Destaques da Bolsa

Ação da Braskem salta 5,6% com Odebrecht podendo retomar venda de participação; Petrobras sobe 1% e Vale avança 2% com nova alta de commodities

Confira os destaques da B3 na sessão desta quarta-feira (16)

SÃO PAULO – A sessão começou morna para o Ibovespa nesta quarta-feira (16) após o índice zerar os ganhos na véspera, mas o índice teve os ganhos impulsionados durante a tarde, chegando a superar os 118 mil pontos, em meio à manutenção do apoio do Federal Reserve à economia americana e com a expectativa de que parlamentares se aproximam de acordo sobre ajuda no país. Enquanto isso, no Brasil, a Câmara aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2021.

O grande destaque ficou com o papel da Braskem (BRKM5, R$ 22,40, +5,61%), que ficou na ponta positiva do Ibovespa em boa parte do pregão em meio à notícia do Valor de que a Odebrecht avalia que, entre fevereiro e março de 2021, deve iniciar as conversas com potenciais compradores de sua fatia de 38,3% na petroquímica.

Os papéis da Petrobras (PETR3, R$ 28,56, +1,10%; PETR4, R$ 28,19, +1,22%), que também podem se beneficiar da venda da fatia da Braskem pela Odebrecht (veja mais sobre a análise abaixo), fecharam em alta de mais de 1%. No mercado de commodities, os preços do petróleo avançaram nesta quarta-feira, apoiados por dados do governo dos Estados Unidos que indicaram uma queda nos estoques da commodity no país na semana passada e pelo otimismo em relação a um pacote de alívio norte-americano. Os contratos futuros do petróleo Brent LCOc1 fecharam em alta de 0,63%,  a US$ 51,08 por barril, enquanto os futuros do petróleo dos EUA (WTI) CLc1 avançaram 0,46%, para US$ 47,86 dólares o barril.

Os estoques de petróleo dos EUA registraram queda de 3,1 milhões de barris na semana até 11 de dezembro, segundo a Administração de Informação sobre Energia. Analistas esperavam um recuo de 1,9 milhão de barris, depois de as reservas apurarem forte alta na semana anterior.

PetroRio (PRIO3, R$ 56,15, +1,10%), por sua vez, teve alta de mais de 1% após aprovar na terça-feira o início dos trabalhos para realização de oferta pública de ações com esforços restritos, visando a captar cerca de US$ 250 milhões.

A sessão também foi de ganhos para os frigoríficos Minerva (BEEF3, R$ 10,29, +4,26%), JBS (JBSS3, R$ 23,55, +3,24%) e Marfrig (MRFG3, R$ 14,59, +3,26%), que estão para trás no rali de ações do Ibovespa de dezembro, enquanto os papéis da BRF (BRFS3, R$ 22,14, +1,56%) também tiveram ganhos. Apesar da alta desta sessão, no acumulado do mês, enquanto o índice avança 8,23%, BEEF3 tem alta 2,59%, MRFG3 tem leve queda de 0,61%, JBS sobe 1,73% e BRFS3 avança apenas 0,5%. Confira análise sobre o segmento clicando aqui. 

No radar do setor, o Japão tem sofrido o pior surto de gripe aviária já registrado no país, que espalhou-se para novas fazendas neta semana, com o vírus tendo sido encontrado em um quarto das 47 áreas administrativas do país, conhecidas como prefeituras, o que levou autoridades a ordenar o abate de aves.

Já a Minerva anunciou uma nova plataforma de comércio eletrônico para clientes e parceiros com o seu portfólio completo de produtos e entregas para toda a área de atendimento da companhia. A primeira etapa da implementação será voltada para o público B2B, de empresa para empresa, mas a perspectiva é para que, em breve, o consumidor final também possa comprar diretamente pelo portal meuminerva.com.br.

A ação da Vale (VALE3, R$ 86,22, +2,04%) também registrou ganhos na esteira de uma nova alta do minério de ferro. Os contratos futuros da commodity na China fecharam acima dos 1.000 iuanes por tonelada nesta quarta-feira, em meio a otimismo sobre a demanda pelo material usado na fabricação do aço e com operadores de mercado preocupados sobre a oferta. O contrato mais negociado do minério na bolsa de Dalian, para entrega em maio, encerrou com alta de 2,9%, a 1.007,50 iuanes por tonelada, ou US$ 154,10.

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Suzano (SUZB3, R$ 54,37, +1,63%) também teve alta; na noite da véspera, ela divulgou a sua projeção para investimentos em 2021.

Em meio ao cenário de continuidade de maior liquidez global, quem também teve alta foi o setor de bancos, com Banco do Brasil (BBAS3, R$ 39,35, +0,92%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 31,75, +1,89%), Santander Brasil (SANB11, R$ 45,08, +1,83%) e Bradesco (BBDC3, R$ 24,43, +2,35%; BBDC4, R$ 27,04, +2,27%) subiram entre 1% e 2,5%.

Confira mais destaques abaixo:

Maiores altas

AtivoVariação %Valor (R$)
BRKM55.6105622.4
BEEF34.2553210.29
NTCO33.8775550.9
BTOW33.8353781.49
MRFG33.2554814.59

Maiores baixas

AtivoVariação %Valor (R$)
ELET3-3.3591737.4
ELET6-2.8304337.42
SBSP3-2.4710344.6
YDUQ3-2.1739133.75
GOLL4-1.2217726.68

Suzano (SUZB3, R$ 54,37, +1,63%)

A Suzano anunciou na terça-feira que seu conselho de administração aprovou plano de investimento de R$ 4,9 bilhões para 2021.

Em fato relevante, a companhia explicou que o aumento do orçamento para 2021, ante R$ 4,2 bilhões para este ano, decorre de maior capex de manutenção, diante da valorização do dólar, e de previsão de produção maior, entre outros fatores.

O Bradesco BBI afirma que a guidance de capex de 2021 da Suzano, de R$ 4,9 bilhões, fica acima de sua guidance de R$ 4,3 bilhões. Mesmo assim, prevê um fluxo de caixa ao acionista de R$ 8,8 bilhões em 2021. O banco diz que a Suzano é sua top pick na América Latina para o setor.

Braskem (BRKM5, R$ 22,40, +5,61%)

A Odebrecht avalia que, entre fevereiro e março de 2021, deve iniciar as conversas com potenciais compradores de sua fatia de 38,3% na petroquímica Braskem, segundo informações do jornal Valor Econômico.

A Odebrecht mandatou o Morgan Stanley em agosto para reiniciar o processo de venda da Braskem. Contudo, ao contrário da negociação exclusiva com a LyondellBasell entre 2018 e 2019, a ideia agora é abrir um processo competitivo pelo controle da petroquímica.

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O andamento do processo se dá em meio a ambiente com problemas complexos no lado da Braskem e a divergências nas condições para a venda total do controle da empresa entre a Odebrecht e a Petrobras. No lado operacional a Braskem enfrenta problemas no México com o impasse na negociação de fornecimento de matéria-prima entre o governo mexicano e a empresa, paralisando as plantas no país. E no Brasil há o problema do afundamento do solo em bairros de Maceió (AL), na região de mineração de sal gema, importante matéria-prima para a Braskem, gerando um montante em reparos de danos e indenizações que supera os  R$ 11 bilhões.

Segundo aponta a Levante Ideias de Investimentos, a retomada do processo de venda é uma sinalização positiva para a Braskem, porém principalmente para a Petrobras, apesar dos conflitos existentes em relação ao método de desinvestimento entre os dois controladores.

“A leitura positiva vem principalmente da resolução de conflitos em relação à venda. Em caso de sucesso no desinvestimento da fatia da Odebrecht, a Petrobras ficaria livre para, junto com o potencial novo controlador, realizar a migração da Braskem para o Novo Mercado, destravando valor das ações da petroquímica e facilitando o desinvestimento por parte da estatal. Por isso enxergamos um impacto positivo para as ações BRKM5 e PETR3/PETR4 no curto prazo”, avaliam.

Conforme destaca a equipe de análise, apesar dos problemas operacionais enfrentados pela Braskem, ambas as situações já estão em vias de uma solução definitiva que, apesar de negativa para a companhia, abre uma maior previsibilidade na avaliação. No México a companhia avalia a importação de 100% do etano (matéria-prima essencial na operação mexicana) dos Estados Unidos, mesmo que seja mais caro. Já no caso de Alagoas, estão sendo tomadas medidas corretivas e o valor da indenização total praticamente definido (em torno de  R$ 11,5 bilhões estimados em provisão) e espera-se a retomada da produção na planta local.

“Tirando-se os pontos negativos, o desempenho operacional da Braskem tem sido um dos melhores de sua história, com consolidação da liderança do mercado americano de polipropileno (PP), diversas medidas concluídas resultando na redução de custos e recorde produção e vendas de sua produção, com os preços favoráveis no mercado internacional. Com o fechamento de ontem, o valor de mercado da Braskem está em R$ 17,6 bilhões, muito abaixo de seu pico, na época da transação com a LyondellBasell, que chegou a atingir R$ 48 bilhões”, apontam os analistas.

PetroRio (PRIO3, R$ 56,15, +1,10%)

O conselho de administração da PetroRio aprovou nesta terça-feira o início dos trabalhos para realização de oferta pública de ações com esforços restritos, visando a captar cerca de US$ 250 milhões.

“Uma vez liquidada a oferta, os recursos líquidos obtidos com a emissão de ações serão utilizados para investimentos nos ativos da companhia e potenciais novos negócios”, afirmou a petroleira em fato relevante.

Segundo o Bradesco BBI, parte dos recursos poderia ser usada para financiar novos empreendimentos potenciais, como: (1) uma participação maior no campo Wahoo e / ou (2) uma potencial aquisição de uma participação em Albacora (no cronograma de desinvestimentos da Petrobras). Em ambas as aquisições em potencial, a PetroRio teria a oportunidade de aumentar a eficiência por meio da vinculação ao campo de Frade, avaliam os analistas.

Vale (VALE3, R$ 86,22, +2,04%)

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A mineradora Vale informou que seu conselho de administração aprovou termos aditivos para a prorrogação antecipada dos contratos de concessão de suas ferrovias Estrada de Ferro Carajás e Estrada de Ferro Vitória a Minas a partir do vencimento dos atuais contratos, em 2027.

Nos termos aditivos, a serem assinados nos próximos dias, a companhia assumirá compromissos totais estimados em R$ 24,7 bilhões a serem executados até 2057 em troca da renovação, disse a empresa em fato relevante nesta quarta-feira. Desse total, R$ 11,8 bilhões correspondem a pagamento de outorga.

“Os desembolsos para as prorrogações antecipadas de concessões ferroviárias já vinham sendo considerados no planejamento de longo prazo da companhia “, acrescentou a Vale.

Já a diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) decidiu na terça, por unanimidade, estabelecer prazo de seis meses para a retomada das condições operativas da usina hidrelétrica Risoleta Neves, atingida pelo rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração da Samarco, em 2015. Segundo a Reuters, os investimentos em reparação podem superar o custo de construção da hidrelétrica no rio Doce.

A usina, com capacidade de 140 MW, é um empreendimento controlado pela Vale, que também é acionista da Samarco, joint venture da empresa com a anglo-australiana BHP.

Em meio a cobranças da Aneel pelo avanço de trabalhos para retomada do funcionamento da usina, o consórcio tem defendido que a atribuição pelas medidas de recuperação seria da Samarco e da Fundação Renova, criada por Vale e BHP para coordenar esforços de reparação do desastre.

Nos documentos enviados à Aneel, o consórcio dono da hidrelétrica disse anteriormente que “o cenário atual é o de um reservatório completamente inundado por rejeitos de minério”, o que exigirá diversos trabalhos de engenharia civil, de minas e ambiental até que a usina possa operar sem que os equipamentos sejam danificados.

Segundo a Renova, a retirada dos rejeitos “depende, entre outros fatores, de um adequado local para sua destinação”. A empresa pretende depositar o material na chamada Fazenda Floresta, mas as estruturas necessárias para a operação são alvo de análise no processo de licenciamento.

Engie (EGIE3, R$ 45,45, +2,71%)

O Conselho de Administração da Engie Brasil aprovou nesta terça-feira crédito de dividendos intercalares adicionais no valor de R$ 554,4 milhões, correspondentes a R$ 0,68 por ação, informou a empresa em comunicado.

Os dividendos, com base nas demonstrações financeiras do segundo trimestre, serão pagos “posteriormente, conforme definido pela diretoria executiva”, afirmou a elétrica, acrescentando que, somado aos dividendos intercalares aprovados em julho, o montante representa 100% do lucro líquido ajustado do primeiro semestre.

Além disso, o conselho da Engie Brasil também aprovou crédito de juros sobre o capital próprio no valor de R$ 175 milhões, correspondentes a R$ 0,21 por ação, com registro contábil programado para 31 de dezembro de 2020. Ele também será pago posteriormente, acrescentou a companhia.

As ações da Engie Brasil Energia serão negociadas ex-dividendos intercalares adicionais e ex-juros sobre o capital próprio a partir de 21 de dezembro.

Aura Minerals (AURA33, R$ 55,65, +0,27%)

O Credit Suisse se reuniu com o CEO da Aura Minerals, Rodrigo Barbosa. Segundo o banco, a empresa afirmou que espera alta importante na produção em 2021, impulsionado pela produção em Aranzazu no México e em Gold Road, no estado americano do Arizona, além das minas do complexo EPP, em São Francisco, no estado do Mato Grosso, e San Andres, em Honduras.

A gestão acredita que será capaz de divulgar no início de 2021 relatórios técnicos atualizados sobre Gold Road, Almas, no estado de Tocantins, e no alvo Bananal, que faz parte do complexo EPP. A empresa espera começar a exploração em Almas no segundo trimestre de 2022.

A empresa afirmou que recentemente iniciou a produção comercial na mina de Ernesto, que faz parte do complexo de EPP, e que busca acessar áreas com graus de pureza maior de ouro com o objetivo de otimizar o fluxo de caixa.

Com a alta do preço do ouro, a empresa avalia que estará em posição confortável para pagar dividendos extraordinários ou mesmo realizar ações de fusões e aquisições. Caso isso ocorra, o foco seria nas Américas que estejam próximos ao estágio de produção.

O banco mantém rating da Aura em outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado), devido a perspectiva de crescimento da geração de caixa e distribuição de dividendos de cerca de 5% entre 2021 e 2024, presumindo a manutenção dos preços do ouro. O preço-alvo é de R$ 83,33, frente os R$ 55,62 do fechamento da véspera.

Azul (AZUL4)

A Azul estima que o Ebitda em 2022 deve ser superior ao desempenho de 2019, mesmo com queda prevista para a demanda corporativa, de acordo com apresentação da companhia aérea. A empresa, fortemente afetada pelos efeitos da pandemia de Covid-19, também afirmou que vislumbra aumento contínuo da lucratividade a partir de 2022.

A Azul realizOU nesta quarta-feira evento com analistas e investidores. A companhia sinalizou que espera que os voos domésticos em 2021 ultrapassem os níveis de 2019, uma previsão otimista que sugere que a economia do país superou o impacto da pandemia no setor de viagens aéreas.

O presidente-executivo da Azul, John Rodgerson, disse que os voos internacionais continuarão em baixa. Mas a Azul é uma companhia aérea amplamente focada em rotas domésticas e voa para mais destinos brasileiros do que qualquer rival.

Setor de aço

O IABr (Instituto Aço Brasil) divulgou em novembro dados sobre a produção doméstica, vendas, importações e exportações de aço. Na avaliação do Itaú BBA, a produção continuou robusta em novembro, com alta de 12% na venda doméstica de chapas de aço na comparação anual, e de 14% na venda de aços longos na mesma comparação. O IABr espera alta de 5,3% nas vendas em 2021, o que o Itaú BBA encara como muito conservador.

O Bradesco BBI avalia que a demanda doméstica por aço continuou a crescer no Brasil em ritmo forte em novembro, levando a falta de oferta, aumento da produção doméstico alta de preços no mercado doméstico, e mesmo alta de importações. O banco espera a continuidade de um cenário positivo para o setor no primeiro trimestre de 2021.
O banco mantém avaliação de outperform para Gerdau e de neutra (expectativa de ganhos dentro da média do mercado) para a Usiminas.

Nova carteira do Ibovespa

A  B3 divulgou na manhã desta quarta a segunda prévia da carteira teórica do Ibovespa com base no pregão de 15 de dezembro para o período de janeiro a abril de 2021.

Copel (CPLE6, R$ 72,34, 1,06%), Eneva (ENEV3, R$ 58,02, +2,80%), JHSF (JHSF3, R$ 8,09, -0,61%) e Unidas (LCAM3, R$ 26,84, +1,24%), que entraram na primeira prévia divulgada em 1 de dezembro, seguiram na carteira; nenhuma ação foi excluída. Assim, se a nova composição for confirmada, o Ibovespa será formado por 81 ações.

 

Sanepar (SAPR11, R$ 26,06, -0,57%)

A Sanepar, companhia de água e esgoto do Paraná, anunciou na terça-feira a prorrogação da tarifa social por 90 dias a partir de 20 de dezembro.

Segundo a companhia, a medida faz parte das ações para minimizar os impactos ocasionados pela pandemia do coronavírus, e ressaltou que não se trata de isenção ou abatimento de contas.

Totvs (TOTS3, R$ 26,88, +2,99%)

A Totvs comunicou na terça que o conselho de administração aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio no valor de R$ 56.775.735,10, correspondente a R$ 0,10 por ação, referente ao segundo semestre de 2020. Terão direito ao pagamento todos os acionistas titulares de ações na data base de 21 de dezembro de 2020.

Intermédica (GNDI3, R$ 74,79, +1,00%) e Hapvida (HAPV3, R$ 15,43, 1,65%)

O Itaú BBA atualizou seus modelos a respeito de Intermédica e Hapvida em 2021. O banco diz esperar que ambas as empresas tenham ganhos sólidos no médio prazo. O banco avalia que a agenda de fusões e aquisições das empresas se tornou mais apertada, mas diz ver oportunidades de aquisições. Ambas são suas top picks para o setor de saúde. Aquelas das quais “gosta menos” são do setor de diagnósticos.

O banco manteve avaliação de outperformance para ambas, com preço-alvo de R$ 84 em 2021 para a Intermédica, frente os R$ 74,05 registrados na terça, e de R$ 17 para a Hapvida, frente os R$ 15,18 da véspera.

Cogna (COGN3, R$ 4,92, +1,03%)

O Credit Suisse acompanhou a apresentação anual a investidores da Cogna, após o anúncio de sua guidance de longo prazo. O banco diz avaliar que a empresa está dedicando a atenção necessária para fazer com que seu principal negócio, a Kroton, tenha lucro. O Credit avalia que o impacto recente sobre outros negócios foi menor, mas não espera crescimento fora do normal.

O banco afirma que a guidance foi mais realística, dado o cenário atual. A empresa espera Ebitda recorrente de R$ 1 bilhão em 2020, abaixo da expectativa do Credit, enquanto a previsão de R$ 2,4 bilhões em 2024 ficou dentro da expectativa.

A empresa anunciou o objetivo de reunir as marcas da Cogna em uma única plataforma, que permitiria que parceiros se conectassem entre si. Isso poderia trazer novos serviços, como financiamento estudantil, diz o Credit.

Na avaliação do banco, o sucesso vai depender do tamanho da base de clientes inicial, e os serviços e produtos oferecidos, que podem trazer lealdade dos consumidores. O Credit avalia que um ciclo virtuoso das plataformas pode demorar tempo para se estabelecer, e que clientes podem continuar a buscar alternativas em educação, até que a adoção da plataforma atinja uma massa crítica. Assim, diz avaliar que o plano é válido, mas mantém cautela ao projetar sua monetização.

O Credit mantém avaliação de underperform (expectativa de valorização abaixo da média do mercado), com preço-alvo de R$ 6, ainda com potencial de valorização de 23% frente os R$ 4,87 do fechamento da véspera.

(Com Reuters, Agência Estado e Bloomberg)

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