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A Copa do Mundo de 2026 anima torcedores de todo o mundo, mas neste ano tem um motivo ainda mais especial: pela primeira vez, 48 países estarão em campo em busca da principal taça da Fifa.
O número é bem abaixo dos 193 países reconhecidos pela Organização das Nações Unidas. E, entre os que ficam de fora do torneio, um país começou a fazer um apelo para entrar nessa lista: as Ilhas Kiribati. O risco é de que a região não consiga se classificar antes do país sumir do mapa.
O país é composto por um conjunto de ilhas e está localizado no Oceano Pacífico, mas sofre diretamente com os efeitos de mudança climática dos últimos anos. A expectativa é de que, com o aumento do volume dos oceanos, o Kiribati fique completamente debaixo da água em 10 ou 15 anos. Dessa forma, as ilhas sumiriam completamente do mapa múndi.
São 33 ilhas, mas somente doze delas são habitadas pela população. A principal ilha é a Tarawa do Sul, que sofre de superpopulação e já conta com falta de estrutura para todos os habitantes, que precisam migrar da região por diversos motivos.
O ponto mais alto do arquipélago é de 81 metros. Além disso, as mudanças climáticas já provocam outros problemas que prejudicam as moradias e a qualidade de vida dos mais de 138,4 mil residentes.
Com a perspectiva de realocação de milhares de pessoas em um futuro próximo, o país teria a última chance de participar de uma Copa do Mundo em 2030. Para isso, a federação de futebol do Kiribati (KIFF) fez um apelo à comunidade internacional, pedindo ajuda de dirigentes, técnicos e ex-jogadores.
O objetivo seria fomentar o futebol nas Ilhas Kiribati para construir uma comissão técnica e seleção capaz de classificar o país no próximo torneio da Fifa. Além disso, a KIFF acredita que o futebol seria uma maneira de sensibilizar a população mundial a ficar atenta às mudanças climáticas.
O arquipélago não faz parte da lista de filiação da Fifa, o que impede o país de participar do campeonato. O processo para reverter essa situação é desafiador, visto que seria necessária uma organização federativa bem estruturada, competições domésticas, calendário, programas de desenvolvimento, e infraestrutura esportiva adequada.