Destaques da Bolsa

4 ações sobem mais de 10%; CSN afunda 5% e Petrobras e bancos caem forte

Confira os destaques da Bovespa nesta sexta-feira (5)

(Divulgação/Vale)

SÃO PAULO – O Ibovespa teve sessão negativa nesta sexta-feira (5) após dados de emprego nos Estados Unidos, que trouxeram números bem mais expressivos do que se esperava. O índice foi pressionado principalmente por papéis das Vale, siderúrgicas, Petrobras e bancos, enquanto as exportadores atuaram em força contrária em meio à disparada do dólar. Fora do Ibovespa, chamaram atenção os papéis da small cap Redentor saltaram quase 30% em meio à notícia de OPA, enquanto as ações da Par Corretora, em dia de estreia na Bovespa, subiram 13%. Confira abaixo os principais destaques do pregão: 

Petrobras (PETR3, R$ 13,52, -2,24%; PETR4, R$ 12,56, -2,10%)
As ações da Petrobras registraram forte queda nesta sessão, digerindo o feriado negativo na Bolsa de Nova York. 

Ontem, em dia de feriado na Bovespa, os ADRs da Petrobras relativos aos ativos preferenciais tiveram baixa de 3,06%, a US$ 7,92, enquanto os equivalentes aos ordinários registraram queda de 3,29%, a US$ 8,53, em um dia de queda do preço de petróleo, com o brent fechando em baixa de 2,68%, a US$ 58,04 o barril na véspera. Hoje, o dia é de leve recuperação para o brent, com alta de 0,29%, a US$ 58,18. 

As informações de que a OPEP não deve segurar a produção influenciam na queda do preço do petróleo. O Iraque, mesmo com combates se espalhando por todo o país, está se preparando para aumentar as exportações neste mês. O Irã quer que a organização também abra espaço para suas exportações. O mercado também fica na expectativa de 

Vale (VALE3, R$ 20,67, -1,05%; VALE5, R$ 17,58, -0,51%)
As ações da Vale tiveram mais um dia volátil na Bovespa. Após caírem mais de 2% no início da sessão, seguindo a queda dos ADRs na véspera, as ações da mineradora se recuperaram, zerando as perdas, mas logo voltaram a cair mais forte. Hoje, a o preço do minério de ferro spot no porto de Qingdao, com queda de 0,49%.

Ontem, os papéis registraram baixa repercutindo o cenário mais negativo internacional, principalmente com o noticiário grego e os dados norte-americanos.

Siderúrgicas
As ações das siderúrgicas, caso de Usiminas (USIM5, R$ 4,89, -2,98%), Gerdau (GGBR4, R$ 8,70, -2,14%) e CSN (CSNA3, R$ 6,13, -5,69%) também registraram queda, seguindo o cenário mais negativo para as commodities. Usiminas encerrou na sua quinta semana consecutiva de perdas.

Vale ressaltar que, segundo informações do jornal Valor Econômico, o Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga, Minas Gerais, rejeitou a proposta feita pela Usiminas de reduzir a jornada de trabalho acompanhada de redução dos salários, como forma de reduzir as demissões. A Usiminas precisa, por lei, que os funcionários aprovem a medida formalmente através do sindicato. Os salários diminuiriam entre 14% e 16%. 

Bancos
As ações dos bancos caíram hoje, com exceção de Santander (SANB11, R$ 16,01, +0,95%em meio à notícia da última quarta-feira de que o banco ganhou uma causa de R$ 4,8 bilhões na Justiça que vai proporcionar um lucro extraordinário no segundo trimestre do ano. No setor, Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 33,15, -2,39%), Bradesco (BBDC3, R$ 25,92, -1,26%; BBDC4, R$ 27,54, -2,34%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 22,33, -1,19%) caíram hoje. 

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Telefonia
As ações do setor telefônico registraram queda forte. A TIM (TIMP3, R$ 9,77, -4,03%), que tinha registrado três dias de altas seguidas em meio aos rumores de fusão com a OI (OIBR4), voltam a registrar queda forte, de 4%. O papel ganhou força na última semana entre notícias de que a Oi estaria se fortalecendo para fase de consolidação após receber reforço de R$ 17 bilhões da Altice e, assim, avaliaria uma união entre a TIM ou fatiamento desta última entre a Oi, Telefônica e Claro. As ações da Vivo (VIVT4) registraram queda de 3,23%, enquanto a Oi (OIBR4) recuaram 3,09%, a R$ 6,59. 

Sobre a queda de hoje, analistas da XP Investimentos destacaram que não há nenhum motivo aparente. Na semana, TIM subiu 3,72%, enquanto Vivo e Oi caíram 3,23% e 6,79%, respectivamente.

Exportadoras
Com o dólar disparando em meio aos dados de emprego melhores do que o esperado nos EUA, com a geração de 262 mil postos de trabalho, o que dá forças para um aumento da taxa de juros no país, as ações de exportadoras registraram alta nesta sessão. Fibria (FIBR3, R$ 44,31, +3,19%), Suzano (SUZB5, R$ 16,42, +1,99%), que têm receita atrelada ao dólar, têm um dos maiores ganhos do Ibovespa. Klabin (KLBN11) também viu seus papéis subirem 0,74%, a R$ 19,18.

AES Tietê (GETI3, R$ 16,13, +12,64%; GETI4, R$ 17,04, -0,70%)
A AES Tietê viu os seus papéis subirem no início da sessão. Contudo, os ativos PN da companhia viraram para queda, enquanto os ordinários seguem disparando. 

A AES Holdings Brasil e a BNDESPar, unidade de participações do BNDES, anunciaram na quarta-feira uma proposta de reorganização societária envolvendo a Companhia Brasiliana de Energia e a AES Tietê, assim como as companhias e empresas direta e indiretamente controladas pela Brasiliana. 

Após a cisão, o capital social da Brasiliana Participações passará a ser detido por AES Brasil (46,15 por cento) e BNDES Participações (53,85 por cento), na mesma proporção em que as empresas participam atualmente do capital social da Brasiliana. 

O Credit Suisse disse que, com a reestruturação, o spread entre as ações ordinárias e preferenciais da AES Tietê deixa de se justificar. A nova administração a AES Tietê vai criar uma unit formada por quatro ações preferenciais e uma ação ordinária. Além disso, o banco suíço elevou a recomendação para os ativos GETI4 para neutro e elevou o preço-alvo de R$ 17,00 para R$ 19,00.

Ecorodovias (ECOR3, R$ 8,08, -2,18%)
As ações da Ecorodovias seguiram em queda, mas menor em relação à abertura, quando os papéis chegaram a cair 2,91%, em um momento de recuperação após três fortes altas na Bolsa. Do fechamento da sexta-feira passada até a véspera, seus papéis subiram 13,86%. Nesta sessão, seguiram o movimento negativo a CCR (CCRO3, R$ 15,84, -2,40%), também do setor de concessões rodoviárias.

Segundo a revista Exame, a Ecorodovias tenta vender terminal de conteiner comprado há 3 anos após aumento da concorrência ter reduzido rentabilidade dos operadores. A companhia teria contratado o Credit Suisse para realizar a operação.

Prumo (PRML3, R$ 0,68, +15,25%)
As ações da Prumo Logística seguiram em disparada na sessão desta sexta-feira. Desde o dia 28 de maio, as ações já subiram 55,81% na Bovespa. Naquela data, após terem subido 18% em um pregão, a companhia informou que estava em negociações avançadas com potenciais parceiros societários e comerciais, envolvendo o seu terminal de movimentação de petróleo e multiuso. Desde então, os ativos tiveram cinco altas em seis pregões. 

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Par Corretora (PARC3, R$ 13,87, +12,49%)
Quem entrou no IPO (Oferta Pública Inicial na sigla em inglês) da Par Corretora (PARC3) não está preocupado com o dia de queda na Bovespa. As ações da companhia dispararam em seu pregão de estreia na Bolsa, saltando de R$ 12,33 (preço fixado na oferta) para R$ 13,90.

A empresa é uma corretora de seguros controlada pela Caixa Econômica Federal. A grande diferença entre ela e a Caixa Seguradora é que a Par não é dona dos seguros, ela funciona como intermediária das operações, ganhando dinheiro com a corretagem. Assim, por mais que a maior parte de suas vendas se deem dentro da estrutura do banco estatal, ela pode negociar seguros de outras empresas. 

A Par Corretora levantou R$ 602,8 milhões em sua oferta, segundo registro da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), valor superior ao estimado. As ações PARC3 saíram na operação a R$ 12,33 cada, acima da faixa indicativa fixada inicialmente pelos coordenadores da operação, de R$ 11,25 a 11,60 cada. Foram vendidos 48,889 milhões de papéis. A demanda por ações foi tão forte que o rateio ficou em 13,5925%. Ou seja, quem reservou acima do lote mínimo recebeu praticamente apenas 1 ação para cada 6 reservadas. 

Redentor (RDTR3, R$ 5,80, +28,89%)
As ações da Redentor Energia (RDTR3) subiram forte após a notícia de que dois fundos que detêm participação de 2,30% do capital venderão a ação em OPA (Oferta Pública de Aquisição). São eles o Patria Hedge Master e o Absolute Alpha Master, que juntos detêm 2,30% do capital social total da Companhia. 

Os acionistas se comprometem a alienar suas ações pelo valor de R$ 6,00 por ação ordinária, corrigido pela variação da taxa SELIC desde o dia 1º de junho de 2015 até a data de liquidação do referido leilão, se houver. “A proposta está sendo avaliada pela Parati e tão logo esta se manifeste, o mercado será oportuna e devidamente informado”, afirmou a empresa.

Gradiente (IGBR3, R$ 5,30, +6,85%)
As ações da Gradiente, dona da Gradiente, voltaram a dispara nesta sessão. Essa é a quarta alta em cinco pregão, período que registra valorização de 46%
Os papéis sobem forte na Bolsa desde que a companhia comunicou o andamento de um dos processos que tem contra a União contra a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).  

 Conforme a empresa informou, a Justiça Federal do Amazonas liberou que a Suframa pague R$ 75,5 milhões à empresa. O montante corresponde a taxas pagas pela Gradiente à superintendência entre 1991 e 1999. 

O valor, no entanto, é menor do que aquele que consta nos balanços da companhia, de cerca de R$ 110 milhões. Procurada pela InfoMoney, a empresa disse que espera que os valores controversos, ainda em julgamento, sejam liberados. 

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