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O ex-presidente da Uefa Michel Platini entrou com ações civil e criminal na França contra a Fifa e seu presidente, Gianni Infantino, alegando ter sido vítima de uma trama para barrar sua candidatura ao comando do futebol mundial em 2015.
Hoje com 70 anos, o francês era apontado como favorito para suceder Sepp Blatter após o escândalo de corrupção que abalou a Fifa naquele ano. Mas acabou retirado da disputa depois que promotores suíços abriram uma investigação sobre um pagamento de 2 milhões de francos suíços feito por Blatter a Platini em 2011.
O caso acabou abrindo espaço para a eleição de Infantino, que era então braço direito de Platini na Uefa e está à frente da Fifa desde 2016. Na sequência, Platini e Blatter foram banidos do futebol e enfrentaram dois julgamentos na Suíça relacionados ao pagamento, mas ambos acabaram absolvidos, inclusive em recurso julgado no ano passado.
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Segundo a defesa de Platini, a ação civil pede indenização da Fifa, enquanto a queixa criminal acusa Infantino e outros ex-dirigentes da entidade de perseguição maliciosa e tráfico de influência. A reclamação também pede que a Justiça investigue o possível envolvimento de autoridades suíças no suposto complô.
Em nota divulgada por seu porta-voz, Platini afirmou querer o reconhecimento legal de que foi “derrubado” com base em acusações “inteiramente fictícias” para impedir que se tornasse presidente da Fifa. A Fifa e seu presidente não se pronunciaram.