“Haaland-mania” toma conta da Copa, com a Noruega inteira atrás de seu herói viking

Astro norueguês chega às quartas contra a Inglaterra cercado por idolatria, memes e esperança nacional

Reuters

Erling Haaland, da Noruega, comemora com seus companheiros de equipe com a "remada viking"
30 de junho de 2026 REUTERS/Hannah Mckay
Erling Haaland, da Noruega, comemora com seus companheiros de equipe com a "remada viking" 30 de junho de 2026 REUTERS/Hannah Mckay

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Erling Haaland já se acostumou à vida sob os holofotes, mas a febre em torno do atacante atingiu um novo patamar às vésperas da partida mais importante da história da Noruega: as quartas de final da Copa do Mundo contra a Inglaterra.

Aos 25 anos, Haaland carrega as esperanças de uma nação inteira. Ainda assim, o atacante parece estar aproveitando cada segundo — e é difícil ignorar a dimensão da obsessão em torno dele.

“Uma coisa para fazer hoje… pesquisar meu nome no Google”, escreveu Haaland nas redes sociais.

Ao buscar o nome do jogador, o torcedor se depara com uma surpresa: a já icônica “remada viking”, embalada pelo ritmo forte dos tambores que virou trilha sonora da campanha surpreendente da Noruega na Copa.

Depois de 28 anos fora do Mundial, a classificação da seleção norueguesa transformou Haaland no rosto de uma equipe azarã que acabou eliminando o Brasil e conquistando até torcedores que raramente param para ver uma partida de futebol.

De vídeos gerados por inteligência artificial mostrando Haaland como líder de um exército viking contra a Inglaterra a montagens que o reinventam como astro de K-pop, não há dúvida de que o atacante se tornou um dos personagens mais reconhecidos do torneio.

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Com milhões de seguidores nas redes sociais, a música viral “Haaland” dominou memes, melhores momentos e vídeos comemorativos durante a Copa do Mundo.

A atenção também é intensa na base da Noruega, montada nas instalações do Inter Miami, onde a quantidade de câmeras e repórteres diz tanto quanto qualquer estatística.

“Acho que é a maior entrevista coletiva até agora”, comentou o meio-campista Morten Thorsby, ao observar a aglomeração de jornalistas.

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“Não esperava isso”

Apesar de estar empatado com Kylian Mbappé, com sete gols, na briga pela artilharia do Mundial — um atrás de Lionel Messi —, Haaland admitiu que o sucesso da Noruega o surpreendeu.

“Eu não esperava isso de jeito nenhum. Já disse isso várias vezes. Mesmo antes do jogo contra o Brasil, eu não esperava”, afirmou. “Estar nas quartas de final com a Noruega na Copa do Mundo é bastante surpreendente, até para mim.”

“Só o fato de poder jogar a Copa do Mundo já é, para mim, uma enorme honra e uma meta muito importante na minha carreira. Estar aqui, no maior palco do mundo, com meus amigos noruegueses, enfrentando as melhores seleções, é realmente especial.”

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Apesar do protagonismo em campo, os companheiros falam menos dos gols de Haaland do que de sua personalidade simples. Kristian Thorstvedt o descreveu mais como um exemplo a ser seguido do que como uma celebridade.

“Cada um tem seu jeito de viver e de fazer as coisas. Todos nós observamos uns aos outros, tentando aprender mais sobre profissionalismo e também sobre como tirar a cabeça do futebol”, disse Thorstvedt.

“Erling, claro, tem seus próprios métodos. É inspirador ver alguém indo tão bem. A gente quer entender o que ele faz para também aprender.”

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“Isso não é normal”

A vitória sobre o pentacampeão Brasil nas oitavas de final ainda soa quase irreal — e foi, sem dúvida, uma injeção de confiança para a Noruega.

“Jogar contra o Brasil já foi meio louco para nós, noruegueses, e vencer o Brasil para depois enfrentar a Inglaterra nas quartas de final da Copa do Mundo, nos EUA, é algo muito especial”, disse Haaland.

“Se você olhar para o que está acontecendo na Noruega, isso não é normal para o país. É superespecial.”

Os torcedores noruegueses embarcaram de vez na euforia da campanha de conto de fadas, repetindo a “remada viking” na Times Square, em Nova York, e até em uma escada rolante em Boston.

Haaland, por sua vez, parece abraçar o lado absurdo de tudo isso com naturalidade.

“É importante brincar… Eu gosto de brincar um pouco e gosto de me divertir. Isso é essencial no meu dia a dia — brincar e, claro, treinar bem e me preparar bem”, afirmou.

“Assim como estamos jogando a Copa do Mundo, só temos que aproveitar, porque nada dura para sempre. Temos que aproveitar enquanto estamos aqui.”