Destaques da Bolsa

10 ações reagem forte aos balanços; Petrobras sobe 1% na expectativa

Confira os principais destaques da Bovespa na sessão desta sexta-feira

SÃO PAULO – O Ibovespa ganha forçou força no final do pregão desta sexta-feira (15) e fechou com alta de x, puxado pelas ações da Petrobras, que passaram a subir mais forte, com investidores à espera da divulgação do balanço, que está programado para ser revelado às 18h (horário de Brasília). Na liderança, figuraram as ações da Marcopolo, Gol e MRV Engenharia, enquanto na outra ponta apareceram os papéi da Localiza, CCR e Qualicorp, sendo que as duas últimas refletiam seus balanços do primeiro trimestre. Confira abaixo os principais destaques desta sessão:

Petrobras (PETR3, R$ 15,05, +1,62%; PETR4, R$ 14,06, +1,22%)
As ações da Petrobras aceleram os ganhos no final desta sessão à espera da divulgação do balanço na noite desta sexta. A companhia, de acordo com a projeção de analistas, deve voltar a registrar lucro, mas os dados operacionais não devem vir positivos. A maior preocupação do mercado agora é com o endividamento da companhia, que deve superar 5 vezes o indicador de dívida líquida/Ebitda, que mensura em quantos anos a geração de caixa da empresa pagará sua dívida líquida. Confira a prévia clicando aqui. 

Vale (VALE3, R$ 21,28, -0,23%; VALE5, R$ 17,79, -0,50%)
As ações da Vale registraram leve queda nesta sessão. Hoje, o Credit Suisse destacou em relatório que o corte de custos da mineradora é positivo, mas que será parcialmente ofuscado pela queda dos preços de minério de ferro. Contrariam o movimento da Vale os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 11,51, +0,88%), holding que detém participação na mineradora.

A alta dos papéis, afirmam os analistas do banco, refletem uma percepção do mercado que não necessariamente corresponde aos fundamentos, já que não deve haver mudança estrutural na China e que os maiores players de mercado não vão conseguir reduzir a sua produção. 

Fibria (FIBR3, R$ 42,74, -1,50%)
As ações da Fibria caíram após seu conselho de administração aprovar a construção de uma nova linha de produção de celulose em Três Lagoas (MS), com investimento estimado em R$ 7,7 bilhões. A Fibria avalia ter uma “janela de oportunidade” interessante para a entrada em operação de seu projeto de expansão de fábrica de celulose no Mato Grosso do Sul e pretende vender cerca de 45 por cento da capacidade adicional de 1,75 milhão de toneladas na Ásia quando o projeto estiver pronto. O BofA comentou que vê significativa criação de valor com o projeto, dado os baixos custos envolvidos e que a alavancagem não é um problema para a empresa.

Além da Fibria, as ações da Suzano (SUZB5, R$ 15,49, -0,19%), também do setor de papel e celulose, caem hoje. No radar, esses papéis são pressionados pela queda do dólar frente ao real nesta sessão, já que a receita dessas empresas está atrelada à moeda americana.

Gol (GOLL4, R$ 8,35, +5,16%)
As ações da Gol disparam hoje, acumulando sua quarta alta consecutiva. No radar do setor de aviação, as ações das companhias aéreas envolvidas direta ou indiretamente na disputa pela estata aérea portuguesa TAP mostra que investidores receberam com cautela o interesse da Azul e Avianca. Nos Estados Unidos, os ADRs (American Depositary Receipts) da Latam, dona da brasileira TAM e chilena LAN, e da Gol subiram 9,26% e 4,10%, respectivamente, enquanto os papéis da JetBlue, fundada pelo controlador da Azul, caiu 0,28% e os da Avianca recuaram 3,33%. 

Eletropaulo (ELPL4, R$ 15,10, +6,04%)
As ações da Eletropaulo voltam a disparar nesta sessão. Os papéis da companhia vêm de forte arrancada na Bolsa depois de anúncio da revisão tarifária. No mês, a alta é de 40%. No começo da semana, no entanto, o Citi cortou a recomendação das ações de neutra para venda, apontando que a valorização recente não tinha sustentação, enquanto há pessimismo de que o dividendo provavelmente será menor daqui para frente. O banco considera que o papel está caro para os fundamentos que envolvem a distribuidora de energia, principalmente na comparação com a concorrência. 

Qualicorp (QUAL3, R$ 24,97, -2,08%)
A Qualicorp vê seus papéis caírem cerca após a divulgação de resultados. A companhia teve lucro líquido de R$ 44,7 milhões entre janeiro e março, avanço de 69,3% na comparação anual, informou a administradora de planos de saúde. A receita líquida total cresceu 20,3% ano a ano e atingiu R$ 393,6 milhões, resultado da combinação do reajuste de preço aplicado em meados de 2014 e do crescimento da carteira, disse a Qualicorp.

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Segundo o Bank of America Merrill Lynch, o resultado foi forte, com destaque positivo para a margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) de 42,2%, 3,85 pontos percentuais acima do mesmo período de 2014, devido às despesas menores do que o esperado, principalmente na parte de serviços terceirizados.

Rumo (RUMO3, R$ 1,34, +4,69%)
As ações da Rumo voltam a subir forte nesta sessão depois de fortes quedas nos últimos dias. Do dia 16 de abril até a véspera, os papéis da companhia desabaram 30% até a última quarta-feira, atingindo no fechamento o menor patamar histórico. 

Cyrela (CYRE3, R$ 11,39, +4,50%)
A Cyrela reagiu positivamente à divulgação do balanço do primeiro trimestre. A incorporadora encerrou o primeiro trimestre com queda de 38,5% no lucro líquido do primeiro trimestre sobre o mesmo período do ano passado, para R$ 101 milhões.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 154 milhões nos três meses encerrados em março, queda de cerca de 37% sobre o primeiro trimestre do ano passado.

BM&FBovespa (BVMF3, R$ 12,31, +2,16%)
A BM&FBovespa também reagiu positivamente aos números do primeiro trimestre. A empresa anunciou um lucro líquido de R$ 279,7 milhões no período, aumento de 9,2% sobre o mesmo período do ano passado, mas um pouco abaixo do esperado pela média do mercado, segundo pesquisa da Reuters. A receita total subiu 5,9% na comparação anual, para R$ 577,3 milhões, impulsionada por crescimento no faturamento do segmento BM&F e receitas não relacionados a volumes negociados, informou a operadora da bolsa paulista no balanço.

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Ser Educacional (SEER3, R$ 15,78, +5,20%)
Os papéis da companhia sobem após divulgar os resultados. Ela registrou um lucro líquido de R$ 82,844 milhões no primeiro trimestre, alta de 41,3% milhões na base de comparação anual. Acompanharam o desempenho positivo as demais educacionais: Kroton (KROT3, R$ 12,38, +4,56%), Anima (ANIM3, R$ 22,91, +8,58%) e Estácio (ESTC3, R$ 17,86, +0,90%). 

Já a receita líquida da companhia ficou em R$ 269,498 milhões, alta de 74,6% em relação ao mesmo período de 2014. O lucro bruto ficou em R$ 166,487 milhões no primeiro trimestre deste ano.  Já a despesa financeira passou para R$ 8,325 milhões no primeiro trimestre de 2015. 

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Saraiva (SLED4, R$ 5,25, +5,42%)
A Saraiva vê seus papéis subirem forte após os resultados. A Saraiva teve uma queda de 55% no lucro líquido consolidado, passando para R$ 25 milhões no primeiro trimestre.

Já a receita líquida consolidada caiu 7%, para R$ 626,7 milhões, enquanto o Ebitda caiu 37%, ficando em R$ 69,6 milhões. 

Copel (CPLE6, R$ 34,77, +3,79%)
A Copel também registra ganhos após a divulgação do balanço. A empresa paranaense de energia  teve queda de 19% no lucro líquido no primeiro trimestre na comparação anual, pressionada por aumento de despesas operacionais e financeiras. A empresa encerrou março com lucro líquido de R$ 470 milhões ante R$ 583 milhões de reais um ano antes.

As despesas financeiras aumentaram 56,9%, para R$ 178,9 milhões, pressionadas pelo aumento de encargos de dívidas decorrentes do maior saldo de financiamentos e debêntures, segundo a companhia. Do lado operacional, a receita líquida avançou 38,9% e encerrou o trimestre a R$ 4,24 bilhões. 

Positivo (POSI3, R$ 2,25, +4,17%)
A Positivo divulgou os números do primeiro trimestre, com o lucro indo para R$ 11,5 milhões, alta de 911,6% ante lucro de R$ 1,1 milhão no mesmo período do ano passado, sendo favorecido pelo resultado com instrumentos de proteção cambial.

A geração operacional de caixa foi de de R$ 36,9 milhões, alta de 191,1%. Enquanto isso, a receita líquida caiu 24,6%, somando R$ 452 milhões. Contudo, o BTG Pactual destaca que o primeiro trimestre não foi bom, destacando que as receitas continuam pressionadas e que as margem operacionais também estão sob pressão. A queda das vendas para o governo e para o varejo também caíram consideravelmente. 

Sabesp (SBSP3, R$ 19,62, +0,36%)
As ações da Sabesp, após abrirem em queda, viraram para alta. A companhia de saneamento do Estado de São Paulo Sabesp teve lucro líquido de R$ 318,2 milhões no primeiro trimestre do ano, queda de 33,4% em relação ao mesmo período do ano passado, afirmou a empresa nesta quinta-feira.

A receita operacional líquida foi de R$ 2,5 bilhões no período, queda de 11,6% na mesma base de comparação. O Ebitda ajustado atingiu R$ 1,4 bilhão, um avanço de 33,6% ante o mesmo período um ano antes.

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Cia Hering (HGTX3, R$ 13,15, +3,22%)
Depois de desabar 33% em cinco pregões, a Cia. Hering finalmente teve uma sessão de ganhos. As quedas começaram após a divulgação dos números do primeiro trimestre, na sexta-feira passada, que deixaram a desejar.  A perspectiva para os próximos trimestres não foge do negativo. Na quarta-feira, o Deutsche Bank rebaixou sua recomendação para manutenção e cortou seu preço-alvo de R$ 24,50 para R$ 16,00.  

CCR (CCRO3, R$ 15,51, -1,84%)
O grupo de concessões de infraestrutura CCR viu seu lucro líquido cair 42% no primeiro trimestre sobre o mesmo período do ano passado, para R$ 198,9 milhões. O Ebitda somou R$ 859,7 milhões entre janeiro e março, queda de 1,7% sobre o mesmo período do ano passado. A média de previsões de analistas obtida pela Reuters apontava lucro líquido de cerca de R$ 285 milhões no primeiro trimestre, com Ebitda ajustado de R$ 968 milhões. 

Rossi (RSID3, R$ 2,06, -1,44%)
A Rossi encerrou mais um trimestre com prejuízo líquido atingindo R$ 129 milhões, contra lucro líquido de R$ 6,8 milhões no primeiro trimestre de 2014. Segundo a XP Investimentos, a empresa registrou mais um resultado ruim, ressaltando que a situação do setor de construção civil está cada vez mais complicada, com alta de juros, restrição, redução no financiamento imobiliário e desaceleração econômica.