Noruega de Haaland joga a pressão para a Inglaterra antes do confronto em Miami

Seleção inglesa não conquista uma Copa do Mundo há seis décadas, enquanto noruegueses não se importam com papel de zebra

Reuters

Erling Haaland, da Noruega, em 5 de julho de 2026 REUTERS/Dylan Martinez
Erling Haaland, da Noruega, em 5 de julho de 2026 REUTERS/Dylan Martinez

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As seis décadas desde a única conquista da Inglaterra na Copa do Mundo serão colocadas ainda mais em destaque à medida que se aproximam as quartas de final deste sábado (10) contra a Noruega, uma seleção que conta com um dos melhores atacantes do futebol atualmente, mas que não se importa em assumir o papel de zebra.

Erling Haaland tem sido uma das estrelas do torneio. Seus sete gols levaram a Noruega a um território inédito em sua primeira Copa do Mundo em 28 anos, com direito a dois contra o Brasil nas oitavas de final.

A Inglaterra acreditará que tem mais qualidade no geral e que está muito mais acostumada a esta fase em grandes torneios, tendo chegado pelo menos às quartas de final em três Copas do Mundo, contando esta, e duas Eurocopas nos últimos oito anos.

No entanto, o título na Copa do Mundo de 1966 em casa continua sendo seu único em uma grande competição, e as expectativas no país crescem toda vez que a seleção chega às fases decisivas de um torneio.

A Noruega claramente decidiu que isso pode funcionar a seu favor. O meio-campista Kristian Thorstvedt afirmou nesta quinta-feira que sua equipe “não tem muito a perder”, e Haaland tentou recrutar a imprensa para ajudar a aumentar a pressão sobre a Inglaterra.

“Acho que há alguns favoritos claros por aí, e a Inglaterra é um deles, então acho que todos vocês deveriam colocar toda a pressão possível sobre os rapazes ingleses”, disse o atacante de 25 anos, nascido na Inglaterra, aos repórteres com um sorriso.

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O carismático Haaland é uma figura bem conhecida pela adversária deste sábado, após quatro anos jogando na Premier League, e conta com cinco companheiros de clube, atuais ou antigos, na seleção da Inglaterra.

“Vamos tratá-los com o mesmo respeito que demonstramos a todos os adversários”, disse um deles, o zagueiro John Stones.

“Sabemos do que eles são capazes, especialmente com o Erling, (mas) temos tido ótimas atuações defensivas até agora.”

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A trajetória da Noruega até as quartas de final, no entanto, vai além de Haaland e do meia Martin Odegaard, com um forte vínculo no elenco que se reflete nas suas atuações.

“Há muito pouca energia negativa no grupo”, disse o meia Morten Thorsby. “Estamos juntos há muito tempo e nos divertimos muito juntos.”

A Inglaterra mostrou que também desenvolveu um forte espírito de equipe quando, apesar de ficar com apenas 10 jogadores em campo, derrotou o co-anfitrião México nas oitavas de final. Com as costas na parede, foi uma vitória que está sendo considerada por muitos como a melhor do país em Copas do Mundo.

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O triunfo dramático, porém, teve seu preço, com Jarell Quansah recebendo suspensão de duas partidas por seu cartão vermelho, o que deixa o técnico Thomas Tuchel preocupado com a escassez de opções na lateral-direita.

Mas no capitão Harry Kane, a Inglaterra conta com seu próprio atacante de primeiro nível, que tentará aumentar sua cota de seis gols no torneio no Estádio de Miami, enquanto o meia Jude Bellingham tem se destacado bastante nesta Copa do Mundo.

“Eles têm um bom coletivo”, disse Thorstvedt sobre a Inglaterra. “Mas temos jogadores que, individualmente, podem decidir nos momentos mais importantes, e sinto que é isso que define o futebol de alto nível.”

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“Quando duas boas equipes se enfrentam, muitas vezes a partida fica equilibrada, e são justamente esses momentos que decidem o resultado.”