Produção industrial no Brasil avança 0,20% em julho, diz IBGE

Na comparação com ​o mesmo mês do ano anterior, ‌a produção ​recuou 0,50%

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A produção industrial no Brasil voltou a registrar crescimento da produção em julho depois de dois meses de perdas, mas iniciou o terceiro trimestre com um desempenho abaixo do esperado.

A produção avançou 0,20% em julho em relação ao mês anterior, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve queda de 0,5% na produção.

Os resultados ficaram aquém das expectativas em pesquisa da Reuters com analistas de crescimento de 0,6% no mês e de estagnação na base anual.

A indústria iniciou o ano com resultados positivos, mas passou a perder força na metade do segundo trimestre pressionada por produtos derivados do petróleo.

A política monetária restritiva, com a taxa Selic atualmente em 14,0%, deve continuar pesando sobre o setor. No segundo trimestre a indústria desacelerou o ritmo de alta a 0,1%, de 1,2% no período anterior, de acordo com os dados do PIB divulgados na terça-feira.

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Em julho, as influências positivas de maior destaque para a produção industrial foram dadas por equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (12,2%), produtos alimentícios (1,0%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,1%), com as três categorias interrompendo dois meses consecutivos de queda na produção.

Na outra ponta, a produção das indústrias extrativas, com queda de 1% sobre junho, exerceu o principal impacto negativo no mês ao marcar a terceira taxa negativa consecutiva. Também se destacaram negativamente impressão e reprodução de gravações (-17,2%), produtos diversos (-9,0%), metalurgia (-1,4%), produtos químicos (-0,8%) e celulose, papel e produtos de papel (-1,3%).

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (3,2%), bens de capital (2,4%) e bens de consumo semi e não duráveis (0,5%) apresentaram ganhos, enquanto o segmento de bens intermediários (-0,2%) assinalou o único resultado negativo em julho.

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