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A Noruega transformou sua volta à Copa do Mundo em uma campanha de apelo histórico. Após 28 anos sem disputar o torneio, a seleção apresentou seus jogadores vestidos como vikings em fotos e vídeos divulgados antes do Mundial de 2026.
Os atletas apareceram caracterizados como os guerreiros e navegadores nórdicos que marcaram a história da Escandinávia entre os séculos VIII e XI.
O retorno ao Mundial é tratado como um marco no país. A Noruega não disputava uma Copa desde 1998 e chega à edição de 2026 com uma geração valorizada em cerca de 589 milhões de euros, segundo o Transfermarkt.
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O clima de celebração foi reforçado pelo rei Harald V, de 89 anos, que participou do anúncio dos convocados em um vídeo oficial.

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Críticas à campanha
A iniciativa, porém, provocou reações negativas dentro da própria Noruega. Parte da imprensa e de especialistas criticou o uso da imagem dos vikings, argumentando que esse tipo de simbologia pode ser apropriado por grupos nacionalistas e extremistas.
O jornalista Markus Slettholm, do jornal Morgenbladet, classificou as imagens como “chauvinistas e excludentes”. Em entrevista à emissora pública NRK, afirmou que a campanha lembra símbolos utilizados por grupos neonazistas no passado.
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A pesquisadora Jane Haug Skjoldli também questionou a escolha. Em declarações reproduzidas pelo jornal britânico Daily Mail, ela avaliou que os trajes podem ser interpretados como uma representação “hipermasculina” associada à extrema direita.