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O conflito entre Irã e os Estados Unidos é o principal catalisador dos mercados há semanas, em um movimento que criou distorções nos preços das ações. A avaliação é do Bradesco BBI, que listou papeis que estariam mal precificados diante do conflito – seja porque foram mais penalizados do que deveriam, porque são oportunidades claras, ou porque estão sendo percebidos, erroneamente, como protegidos de efeitos adversos.
A casa explica o fenômeno no Brasil pelo que chama de “paradoxo energético”, que se apresenta tanto como gatilho positivo quanto como eventual efeito negativo. A matriz de energia renovável em sua maioria (considerando energia elétrica) e a prevalência de exportações líquidas de petróleo bruto se apresentam como pontos de resiliência, enquanto o uso de diesel e exposição a gás natural criam riscos. Nesse aspecto, o principal gatilho negativo é o potencial repasse de preços.

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Segundo os analistas, ações que podem estar menos protegidas do que se pensa são Petrobras (PETR3; PETR4), que acumula alta de cerca de 20% desde o início da guerra, acompanhando a alta do petróleo; e MercadoLibre (BDR: MELI34), que poderia ser impactada pelo crédito ao consumidor e custos logísticos.
Na outra ponta, o banco estima que há nomes excessivamente penalizados e mal precificados, como é o caso do Banco do Brasil (BBAS3), da XP (XPBR31), e da Stone (STOC31). Dentre os perdedores menos óbvios, estariam nomes de construção e do setor de alimentos & bebida.
E, por fim, o BBI aponta bons nomes para apostar e que podem ser positivos mesmo na volatilidade atual, caso de Rumo (RAIL3) e da Localiza (RENT3).
Segundo os analistas, a Rumo é considerada como beneficiária líquida de preços potencialmente mais altos e duradouros do diesel. Além disso, apresentaria competitividade superior em relação a rotas alternativas.
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A casa aposta que quedas são oportunidades de compra no momento para esses nomes. “Vemos oportunidade nesse movimento de correção dos mercados globais, já que LatAm se beneficia de uma rotação global mais lenta, mas não interrompida, e de seu benefício duplo ligado à alta do petróleo”, afirma a análise.
Mesmo considerando o Brasil como overweight (peso superior, similar a compra), o Bradesco destaca que o 2T26 também traz uma série de catalisadores domésticos importantes, desde campanhas eleitorais até o ciclo de cortes de juros por aqui.
“O Brasil é nossa principal preferência em LatAm, e também vemos uma oportunidade contrária no movimento de venda do Chile, impulsionado pela sua posição vendida em petróleo”, dizem os analistas.