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Destaques da Bolsa

12 ações vão de alta de 4% à queda de 5% após balanços do 3° tri; Vale “esquece” minério e tem leve alta

Confira os destaques de ações desta sexta-feira

SÃO PAULO – A temporada de balanços do 3° trimestre agita o pregão desta sexta-feira (27). Com 12 resultados na agenda, destaque para os números da RD (ex-Raia Drogasil), CCR e Usiminas – que estão na Carteira InfoMoney de outubro -, além de Suzano, Embraer e Fleury.

Veja abaixo os destaques de ações deste pregão:  

Petrobras (PETR3, R$ 17,49, +2,28%; PETR4, R$ 17,01, +1,67%)
Depois de garantir ao governo uma arrecadação de R$ 3,842 bilhões com os blocos de petróleo e gás leiloados em setembro, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) realiza nesta sexta-feira, 27, a 2ª e a 3ª rodadas de licitações de áreas de pré-sal. A liminar que, desde a madrugada desta sexta-feira, suspendia a 2ª e 3ª Rodada de Partilha da Produção, organizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), foi derrubada nesta manhã.Segundo a agência, os oito blocos ofertados podem gerar US$ 36 bilhões em investimentos no País e mais US$ 130 bilhões em arrecadação com royalties, óleo-lucro e imposto de renda.

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Além disso, a Petrobras informou ontem à noite um aumento de 1,7% no preço da gasolina e redução de 0,5% no valor do diesel comercializados nas refinarias. Os novos valores passam a valer a partir de hoje, 27 de outubro. Já nesta sexta, a estatal informou um aumento da gasolina em 0,6% e do diesel em 1,5% válidos para amanhã. A companhia pratica uma nova política de preços desde o dia 3 de julho deste ano. Pela metodologia atual, os reajustes acontecem com maior frequência, podendo inclusive ser diários.

A companhia comunicou ainda o início da fase não vinculante referente ao processo de alienação integral de sua participação acionária na Araucária Nitrogenados (Ansa) e de sua unidade de fertilizantes nitrogenados, segundo comunicado. “Nesta etapa do projeto, os interessados habilitados na fase anterior receberão um memorando descritivo contendo informações mais detalhadas sobre os ativos em questão, além de instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para elaboração e envio das propostas não vinculantes”.

Por fim, o Valor informa que as disputas tributárias podem custar à Petrobras quatro vezes o valor discutido em processos cíveis, trabalhistas e ambientais juntos. Nas esferas administrativa e judicial, a companhia tem processos fiscais que somam R$ 144 bilhões. Só cinco teses, discutidas em 22 processos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), estão estimadas em R$ 77,7 bilhões.

Vale (VALE3, R$ 32,73, +0,18%)
As ações da Vale têm leve alta apesar da derrocada do movimento do minério de ferro nesta sessão. Os contratos futuros da commodity negociados na bolsa chinesa de Dalian afundaram 5,73%, a 428 iuanes. 

Seguem apáticos os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 24,26, -0,37%) – holding que detém participação na Vale – e as siderúrgicas, com Gerdau (GGBR4, R$ 11,73, -0,09%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 5,46, -0,91%) e CSN (CSNA3, R$ 9,34, -2,10%). A exceção era a Usiminas (USIM5, R$ 9,49, -2,97%), que mostrava uma queda mais acentuada refletindo também o balanço do 3° trimestre (veja abaixo). 

Usiminas (USIM5, R$ 9,49, -2,97%)
Além do minério, as ações da Usiminas reagem ao balanço do 3° trimestre. Na leitura do mercado, o resultado veio de neutro a fraco, com o Ebtida ajustado atingindo R$ 453 milhões, contra expectativa dos analistas consultados pela Bloomberg de R$ 460 milhões (veja aqui). O número ficou também 3,6% abaixo do registrado no 2° trimestre deste ano (em R$ 478 milhões), mas 49,8% acima do visto em igual período de 2016, quando atingiu R$ 307 milhões.  

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Na última linha do balanço, a empresa conseguiu entregar lucro líquido ajustado de R$ 76 milhões, revertendo prejuízo líquido de R$ 107 milhões um ano antes e acima das projeções de lucro de R$ 36 milhões para o período.

A receita líquida atingiu R$ 2,74 bilhões no período, enquanto as estimativas apontavam para R$ 2,69 bilhões, resultado pelo aumento do volume de vendas, com destaque para o segmento de minério, cujas vendas cresceram 44% frente ao segundo trimestre deste ano e atingiram 904 mil toneladas.

Destaque também para as despesas financeiras, que recuaram 62% em relação ao segundo trimestre do ano passado e encerraram em R$ 65 milhões, em vista de ganhos cambiais de R$ 56 milhões entre julho e setembro deste ano.

De acordo com o BTG Pactual, a primeira leitura é de um resultado fraco, com o Ebitda vindo 10% abaixo da estimativa do banco (se ajustar por adesão ao Refis, número veio 2% abaixo) com margem Ebitda em somente 3,9% (vindo de acima de 10% nosegundo trimestre). “Olhando pra frente, sem muito espaço para novos aumentos de preço, reiteramos visão mais cautelosa. Pode ser momento para realização”, afirmam os analistas. Já para a XP Investimentos, o balanço foi neutro, com resultados em recuperação dentro do esperado: “continuamos otimistas com o case e realizações mais fortes podem ser lidas como oportunidade de compra”.

As ações da Usiminas fazem parte da Carteira Recomendada InfoMoney de outubro (confira o portfólio completo), com participação de 5,3%.

RD (RADL3, R$ 78,02, +4,03%)
As ações da RD dispararam até 5,67% nesta sessão, a R$ 79,25, em reação ao balanço do 3° trimestre. A empresa encerrou o período com lucro líquido de R$ 136,49 milhões, resultado 16,8% superior ao apresentado no mesmo período de 2016, mas ficando levemente abaixo dos R$ 137 milhões esperados pelos analistas consultados pela Bloomberg.

O que era para ter sido bom veio ainda melhor: o que explica a disparada de 5% da RD? Confira aqui.

A receita, por sua vez, atingiu R$ 3,580 bilhões, uma alta de 17% ante os R$ 3,050 de um ano atrás. Especialistas projetavam receita de R$ 3,421 bilhões. Enquanto isso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 296,5 milhões, 16,72% acima do período entre julho e setembro do ano passado – e levemente acima dos R$ 294 milhões que o mercado esperava.

Os ativos da companhia voltaram para a Carteira InfoMoney no mês de outubro, com participação de 6,4% (para conferir o portfólio completo, clique aqui). No mês, os papéis estão estáveis, enquanto no acumulado de 2017, as ações RADL3 registram valorização de 23,41%.

Enquanto os especialistas esperavam uma queda da margem Ebitda, a companhia conseguiu entregar um resultado estável em 8,3%. “Apesar de termos enfrentado uma pressão de margem bruta de 1,0 ponto percentual no trimestre, principalmente em função da forte base de comparação do 3T16, fomos capazes de neutralizá-la completamente através da diluição de despesas, obtendo um sólido ganho de eficiência que, ao contrário da pressão de margem bruta, é estrutural e recorrente, e será fundamental para apoiar a expansão da margem nos próximos trimestres”, disse a empresa.

As vendas mesmas lojas (abertas a mais de 12 meses), por sua vez, tiveram resultado levemente abaixo do esperado. Enquanto os analistas apontavam para uma alta de 8%, a companhia entregou 7,6% no terceiro trimestre. “Registramos um efeito calendário negativo de 0,1% no período, embora tenhamos nos beneficiado de uma base menor de comparação no 3T16 devido às Olimpíadas”, explicou a RD.

De acordo com o Credit Suisse, a companhia reportou bom resultado, com destaque para a alta do lucro. Apesar da receita não crescer mais dois dígitos e com vendas nas mesmas lojas a 7,6%, a empresa conseguiu compensar a compressao de margem bruta com corte de despesas. “Isso deve ser bom para a margem Ebitda do quatro trimestre, já que nao deve ter o impacto da ‘pré-alta’. Além disso, a empresa continua executando seu programa de expansão e aumento de participação de mercado. Do lado negativo, destaque para a piora do capital de giro em 1,7 dia”, avaliam os analistas do banco. 

CCR (CCRO3, R$ 18,82, +3,24%)
As ações da CCR sobem forte após a empresa reportar lucro líquido de R$ 472,3 milhões no terceiro trimestre, resultado 59% inferior ao apresentado no mesmo período de 2016. Na mesma base – resultado que exclui diversos eventos ocorridos desde o ano passado -, o lucro ficou em R$ 433,1 milhões, avanço de 63,1%.

CCR: Forte resultado no 3º trimestre marca virada operacional e oferece oportunidade (leia mais)

O critério “mesma base” exclui efeitos não-recorrentes das aquisições de participações na ViaQuatro e na ViaRio. Além disso, também não considera a ViaQuatro, que passou a ser controlada a partir do segundo trimestre deste ano, e a STP, cuja venda da participação foi concluída em 31 de agosto do ano passado.

A coordenadora de Relações com Investidores da CCR, Flávia Godoy, afirmou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, que o crescimento do lucro líquido na mesma base no terceiro trimestre explica-se, principalmente, pela exclusão dos efeitos da venda de participação da STP – Sem Parar, concluída no final de agosto de 2016. De acordo com Flávia, a venda havia impactado positivamente o resultado do terceiro trimestre do ano passado, adicionando R$ 1,3 bilhão ao Ebitda e R$ 863 milhões ao lucro daquele período.

A receita líquida, por sua vez, atingiu R$ 1,983 bilhão, uma alta de 11,5% ante os R$ 1,778 bilhão de um ano atrás – o resultado na mesma base subiu 4,6%, para R$ 1,860 bilhão. Especialistas projetavam receita de R$ 2,108 bilhões. Enquanto isso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 1,268 bilhão, 47,8% abaixo do período entre julho e setembro do ano passado. O Ebitda ajustado subiu 5,7%, para R$ 1,187 bilhão, ficando abaixo dos R$ 1,340 bilhão que o mercado esperava.

Um dos principais pontos foi a esperada recuperação do volume de tráfego da concessionária de rodovias após 3 trimestres de queda. A CCR conseguiu entregar um avanço de 4,1% no tráfego, para 260,56 bilhões de veículos equivalentes, excluindo os dados da ViaRio. Considerando esta concessão, a empresa viu seu tráfego subir 5%, para 263,15 bilhões.

De acordo com o Credit, a CCR reportou um resultado forte,  confirmando a virada operacional. O tráfego cresceu 4% na base de comparação anual, com destaque para a Rodonorte (alta de 16% na base de comparação anual), beneficiada pela forte safra.

“Os outros dois destaques positivos foram o ramp up  vigoroso do metrô Bahia e um tráfego de passageiros forte no aeroporto de Belo Horizonte (alta de 11% na base de comparação anual). Do lado negativo, MSVia continua fraco (queda do tráfego de 5% na base de comparação anual) e agora a dúvida dos analistas fica para entender qual sera o desfecho deste ativo (retornar para o governo ou ajustar as condicoes contratuais?)”, afirmam os analistas.  

Suzano (SUZB5, R$ 20,64, +2,94%)
A Suzano Papel e Celulose registrou um lucro líquido de R$ 801 milhões no terceiro trimestre de 2017, um valor 15 vezes acima do mesmo período do ano passado (R$ 52,8 milhões) e praticamente estável (-0,5%) ante o segundo trimestre de 2016.

De julho a setembro deste ano, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 1,186 bilhão, um avanço de 54,5% ante igual intervalo de 2016. No período, a margem Ebitda ajustada passou de 35,3% para 45,7%.

A receita líquida totalizou R$ 2,595 bilhões no terceiro trimestre de 2017, alta de 19% em relação ao mesmo período de 2016.

As despesas financeiras foram de R$ 315,222 milhões, um avanço de 5% na comparação com o ano passado, enquanto as receitas financeiras somaram R$ 66,326 milhões, queda de 42,1%. A Suzano, porém, registrou uma variação cambial e monetária positiva de R$ 340,840 milhões e um resultado também positivo de R$ 177,736 milhões de operações com derivativos. Assim, o resultado financeiro ficou positivo em R$ 269,680 milhões no terceiro trimestre de 2017.

Cia. Hering (HGTX3, R$ 31,92, +0,85%)
A Cia Hering registrou lucro líquido de R$ 51,9 milhões no terceiro trimestre de 2017, o que representa uma queda de 9,8% ante o registrado no mesmo período do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) por sua vez cresceu 30,9% entre julho e setembro na comparação com os mesmos meses de 2016 para R$ R$ 63,8 milhões.

A receita líquida totalizou R$ 375,103 milhões no terceiro trimestre, com avanço de 7% ante o apurado um ano antes.

O resultado financeiro ficou positivo em R$ 13,317 milhões entre julho e setembro, o que representa uma queda de 56,3% ante o mesmo período de 2016.

Os números da companhia vieram um pouco acima das projeções do Credit, com destaque para a melhora de SSS (vendas nas mesmas lojas) e crescimento no ROIC (Retorno sobre o Capital Investido). A alta na receita e uma maior margem bruta acabaram ofuscando as maiores despesas operacionais.

Copasa (CSMG3, R$ 41,30, -0,31%)

A Copasa registrou um lucro líquido de R$ 149,8 milhões no terceiro trimestre de 2017, uma alta de 36,6% na comparação anual, enquanto o Ebitda teve aumento de 8,0% na comparação, a R$ 381,9 milhões, ante os R$ 353,5 milhões alcançados no mesmo período do ano passado. A margem Ebitda ficou estável em 34,8%. 

O resultado foi considerado fraco por analistas de mercado, com o BTG apontando que os números positivos da revisão tarifária não apareceramtotalmente no resultado, mas seguem vendo positivamente a companhia, destacando que ela é negociada com desconto em relação à Sabesp mesmo com uma tarifa mais positiva e menores ineficiências que a estatal paulista. Já segundo o Itaú BBA, o Ebitda  ficou abaixo da expectativa devido a baixas vendas no setor de esgotos. 

Ainda sobre o setor de saneamento, a Sanepar tem hoje assembleia geral extraordinária de acionistas para deliberar sobre programa de units. Cada unit será representativa de uma ação ordinária e quatro preferenciais. Outro ponto é que, no âmbito do programa de units e visando a formação desses certificados, que por um período determinado de tempo seja autorizada a conversão de ações preferenciais em ações ordinárias à razão de um para um e vice-versa. 

Confira a análise sobre o setor clicando aqui: Após o susto, elas viraram as “ações mais baratas da bolsa” – mas ainda há desafios pela frente

Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 80,88, +1,86%)
O Grupo Pão de Açúcar (GPA) reportou lucro líquido consolidado de R$ 32 milhões no terceiro trimestre de 2017, revertendo prejuízo de R$ 119 milhões obtido em igual período do ano anterior.

Os dados consideram o lucro consolidado atribuído ao controlador. Já o lucro apenas das operações continuadas chegou a R$ 109 milhões no terceiro trimestre, alta de 207,2% na comparação anual. O GPA tem reportado os resultados da empresa de eletroeletrônicos Via Varejo como operação descontinuada em razão da decisão de vender o controle da companhia.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do GPA atingiu R$ 411 milhões entre julho e setembro, queda de 9,6% na comparação anual.

A companhia divulgou ainda um Ebitda ajustado, que exclui receitas e despesas extraordinárias. O Ebitda com ajuste foi de R$ 541 milhões no terceiro trimestre, alta de 11,4% ante o mesmo período de 2016.

O GPA já publicou antecipadamente o resultado de vendas do trimestre. A companhia registrou receita líquida de R$ 10,909 bilhões, crescimento de 8,1% na comparação anual.

Embraer (EMBR3, R$ 15,72, -3,50%)
As ações da Embraer caem forte após balanço do 3° trimestre. A companhia reverteu prejuízo de R$ 111,4 milhões registrado um ano antes em lucro líquido de R$ 351 milhões no período. O Ebitda, por sua vez, saltou 154,6%, passando de R$ 174 milhões para R$ 443 milhões. 

A receita líquida no trimestre, por sua vez, teve queda de 15,64%, para R$ 4,144 bilhões. A companhia ainda informou que “reitera todos os aspectos de suas estimativas financeiras e de entregas para 2017”. 

A Embraer ainda anunciou as projeções (guidance) para 2018. A previsão da companhia é de entregar 85 a 95 jatos comerciais, e 105 a 125 jatos executivos, incluindo jatos executivos leves e grandes. O guidance para receita consolidada é de US$ 5,3 bilhões a US$ 6,0 bilhões. O resultado operacional (Ebit) esperado é de US$ 265 milhões a US$ 360 milhões, com margem Ebit de 5,0% a 6,0% em 2018.

“Como resultado das estimativas de receita e lucro operacional, assim como outros fatores como o nível de investimentos e capital de giro, a Companhia antecipa em 2018 um consumo de Fluxo de caixa livre de no máximo US$ 150 milhões”, diz ainda o comunicado.

Segundo o BTG Pactual, o resultado veio em linha com esperado, sem grandes surpresas. Contudo, o principal problema foi o guidance, que veio abaixo do esperado, com destaque para a projeção de margem Ebitda e de geração de caixa. 

Estácio (ESTC3, R$ 28,06, +5,81%)

As ações da Estácio afundaram nesta sessão após balanço do 3° trimestre, figurando como a maior queda do Ibovespa. Na mínima do dia, os papéis registraram queda de 6,61%, a R$ 27,82. 

A empresa teve lucro líquido de R$ 149,3 milhões no período, 10% superior ao registrado no mesmo período de 2016. Enquanto isso, a receita líquida subiu 5,9% no intervalo, para R$ 808 milhões. O Ebitda ajustado subiu 10,5%, para R$ 223,6 milhões, enquanto a margem Ebitda teve alta de 1,2 ponto percentual, para 27,8%.

Segundo o Credit Suisse, a Estacio reportou mais um trimestre de resultado bom, com Ebitda e lucro liquido acima do esperado, reflexo do aumento do preço médio, com a base de estudante estável. A empresa entregou uma expansão de margem Ebitda para 27.7% versus 25.5% ha um ano, fechando a diferença com seus concorrentes. 

Fleury (FLRY3, R$ 29,23, -3,37%)

As ações do Fleury caíram até 5,26% nesta manhã, a R$ 28,65, mas amenizaram as perdas em poucos minutos. A empresa teve lucro líquido de R$ 86,5 milhões no terceiro trimestre de 2017, alta de 37,1% em comparação com o mesmo período do ano passado. Já a receita da companhia subiu 14%, passando de R$ 539,8 milhões para R$ 615,6 milhões. O Ebitda foi de  R$ 163,4 milhões, alta de 17,9%.

De acordo com o Credit Suisse, a Fleury reportou resultado em linha: a margem bruta veio abaixo do esperado, mas foi quase todo compensado pela queda das despesas gerais e administrativas. Do lado negativo, destaque para a desaceleração das vendas nas mesmas lojas da marca Fleury, o que coincide com a abertura de duas grandes unidades, o que pode sugerir alguma canibalização.. Por outro lado, a expansão orgânica continua forte. “Apesar do resultado sólido, acreditamos que o mercado já esperava e por isso deve ser neutro para as ações”, afirmam os analistas. 

Engie (ENGI11, R$ 24,99, +0,77%)

A Engie Brasil Energia reportou um lucro líquido de R$ 358 milhões no terceiro trimestre deste ano, o que corresponde a uma queda de 9,8% na comparação com os R$ 396,9 milhões anotados em igual período de 2016. Com isso, no acumulado do ano, os ganhos da geradora de energia somam R$ 1,3 bilhão, alta de 21,2%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recuou 11,9% entre agosto e setembro, frente igual etapa de 2016, para R$ 710,8 milhões, totalizando R$ 2,45 bilhões em nove meses, o que corresponde a um aumento de 4,3%. Já a margem Ebitda caiu 7,4 pontos porcentuais no trimestre e alcançou 43%. No acumulado do ano, o indicador alcançou 49,6%, alta de 0,4 p.p.

A receita líquida de vendas ficou em R$ 1,655 bilhão no terceiro trimestre, o que corresponde a um aumento de 3,2% frente igual etapa do ano passado. No ano até setembro, a receita totalizou R$ 4,94 bilhões, alta de 3,5%. A companhia registrou receitas financeiras de R$ 38,6 milhões entre agosto e setembro, 62,6% inferiores às anotadas no mesmo período do ano passado. Já as despesas financeiras recuaram 47,2%, para R$ 89,1 milhões.

Em mensagem da administração que acompanha o relatório de desempenho, o diretor-presidente da companhia, Eduardo Sattamini, e o diretor financeiro Carlos Freitas destacaram que o resultado do trimestre foi impactado pelas operações de curto prazo – em especial as transações na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), principalmente devido à crise hidrológica e o consequente despacho termelétrico, que influencia o Fator de Ajuste da Energia Assegurada (GSF). “Mesmo com receita líquida de vendas crescendo 3,2%, e volume de energia vendida subindo 1,9%, o reflexo das transações na CCEE respondeu por grande parte da redução de 11,9% no Ebitda do terceiro trimestre”, disseram, dando a mesma justificativa para a queda do lucro.

Segundo o Credit, os números operacionais devem desapontar o mercado, principalmente em função do custos de GSF no trimestre. Os destaques positivos foram a estratégia de contratação da empresa e os benefícios de Sudam (Estreito e Ponte de Pedra).

Grendene (GRND3, R$ 27,64, +2,37%)
A Grendene encerrou o terceiro trimestre de 2017 com lucro líquido de R$ 146,7 milhões, montante 2,8% menor que o registrado no mesmo período do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 4,2% entre julho e setembro de 2017 ante igual etapa de 2016 para R$ 126,7 milhões.

A receita líquida cresceu 11,2% na mesma base de comparação para R$ 596,3 milhões.

O resultado financeiro ficou positivo em R$ 55,347 milhões no terceiro trimestre de 2017, uma queda de 12,2% ante resultado positivo de R$ 63,041 milhões apurado um ano antes. 

JBS (JBSS3, R$ 7,75, +1,04%)

Presos e réus em ação criminal por uso de informação privilegiada e manipulação de mercado, Joesley e Wesley Batista, principais acionistas do grupo J&F, estão também na mira da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O órgão concluiu inquérito que apurava a negociação de ações da JBS por sua controladora, a FB Participações. Os irmãos são acusados também no âmbito administrativo pelos dois crimes contra o mercado de capitais. A FB terá apurada sua responsabilidade por suposto abuso de poder de controle e manipulação.

Em comunicado, a CVM diz que Joesley teria comandado a venda de ações JBSS3 pela FB Participações de abril a 17 de maio, data em que a delação premiada do grupo veio à tona. Já Wesley, sócio e então CEO da JBS, é acusado de ter atuado na outra ponta, fazendo a JBS comprar os papéis, manipulando preços.

A JBS não foi notificada. O ‘Estado’ não obteve retorno dos irmãos Batista e da FB. As informações são do jornal

Banco do Brasil (BBAS3, R$ 36,85, +0,57%)

Segundo a coluna do Broad, do jornal O Estado de S. Paulo, o Banco do Brasil e o espanhol Macro “reataram o namoro” em torno do Patagônia. As conversas, que tinham sido congeladas, foram retomadas. O principal entrave do passado, porém, segue presente: o preço. O BB não está disposto a aceitar uma oferta abaixo do valor de mercado do Patagônia.

Klabin (KLBN11, R$ 19,54, +1,30%)

A Klabin, que estava em revisão pelo BB Investimentos, foi revisada para market perform pelo BB Investimentos, com preço-alvo de R$ 22. 

Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 44,15, +0,48%)
O Banco Central aprovou a aquisição dos negócios de varejo do Citibank no Brasil pelo Itaú Unibanco. Foram aprovadas também as aquisições das participações que o Citi detinha na Tecban, de até 5,64% do capital, e de 3,60% do capital na Companhia Brasileira de Securitização (Cibrasec). O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a operação no dia 16 de agosto.

Em comunicado, o Itaú Unibanco informa que a liquidação financeira da compra das operações de varejo do Citi vai ocorrer em 31 de outubro, dia em que o Itaú assumirá essas operações. A liquidação da aquisição do segmento pessoa física da Citibank Corretora será realizada posteriormente, em data ainda a ser definida. Os pagamentos referentes à Tecban e Cibrasec também serão feitos posteriormente, após o cumprimento de algumas condições previstas em contrato.

(Com Bloomberg e Agência Estado)