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Gafisa: 40% dos cancelamentos da Tenda já foram revendidos em 2012

Apesar de enxergar novas suspensões na primeira metade deste ano, empresa está mais otimista sobre o segundo semestre

SÃO PAULO - A Gafisa (GFSA3) vendeu, no primeiro trimestre de 2012, 40% das obras da Tenda canceladas no ano passado, afirmou nesta segunda-feira (2) o diretor-presidente da companhia, Duilio Calciolari, durante teleconferência com analistas.

"A performance está um pouco acima do que esperávamos. O que acontece é que a demanda é gigantesca. Mesmo que o processo seja mais rigído e o cliente precise desembolsar um valor mais alto, porque o empreendimento está num estágio mais avançado, a demanda continua muito forte nesse segmento", afirmou o executivo, justificando o forte ritmo de vendas no período.

Ao fim de 2011, a Gafisa adotou uma postura ultraconservadora em relação à Tenda, decidindo só lançar empreedimentos aprovados pela Caixa Econômica Federal e que estejam com pelo menos 50% das vendas já encaminhadas.

Conforme balanço preliminar e não auditado anunciados no domingo, a empresa identificou no ano passado 4 mil clientes da Tenda que não se qualificaram para financiamento imobiliário, resultando no cancelamento do negócio e na devolução do dinheiro ao cliente. Isso causou um impacto financeiro de R$ 91,2 milhões no balanço do grupo. Os distratos realizados com potenciais proprietários referiam-se a unidades que estavam em média 70% executadas e com recebimento antecipado de 6%.

Cancelamentos seguem
Calciolari acredita que as suspensões da Tenda, braço de renda baixa da Gafisa, devem continuar na primeira metade de 2012. "Nós temos uma carteira de clientes não qualificados, então nós continuaremos a ter cancelamento de vendas e revendas", comentou o executivo.

Por conta dessa expectativa, a empresa efetuou uma provisão para futuros distratos, ao longo de 2012, equivalente a 8 mil unidades, resultando em um impacto líquido de R$ 80,0 milhões no ano passado. Além disso, as provisões constituídas para devedores duvidosos totalizaram R$ 87,3 milhões no exercício passado.

Fim das suspensões
No entanto, as expectativas para o segundo semestre deste ano e início de 2013 são mais otimistas. Conforme Clciolari, a previsão é de que os cancelamentos venham "próximo de zero" no período.

"Nós só vamos vender se não tivermos riscos de carregar esse cliente. As vendas novas não deverão retornar aos estoques por dificuldade de nossos clientes não poderem pagar no segundo trimestre de 2012 e início de 2013. Se vier, será muito pequeno", disse o executivo.

 

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