Vendas do varejo do Reino Unido caem 1,6% em agosto ante julho

Quantidade de bens comprados caiu em todos todos os principais setores; analista vê motivos fortes para banco central acelerar alta de juros
Loja no Reino Unido
Loja no Reino Unido

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Os volumes de vendas no varejo do Reino Unido caíram 1,6% em agosto ante julho, mantendo a tendência de queda observada desde o verão de 2021, quando foram interrompidas as restrições à circulação de pessoas por conta da pandemia. As informações são do Escritório Nacional de Estatísticas (NOS, na sigla em inglês).
A queda foi muito maior do que a contração de 0,5% prevista por economistas consultados pela Reuters.

Todos os principais setores (lojas de alimentos e de não alimentos, varejo online e combustíveis) caíram ao longo do mês. A última vez que isso aconteceu foi em julho de do ano passado, quando todas as restrições legais foram levantadas.

Os volumes de vendas das lojas de alimentos, por exemplo, caíram 0,8% em agosto, que significa deixa 1,4 ponto porcentual abaixo dos níveis pré-pandemia, em fevereiro de 2020.

Nos três meses até agosto, o volume de vendas no varejo ficou 1,1% abaixo dos três meses anteriores.

Lynda Petherick, líder de varejo da consultoria Accenture, disse que “com um inverno difícil, será uma preocupação para os varejistas que os compradores já tenham refreado seus gastos, apesar do verão quente”.

Decisão sobre juros

Para o JP Morgan, existem vários argumentos fortes para o comitê de política monetária britânico (MPC, na sigla em inglês) acelerar o ritmo de aperto para 75 pontos base na próxima semana. A reunião dos integrantes do Banco Central da Inglaterra (BoE), que deveria ter sido realizada ontem (15) foi remarcada para o dia 22 por conta da morte da Rainha Elizabeth II.

Para o banco de investimentos, os dados de expectativas de inflação de ontem e a queda acentuada de hoje nas vendas no varejo dão motivos suficientes para uma maior cautela por parte do MPC.

(Com agências)

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Roberto de Lira
Economia | Mercados | Mundo

Roberto de Lira é jornalista com mais de 20 anos de experiência em redações de grandes veículos como Folha de S.Paulo, Gazeta Mercantil, Agência Estado e DCI. Sua formação profissional inclui cursos de pós-graduação e MBA em Derivativos, Direção Editorial e Estratégias Digitais para Empresas de Mídia. Também é autor do dicionário temático “Bolsonário -A nova política de A a Z”, pela Alta Cult.