Carteira InfoMoney

4 empresas que entregaram ótimos resultados e que estão na Carteira InfoMoney de maio

Quatro das dez ações que fazem parte da carteira apresentaram seus números do primeiro trimestre na semana passada e todas foram elogiadas pelos analistas

Por  Rodrigo Tolotti

SÃO PAULO – Na última semana, quatro das dez empresas que fazem parte da Carteira InfoMoney de maio divulgaram seus balanços do primeiro trimestre. E, em comum, todas elas tiveram bons resultados, que foram elogiados pelos analistas.

Entre os destaques, ficaram as ações da Magazine Luiza (MGLU3), que dispararam 14% apenas no dia seguinte ao resultado. Petrobras (PETR3; PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3), também chamaram atenção, com altas de 4% após divulgarem seus números.

A Carteira InfoMoney (clique aqui para baixar), até o momento, acumula ganhos de 5,92% em maio, contra alta de 4,91% do Ibovespa. Confira abaixo o desempenho das ações após a divulgação do balanço, os números apresentados e as opiniões dos analistas:

Magazine Luiza (MGLU3)
Data da divulgação: 4 de maio após o fechamento
Desempenho das ações desde o balanço: +16,74%, a R$ 265,00

Os números: O lucro líquido da companhia disparou 1.014%, passando de R$ 5,3 milhões no primeiro trimestre de 2016 para R$ 58,6 milhões no início deste ano. Já no resultado ajustado, o lucro saltou de R$ 17,8 milhões para R$ 58,6 milhões, alta de 229% ante o mesmo período do ano passado. A receita líquida da varejista, por sua vez, subiu de R$ 2,26 bilhões para R$ 2,81 bilhões, um ganho de 24% em um ano. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado avançou 42,2%, pulando de R$ 163,1 milhões para R$ 231,9 milhões.

As opiniões: “Vínhamos discutindo há algum tempo que o ‘momentum’ no Magazine Luiza continua forte e vai continuar a conduzir o preço da ação, apesar do rali de 115% neste ano; resultados sublinham e reforçam este ponto de vista”, afirmou o Bradesco BBI, que elevou o preço-alvo da ação de R$ 205 para R$ 290, com recomendação outperform.

O Brasil Plural, por sua vez, elevou a recomendação para overweight com preço-alvo de R$ 260,00. Já o Itaú BBA apontou esperar reação positiva a “outro trimestre impressionante que esmagou tanto as nossas estimativas quanto as de consenso, de receita ao lucro”. O resultado da Magazine Luiza foi destaque de um Insight do Dia aqui no blog, confira clicando aqui.

Banco do Brasil (BBAS3)
Data da divulgação: 11 de maio antes da abertura
Desempenho das ações desde o balanço: alta de 6,12%, a R$ 35,39

Os números: o banco teve lucro líquido ajustado de R$ 2,515 bilhão no primeiro trimestre, uma alta de 95,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. O lucro contábil avançou 3,6%, para R$ 2,443 bilhões. A margem financeira bruta cresceu 1,4% em um ano, chegando a  R$ 14,476 bilhões. Contudo, houve forte queda nas despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD), que recuou 26,6%, para R$ 6,713 bilhões.

De janeiro a março, a instituição gerou um ROAE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio Anualizado, na sigla em inglês) de 10,4%, acima dos 5,6% obtidos um ano antes e dos 7,2% apresentados nos últimos três meses de 2016.

As opiniões: para os analistas do BTG Pactual, o resultado veio misto. Do lado positivo, as despesas com provedores duvidosos do banco, que eram a grande preocupação do mercado, não veio alta suficiente para afetar o lucro. Já a XP Investimentos disse que os números vieram bons, com destaque no lucro líquido ajustado. No cenário-base, eles acreditam que o banco deva apresentar expansão de cerca de 20% do lucro líquido de 2017 em relação a 2016, devendo entregar um ROE entre 12% e 13%. Neste cenário, eles acreditam que as ações ainda teriam cerca de 20% de potencial de valorização em bolsa. Em um cenário mais otimista, o potencial de alta chega a 40%.

Petrobras (PETR3; PETR4)
Data da divulgação: 11 de maio após o fechamento
Desempenho das ações desde o balanço: alta de 15,93%, a R$ 15,93 para as ordinárias; e alta de 4,25%, a R$ 15,45, nas preferenciais

Os números: a estatal fechou o primeiro trimestre de 2017 com lucro líquido de R$ 4,449 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 1,246 registrado um ano antes. A projeção apontava para um lucro de R$ 4,364 bilhões. Segundo a companhia, o lucro foi reflexo de menores gastos com importações de petróleo e gás natural, pela maior participação do óleo nacional na carga processada e maior oferta de gás nacional.

Já a receita de vendas ficou em R$ 68,365 bilhões no período, ante lucro de R$ 70,337 bilhões nos três primeiros meses de 2016 e projeção dos analistas de R$ 71,005 bilhões. O Ebitda, por sua vez, atingiu R$ 25,254 bilhões entre janeiro e março deste ano, alta de 19% em um ano. Segundo o presidente da estatal, Pedro Parente, foi o maior Ebitda da histórica da empresa.

As opiniões: os números animaram os analistas, apontando o operacional positivo da companhia, enquanto a redução do capex frustrou. Depois de alguns resultados trimestrais cheios de itens pontuais, os números do primeiro trimestre da Petrobras “foram mais limpos e mostraram que os custos da empresa continuam melhorando”, escreveram os analistas do Itaú BBA, Diego Mendes e Andre Hachem. “A Petrobras apresentou outro trimestre positivo, com geração de caixa e redução de custos. A melhoria no desempenho operacional é fundamental para ajudar a aumentar a confiança dos investidores na história de investimento da empresa”, apontam. 

O Santander também afirmou que a Petrobras obteve resultados operacionais melhores do que o esperado, com fortes margens de refino e sólidos resultados em Exploração e Produção, alimentando o fluxo de caixa livre e “permitindo à Petrobras continuar seu impressionante caminho de desalavancagem”. Já o capex veio “bem abaixo das expectativas” em US$ 3,15 bilhões.

CCR (CCRO3)
Data da divulgação: 11 de maio após o fechamento
Desempenho das ações desde o balanço: alta de 2,14%, a R$ 18,54

Os números: a administradora de concessões de infraestrutura teve lucro líquido de R$ 329 milhões no primeiro trimestre, um aumento de 32,9% ante mesma etapa de 2016. Excluindo efeitos não recorrentes, como a venda da controladora da Sem Parar, em meados do ano passado, e os novos negócios que não estavam operacionais na mesma etapa do ano passado, somou R$ 338,5 milhões, alta de 46,6%. O Ebitda ajustado subiu 3,9%, para R$ 1,03 bilhão. Além disso, a dívida líquida da companhia como proporção do Ebitda caiu de 3,2 vezes para 1,8 vez, reduzindo o serviço da dívida

Operacionalmente, o resultado foi mais fraco. O tráfego consolidado nas rodovias administradas pela CCR, teve queda de 2,7% ano a ano, refletindo a recessão no país. No entanto, a receita líquida cresceu 3,4% contra o primeiro quarto de 2016, para R$ 1,69 bilhão, refletindo entre outros fatores o reajuste de tarifas de pedágios.

As opiniões: O Credit Suisse destaca que os números fracos operacionais de tráfego continuam a impactar o resultado da empresa, mas que o lucro já começa a indicar uma melhora em função de uma redução na taxa de juros. Os analistas reforçam que a queda no tráfego foi pior no trimestre anterior, o que indica que o “ponto de virada” pode estar próximo. Eles acreditam que cerca de metade dos recursos nos próximos meses deve ser utilizado para amortizar empréstimos e o restante em oportunidades de crescimento inorgânicas.

O BTG Pactual destaca um lucro acima do esperado e recomenda compra das ações. Segundo os analistas, a visão positiva se baseia em três fatores: i) potencial de alta vindo da distribuição de caixa da companhia; ii) queda das taxas de juros no País; e iii) fortes tendências no lucro por ação, refletindo o aumento de novos projetos, repique no tráfego e cortes agressivos na Selic.

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