agendada para 9 de dezembro uma nova audiência.

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Ainda no radar do mercado, está a Linx (LINX3, R$ 36,02, +2,94%): os acionistas da companhia se reúnem hoje em AGE para decidir sobre a incorporação de ações pela Stone.

Cabe ressaltar que, um pouco antes da reunião, que foi adiada das 14h para 15h45, a StoneCo elevou a porção em dinheiro de sua oferta de aquisição da produtora e software para varejo.

A Linx afirmou que a Stone vai pagar um adicional de R$ 1,50 por ação da empresa, totalizando uma oferta de R$ 33,56 por papel mais 0,0126774 ação classe A da StoneCo. A Linx também recebeu uma oferta rival da empresa de software Totvs (TOTS3, R$ 27,15, -1,31%), que não será colocada em votação nesta terça-feira.

Entre as altas, após subir “apenas” 1,38%, uma alta bem menos expressiva do que as aéreas Gol (GOLL4, R$ 21,28, +0,28%) e Azul (AZUL4, R$ 32,85, +2,18%) na véspera após o ânimo com a vacina, a CVC (CVCB3, R$ 16,01, +9,21%) registrou ganhos superiores a 9% nesta sessão. Os papéis de Gol e Azul, por sinal, após subirem cerca de 8% e 10% respectivamente na véspera, abriram com queda, mas viraram para alta. Embraer (EMBR3, R$ 8,10, +0,62%), que subiu cerca de 8% ontem, também viu seus papéis reverterem a queda de mais cedo hoje.

Também entre as maiores altas ficaram as ações de empresas que não aproveitaram o “rali da vacina”, caso das varejistas de e-commerce, caso de B2W (BTOW3, R$ 76,32, +2,72%) e a sua controladora Lojas Americanas (LAME4, R$ 23,87, +1,23%), enquanto Magalu (MGLU3, R$ 24,73, -0,48%) e Via Varejo (VVAR3, R$ 17,87, +0,28%) ficaram entre perdas e ganhos.

Já entre os resultados, a ação da Qualicorp (QUAL3, R$ 34,26, -0,70%) avançou forte após o balanço, enquanto NotreDame (GNDI3, R$ 71,80, -2,95%) caiu, apesar do resultado considerado positivo para a última companhia. Fora do índice, IMC (MEAL3, R$ 3,69, +4,53%) e Dimed (PNVL3, R$ 22,46, +2,79%), controladora da Panvel, também registraram ganhos após o resultado.

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Os bancos abriram todos em queda após a alta da véspera, mas fecharam sem tendência definida. Ontem, teve destaque os ganhos superiores a 7% do Santander Brasil (SANB11, R$ 39,03, +1,85%). O banco anunciou após o fechamento do mercado ter iniciado  estudos para apartar seu negócio de maquininhas, a Getnet, e listá-lo na bolsa brasileira e nos Estados Unidos.

“A transação faz sentido estratégico no curto prazo, uma vez que as empresas adquirentes no Brasil estão negociando a múltiplos maiores do que o Santander Brasil e que é difícil atribuir um valor claro à Getnet”, disse o Itaú BBA em relatório. “Mas, vemos desafios pela frente, com a rentabilidade no negócio de adquirência sob pressão”.

Já a XP Investimentos vê notícia com cautela no curto prazo já que não há informações suficientes para determinar o potencial valor a ser destravado e o impacto que Getnet teria sobre os lucros do Santander.

Confira no que ficar de olho:

Linx (LINX3, R$ 36,02, +2,94%)

A Associação Brasileira de Investidores no Mercado de Capitais (AMEC), representada por seu presidente Fábio Henrique, divulgou ontem uma carta expressando surpresa e preocupação com a alteração do entendimento do regulador de valores mobiliários CVM sobre o negócio da Linx com Stone. Na opinião da AMEC, o caso é um claro exemplo de conflito de interesses, pois um pequeno subconjunto dos acionistas receberá uma remuneração adicional, e a análise subsequente não reverterá os efeitos econômicos do caso.

“Embora a carta da AMEC coloque pressão adicional ao caso, ela não tem o poder de impactar diretamente a assembleia de acionistas que será realizada nesta terça-feira (17) para votar a proposta de Stone. Para que a proposta de Stone seja aprovada eles precisam de 50% + 1 dos votos o que implica em cerca de 88 milhões de ações. Após as decisões da CVM, os fundadores / administradores da Linx poderão votar com participação de cerca de 13% do total de ações. Em suma, a decisão dependerá do voto dos acionistas minoritários uma vez que eles ainda têm algumas opções em mãos”, avalia o Bradesco BBI.

Santander Brasil (SANB11, R$ 39,03, +1,85%)

O Santander Brasil iniciou estudos para apartar seu negócio de maquininhas, a Getnet, e listá-lo na bolsa brasileira e nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, mira levar a marca para a Europa. Nesse sentido, anunciou, por meio da sua matriz, na Espanha, a aquisição de ativos tecnológicos da alemã Wirecard, de pagamentos.

O anúncio da cisão da Getnet ocorreu horas após o banco divulgar a nova aquisição. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Santander Brasil explica que com tal movimento, os acionistas da companhia se tornarão sócios diretos da Getnet após listagem das ações no Brasil e por meio de ADRs (American Depositary Receipts) da empresa de maquininhas nos Estados Unidos.

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“A potencial cisão e as listagens dependem da finalização do Estudo, bem como da obtenção das aprovações necessárias, incluindo de acionistas e dos órgãos reguladores e mercados aplicáveis”, explica o banco, no documento. Procurado pelo Broadcast, o Santander informou que se limitaria ao comunicado enviado ao mercado.

De volta à Europa, a aquisição dos ativos da Wirecard marca um passo além na estratégia de internacionalização da Getnet, que começou no Brasil. O valor da transação não foi revelado.

Depois de consolidar a Getnet como a terceira maior empresa de adquirência no País, o Santander começou uma estratégia para internacionalizar o negócio e agora, quer que a operação inicie voo solo. O primeiro alvo foi a América Latina e avança para a Europa.

“Os ativos de tecnologia e talentos que ganhamos como parte da aquisição nos ajudarão a acelerar os planos de expansão da Getnet na Europa, ao mesmo tempo em que aumentamos nossa capacidade de desenvolvimento de produtos”, disse a presidente do banco Santander, Ana Botín, em nota à imprensa.

A decisão de levar a Getnet para a Europa, conforme o banco, corrobora com o anúncio feito no fim do mês passado, quando o Santander divulgou planos de integrar seus negócios de pagamentos em uma empresa apartada, a PagoNxt, para bater de frente com plataformas globais.

Na América Latina, a Getnet já desembarcou no Chile e na Argentina. O Santander tem planos de levá-la também ao México.

A aquisição de ativos da Wirecard adiciona à plataforma global da Getnet, conforme o banco, cerca de 500 funcionários. O negócio não inclui empresas específicas do grupo e a expectativa é de que seja concluído até o fim deste ano, considerando condições regulatórias.

Após um escândalo de fraude contábil, a alemã Wirecard engrenou numa verdadeira desova de ativos ao redor do globo. No Brasil, a subsidiária da empresa foi adquirida pela PagSeguro, braço de maquininhas do Uol. A compra foi concluída no início de novembro.

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O Credit Suisse avalia que a transação poderia liberar valor para o Santander Brasil, e promover flexibilidade estratégica em diferentes frentes para a Getnet e para o Santander Espanha. O banco avalia que uma avaliação conservadora de valor da Getnet seria de que a empresa vale entre R$ 6 bilhões e R$ 9 bilhões.

O Credit Suisse avalia que o movimento do Santander pode dar maior flexibilidade para que a Getnet continue a buscar fontes adicionais de receita fora da rede Santander. Também se trata da criação de um veículo para investimentos líquidos para o Santander Espanha, por meio da Getnet, que poderia se tornar um ativo para futuras aquisições.

O Morgan Stanley avaliou que a separação da Getnet do Santander pode ser bem recebida pelo mercado. O banco mantém avaliação de overweight do Santander, com preço alvo de R$ 7,60, frente os R$ 6,54 atuais.

Notre Dame (GNDI3, R$ 71,80, -2,95%)

A operadora de planos de saúde Notre Dame Intermédica registrou lucro líquido de R$ 196,8 milhões no terceiro trimestre de 2020, alta de 97,4% sobre o mesmo período do ano passado.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 437,5 milhões no intervalo entre julho e setembro, com expansão de 57,2% sobre o mesmo período de 2019. Já o Ebitda ajustado atingiu R$ 458,4 milhões, alta de 43,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado pela melhora da receita, da melhora da sinistralidade Caixa e da diluição do G&A Caixa.

No comparativo entre mesmos trimestres, o resultado financeiro caiu 37%, para R$ 31,9 milhões. Na mesma base de comparação, a receita líquida cresceu 24,1%, somando R$ 2,698 bilhões.

Entre julho e setembro, o número de beneficiários nos planos de saúde da empresa cresceu em 87,3 mil, sendo 46,6 mil novos beneficiários e 40,8 mil oriundos da aquisição do Hospital Santa Mônica.

O tíquete médio de saúde mensal da companhia passou de R$ 220,7 em setembro do ano passado para R$ 229,1 em setembro de 2020, apontando um aumento de 3,8%, com destaque para o aumento de 5,9% no preço médio orgânico, reflexo dos reajustes contratuais e mix de produtos mais verticalizados e da aquisição da Clinipam (três meses), com tíquete inferior ao da companhia.

De acordo com a Notre Dame, ao longo de 2020 o grupo executou 12 aquisições que totalizam 1,097 milhão de beneficiários e 859 leitos, especialmente marcando a entrada em alguns dos mercados mais relevantes da saúde privada do Brasil, como Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. Desde julho de 2020, a Notre Dame adquiriu 618 mil beneficiários e 588 leitos via aquisições.

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O Bradesco BBI afirmou que os resultados da Notre Dame estavam em linha com suas estimativas. A receita bruta teve crescimento 1,2 ponto percentual mais baixo do que o consenso do mercado.

O banco avalia que os resultados demonstram a resiliência da empresa, e consistência em termos de crescimento orgânico. Isso fortalece a perspectiva de valorização da empresa no longo prazo, na visão do banco. O Bradesco BBI reiterou a classificação de outperform, com preço-alvo de R$ 80, frente os R$ 73,98 do fechamento de segunda-feira.

O Credit Suisse afirmou que vê de forma muito positiva o esforço comercial que levou ao crescimento orgânico da Notre Dame. O banco manteve avaliação neutra, com preço-alvo de R$ 73,98, frente os R$ 76 atuais.

Dimed (PNVL3, R$ 22,46, +2,79%)

A Dimed, dona da rede de farmácias Panvel, teve lucro líquido ajustado de R$ 19,8 milhões no terceiro trimestre de 2020, um valor 17% frente igual período de 2019.

A receita bruta consolidada, por sua vez, subiu 2%, a R$ 741 milhões; a receita bruta do varejo ficou em R$ 666,9 milhões, alta de 3,7% na base anual. O Ebitda ajustado caiu 21%, a R$ 32 milhões.

De acordo com a companhia, as medidas de distanciamento social continuaram impactando a operação das lojas no período. “A Região Sul como um todo enfrentou a pandemia com restrições mais rigorosas que a média do Brasil, em especial na cidade de Porto Alegre. Este fator, aliado à concentração de um número relevante das nossas lojas em regiões de maior renda, impediu um crescimento mais acelerado da venda no período”, destacou.

Qualicorp (QUAL3, R$ 34,26, -0,70%)

A operadora de planos de saúde Qualicorp informou na manhã de terça-feira que comprou 75% do capital social da Plural Gestão em Planos de Saúde, e 75% da Oxcorp Gestão Consultoria e Corretora de Seguros. A transação foi acertada por R$ 202,5 milhões à vista. A Qualicorp informa que pretende adquirir os restantes 25% das duas empresas.

No dia anterior, a empresa havia divulgado seu balanço para o terceiro trimestre, indicando que manteve 1,164 milhão de clientes de planos de saúde no período, uma leve queda de 0,2% frente o mesmo período do ano anterior.

Com a compra da Plural, a Qualicorp assimila 96 mil clientes e 21 novas operadoras. A compra da Oxcorp, deve reforçar canais de vendas externas da Qualicorp, afirma a empresa em fato relevante. A Oxcorp tem 500 plataformas de venda e aproximadamente 5.000 corretores parceiros.

Na segunda-feira, a Qualicorp informou lucro líquido de R$ 130,9 milhões no terceiro trimestre, alta de 18,1% frente os R$ 110,8 milhões no mesmo trimestre de 2019.

A receita líquida da empresa no terceiro trimestre atingiu R$ 4524,6 milhões, alta de 1,3% frente os R$ 517,7 milhões do mesmo período de 2019.

O lucro Ebitda ajustado da empresa teve alta de 5,4% no terceiro trimestre, para R$ 272,9 milhões, frente os R$ 259 milhões do mesmo período de 2019.

A dívida líquida no final de setembro era de R$ 388,2 milhões, frente os R$ 87,4 milhões de um ano antes.

Dommo (DMMO3, R$ 1,28, +7,56%)

A Dommo Energia divulgou resultado do terceiro trimestre, registrando lucro líquido de R$ 185,6 milhões, revertendo prejuízo líquido de R$ 98,5 milhões registrado em igual período de 2019. A receita líquida de vendas foi de R$ 99,6 milhões, alta de 13,7% frente os R$ 87,6 milhões entre julho e setembro do ano passado.

Gafisa (GFSA3, R$ 4,21, -3,22%)

A Gafisa teve prejuízo de R$ 56,5 milhões, 33,8 vezes a perda de R$ 1,6 milhão em igual período de 2019 em meio à despesa com provisão para demandas judiciais e acordos, como parte da iniciativa de resolução de passivos.

A companhia ainda teve alta de 30% das despesas financeiras líquidas em função à volatilidade de alguns títulos mobiliários e efeito de operação de swap contratada.

Já a receita teve alta de 66,6% com o aumento das vendas e andamento das obras. O Ebitda ajustado foi negativo em R$ 3 milhões.

IMC (MEAL3, R$ 3,69, +4,53%)

Na segunda-feira, a IMC (International Meal Company), dona de marcas como Pizza Hut, KFC, e a rede Frango Assado, reportou prejuízo líquido de R$ 5,1 milhões no terceiro trimestre, frente lucro de R$ 16,8 milhão no mesmo período de um ano antes.

A receita líquida, quando se considera o Brasil e o exterior, caiu 29,7% no terceiro trimestre, para R$ 298,7 milhões. A margem bruta caiu 4,6 pontos percentuais, para 30,4%.

O Ebitda foi de R$ 42,6 milhões, frente R$ 78,3 milhões no mesmo período do ano anterior. A empresa afirma que encerrou o trimestre com 490 restaurantes, sendo que 241 deles são próprios. A empresa diz que pretende aumentar em um terço o número de unidades da rede Frango Assado – eram 25 unidades até o final de outubro, segundo o balanço.

Vale (VALE3, R$ 66,97, +3,16%)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vendeu na segunda-feira (16) um novo lote de ações da Vale por R$ 2,5 bilhões. Foram negociados 40 milhões de papéis; em agosto, o BNDES vendeu R$ 8,1 bilhões em ações.

Com as duas operações, o banco estatal de fomento já se desfez de 175 milhões de ações da mineradora, que passa este ano pela última fase do processo de pulverização do controle societário previsto por acordo de acionistas assinado em 2017.

Além disso, a mineradora disse hoje que segue mantendo um “diálogo construtivo” com o governo de Minas Gerais e instituições de Justiça visando um possível acordo global sobre reparações pelo desastre de Brumadinho.

Após audiência nesta terça, a Vale afirmou também que ainda não há definição de valores para um eventual acordo relacionado ao desastre. A mineradora informou ainda que está agendada para 9 de dezembro uma nova audiência.

O Itaú BBA afirma que a compensação pode marcar um acordo final sobre o caso. Apesar de o valor ser alto, o banco avalia que um acordo reduziria as incertezas, levando a uma possível reavaliação da nota de risco da empresa, levando a aumento do valor. O Itaú mantém avaliação em outperform, com preço-alvo em US$ 15 para os American Depositary Receipts (ADR, na sigla em inglês), frente os US$ 12,06 do fechamento da véspera.

Arezzo (ARZZ3, R$ 69,58, -1,19%)

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição e incorporação da totalidade do capital social da Vamoquevamo Empreendimentos e Participações pela Arezzo. Com isso, a Arezzo também adquire o controle indireto da Tiferet, incorporando todas as atividades e negócios do grupo de moda Reserva, o que abrange todo o seu portfólio de marcas – Reserva, Reserva Mini, Reserva Go, Oficina Reserva, Reserva INK e Eva.

O aval para o negócio, anunciado em outubro e avaliado em R$ 715 milhões, foi publicado no Diário Oficial da União (DOU). O Grupo Reserva conta hoje com 78 lojas próprias e 32 franquias, além de estar presente em 1,5 mil multimarcas. Em 2019, o Grupo Reserva faturou R$ 400 milhões. Com a operação, a Arezzo terá um aumento de capital no valor de R$ 456 milhões e, segundo a empresa, a movimentação possibilitará uma ampliação de 3,5 vezes o mercado da companhia.

Telefônica Brasil (VIVT4, R$ 46,66, +2,64%)

O Conselho da Telefônica Brasil aprova R$ 400 milhões em juros sobre capital próprio. O pagamento será realizado até o final do exercício social de 2021, em data ainda a ser definida pela diretoria.

Suzano (SUZB3, R$ 51,30, -3,37%)

A Suzano precifica emissão adicional de US$ 500 milhões em bônus ligados a metas de sustentabilidade. O bônus tem vencimento em 2031, com yield de 3,10% e cupom de 3,75% ao ano e tem indicador de performance ambiental (KPI) associado à meta de redução de gases de efeito estufa (GEE) pela companhia até 2025.

Cedae

O processo de concessão da companhia de água e saneamento do Rio de Janeiro, Cedae, voltou a caminhar na segunda-feira, após uma reunião no Palácio Guanabara com representantes do Estado e do BNDES. Segundo a agência de notícias Reuters, as partes estão perto de decidir o valor da água que será vendida pela Cedae ao novo concessionário. Segundo fontes da Reuters, os valores em discussão oscilam entre R$ 1,5 e R$ 2 por metro cúbico.

CEEE (CEED3, R$ 49,90, -0,20%)

O leilão de privatização dos ativos de distribuição de energia da elétrica gaúcha CEEE deve ser realizado em fevereiro de 2021, projetou na segunda o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que tem assessorado o processo.

O governo do Rio Grande do Sul, controlador da companhia, deverá realizar nas próximas semanas apresentações a potenciais investidores interessados na chamada CEEE-D, acrescentou o banco estatal em comunicado.

(com Agência Estado e Bloomberg)

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