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Destaques da Bolsa

21 ações disparam mais de 5%; Vale interrompe quedas e BR Pharma afunda 23%

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta quarta-feira

SÃO PAULO – O Ibovespa acentuou os ganhos nesta quarta-feira (9), em meio à mais uma notícia política positiva, na visão do mercado, enquanto uma recuperação das commodities ajudou também a trazer alívio a ações de peso do índice. Uma euforia que levou 21 ações do índice para alta de mais de 5% nesta sessão. Vale interrompeu uma sequência de quatro quedas, enquanto Petrobras e BB deixaram três dias no negativo para trás.

Ontem, o governo sofreu uma dura derrota na primeira votação referente ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Nesta tarde, mais uma notícia positiva, na visão do mercado: o PMDB decidiu tirar o deputado Leonardo Picciani (RJ) da liderança do partido na Câmara, que é aliado do Palácio do Planalto, substituindo-o por Leonardo Quintão (MG).

Com isso, notícias desfavoráveis ao governo voltam a repercutir de forma positiva nos ativos, em especial aos papéis das estatais, com a Petrobras disparando mais de 10%. A empresa ainda tem no radar expectativa com venda de ativos e leve recuperação do preço do petróleo.

O setor financeiro também chamou atenção hoje, com destaque para o BB, que apareceu como a maior alta entre os grandes bancos. As ações da Vale e siderúrgicas também acompanharam o otimismo, deixando para trás o pregão amargo de ontem. 

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta sessão:

Petrobras (PETR3, R$ 9,46, +10,77%; PETR4, R$ 7,65, +7,29%)
As ações da Petrobras dispararam em meio à expectativa com venda de ativos da estatal e leve recuperação dos preços do petróleo no mercado internacional. O petróleo brent subia 0,62%, a US$ 40,51 o barril. 

A estatal está oferecendo até um quarto de sua participação de 40% na enorme área de exploração de petróleo de Libra, no pré-sal, conforme busca reduzir sua dívida, considerada a maior da indústria petrolífera no mundo, disseram duas fontes do setor na terça-feira à Reuters. 

A parcela pode valer até US$ 1,5 bilhão, de acordo com analistas da Macquarie, e é provável que atraia companhias internacionais de petróleo ansiosas para expandir atividades em uma das bacias com desenvolvimento mais rápido do mundo. A Petrobras tem como meta alienar US$ 15,1 bilhões até o fim do próximo ano, mas têm tido dificuldades para vender ativos em prospecções menos atrativas no Brasil e no Golfo do México.

Vale e siderúrgicas
As ações da Vale (VALE3, R$ 12,08, +3,69%; VALE5, R$ 9,65, +3,54%) subiram forte, depois de quatro quedas seguidas, acompanhadas pelos papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 4,95, +5,32%) – holding que detém participação na Vale. Os papéis das siderúrgicas também seguiram o movimento, deixando um pregão amargo na véspera para trás. Hoje, o preço do minério subiu 1% no porto de Qingdao, na China, para US$ 39,08 a tonelada. Entre as siderúrgicas, subiram nesta sessão também a Usiminas (USIM5, R$ 1,83, +1,67%) e CSN (CSNA3, R$ 4,65, +2,20%).     

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Bancos
O setor financeiro avançou em meio ao otimismo generalizado que toma conta do mercado nesta quarta-feira, que reage à política e recuperação das commodities. O ânimo fez apagar qualquer apreensão em relação às ações do Banco do Brasil, após corte de recomendação pelo Santander, que a “compra” para “manutenção”, deixando como única alternativa de exposição no setor os papéis do Itaú Unibanco. 

A maior alta do setor foi das ações do Banco do Brasil (BBAS3, R$ 18,80, +10,07%), seguidas por Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 29,15, +5,42%), Bradesco (BBDC3, R$ 24,64, +3,10%; BBDC4, R$ 21,95, +5,02%) e Santander (SANB11, R$ 15,80, +2,33%). 

No relatório de revisão do setor, Boris Molina, analista que assina o relatório do Santander, cita que o “capital ratio” do BB está muito baixo para ser confortável, dada a fraca perspectiva macroeconômica para o Brasil para os próximos anos, justificando o rebaixamento.

O analista estima um ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) de 12,5% para o BB – bem abaixo dos grandes bancos privados brasileiros, que gira em torno de 20%. Essa projeção leva em consideração a desaceleração do ritmo de marcação a mercado nas perdas com questões ligadas a pensões. 

Exportadoras
Na contramão da euforia do mercado, apareceram os papéis das exportadoras, impactadas pela queda do dólar frente ao real nesta sessão, como foram os casos das ações do setor de papel e celulose Fibria (FIBR3, R$ 48,80, -3,02%), Klabin (KLBN11, R$ 23,20, -2,44%) e Suzano (SUZB5, R$ 17,49, -3,58%).

As ações da Fibria retomaram queda nesta sessão, após subirem na sequência do anúncio do resultado do 1° leilão dos portos públicos. A companhia venceu a concessão da área de Macuco, para movimentação de cargas de papel e celulose, com lance de R$ 115 milhões.   

TIM (TIMP3, R$ 7,01, -0,57%)
As ações da TIM apareceram entre as poucas perdas registradas no Ibovespa nesta sessão. Em entrevista à Bloomberg, o presidente da companhia, Rodrigo Abreu, disse que não há proposta ou negociação com a Oi (OIBR4), respondendo a anseios do mercado se haverá uma fusão entre as empresas.   

BTG Pactual (BBTG11, R$ 13,22, -11,57%)
Apesar da euforia quase generalizada que tomou conta do mercado hoje, as units do BTG Pactual seguiram apáticas a esse otimismo. Os papéis já acumulam queda de 55% desde o fechamento do pregão do dia 24 de novembro, um dia antes da prisão de André Esteves, ex-presidente do banco. Os papéis operam no seu menor patamar de sua história na Bolsa. 

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Brasil Pharma (BPHA3, R$ 6,06, -23,00%)
As ações da Brasil Pharma, que tem o BTG como seus sócios, seguiram em derrocada na Bolsa, renovando a cada pregão sua mínima histórica. Desde a prisão do ex-presidente e ex-controlador do banco, André Esteves, dia 25 de novembro, as ações da companhia acumulam desvalorização de 64%. 

Cetip (CTIP3, R$ 39,29, +2,21%)
A rejeição do Conselho de Administração da Cetip à oferta de aquisição feita pela BM&FBovespa baseou-se especificamente no preço ofertado, não levando em conta se a operação faz sentido estratégico, disse na terça-feira o presidente-executivo da Cetip, Gilson Finkelsztain, acrescentando que a companhia ainda não recebeu oferta concorrente à feita pela bolsa paulista. 

“O Conselho foi muito claro na questão de mencionar que o preço oferecido não era adequado”, disse o executivo a jornalistas, durante encontro com investidores e analistas da Apimec.

MRV Engenharia (MRVE3, R$ 8,87, +1,95%)
A MRV Engenharia teve sua recomendação rebaixada pelo HSBC, de “manutenção” para “reduzir”, deixando o preço-alvo em R$ 7,90 por ação.  

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